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14 de maio Maio com a Mãe de Jesus - Meditações
A sepultura de Jesus
Levam o Sagrado Corpo à sepultura. Forma-se o cortejo fúnebre, e os discípulos acompanham-no, juntamente com as santas mulheres. Entre as últimas, caminha a Mãe dolorosa, levando também ela o Filho à sepultura. Ter-se-ia a Senhora de boa mente sepultado viva com o Filho. Mas, esta não sendo a divina vontade, acompanhou resignada o sacrossanto corpo de Jesus ao sepulcro. depositaram também os cravos e a coroa de espinhos. No momento de fechá-lo com a pedra, voltaram-se os discípulos para Maria com as palavras: Eia, Senhora, vai ser fechado o túmulo. Ânimo! Contemplai vosso Filho pela última vez e dai-lhe um derradeiro adeus! Assim, pois, ó dileto Filho, – teria então dito talvez a Senhora, – assim, pois, não mais te tornarei a ver? Recebe com meu último olhar o último adeus de tua aflita Mãe; recebe meu coração, que deixo contigo no sepulcro! Maria deixa seu coração sepultado com Jesus, porque lhe é Jesus o único tesouro. “Porque onde está vosso tesouro, aí está também vosso coração” (Lc 12,34). E nós onde sepultaremos o nosso? Nas criaturas, talvez? No desprezível pó? Por que não em Jesus?
Leia, reze e medite
“Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim, um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus, por causa da preparação dos judeus, pois o sepulcro ficava perto.” (Jo 19,40-42)
Maria despede-se da sepultura do Filho
Tais foram as despedidas de Maria junto ao sepulcro do Filho, de onde depois voltou a casa. Triste e aflita ia a pobre Mãe, diz Pseudo-Bernardo, despertando lágrimas em quantos a viam passar. passou a Virgem pela cruz, banhada ainda com o sangue de seu Jesus. Foi a primeira a adorá-la com as palavras: Ó Cruz, eu vos beijo e vos adoro; agora não sois mais um madeiro infame, mas o trono do amor e o altar da misericórdia, consagrado com o sangue do divino Cordeiro, sacrificado em vossos braços pela salvação do mundo. Recordai os abraços dados ao Filho no presépio de Belém, os colóquios durante tantos anos, os mútuos afetos, os olhares cheios de amor, e as palavras de vida eterna saídas daqueles lábios divinos. Filha, dizei-me, onde está vosso dileto? Quem no-lo arrebatou? Deixai-me chorar, ó Senhora, porque sou eu o culpado e vós sois inocente! Deixai que eu chore convosco. Ela chora de amor; chorai vós de dor por vossos pecados.
ORAÇÃO
Ó minha Mãe dolorosa, não vos quero deixar chorando sozinha. Quero acompanhar-vos com minhas lágrimas. Esta graça hoje vos peço: obtende-me uma contínua memória com uma terna devoção à Paixão de Jesus e a vossa, para que os dias que me restam de vida não me sirvam senão para chorar vossas dores, ó minha Mãe, e as de meu Redentor. Essas vossas dores, espero eu, na hora de minha morte, hão de dar-me coragem, força e confiança para não desesperar à vista do muito que ofendi a meu Senhor. E elas hão de impetrar-me o perdão, a perseverança e o paraíso, onde espero depois alegrar-me convosco e cantar as misericórdias infinitas de meu Deus, por toda a eternidade. Assim o espero, assim seja. Amém.
℣. Rogai por nós, Mãe forte e fiel, dolorosa e esperançosa.
℟. Sede nosso refúgio nas horas amargas da vida. Amém.
Salve, Rainha, mãe de misericórdia...
℣. Rogai por nós, ó Virgem, Mãe e Senhora,
℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Levam o Sagrado Corpo à sepultura. Forma-se o cortejo fúnebre, e os discípulos acompanham-no, juntamente com as santas mulheres. Entre as últimas, caminha a Mãe dolorosa, levando também ela o Filho à sepultura. Ter-se-ia a Senhora de boa mente sepultado viva com o Filho. Mas, esta não sendo a divina vontade, acompanhou resignada o sacrossanto corpo de Jesus ao sepulcro. depositaram também os cravos e a coroa de espinhos. No momento de fechá-lo com a pedra, voltaram-se os discípulos para Maria com as palavras: Eia, Senhora, vai ser fechado o túmulo. Ânimo! Contemplai vosso Filho pela última vez e dai-lhe um derradeiro adeus! Assim, pois, ó dileto Filho, – teria então dito talvez a Senhora, – assim, pois, não mais te tornarei a ver? Recebe com meu último olhar o último adeus de tua aflita Mãe; recebe meu coração, que deixo contigo no sepulcro! Maria deixa seu coração sepultado com Jesus, porque lhe é Jesus o único tesouro. “Porque onde está vosso tesouro, aí está também vosso coração” (Lc 12,34). E nós onde sepultaremos o nosso? Nas criaturas, talvez? No desprezível pó? Por que não em Jesus?
Leia, reze e medite
“Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim, um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus, por causa da preparação dos judeus, pois o sepulcro ficava perto.” (Jo 19,40-42)
Maria despede-se da sepultura do Filho
Tais foram as despedidas de Maria junto ao sepulcro do Filho, de onde depois voltou a casa. Triste e aflita ia a pobre Mãe, diz Pseudo-Bernardo, despertando lágrimas em quantos a viam passar. passou a Virgem pela cruz, banhada ainda com o sangue de seu Jesus. Foi a primeira a adorá-la com as palavras: Ó Cruz, eu vos beijo e vos adoro; agora não sois mais um madeiro infame, mas o trono do amor e o altar da misericórdia, consagrado com o sangue do divino Cordeiro, sacrificado em vossos braços pela salvação do mundo. Recordai os abraços dados ao Filho no presépio de Belém, os colóquios durante tantos anos, os mútuos afetos, os olhares cheios de amor, e as palavras de vida eterna saídas daqueles lábios divinos. Filha, dizei-me, onde está vosso dileto? Quem no-lo arrebatou? Deixai-me chorar, ó Senhora, porque sou eu o culpado e vós sois inocente! Deixai que eu chore convosco. Ela chora de amor; chorai vós de dor por vossos pecados.
ORAÇÃO
Ó minha Mãe dolorosa, não vos quero deixar chorando sozinha. Quero acompanhar-vos com minhas lágrimas. Esta graça hoje vos peço: obtende-me uma contínua memória com uma terna devoção à Paixão de Jesus e a vossa, para que os dias que me restam de vida não me sirvam senão para chorar vossas dores, ó minha Mãe, e as de meu Redentor. Essas vossas dores, espero eu, na hora de minha morte, hão de dar-me coragem, força e confiança para não desesperar à vista do muito que ofendi a meu Senhor. E elas hão de impetrar-me o perdão, a perseverança e o paraíso, onde espero depois alegrar-me convosco e cantar as misericórdias infinitas de meu Deus, por toda a eternidade. Assim o espero, assim seja. Amém.
℣. Rogai por nós, Mãe forte e fiel, dolorosa e esperançosa.
℟. Sede nosso refúgio nas horas amargas da vida. Amém.
Salve, Rainha, mãe de misericórdia...
℣. Rogai por nós, ó Virgem, Mãe e Senhora,
℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.