Nome: Apresentação de Nossa Senhora (Memória)
Data: 21 de Novembro

Trata-se de uma memória mariana de origem devocional. Prende-se a uma piedosa tradição atestada pelo Protoevangelho de Tiago. Os Livros litúrgicos em latim não costumam falar de Nossa Senhora, mas da Bem-aventurada Virgem Maria. Assim se relata que Maria, ainda menina, foi apresentada ao templo de Jerusalém para ser instruída nas coisas de Deus.

Esta memória foi introduzida no Missal romano em 1472, sob Sisto IV, mas já era celebrada no século IX nos mosteiros de rito oriental da Itália meridional. No Oriente esta festa remonta ao século VI. Na Liturgia celebra-se o fato de uma possível apresentação de Maria ao Templo, que é piedosa lenda. Realça, antes, a consagração de Maria a Deus desde a infância, muito bem figurada pela lenda. Podemos pensar na primeira doação que Maria fez de si própria, tornando-se modelo de toda alma que se consagra ao Senhor. A cheia de graça, desde o primeiro momento de sua existência, está toda mergulhada em Deus.

Apresentar no Templo ou ao Templo significa apresentar a Deus. Diz Paulo VI na Marialis cultus, referindo-se às diversas comemorações de Nossa Senhora no Calendário romano: "...e outras, enfim, que, por detrás do que têm de apócrifo, propõem conteúdos de elevado valor exemplar e continuam veneráveis tradições, radicadas sobretudo no Oriente (21 de novembro - Apresentação de Nossa Senhora)..." (MC, n. 8).

Portanto, o que a Igreja celebra é o mistério de Maria, a cheia de graça, a Mãe da Divina Graça. Maria, mulher que realiza em plenitude, desde o início de sua vida, o ideal de todo ser humano, chamado a viver em intima comunhão de amor com Deus. Em vez de ser apresentada no Templo, é ela que pela conceição imaculada é templo de Deus.

A Antífona do Magnificat expressa bem o mistério celebrado: Santa Maria, sempre Virgem, Mãe de Deus, Senhora nossa; sois o templo do Senhor, santuário do Espírito! Mais que todas agradastes a Jesus, nosso Senhor.

A Oração coleta, mesmo de forma genérica, sem qualquer referência aos apócrifos, contém dois temas. Lembra que o povo do Senhor se reuniu para recordar a Virgem Maria e invocar a sua presença e pede que o povo reunido, no qual o Senhor está presente, seja participante da plenitude de sua graça.

No hino das Laudes Maria é proclamada como Esposa e Filha do Rei. Eis a primeira estrofe: Do Rei Esposa e Filha, real Virgem Maria, eleita desde sempre por Deus, que tudo cria.

E a segunda estrofe: Donzela imaculada, morada do Senhor, o Espírito, enviado do céu, vos consagrou.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

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