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20 de maio Maio com a Mãe de Jesus - Meditações
A castidade
Depois da queda de Adão, rebelaram-se os sentidos contra a razão, e não há para o homem mais difícil virtude a praticar do que a castidade. Conforme o Pseudo-Agostinho, por ela luta-se todos os dias, mas raramente se ganha a vitória. Mas o Senhor nos deu em Maria um grande modelo dessa virtude. Ela, com razão, é chamada Virgem das virgens, como lemos em Santo Alberto; e isso porque sem conselho, nem exemplo de outros, foi a primeira a oferecer sua virgindade a Deus, dando-lhe assim as outras virgens que a imitaram. Predisse-o Davi com as palavras: virgens que te seguem serão conduzidas até o rei; entram no palácio do rei (Sl 44,15-16). Sem conselho nem exemplo, digo eu, firmado em São Bernardo. Ó Virgem – pergunta o Santo – quem te ensinou a agradar a Deus pela virgindade, levando na terra uma vida angélica? Ah! Torna o Pseudo-Jerônimo, certamente Deus escolheu para sua Mãe esta Virgem puríssima, para que servisse a todos de exemplo de castidade. Eis a razão por que Santo Ambrósio a chama de porta-bandeira da virgindade.
Leia, reze e medite
“Enquanto Jesus falava, um fariseu o convidou para jantar em sua casa. Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que ele não fizera as abluções antes da refeição. Mas o Senhor lhe disse: ‘Vocês, fariseus, limpam a parte externa do copo e do prato, mas por dentro vocês estão cheios de roubo e maldade! Insensatos! Aquele que fez o exterior, não fez também o interior? Deem, antes, em esmola o que têm, e todas as coisas lhes serão puras!’” (Lc 11,37-41).
A Santíssima Virgem era tão amante dessa virtude
Maria, com sua só presença, insinuava a todos pensamentos e afetos de pureza. Isso confirma as palavras de Santo Tomás: a beleza da Santíssima Virgem despertava em quantos a viam o amor à pureza. São Jerônimo é do parecer que São José conservou a virgindade pela companhia de Maria. Refutando a heresia de Elvídio, que negava a virgindade da Mãe de Deus, diz o Santo doutor: dizes que Maria não foi sempre Virgem; mas eu vou mais longe e afirmo que também José permaneceu virgem por causa de Maria.
E isso, com efeito, que se deduz da pergunta de Maria ao arcanjo: “como se fará isso, pois que não conheço varão?” (Lc 1,34). O mesmo afirma a resposta que deu: “faça-se em mim segundo vossa vontade”. Com esses termos significa que dá seu consentimento, por ter sido certificada pelo anjo de que se tomaria Mãe, unicamente, por obra do Espírito Santo.
ORAÇÃO
Ó minha Mãe amada, Sol resplandecente do Senhor, guiai meu coração nos mais nobres sentimentos, para que em tudo eu seja capaz de realizar a vontade do Pai. Confirmai-me em meu desejo sincero de vos entregar minha vida nas mãos de vosso Filho, e assim eu alcance a paz que eu desejo e seja capaz de vencer minhas precariedades. Eu confio em vossa ternura e em vossa presença, ó minha Mãe amada. Amém.
℣. Rogai por nós, ó Virgem pura e santa.
℟. E fazei-nos viver na alegria de amar e servir. Amém.
Salve, Rainha, mãe de misericórdia...
℣. Rogai por nós, ó Virgem, Mãe e Senhora,
℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Depois da queda de Adão, rebelaram-se os sentidos contra a razão, e não há para o homem mais difícil virtude a praticar do que a castidade. Conforme o Pseudo-Agostinho, por ela luta-se todos os dias, mas raramente se ganha a vitória. Mas o Senhor nos deu em Maria um grande modelo dessa virtude. Ela, com razão, é chamada Virgem das virgens, como lemos em Santo Alberto; e isso porque sem conselho, nem exemplo de outros, foi a primeira a oferecer sua virgindade a Deus, dando-lhe assim as outras virgens que a imitaram. Predisse-o Davi com as palavras: virgens que te seguem serão conduzidas até o rei; entram no palácio do rei (Sl 44,15-16). Sem conselho nem exemplo, digo eu, firmado em São Bernardo. Ó Virgem – pergunta o Santo – quem te ensinou a agradar a Deus pela virgindade, levando na terra uma vida angélica? Ah! Torna o Pseudo-Jerônimo, certamente Deus escolheu para sua Mãe esta Virgem puríssima, para que servisse a todos de exemplo de castidade. Eis a razão por que Santo Ambrósio a chama de porta-bandeira da virgindade.
Leia, reze e medite
“Enquanto Jesus falava, um fariseu o convidou para jantar em sua casa. Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que ele não fizera as abluções antes da refeição. Mas o Senhor lhe disse: ‘Vocês, fariseus, limpam a parte externa do copo e do prato, mas por dentro vocês estão cheios de roubo e maldade! Insensatos! Aquele que fez o exterior, não fez também o interior? Deem, antes, em esmola o que têm, e todas as coisas lhes serão puras!’” (Lc 11,37-41).
A Santíssima Virgem era tão amante dessa virtude
Maria, com sua só presença, insinuava a todos pensamentos e afetos de pureza. Isso confirma as palavras de Santo Tomás: a beleza da Santíssima Virgem despertava em quantos a viam o amor à pureza. São Jerônimo é do parecer que São José conservou a virgindade pela companhia de Maria. Refutando a heresia de Elvídio, que negava a virgindade da Mãe de Deus, diz o Santo doutor: dizes que Maria não foi sempre Virgem; mas eu vou mais longe e afirmo que também José permaneceu virgem por causa de Maria.
E isso, com efeito, que se deduz da pergunta de Maria ao arcanjo: “como se fará isso, pois que não conheço varão?” (Lc 1,34). O mesmo afirma a resposta que deu: “faça-se em mim segundo vossa vontade”. Com esses termos significa que dá seu consentimento, por ter sido certificada pelo anjo de que se tomaria Mãe, unicamente, por obra do Espírito Santo.
ORAÇÃO
Ó minha Mãe amada, Sol resplandecente do Senhor, guiai meu coração nos mais nobres sentimentos, para que em tudo eu seja capaz de realizar a vontade do Pai. Confirmai-me em meu desejo sincero de vos entregar minha vida nas mãos de vosso Filho, e assim eu alcance a paz que eu desejo e seja capaz de vencer minhas precariedades. Eu confio em vossa ternura e em vossa presença, ó minha Mãe amada. Amém.
℣. Rogai por nós, ó Virgem pura e santa.
℟. E fazei-nos viver na alegria de amar e servir. Amém.
Salve, Rainha, mãe de misericórdia...
℣. Rogai por nós, ó Virgem, Mãe e Senhora,
℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.