Todos as meditações

Oração Preparatória

Meu Deus e meu Senhor, creio firmemente que estais aqui presente.


Vos adoro, meu Deus, com toda a submissão e afeto do meu coração, e humildemente vos peço perdão de todos os meus pecados.


Vos ofereço, Senhor e meu Pai, esta meditação, e espero que me concedais as graças necessárias para realizá-la bem. Para esse mesmo fim, recorro a Vós, Santíssima Virgem, minha Mãe, aos Anjos e Santos, para que intercedais por mim e me alcanceis o que necessito para tirar fruto desta meditação. Amém.

Prelúdio Primeiro — Composição de Lugar

Imagina que vês Deus sentado em um trono de majestade e grandeza como juiz, e tu, réu que és, de pé, com as mãos atadas. Diante do Juiz e de ti, lê-se o processo de todos os pecados que cometeste ao longo de toda a tua vida, com todas as circunstâncias de lugar, pessoas, estado e idades, sem que possas te desculpar ou negar coisa alguma.


Prelúdio Segundo — Petição

Meu Deus e Senhor, peço-vos que me deis conhecimento do número e da gravidade dos meus pecados, assim como uma grande dor e arrependimento por tê-los cometido.


Ponto 1 — A fealdade e a malícia do pecado

São palavras de Santo Inácio: "Deve-se aplicar o entendimento e a memória sobre o pecado particular de cada um, considerando que por um só pecado mortal foi para o inferno; e muitos outros incontáveis foram condenados por pecados menores do que os que eu mesmo cometi.


Digo que se deve fazer outro tanto sobre o terceiro pecado particular, trazendo à memória a gravidade e a malícia do pecado contra seu Criador e Senhor; discorrer com o entendimento sobre como, ao pecar e agir contra a vontade infinita, justamente foi condenado para sempre; e acabar com a vontade, como está dito.


Agora, trazer à memória todos os pecados da vida, considerando ano após ano ou período por período. Para isso, ajudam três coisas: primeiro, recordar o lugar e a casa onde vivi; segundo, lembrar as conversas que tive com outros; terceiro, refletir sobre o ofício em que vivi.


Depois, ponderar os pecados, considerando a fealdade e a malícia que cada pecado mortal cometido possui em si, ainda que não fosse proibido.


Olhar quem sou eu! Ai de mim! Uma ferida e uma úlcera de onde saíram tantos pecados, tantas maldades e um veneno fortíssimo.


Considerar quem é Deus, contra quem pequei, segundo seus divinos atributos, comparando-os com os contrários que existem em mim."


Explicação

1. No exato momento em que se comete o pecado, a alma, que é uma belíssima imagem de Deus, transforma-se em um monstro horribilíssimo. Não é possível compreender plenamente a admirável beleza de que está adornada uma alma que goza da graça de Deus. Nesse estado, ela é um retrato e uma cópia da própria beleza divina, para cuja formação se requer nada menos que sabedoria e poder infinitos.


"Mil vidas perderia com alegria e mil mortes padeceria para conservar a beleza de uma só alma assim adornada", disse um dia uma grande santa, Santa Teresa de Jesus, a quem Deus concedeu a visão dessa beleza. Contudo, assim como a graça embeleza a alma, o pecado a desfigura na mesma medida. Uma alma em pecado e um espírito condenado se assemelham perfeitamente na deformidade; e, assim como um homem não poderia contemplar um demônio em sua figura real sem morrer de espanto, tampouco poderia ver uma alma em estado de pecado sem morrer de terror.


2. No momento em que se comete o pecado, a alma se torna extremamente odiosa a Deus. Nenhuma inteligência, seja do céu ou da terra, é capaz de compreender plenamente quão grande é a abominação e quão entranhável é o ódio que Deus tem ao pecado. Sim, Deus aborrece o pecado e necessariamente o aborrece; de tal maneira que, assim como é impossível que Ele deixe de amar a si mesmo como Sumo Bem, também é impossível que deixe de aborrecer o pecado como sumo mal.


3. No momento em que se peca, a alma, que antes era filha de Deus, torna-se escrava do demônio. É digno de compaixão o estado de uma pessoa possuída, obrigada a hospedar em seu próprio corpo, dia e noite, um demônio do inferno; mas muito mais lastimável é o estado daquele cuja alma, pelo pecado, se faz escrava do demônio e está obrigada a viver sob sua tirânica potestade.


O primeiro pode suceder que seja filho do Altíssimo, que goze de sua graça e tenha total confiança de ir gozá-lo eternamente no céu; mas o segundo é inimigo de Deus, está privado de sua graça e sempre a ponto de cair no inferno, arrastado para lá por seu próprio senhor, para ser ali atormentado eternamente.


4. No momento em que se peca, a alma cai no estado mais vil e desprezível. Não há nada mais vergonhoso do que o pecado, nem mais infame do que o pecador. Imagina, alma minha, que Deus abre os olhos de todos para que vejam claramente em teu coração todos os vícios e pecados que cometeste em tua vida por pensamento, palavra e obra. Oh, Deus, que rubor e vergonha seriam os teus! Não irias antes esconder-te nas grutas e cavernas dos desertos do que aparecer diante dos homens?


Eis como, segundo a mesma razão natural reta, não há nada mais vergonhoso do que o pecado, nem mais infame do que o pecador. Ah, quanto deverias corar diante de Deus, em cuja presença cometeste tantos pecados e perante cujos olhos está continuamente manifesta toda a fealdade de tua vida!


Afetos

1. Vergonha de mim mesmo. — Oh, meu Deus, quantos pecados cometi! Não há potência em minha alma nem sentido em meu corpo com que não Vos tenha ofendido! Memória desgraçada, de quantas lembranças indignas te nutriste! Entendimento infeliz, quantos pensamentos maus geraste! Vontade desordenada, em quantos afetos ilícitos consentiste! Língua infeliz, quantas palavras livres proferiste! Mãos indignas, quantas ações proibidas executaram! Coração desregrado, quantas coisas amaste e aborreceste desordenadamente!


Oh, meu Deus, se apenas um pecado Vos causa náusea, horror e abominação infinitos, em que forma aparecerá diante de Vós minha alma, na qual não se vê outra coisa senão pecados? Para onde fugirei para esconder-me e ocultar minha fealdade? Oh, pecado! Quão atraente pareces a quem te comete; quão amargo e detestável te tornas depois de cometido! Com certeza, se todos me conhecessem como me conhece Deus, não haveria santo no céu nem homem na terra que não desviasse o olhar com grande horror.


2. Invocação. — Estou envergonhado de mim mesmo, ó meu Deus, e sinto-me completamente horrorizado ao refletir sobre meu sumo frenesi. Ah, meu Deus! A quem recorrerei, senão a Vós, Deus de eterna bondade e misericórdia infinita? Dignai-Vos, por vossa piedade, conceder-me tanto pesar que penetre todo o meu coração e seja tão eficaz que chegue a purificar minha alma de todas as suas imundícies. Eu não posso concebê-lo sem a ajuda particular de vossa graça; concedei-ma, ó Senhor, e o céu e a terra terão um novo motivo para louvar e bendizer vossa misericórdia.


Ponto 2 — A vileza do homem que ofende a Deus

A suma malícia do pecado por causa da suma vileza e baixeza do homem que ofende a Deus. Reflete atentamente, alma minha, sobre o que tu és, e depois julga a gravidade do pecado.


1. Tu és uma criatura que, por ti mesma, não possui nenhum bem. Pois que bem pode ter uma criatura que se pode chamar de pura nada? Há poucos anos, não eras nada; agora, quanto ao corpo, és apenas um punhado de barro; em breve serás colocada em um sepulcro para ali te converteres em podridão, servires de alimento a nojentos vermes e voltares novamente ao pó.


Quem pode possuir um ser tão desprezível, cuja baixeza não pode ser compreendida por nenhum entendimento, e cuja nulidade nem as soberanas inteligências, nem mesmo a Santíssima Virgem, mas só Deus pode penetrar e medir? E, no entanto, este punhado de pó, este verme da terra, esta criatura vilíssima teve a ousadia de fazer-se forte contra Deus e opor-se à sua vontade. Sua temeridade chegou ao ponto de desprezar o Altíssimo, dizendo com os atos, senão com as palavras: "Quem é o Senhor que me quer obediente à sua voz? Eu não conheço dono que seja superior a mim..."


2. Tu és uma criatura com quem Deus se mostrou infinitamente generoso. Deus te cumulou de incontáveis benefícios, alma minha, e não houve em todo o curso de tua vida sequer um momento em que não experimentasses algum novo efeito de sua beneficência; e não haverá, daqui em diante, por toda a eternidade, um único instante, a menos que dependa de ti, em que Ele não te dispense algum novo favor.


Essa liberalidade foi demonstrada com amor eterno, pois o Senhor não se amou a si mesmo antes de te amar; com amor imerecido, porque não necessita de ti nem de tuas obras; com amor magnânimo, porque poderia ter conferido essas graças a outros que O teriam servido melhor do que tu. E, ainda assim, foste tão temerária e ingrata, alma minha, e tiveste valor de ofender a um Deus tão benéfico para contigo, e de ofendê-Lo tantas vezes e com tanta desfaçatez!


Que monstruosidade não seria a de um filho que ousasse cometer, diante dos olhos de seu pai, todo gênero de infâmias e ainda chegasse ao ponto de cuspir-lhe no rosto! Ah! E não fizeste tu outro tanto, vilíssima criatura, contra teu Deus, que sempre se mostrou contigo amantíssimo Pai?


3. Tu és uma criatura que tudo deve a Deus. Sim, alma minha, de quanto há em ti, és devedora a teu Criador. Ele é quem te deu tudo e quem conservou tudo para ti. Que impiedade é abusar dos benefícios e das graças recebidas de Deus e servir-se delas com afronta e ultraje de Sua incompreensível Majestade!


Que monstruosidade seria se alguém, a quem Jesus Cristo houvesse curado milagrosamente uma mão paralítica, utilizasse depois essa mesma mão para açoitá-Lo! Que indignidade se a língua de um mudo, curada por Jesus Cristo com um prodígio, se desatasse depois em blasfêmias até mesmo na cruz! Ah! Volta os olhos para ti mesma, alma minha: quem te deu essa língua, esses olhos, esses ouvidos, essas mãos e todos os outros membros do corpo, bem como as potências da alma com que tantas vezes tens ofendido a teu Deus? Foi esta a recompensa de tantos favores?


4. Tu és uma criatura a quem Deus arrancou do inferno pela força de seu poder e misericórdia "Grande é para comigo a vossa misericórdia; livrastes minha alma do inferno profundo" Sl 86,13.


Alma minha, se pecaste uma só vez, mereceste o inferno e deves unicamente à misericórdia de teu Deus o fato de não estares submersa nele; assim te ensina a fé. Mas essa circunstância, quanto não agrava teus pecados? Se hoje mesmo Deus libertasse um condenado do inferno e lhe concedesse tempo para fazer penitência, e, não obstante esse grande benefício, ele voltasse amanhã a blasfemá-Lo, o que pensarias disso?


Deus já te livrou do inferno dez, vinte, talvez até mais vezes; e, depois de ter usado contigo de uma misericórdia tão extraordinária, o que fizeste? Ah... Pecaste! Céus, pasmai!


Afetos

1. Humilhação e sincera confissão diante de Deus. — Amabilíssimo Deus meu, eu me abismo diante de vossa divina presença até o mais profundo do inferno, já que não poderia encontrar lugar que me seja mais próprio. Sou mais do que pó e cinza? E, no entanto, atrevi-me a rebelar-me perfidamente contra o Deus Altíssimo, de cujas mãos recebi tudo: quanto sou, quanto tenho, quanto posso, tudo é dom de Deus, que a toda hora me inunda como um imenso torrente com benefícios sempre novos.


Contra Deus que, depois de um exorbitante número de pecados, por um excesso de sua misericórdia, me perdoou. Ó Deus meu! Confesso que minha conduta foi mais que diabólica; que não merecia um inferno, mas mil. Vós, miseráveis espíritos condenados, não sois mais infelizes que eu por haverdes pecado mais; não, sois unicamente porque Deus usou convosco de menor misericórdia do que comigo.


A vós foi concedido apenas um momento, a mim tantos anos; vós cometestes um único pecado, eu inumeráveis; a vós foi concedida uma única graça, a mim milhares; Deus vos reprovou por um único pecado, e a mim quis perdoar depois de tantos e tantos. E, apesar de tudo, continuei a ofendê-Lo. Não deveriam meus olhos verter um mar de lágrimas e chorar todas as horas que me restam de vida?


2. Arrependimento. — Vós penetrais, ó Deus meu, todos os recônditos do meu coração; minha vontade é detestar, aborrecer e maldizer sinceramente, com todas as forças da minha alma, todos os pecados que cometi até este momento. Ah! Quem me dera poder concentrar em meu coração todas as dores e arrependimentos de todos os penitentes mais contritos, para chorar e detestar meus pecados, se não tanto quanto merecem, ao menos tanto quanto me fosse possível! Em compensação, ofereço-vos a dor, a amargura e a agonia que Jesus padeceu por meus pecados, os quais O fizeram suar sangue no Horto.


Ponto 3 — A Majestade de Deus ofendida

Convence-se a malícia infinita do pecado pela suprema Majestade de Deus, a quem se ofende cometendo-o. Quanto maior é a dignidade da pessoa ofendida, tanto maior e mais grave é a ofensa que ela recebe. Descarregar no rosto de um poderoso monarca uma bofetada seria uma ofensa incomparavelmente mais grave do que se descarregassem cem no rosto de um escravo; a razão natural o ensina. Pondera tu agora, alma minha, segundo este princípio, a gravidade do pecado. Quem é Deus?


1. Deus é infinitamente bom. — É um ser que contém em si todas as perfeições possíveis: bondade infinita, onipotência infinita, sabedoria infinita, generosidade infinita, misericórdia infinita; em suma, possui infinitas perfeições. Assim como é o sumo bem em si mesmo, é também a origem e a fonte de todos os bens que há nas criaturas.


Não há poder, bondade, santidade, beleza, misericórdia ou generosidade, seja no céu ou na terra, nos anjos ou nos homens, nem em nenhuma outra criatura, que não dimane de Deus como único e inesgotável manancial que é. Ofender, desprezar, desonrar advertida e deliberadamente a um Deus tão grande: oh, que malícia!


2. Deus é infinita majestade e grandeza. — Eleva teus olhos ao céu, alma minha, e imagina ver ali o Senhor sentado em um trono, cercado por milhares de anjos, sobrecolhidos diante do esplendor de sua divindade, esforçando-se em louvá-Lo e bendizê-Lo com toda a capacidade de suas potências.


E, reconhecendo que não podem exaltá-Lo quanto merece sua grandeza, prostram-se humilhados sobre o rosto e confessam que Deus deve ser amado e glorificado infinitamente, muito além do que eles são capazes. Pois agora, enquanto isto se pratica no céu, onde todos os espíritos bem-aventurados competem entre si para louvar e glorificar aquela grande Majestade, levanta-se um homem vilíssimo da terra para afrontar essa mesma suprema Majestade, carregando-a de opróbrios e insultos. Que enorme e incompreensível malícia é esta! Ah, alma minha, isso não se pode explicar. Dois pensamentos servirão para dar-te uma pequena ideia.


1. Imagina que todos os anjos descessem do céu e tomassem corpo humano; que todos os homens que viveram desde o princípio do mundo saíssem de seus sepulcros; e que todos fizessem, pelo espaço de mil anos, a mais rigorosa e horrível penitência; e, finalmente, que todos derramassem por amor de Deus seu sangue com os martírios mais requintados. Poderiam eles, com tudo isso, ressarcir a ofensa que se faz a Deus com um só pecado? Não, isso não é possível, porque o pecado mortal é de malícia infinita e a satisfação seria finita e limitada.


2. Se todos os anjos do céu, com todo o esforço de seu entendimento, se pusessem a aprofundar-se no conhecimento do pecado por toda a eternidade, jamais poderiam chegar a compreender o abismo de sua malícia.


Afetos

1. Sincera acusação de si mesmo. — A luz que me concedeis, ó Deus meu, faz-me conhecer que minha malícia chegou ao extremo. Eu Vos ofendi... Quem sou eu? Não um querubim, nem um anjo, nem outro espírito nobilíssimo, mas um miserável homenzinho, um punhado de pó, um verme da terra. Eu Vos ofendi a Vós! Quem sois Vós? Não algum monarca, não algum anjo ou serafim, mas Deus, suma bondade, fonte e origem de todo bem, supremo Senhor do céu e da terra.


Eu Vos ofendi! E onde? Não em segredo, nem em vossa ausência, mas em vossa presença e no meio do esplendor de vossa Majestade. Eu Vos ofendi! Com quê? Com aqueles olhos, aqueles ouvidos, aquela língua, aquelas mãos, aquele coração que me destes por pura misericórdia. Eu Vos ofendi! Mas por quê? Não pela esperança de adquirir um reino, nem por temor de estar ameaçado de morte, mas por uma vil satisfação dos sentidos, por temor de alguma leve confusão. Eu Vos ofendi! Mas quantas vezes? Ah, meu Deus, Vós sabeis o número!


Eu Vos ofendi! Quando? Na mesma hora em que Vós estáveis ocupado em conservar-me a saúde corporal, em cumular minha alma de novos benefícios, em refrear o furor do demônio para que não me arrastasse consigo ao inferno. Ó meu Deus! Quão enorme é minha ingratidão, minha loucura, meu furor, minha malícia! E, no entanto, ainda é, diante de vossos olhos, infinitamente maior do que posso conhecer "Que eu me conheça, que eu vos conheça; para que me despreze e vos ame" Santo Agostinho.


2. Arrependimento. — Eis como vivi, ó meu Deus! E qual foi o modo com que Vos ofendi? Mas qual foi depois minha dor e arrependimento? Fiz, de tempos em tempos, algum ato de contrição, bati no peito e, depois, continuei vivendo tranquilamente, como se já estivesse seguro do perdão. Mas como? Depois de tantas ofensas a Deus, contentar-me-ei com um arrependimento tão fraco e tão breve? Não deveria meu coração estar continuamente submerso na dor, e meus olhos verterem lágrimas contínuas? Ofendi o sumo e infinito Bem; isso basta para que jamais cesse meu pesar. Ah! Quem dera jamais Vos tivesse ofendido! Ó Ser infinitamente amável! E por que não sacrifiquei mil vezes antes meu corpo e minha vida?...


3. Propósito. — Mas o mal já está feito; deixei-me enganar pelos sentidos e vencer e arrastar por minhas perversas inclinações. Perdoai-me, ó meu Deus, eu Vos suplico por vossa infinita misericórdia e pelos méritos do preciosíssimo Sangue de vosso Filho Jesus Cristo. Agora volto a Vós de todo o coração e resolvo, em vossa presença, preferir antes a morte do que voltar a pecar jamais. Ó santo propósito! Bem-aventurada resolução! Mas será sincera? Sim, Jesus meu, assim o resolvo sinceramente: Senhor, que tendes o domínio da vida e da morte, se previrdes que hei de cometer um novo pecado, suplico-Vos que me tireis deste mundo antes que chegue esse dia tão triste.


Pai-Nosso e Ave-Maria.


Conclusão da Meditação

Ação de Graças

Vos dou graças, meu Deus, pelos bons pensamentos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação.


Oferecimento

Vos ofereço os propósitos que nela formei e vos peço uma graça muito eficaz para colocá-los em prática. Para esse fim, suplico a Vós, Maria, minha Mãe, aos Anjos e Santos da minha devoção, que intercedais por mim e me alcanceis essa graça. Amém.