Antífona de Entrada:
Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face. (Sl 104, 3-4)

Oração do Dia:
Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Primeira Leitura (Ex 22, 20-26)


Leitura do Livro do Êxodo


Assim diz o Senhor: 20Não oprimas nem maltrates o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito. 21Não façais mal algum à viúva nem ao órfão. 22Se os maltratardes, gritarão por mim, e eu ouvirei o seu clamor. 23Minha cólera, então, se inflamará e eu vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas e órfãos os vossos filhos. 24Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, a um pobre que vive ao teu lado, não sejas um usurário, dele cobrando juros. 25Se tomares como penhor o manto do teu próximo, deverás devolvê-lo antes do pôr do sol. 26Pois é a única veste que tem para o seu corpo, e coberta que ele tem para dormir. Se clamar por mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.


— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 17)


R. Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.


— Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação. R.

— Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! E dos meus perseguidores serei salvo! R.

— Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador! Concedeis ao vosso rei grandes vitórias e mostrais misericórdia ao vosso Ungido. R.


Segunda Leitura (1Ts 1, 5c-10)


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses


Irmãos: 5cSabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. 6E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações. 7Assim vos tornastes modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia. 8Com efeito, a partir de vós, a Palavra do Senhor não se divulgou apenas na Macedônia e na Acaia, mas a vossa fé em Deus propagou-se por toda parte. Assim, nós já nem precisamos de falar, 9pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, 10esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir. 


— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Assista a Santa Missa pela internet ou TV. Sugestões:



R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14, 23). R.


Anúncio do Evangelho (Mt 22, 34-40)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 34os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”

37Jesus respondeu: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’ 38Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Homilia: Vivamos o amor de Deus em nossa vida

“Jesus respondeu: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’” (Mateus 22,37-39).

Todo empenho da vida de um cristão, de um filho, de uma filha de Deus, é viver os mandamentos da Lei do Senhor Nosso Deus. Não é fácil vivê-los, porque o mundo não cria um ambiente para vivermos os mandamentos, mas nós precisamos assumir a nossa identidade, nossa responsabilidade, assumir aquilo em que cremos. Assumir a nossa fé é testemunhar a vida nos mandamentos de Deus: amar o Senhor teu Deus de todo o entendimento, de toda a sua força, de toda o seu coração.

Não amemos nada nem ninguém mais do que a Deus. Aqui não é um amor subjetivo, não é um amor apenas de sentimentos: “Eu sinto um amor por Deus”. Não é um amor só de pensamentos: “Eu penso em Deus o tempo inteiro”. Aqui é um amor de vida, de dedicação, de relação, trata-se de um amor de comunhão. Aquele que ama vive a comunhão com o Amado, vive uma relação de proximidade, de intimidade e de verdade com aquele que ama.

A nossa relação com Deus precisa ser uma relação de amor, amor sublime, amor de entrega, amor escuta. Quem ama escuta, quem ama a Deus escuta-O, obedece-Lhe e deixa-se guiar por Ele, permite que Sua primazia aconteça na vida e no coração.


O amor é fato, vida, esforço, dedicação, respeito e reverência para com Deus

Como amo a Deus se não tenho tempo para Ele? Como amo a Deus se não me volto a Ele de todo coração? Como amo a Deus se não tenho coragem de deixar celular, outros compromissos, prazeres e lazeres por causa d’Ele? Como amo a Deus se tenho dificuldade até de prestar culto a Ele?

Aqui não é amor de boca, o amor de boca é hipocrisia. O amor é fato, vida, esforço, dedicação, respeito e reverência para com Deus. Como a sociedade pode dizer que ama a Deus se nem referencia o nome do Senhor? Quantos desrespeitos cometidos ao Senhor, e eu nem digo por aqueles que não creem em Deus.

Muitas vezes, a nossa hipocrisia é dizer: “O mundo lá fora não respeita Deus”. Vejo pessoas levantando faixas porque muitos estão cometendo blasfêmias, desrespeitando o nome d’Ele. Mas nós que somos de Deus, quantas vezes mentimos, cometemos hipocrisias em nome d'Ele!? Estamos colocando Deus de uma forma avulsa e confusa no mundo; pessoas usam o nome do Senhor para agredirem umas as outras.  

Olho para as redes sociais, quantas mentiras, quantas hipocrisias e falta de verdade em nome de Deus! Se no culto levo incenso para Deus, se me reverencio, passo horas em louvor a Deus, mas não respeito o meu próximo, não amo o meu próximo, uso de agressão para com o outro, desconsidero e ataco o outro, minto para ele, que amor é esse que vivo para com Deus?

Hoje, a Palavra de Deus é um convite, é uma reflexão sincera, verdadeira e profunda: Como estamos vivendo o amor em nossa vida? De que forma estamos amando a Deus e ao nosso próximo?

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Nossa resposta de amor a Deus

Jesus nos recorda no Evangelho deste domingo que o maior mandamento da Lei é o do amor: primeiro a Deus e depois ao próximo. Mas quem nos amou primeiro foi Ele, não o contrário; e todo amor que manifestamos, seja a Ele, seja a nossos irmãos, nada mais é que uma resposta de gratidão ao que sua bondade faz continuamente por nós. Em que consiste de modo concreto essa resposta, é o tema de mais esta meditação do Pe. Paulo Ricardo.





Santo do Dia:

Santo Antônio de Sant’Ana Galvão


Conhecido como “o homem da paz e da caridade” e popularmente conhecido como Frei Galvão, Antônio nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP), filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro, e de Isabel Leite de Barros, brasileira natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. Seu ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.

Seu pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.

Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo. Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.

Cheio do espírito da caridade, Frei Antônio não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios, e por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então Recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como deve ser vivida a vida religiosa e como devem ser tratadas as pessoas de dentro e de fora do Recolhimento.

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis. Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: “Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que, tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822”. Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, junto à luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, residindo na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor sacramentado.

Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas cujas mãos e pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade, e testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: “O seu nome é ouvido em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, com grande confiança; e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades”.

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido na Liturgia pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.


Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, rogai por nós!


Oração sobre as Oferendas:
Olhai, ó Deus, com bondade, as oferendas que colocamos diante de vós, e seja para vossa glória a celebração que realizamos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona de Comunhão:
Com a vossa vitória então exultaremos, levantando as bandeiras em nome do Senhor. (Sl 19, 6)

Ou:


O Cristo nos amou, e por nós se entregou a Deus, como oferenda e sacrifício santo. (Ef 5, 2)

Oração depois da Comunhão:
Ó Deus, que os vossos sacramentos produzam em nós o que significam, a fim de que um dia entremos em plena posse do mistério que agora celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.