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São Carlos Borromeu, Bispo, Memória

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Antífona de entrada

Velarei sobre as minhas ovelhas, diz o Senhor; chamarei um pastor que as conduza e serei o seu Deus. (Ez 34, 11. 23-24)

Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que pusestes o bispo Carlos Borromeu à frente do vosso povo, amparai-nos por sua intercessão com vossa solicitude de Pai. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Rm 14, 7-12)


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


Irmãos, 7ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto, para ser o Senhor dos mortos e dos vivos. 10E tu, por que julgas o teu irmão? Ou, mesmo, por que desprezas o teu irmão? Pois é diante do tribunal de Deus que todos compareceremos. 11Com efeito, está escrito: “Por minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim e toda língua glorificará a Deus”. 12Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 26)


R. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.


— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? R.

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. R.

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! R.


https://youtu.be/ByZjoTKM-7w
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor. (Mt 11, 28) R.

Evangelho (Lc 15, 1-10)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.

8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Sobre as Oferendas

Olhai com bondade, ó Deus, o sacrifício que vamos oferecer em vosso altar na festa de são Carlos Borromeu, para que, alcançando-nos o perdão, glorifique o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Não fostes vós que me escolhestes, diz o Senhor. Fui eu que vos escolhi e vos enviei para produzirdes frutos, e o vosso fruto permaneça. (Jo 15, 16)

Depois da Comunhão

Alimentados pela Eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que, seguindo o exemplo de são Carlos Borromeu, procuremos proclamar a fé que abraçou e praticar a doutrina que ensinou. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 04/11/2021


A nossa conversão alegra o coração de Deus


“Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lucas 15,7).

A alegria do coração de Deus é a nossa conversão, e o Céu faz festa por cada pecador que se converte, o Céu faz muita festa quando desistimos do pecado. Mesmo nos achando justos, mesmo estando nos caminhos do Senhor, quantas vezes vem a nós a tentação do pecado! Então, cada vez que desistimos do pecado, cada vez que não seguimos sua trilha, estamos vivendo a conversão, porque ela é diária.

Mau é aquele que acredita que já é plenamente convertido e relaxa, não se cuida, está vivendo de uma forma cega porque acha: “Eu já vou à igreja”, “Eu já rezo”, “Eu cumpro meus deveres”... Mas não percebe os pecados que se acumulam ao seu redor e não consegue vê-los. Sobretudo, porque o pecado do orgulho e o da soberba são muito perniciosos, enganam a visão e a óptica interior de cada um de nós. Por isso, a direção do Evangelho de hoje é justamente sobre os publicanos e os pecadores que se aproximam de Jesus para escutá-Lo, enquanto os fariseus, os mestres da Lei, os religiosos sentem-se já muito santos, melhores que os outros, conhecem a Lei de Deus, praticam os mandamentos. Eles não param para ouvir Jesus; eles, na verdade, criticam Jesus.

Que eu possa alegrar o coração de Deus e experimentar a verdadeira alegria no meu coração

Quem é que vive um processo de conversão autêntico? É aquele que para para escutar o Senhor no fundo da sua alma e do seu coração, é aquele que deixa Deus guiar, iluminar, apontar, corrigir e exortar a si próprio. O contrário é aquele que vive corrigindo os outros, vive exortando os outros, mas não exorta e não corrige a si próprio nem se deixa ser exortado e corrigido por Deus nem por ninguém, porque a soberba e o orgulho são tão grandes, que a pessoa já se acha à altura de Deus.

A alegria de Deus é pela ovelha que estava perdida e foi encontrada. A alegria é, muitas vezes, ter que deixar de lado as 99 que parecem já estar bem fortes para ir buscar aquela que está enfraquecida.

Quantas vezes nos encontramos fracos, perdidos, iludidos, desanimados e prostrados! Qual é o problema de humildemente reconhecer: “Senhor, preciso de Ti. Ajuda-me! Socorre-me! Levanta-me!”? Mas a nossa postura orgulhosa e soberba nos faz achar que estamos sempre bem e que temos que mostrar para os outros que somos sempre os melhores, que estamos sempre nas alturas.

Cuidado! Porque da altura que estamos, a queda pode ser muito grande, por isso, a cada degrau da vida, precisamos subir segurando na mão de Deus e dizendo: “Converta-me, Senhor, do menor pecado que não estou enxergando, que está ludibriando-me, enganando-me, para que eu, realmente, seja o teu discípulo”.

Há muita alegria entre os anjos de Deus cada vez que um pecador se converte. Que eu possa alegrar o coração de Deus e experimentar a verdadeira alegria no meu coração, deixando o pecado a cada dia, e convertendo-me para ser um verdadeiro discípulo de Jesus.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Facebook/padrerogeramigo
Homilia Diária | Santo de ontem, problemas de hoje (Memória de São Carlos Borromeu, Bispo)

Celebramos hoje um dos homens mais eminentes do século XVI e um dos primeiros e mais visíveis frutos das reformas tridentinas. Feito cardeal muito jovem, além de secretário do Papa Pio IV, São Carlos Borromeu foi peça-chave no Concílio de Trento e na implantação dos seus decretos, destinados a renovar a santidade da vida sacerdotal e defender a ortodoxia católica contra a crise de fé e disciplina originada pela revolução protestante.Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 4 de novembro, e conheça um pouco mais sobre a vida deste santo extraordinário.


Santo do dia 04/11/2021


São Carlos Borromeu (Memória)
Local: Milão, Itália
Data: 04 de Novembro † 1584


São Carlos Borromeu, arcebispo de Milão, pertence aos grandes promotores da renovação na fé e dos costumes sancionada pelo Concílio de Trento. São Carlos Borromeu passou à história como tipo acabado e modelo perfeito de pastor, conforme o ideal traçado pelo Concílio de Trento.

Carlos Borromeu nasceu em Arona, perto de Milão, na Itália, em 1538. Sua mãe, uma mulher piedosa, irmã do papa Pio IV (1559-1565), cuidou da educação moral e religiosa de Carlos. Ele cursou os estudos de Direito na universidade de Pavia. Seguindo a política nepotista que caracterizou muitos papas da época renascentista e barroca, Pio IV chamou o sobrinho a Roma e nomeou-o cardeal e arcebispo de Milão com apenas 22 anos de idade, sem mesmo ser sacerdote. Três anos mais tarde, Carlos recebia as ordens de presbítero e de bispo, e desde então deu à sua vida uma direção acentuadamente piedosa e ascética.

Como secretário de seu tio, Carlos foi ótimo conselheiro. Muito influiu para que o Papa levasse a termo o Concílio de Trento, que se encontrava num impasse. Terminado o Concílio, Carlos decidiu deixar Roma e fixar-se em Milão, sua diocese, para dedicar-se imediatamente à tarefa da Reforma da Igreja, até morrer esgotado pelas fadigas aos 46 anos de idade.

Como arcebispo de Milão mostrou-se, sobretudo, cumpridor exato dos seus deveres pastorais, e promotor da dinamização da vida eclesiástica na diocese. Incentivou o dever da residência dos párocos, organizou e presidiu vários sínodos diocesanos, promoveu também numerosos concílios provinciais; foi o primeiro bispo a aplicar o decreto do Concílio de Trento relativo à fundação de seminários para a formação cultural e espiritual dos candidatos ao sacerdócio. Favoreceu a criação de escolas para a cultura religiosa e profana. Impulsionou a boa imprensa e, sobretudo, deu incremento à formação catequética dos fiéis.

Realizou a visita pastoral em toda sua vastíssima diocese, que compreendia mais de mil paróquias, atingindo as localidades e igrejas mais afastadas e de difícil acesso. Por especial nomeação do Papa, foi visitador apostólico, a fim de introduzir as reformas do Concílio de Trento nas quinze dioceses sufragâneas de Milão que ele visitou. Além disso, percorreu muitas regiões da Suíça, contribuindo para a conservação da fé católica, seriamente ameaçada pelas doutrinas heréticas dos reformadores.

À esta sua atividade tenaz e corajosa de reforma, toda consagrada à causa da Igreja e à elevação moral dos costumes, São Carlos unia uma caridade extraordinária, que se evidenciou, sobretudo, nos anos difíceis em que a peste se alastrava por sua diocese.

No século XVI se elevavam por toda parte da Europa vozes angustiadas clamando pela Reforma na Igreja que devia começar pelos próprios bispos e padres. O Concílio de Trento legislou admiravelmente sobre o assunto, mas eram ainda muitos os que duvidavam da eficácia dos decretos. Carlos Borromeu, arcebispo de Milão, executou todos os decretos da reforma e com isto criou um modelo de pastor de almas que influiu na Igreja toda, sendo tido como o tipo do bispo segundo o Concílio de Trento,

São Carlos faleceu pranteado por todo o povo em 1584 com apenas 46 anos de idade. Foi declarado santo em 1610.

A grandeza da mensagem de São Carlos Borromeu vem expressa na Oração coleta: Ela pede que Deus conserve no seu povo o espírito que animava São Carlos Borromeu, para que a Igreja, continuamente renovada e sempre fiel ao Evangelho, possa mostrar ao mundo a verdadeira face do Cristo.

A Oração sobre as oferendas recorda o grande bispo que foi São Carlos Borromeu. A Oração depois da Comunhão lembra a fortaleza de ânimo que tornou São Carlos Borromeu fiel ao serviço de Deus e fervoroso na caridade. Toda evangelização parte da espiritualidade de quem evangeliza.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Carlos Borromeu, rogai por nós!

Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil