Solenidades e Festas
Conheça o Significado da Festa do Nome de Jesus
por Thiago Zanetti em 03/01/2026 • Você e mais 456 pessoas leram este artigo Comentar
Tempo de leitura: 5 minutos
No dia 3 de janeiro, a Igreja Católica celebra a Festa do Santíssimo Nome de Jesus, uma data profundamente espiritual, muitas vezes pouco compreendida, mas carregada de significado teológico, bíblico e pastoral. Esta festa convida os fiéis a contemplar o poder, a santidade e a missão contidos no Nome que está no centro da fé cristã.
O Nome que vem do céu
O Nome de Jesus não foi escolhido por convenção humana. Segundo o Evangelho, ele foi indicado pelo próprio Deus. O anjo disse a Maria: “Darás à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus” (Lc 1,31). Esse detalhe não é secundário. Na tradição bíblica, o nome expressa identidade, missão e vocação. Jesus é a forma grega de Yeshua, que significa “Deus salva”. Desde o nascimento, o Nome já anuncia quem Ele é e o que veio realizar.
Um Nome ligado à salvação
A Igreja ensina que não se trata apenas de um nome simbólico. O Catecismo da Igreja Católica afirma que “O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa de seu Filho” (CIC 432). Por isso, invocar o Nome de Jesus é, para o cristão, invocar o próprio Salvador. Os Atos dos Apóstolos confirmam essa fé quando proclamam: “Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado à humanidade pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12).
Como surgiu a Festa do Nome de Jesus
A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus ganhou força especialmente na Idade Média, de modo particular com a espiritualidade franciscana. São Bernardino de Sena teve papel decisivo na difusão dessa devoção, promovendo a veneração pública do Nome de Jesus como caminho de conversão, reparação e renovação da vida cristã. Com o tempo, essa prática se consolidou na oração e na piedade do povo fiel. Em 1721, o Papa Inocêncio XIII instituiu oficialmente a Festa do Santíssimo Nome de Jesus para toda a Igreja, inserindo-a no calendário litúrgico como forma de reforçar a centralidade de Cristo e a reverência devida ao Nome que está acima de todo nome.
O Nome de Jesus na vida da Igreja
Desde os primeiros séculos, os cristãos demonstraram profunda reverência ao Nome de Jesus. A liturgia, as orações e a espiritualidade sempre deram destaque a essa invocação. A própria tradição recomenda que, ao ouvir o Nome de Jesus, o fiel incline a cabeça, como sinal de respeito e adoração. Não se trata de formalismo, mas de reconhecimento da presença viva de Cristo.
São Paulo resume essa fé ao escrever que Deus concedeu a Jesus “o Nome que está acima de todo nome, para que, em o Nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua confesse: ‘Jesus Cristo é o Senhor’, para a glória de Deus Pai” (Fl 2,9-10). A Festa do Santíssimo Nome de Jesus nasce dessa convicção apostólica.
O Nome como oração
Ao longo da história, muitos santos cultivaram uma devoção intensa ao Nome de Jesus. Para eles, repetir esse Nome não era um hábito vazio, mas uma forma de oração simples e profunda. Invocar Jesus com fé é um modo de permanecer unido a Ele, especialmente nos momentos de provação, medo ou decisão.
A Igreja reconhece que o Nome de Jesus possui força espiritual porque está inseparavelmente ligado à sua pessoa. Não é uma palavra mágica, mas uma invocação feita com fé, amor e confiança.
Um convite para hoje
Celebrar a Festa do Nome de Jesus é recordar que a fé cristã não gira em torno de ideias abstratas, mas de uma Pessoa viva. É também um convite a santificar esse Nome com palavras e atitudes, evitando usá-lo de forma leviana e testemunhando, com a própria vida, Aquele que ele representa.
Conhecer o significado dessa festa ajuda o fiel a redescobrir o centro da fé cristã. Jesus não é apenas um nome histórico. É o Nome que salva, consola e conduz à vida eterna.

Por Thiago Zanetti
Jornalista, copywriter e escritor católico. Graduado em Jornalismo e Mestre em História Social das Relações Políticas, ambos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). É autor dos livros Beleza (UICLAP, 2025), Mensagens de Fé e Esperança (UICLAP, 2025), Deus é a resposta de nossas vidas (Palavra & Prece, 2012) e O Sagrado: prosas e versos (Flor & Cultura, 2012).
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