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3ª feira da 16ª Semana do Tempo Comum

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Antífona de entrada

É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício, e dar graças ao vosso nome, porque sois bom. (Sl 53, 6. 8)

Coleta

Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Ex 14, 21-15, 1)


Leitura do Livro do Êxodo


Naqueles dias, 14, 21Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte; e as águas se dividiram. 22Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda. 23Os egípcios puseram-se a persegui-los, e todos os cavalos do Faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro. 24Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. 25Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: “Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós”. 26O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros”. 27Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas. 28As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinha entrado no mar em perseguição de Israel. Não escapou um só. 29Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda. 30Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar, 31e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. 15, 1Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico:

Salmo Responsorial (Ex 15)


R. Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória!


— Ao soprar a vossa ira amontoaram-se as águas, levantaram-se as ondas e formaram uma muralha, e imóveis se fizeram, em meio ao mar, as grandes vagas. O inimigo tinha dito: “Hei de segui-los e alcançá-los! Repartirei os seus despojos e minh’alma saciarei; arrancarei da minha espada e minha mão os matará!” R.

— Mas soprou o vosso vento, e o mar os recobriu; afundaram como chumbo entre as águas agitadas. Estendestes vossa mão, e a terra os devorou; R.

— Vós, Senhor, o levareis e o plantareis em vosso Monte, no lugar que preparastes para a vossa habitação, no Santuário construído pelas vossas próprias mãos. R.


https://youtu.be/iLlWRarzpJg
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Que me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos. (Jo 14, 23) R.

Evangelho (Mt 12, 46-50)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que no sacrifício da cruz, único e perfeito, levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Aliança, santificai, como o de Abel, o nosso sacrifício, para que os dons que cada um trouxe em vossa honra possam servir para a salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Ele dá o alimento aos que o temem. (Sl 110, 4-5)

Ou:


Eis que estou à porta e bato, diz o Senhor: se alguém ouvir a minha voz e abrir, eu entrarei e cearemos juntos. (Ap 3, 20)

Depois da Comunhão

Ó Deus, permanecei junto ao povo que iniciastes nos sacramentos do vosso reino, para que, despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 20/07/2021


Deixemo-nos transformar pela Palavra de Deus


“Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mateus 12,50).

É uma graça fazermos parte da família de Jesus mas, ao mesmo tempo, é preciso dizer que é uma desgraça, ou seja, nós saímos da graça se nós conhecermos Jesus, mas não colocarmos em prática a Sua Palavra, se nós não seguirmos a Sua Palavra, se não nos convertermos pela Sua Palavra.

Não podemos ter aquela atitude passiva de quem escuta, de quem apenas ouve, mas não se converte ao que ouviu. É claro que a primeira atitude diante da Palavra é ouvi-la; e quem não ouve não vai poder dar outro passo. Por isso, no mundo tão surdo como o nosso, onde as pessoas só escutam o que querem ou cercados de tantos barulhos, como nós estamos, é preciso dar o passo da escuta.

Escutar Deus a cada dia é a primeira necessidade da alma, escutar com o coração, escutar com paixão, deixar que a Palavra penetre o nosso coração e vá até às nossas vísceras mais profundas, deixar que a Palavra de Deus realmente caia em nossa mente. É preciso escutar a Palavra e, uma vez que a escutamos, precisamos ser transformados por ela.


Se não estamos sendo provocados a nos convertermos pela Palavra, é sinal de que não estamos a ouvindo

Às vezes, estou com uma disposição dentro de mim e nem percebo a maldade, mas movido pelo sentimento, pelos acontecimentos, pelos aborrecimentos estou decidido que vou fazer assim. E a Palavra de Deus cai em meu coração como luz, por isso, preciso escutar mais a Deus do que os barulhos que estão dentro de mim.

Você sabe que os barulhos da alma são muitos: o barulho das mágoas, ressentimentos, tensões, preocupações, inquietações; o barulho dos afetos e das emoções. E se somos pessoas muito emotivas, as nossas emoções nos guiam.

É preciso silenciar as emoções, os sentimentos, os afetos para escutar nu e cru o Senhor falando a nós. Quando escuto e essa Palavra penetra em mim, eu posso respondê-la. Então, "estava pensando em fazer isto, a Palavra me convenceu que não é por aí"; "estou tendo essa atitude, a Palavra me convence que essa atitude não é correta"; "estou pensando em responder a provocação, a Palavra cala o meu coração e não me deixa agredir o meu irmão".

Então, ouvir a Palavra de Deus e colocá-la em prática é deixar que ela provoque em nós atitudes de conversão e de mudança. Se não estamos sendo provocados a nos convertermos pela Palavra, é sinal de que não estamos ouvindo a Palavra ou estamos ouvindo muito mal, entrando no ouvido e do ouvido mesmo voltando, nem chegando ao coração.

Por isso, quem é meu pai, quem é minha irmã, quem é minha mãe, senão quem ouve, quem faz a vontade de Deus, quem coloca em prática a vontade do Pai.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Um parentesco superior ao de sangue

No Evangelho de hoje, Jesus nos fala da família espiritual que Ele quer estabelecer conosco pela fé. Trata-se do famoso Evangelho em que o Senhor, falando às multidões, recebe o recado de que sua Mãe e seus irmãos estavam do lado de fora querendo falar-lhe. Para nossa surpresa, Ele pergunta de volta: “Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?” A pergunta pode parecer uma humilhação para Nossa Senhora, mas é, na verdade, um grande louvor a ela. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 20 de julho, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho!




Santo do dia 20/07/2021

 

 


Santo Aurélio (Memória Facultativa)
Local: Cartago, Tunísia
Data: 20 de Julho † c. 430


Santo Aurélio foi bispo de Cartago, primaz da África, em tempos de Santo Agostinho.

Grande adversário do paganismo, contra ele lutou sem descanso. Naqueles idos, o culto dos mártires servia de pretexto para orgias, principalmente orgias noturnas: Aurélio conseguiu rapidamente que tais excessos fossem substituídos por piedosas vigílias.

Foi este bispo que rogou a Santo Agostinho, para esclarecer os seus fiéis, que escrevesse algo contra a ociosidade monástica. O "De opere mona chorum" apareceu por volta do ano 400.

O donatismo, cisma que caiu sobre a Igreja africana, foi atacado com sucesso por Aurélio. Havia em Cartago um bispo donatista, chamado Parmeniano, ao qual sucedeu Primiano. Havia ainda outro, acoroçoado pelos dissidentes, Maximiano. A fim de agir e de governar do melhor modo possível, o bispo de Cartago recorreu aos concílios provinciais. Ao primeiro, em 393, reunido em Hipona, porque cidade mais calma do que Cartago, seguiram-se trinta e seis outros, todos presididos pelo santo bispo com autoridade, mas caracterizando-se pela simplicidade e moderação.

Os pelagianos, numa certa época, apareceram férteis em disputas. Em fins de 411, Aurélio houve-se bem com Celéstio, o principal discípulo de Pelágio.

Faleceu o santo bispo de Cartago a 20 de julho de 430, um mês e alguns dias antes de Santo Agostinho, morto aos 28 de agosto do mesmo ano. Com o grande bispo de Hipona, Aurélio foi dos mais firmes sustentáculos da Igreja. São Fulgêncio inscreveu-o entre os grandes Doutores.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XIII. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 11 jul. 2021.

Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil