XXI — Das duas bandeiras Exercícios Espirituais de Santo Inácio - Meditações
Nota do autor: Esta meditação é a primeira da quarta seção. Durante os dias dessas meditações, no tempo livre, poderão ser lidos os mesmos livros indicados na seção anterior ou aquele que o diretor indicar, conforme o espírito do exercitante.
Oração Preparatória
Meu Deus e meu Senhor, creio firmemente que estais aqui presente.
Vos adoro, meu Deus, com toda a submissão e afeto do meu coração, e humildemente vos peço perdão de todos os meus pecados.
Vos ofereço, Senhor e meu Pai, esta meditação, e espero que me concedais as graças necessárias para realizá-la bem. Para esse mesmo fim, recorro a Vós, Santíssima Virgem, minha Mãe, aos Anjos e Santos, para que intercedais por mim e me alcanceis o que necessito para tirar fruto desta meditação. Amém.
Prelúdio primeiro
Considerar como Cristo, Nosso Senhor, nos chama e quer a todos sob a sua bandeira, e Lúcifer, ao contrário, sob a dele.
Prelúdio segundo — Composição de lugar
Ver com a imaginação um campo espaçoso em toda aquela região de Jerusalém, onde o capitão geral dos bons é Cristo, Nosso Senhor; e outro campo na região da Babilônia, onde o caudilho dos inimigos é Lúcifer.
Prelúdio terceiro — Petição
Ó Senhor e Deus meu! Vos peço conhecimento dos enganos do caudilho do mal e fortaleza para me livrar deles, e ao mesmo tempo Vos suplico que me deis a conhecer a vida reta e santa que, com sua doutrina e exemplos, nos ensina nosso sumo e verdadeiro Capitão.
Palavras de Santo Inácio
"O primeiro ponto é imaginar como se o caudilho de todos os inimigos estivesse assentado naquele grande campo da Babilônia, como numa grande cátedra de fogo e fumaça, figura horrível e espantosa.
O segundo, considerar como ele convoca inúmeros demônios e como os espalha, a uns envia para tal cidade, a outros para outra, e assim por todo o mundo, não deixando províncias, lugares, estados nem pessoas algumas em particular.
O terceiro, considerar o sermão que lhes faz e como os admoesta a lançar redes e correntes: que primeiro tentem com a cobiça das riquezas, como costuma acontecer na maioria dos casos, para que mais facilmente cheguem ao vão desejo da honra mundana, e depois à soberba crescente; e por esses três degraus conduz a todos os outros vícios.
Assim, ao contrário, deve-se imaginar do sumo e verdadeiro Capitão, que é Cristo, Nosso Senhor.
O primeiro ponto é considerar como Cristo, Nosso Senhor, se coloca em um grande campo daquela região de Jerusalém, em um lugar humilde, bonito e gracioso.
O segundo, considerar como o Senhor de todo o mundo escolhe tantas pessoas, Apóstolos, discípulos, etc., e os envia por todo o mundo, espalhando sua sagrada doutrina por todos os estados e condições de pessoas.
O terceiro, considerar o sermão que Cristo, Nosso Senhor, faz a todos os seus servos e amigos que envia para tão grande missão, recomendando-lhes que desejem ajudar a todos, conduzindo-os primeiro à suma pobreza espiritual, e, se sua divina Majestade assim o quiser e os eleger, também à pobreza atual; em segundo lugar, ao desejo de opróbrios e desprezos, porque dessas duas coisas se segue a humildade. De modo que sejam três degraus: o primeiro, pobreza contra riqueza; o segundo, opróbrio ou desprezo contra a honra mundana; o terceiro, humildade contra a soberba; e desses três degraus se induzam todas as outras virtudes."
Explicação
Esta meditação tem por objetivo o seguimento de Jesus Cristo, fazendo e sofrendo por seu amor. Não se pode seguir Jesus Cristo, viver segundo o seu espírito e praticar as suas virtudes sem encontrar muitíssimas dificuldades, oposições e contrariedades, as quais não se podem superar senão com um coração verdadeiramente generoso e magnânimo. Por isso, Santo Inácio agora nos propõe Jesus Cristo como modelo, a fim de que não recusemos padecer por Deus aquilo que Deus, feito homem, padeceu por nós.
Portanto, a presente meditação tem como finalidade levar-nos a resolver eficazmente e a todo custo seguir mais de perto a Jesus Cristo e viver segundo o seu espírito. O Santo nos propõe nestes dois capitães, Jesus Cristo e Lúcifer, como ambos procuram atrair os homens, cada um sob sua bandeira.
Ponto 1
Se devemos seguir a Jesus Cristo ou a Lúcifer, deduziremos isso pelo fim que propõem esses dois capitães. Qual é, pois, o fim de cada um?
O fim de Jesus Cristo é persuadir todos os homens a segui-Lo, a fim de que cheguem assim a poder louvar depois e bendizer eternamente a seu Pai celestial e adquirir a bem-aventurança eterna no céu. A tudo isso O estimula o duplo amor em que arde seu coração.
O primeiro e terníssimo amor é o que tem ao Pai, e dele provém o desejo que tem de que seja amado, honrado e louvado com todo o nosso coração, como é amado por Ele mesmo. O segundo amor terníssimo é o que tem aos homens, e daqui nasce o desejo que tem de que nós procuremos nossa salvação para poder gozar juntamente com Ele aquela eterna bem-aventurança com que Ele mesmo é bem-aventurado.
O fim de Lúcifer é alistar todos os homens sob sua bandeira, a fim de que, abandonando a Deus, O desonrem e se precipitem eles mesmos na condenação. A isso o estimula um duplo ódio em que se abrasa.
O primeiro é um ódio implacável contra Deus, porque, tendo sido ele por justíssimo juízo divino lançado do paraíso, desde então concebeu contra Deus um ódio sumo e incomparável, do qual, estando agitado incessantemente, não pode tolerar que seja louvado, honrado e amado por nenhum homem. O segundo é um ódio rabiosíssimo contra os homens, pelo motivo de que, sabendo que Deus destinou para eles aquela glória e bem-aventurança infinita da qual ele, com toda sua comitiva, foi excluído para sempre, desfaz-se de raiva e se esforça por fazê-los perder essa felicidade e precipitá-los consigo à condenação.
Agora, minha alma, que fazes? A qual destes dois capitães queres seguir, a Jesus Cristo ou a Lúcifer? Estando o jovem Tobias para empreender uma viagem a um país muito distante, o Arcanjo São Rafael apresentou-se diante dele em forma de um jovem e ofereceu-se como companheiro e guia.
Agora, imaginemos que a Tobias se apresentassem dois jovens e que, sob o aspecto do primeiro, se ocultasse o Arcanjo São Rafael e, sob o do segundo, também se ocultasse Lúcifer, e que ambos se oferecessem como guias. Se Tobias, voltando as costas ao Arcanjo, tivesse escolhido Lúcifer por guia, não teria ele se precipitado no maior infortúnio que se possa imaginar? Oh, minha alma, tu estás atualmente em viagem rumo à eternidade, e te oferecem como guias Jesus Cristo e Lúcifer. Em quem queres confiar? A quem queres seguir? Escolhe.
Afetos
Ah! Quão importante é esta escolha! Eu estou em viagem rumo à eternidade; o caminho me é desconhecido, e além disso está cheio de perigos e armadilhas: dois guias se me oferecem, Jesus Cristo e Lúcifer. Jesus, o Filho unigênito do eterno Pai; Jesus, santidade por essência; Jesus, que me ama intimamente; Jesus, que com todo o seu coração busca minha felicidade. Oh, e quão seguro é seguir tal guia! O segundo é Lúcifer: Lúcifer, o maior inimigo de Deus; Lúcifer, espírito condenado; Lúcifer, que me odeia profundamente; Lúcifer, que não busca senão a minha ruína eterna. Que faço? Ah, envergonho-me de fazer semelhante pergunta.
E o quê? Terei eu perdido o juízo para abandonar Jesus e seguir Lúcifer? Me odiaria a tal ponto que queira abandonar Jesus e seguir Lúcifer? Me odiaria tanto que queira deixar o caminho do céu e seguir o que conduz ao inferno?
Ah, não! Nunca o farei. Vós, ó Jesus meu! Sois o caminho, a verdade e a vida; o caminho que guia seguramente ao Pai; a verdade que me faz descobrir todas as armadilhas e enganos; a vida onde se encontra a bem-aventurança eterna. Alistai-me sob a vossa bandeira, ó Jesus meu!, eu Vos seguirei, e Vos seguirei até a morte.
Ponto 2
Pelo destino ao qual nos conduzem Jesus e Lúcifer, deve-se reconhecer a qual dos dois se deve seguir. A diferença é pouco menos que infinita: primeiro, entre os convites de Jesus Cristo e os de Lúcifer; segundo, entre o destino ao qual conduz Jesus e aquele ao qual conduz Lúcifer. Consideremos atentamente ambos.
O convite que Jesus Cristo nos faz para militar sob sua bandeira supõe o exercício de várias virtudes, todas difíceis e amargas para a natureza. As principais são estas: pobreza voluntária, obediência cega, renúncia contínua da própria vontade, humildade e sofrimento diante dos desprezos e das ofensas; silêncio nas opressões e perseguições, bendizer a Deus nas dores e nas amarguras.
Eis qual é o espírito de Jesus Cristo. A isso convida Jesus a cada um dos que querem segui-Lo; e a isso também deves te acomodar, alma minha, se queres militar sob sua bandeira. Não há dúvida de que parece amarga uma vida que deve se conformar a essas práticas; mas, oh, quão doce e desejável é depois o destino a que ela conduz! E qual é esse destino? Brevemente te direi; mas tu, alma minha, medita-o continuamente enquanto durar a tua vida. O destino a que Jesus Cristo conduz é livrar-se de um mal infinito, isto é, do inferno; adquirir um bem infinito, isto é, o céu; e ambos para sempre... eternamente!
Os convites com que Lúcifer nos chama a seguir sua bandeira referem-se todos a coisas que agradam à natureza. Ele promete aos seus seguidores bens temporais, riquezas, honras, glória do mundo, a estima dos homens, as comodidades, os prazeres dos sentidos e uma vida agradável, que tira o freio de todos os desejos da carne. Eis aí qual é o espírito de Lúcifer; a isso ele convida todos aqueles que queiram segui-lo.
Mas, qual é o destino a que depois conduz esse astuto e maldito espírito com tais convites? Ai, alma minha!, não te deixes seduzir; o destino é a perda de um bem infinito, isto é, do céu; a aquisição de um mal infinito, isto é, do inferno; e ambos para sempre. Detém-te aqui um pouco, alma minha, levanta os olhos para o alto, imaginando vivamente que o céu se abre; vê ali a Jesus Cristo sentado à direita de seu eterno Pai e, ao seu lado, uma multidão de eleitos em imensa glória e esplendor.
Mas, quem são esses que estão tão próximos de Jesus Cristo? São os Apóstolos, os quais foram obrigados a fugir de uma cidade para outra, foram arrastados de prisão em prisão e perseguidos por toda parte. São monges, eremitas, homens apostólicos, os quais, entre mil perseguições, opróbrios e desprezos, promoveram a glória de Deus; são virgens as quais, por amor a Jesus Cristo, toleraram em silêncio e com paciência tentações, injúrias e outras adversidades deste tipo. Todos esses, por terem estado nesta vida sempre próximos de Jesus no padecer, agora se encontram próximos de Jesus no gozar.
Agora, continuando, alma minha, tua consideração, dá outra olhada para baixo, imaginando vivamente que a terra se abre diante de ti; vê ali a Lúcifer no meio de um profundo lago de fogo, rodeado por uma multidão de condenados que padecem tormentos e penas inexplicáveis. Quem são esses que estão tão próximos de Lúcifer? Oh, alma minha, quão diferentes são as coisas deste mundo das do outro!
Estes são poderosíssimos senhores e senhoras que em vida foram pouco menos que adorados: a abundância das riquezas e dos bens temporais os precipitou neste fogo. São senhores e senhoras que gozaram no mundo do esplendor e das grandezas; sua elevação os condenou a estas chamas. São homens e mulheres que, não tendo querido contrariar em nada os desejos da carne, as comodidades e os prazeres, vieram parar neste estado. Na terra estiveram eles próximos de Lúcifer nos gozos, e agora também estão próximos a ele no inferno.
Afetos
Oh, Jesus meu, quanto mais Vos olho e contemplo, tanto mais claramente venho a entender que até agora não tive nenhum conhecimento da verdade em meu entendimento, nenhum amor à virtude em minha vontade! Vós não apreciais outra coisa neste mundo senão a pobreza e a penúria, os desprezos e as injúrias, as dores e as fadigas.
Vós considerais tudo isso como os meios mais adequados para a santidade, e como os sinais mais certos e as promessas mais seguras de uma eminente glória no céu; pelo contrário, os bens temporais, as riquezas, as honras e a glória do mundo, os prazeres e as comodidades do corpo, tudo isso desprezais e considerais como os atrativos mais poderosos para nos fazer afundar no inferno.
Assim julgais Vós, oh Jesus meu! E esta é a vossa doutrina, este o vosso espírito e este o juízo do vosso coração. Mas quais são os juízos e sentimentos do meu? Oh, quanta razão tenho para me envergonhar e me confundir! Não me atrevo a levantar os olhos para Vos olhar na cruz. O que Vós estimais, eu desprezo; o que Vós desejais, eu fujo; o que Vós amais, eu aborreço; o que Vós abraçais, eu rejeito; vossos convites sempre me parecem amargos. Poderia meu coração assemelhar-se menos ao vosso, se eu tivesse feito um propósito formal e expresso de querer servir, não a Vós, mas a Lúcifer?
Que farei eu, pois, oh Jesus meu? Ah! É preciso que me aproxime de Vós, que Vos tome como modelo de verdadeira santidade, que eu ame o que Vós amastes, e que aborreça o que aborrecestes. Assim seja, prostro-me, etc.
Ponto 3
Se deve seguir a Jesus Cristo ou a Lúcifer, deve-se resolver pelo fim último para o qual Deus nos criou e chamou à fé.
Volta um pouco atrás com teu pensamento, alma minha, e traz à memória teu fim último. Tu és cristão, discípulo de Cristo, que te ensina que deves ser perfeito como é perfeito teu Pai celestial; deves servir e amar a Deus neste mundo com perfeição, para gozá-Lo eternamente no outro com uma glória eminente. Mas como seria isso possível sem imitar exatamente a Jesus Cristo? Para tornar palpável essa impossibilidade, pondera atentamente as seguintes verdades:
Primeira verdade. — A perfeição é um dom excelente e particularíssimo de Deus. Deus é poder infinito, sabedoria infinita e origem inesgotável de todo bem; mas por mais que Ele possua todas essas perfeições, não pode dar-me coisa mais sublime e mais preciosa que o amor perfeito e a união com Ele mesmo. Este é o dom de todos os dons, o compêndio de todas as misericórdias e a joia mais preciosa de todos os seus tesouros.
Uma alma que já chegou à perfeição encontra-se em um estado tão eminente, que não apenas todos os monarcas do mundo nada representam ao seu lado, mas muitos milhares de milhões de homens de todos os tempos hão de ceder-lhe a dianteira por toda a eternidade.
Segunda verdade. — Ninguém pode obter a graça senão por aqueles meios que Deus ordenou. Elevar a alma à perfeição é uma pura misericórdia de Deus. Ele não está mais obrigado a conceder-te tal graça do que um monarca está obrigado a escolher para esposa uma pobre filha de lavrador e fazê-la sentar-se ao seu lado no trono; portanto, seria muito justo que Ele te prescrevesse algumas condições que deves seguir e certos meios que tens de praticar, se quiseres obter semelhante graça.
Terceira verdade. — Esses meios consistem unicamente no seguimento total e perfeito de Jesus Cristo. Eu sou a porta, diz esse amabilíssimo Redentor; eu sou a porta, se alguém entrar por Mim se salvará e poderá entrar e sair à vontade e encontrará pasto. Este é meu Filho amado, diz o eterno Pai, no qual me comprazo. Escutai-O.
Atenta bem, alma minha: a única porta da santidade é Jesus; o único modelo de santidade enviado pelo eterno Pai é Jesus. Entrando por essa porta, encontrarás a perfeição, o puro amor e a íntima união com Deus; mas lembra-te de que não há senão uma única porta, fora da qual não resta nenhuma esperança de entrar.
Afetos
1. Fé. — Bem sei, Jesus meu, quão diferentes são os vossos juízos dos meus; mas, porque Vós sois a verdade eterna, eu creio que as verdadeiras riquezas consistem na pobreza; a verdadeira glória, no desprezo; a verdadeira paz, nas perseguições; a verdadeira liberdade, na sujeição; o verdadeiro caminho para a santidade está na vossa imitação; e a vossa imitação, numa mortificação universal e no amor às adversidades.
Isto eu creio, ó Jesus meu! Porque Vós assim o fizestes; e, portanto, agindo, amando e padecendo como Vós, terei o vosso espírito e poderei esperar que chegará ainda durante esta vida aquela hora bem-aventurada em que me admitireis a uma familiar comunicação Convosco, ó Jesus meu! Qualquer outro caminho que se siga não é mais do que aparência, impostura, hipocrisia e vaidade, que não pode sustentar-se diante do vosso divino acatamento.
2. Desejo de unir-se a Deus. — Sim, Jesus meu, Vós sois o único e soberano bem meu, em quem consiste toda a minha felicidade; eu suspiro por Vós e Vos desejo com todas as forças do meu coração. Quero amar-Vos absolutamente nesta vida e amar-Vos perfeitamente; quero gozar-Vos absolutamente na futura e gozar-Vos naquela glória que me destinastes desde a eternidade.
Vejo que é áspero o caminho; a total abnegação da própria vontade, um perpétuo silêncio nos desprezos, um trato carinhoso com as pessoas que me são contrárias, todas essas são práticas que exigem uma grande fortaleza de ânimo; mas seja como for, clame a natureza e queixe-se quanto quiser, eu já resolvi. Sim, Jesus meu, quero seguir-Vos!
E como poderia recusá-lo? Poderia ser demasiado penoso obedecer por amor de Jesus a um homem, depois que Jesus por amor a mim obedeceu ao juiz mais injusto? Ser-me-á insuportável um desprezo por amor de Jesus, depois que Jesus, por amor a mim, se deixou pregar numa cruz entre dois ladrões? Será demasiado duro amar pessoas que me tenham aversão por amor de Jesus, depois que Jesus crucificado por meu amor amou os que O crucificaram? E como poderá jamais o homem recusar padecer por Deus o que Deus padeceu pelo homem "Quanto a mim, não pretendo jamais gloriar-me, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" Gl 6,14?
Oh, Jesus meu! Amo-Vos e me abraço Convosco; neste mesmo momento quero seguir os vossos passos, quero fazer o que Vós fizestes, quero padecer o que Vós padecestes. Ah! Dignai-Vos conceder-me o vosso espírito, espírito de submissão, espírito de mansidão, espírito de amor.
Pai-Nosso e Ave-Maria.
Conclusão da Meditação
Vos dou graças, meu Deus, pelos bons pensamentos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação.
Oferecimento
Vos ofereço os propósitos que nela formei e vos peço uma graça muito eficaz para colocá-los em prática. Para esse fim, suplico a Vós, Maria, minha Mãe, aos Anjos e Santos da minha devoção, que intercedais por mim e me alcanceis essa graça. Amém.