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A prática do amor a Jesus Cristo

Santo Afonso Maria de Ligório

Capítulo IV - Quanto devemos amar a Jesus Cristo

INTRODUÇÃO

Jesus Cristo, sendo Deus, merece todo o nosso amor. Ele nos amou de tal modo que nos colocou, por assim dizer, na necessidade de amá-lo, ao menos por gratidão por tudo que fez e padeceu por nós. Muito nos amou para muito ser amado por nós (S. Bernardo, In Cantica, sermo 83, n. 4. ML 133-1083). É isso que Moisés declarava a seu povo: “E agora, ó Israel, o que te pede o Senhor, senão que temas o Senhor Deus... e o ames? Por isso o primeiro mandamento que nos deu foi este: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração” (Dt 10,12; 6,5).

Diz São Paulo: “O amor é o pleno cumprimento da Lei (Rm 13,10). O cumprimento da Lei de Deus é o amor. Mas quem poderia deixar de amar um Deus crucificado, que morre por nosso amor? Os espinhos, os pregos, a cruz, as chagas, o sangue de Cristo clamam por nosso amor! Querem que amemos aquele que muito nos amou. Um coração é pouco para amar um Deus que nos ama tanto. Para retribuir o amor de Jesus Cristo, seria preciso que um outro Deus morresse por seu amor. São Francisco de Sales exclamava: “Por que não nos lançamos sobre Jesus crucificado para morrer na cruz com Ele, Ele que desejou morrer por nós?” (S. Francisco de Sales, Traité de l’amour de Dieu, 1. 7, c. 8). São Paulo nos lembra que Jesus Cristo quis morrer por todos nós, para que não vivamos mais para nós, mas somente para Deus! “Ele morreu por todos, a fim de que os que vivem já não vivam para si, mas para aquele que por eles morreu.” (2Cor 5,15)


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A prática do amor a Jesus Cristo
(Santo Afonso Maria de Ligório)
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