Nome: São Bartolomeu dos Mártires (Memória Facultativa)
Local: Viana do Castelo, Portugal
Data: 18 de Julho † 1590

Nascido perto de Lisboa, em 1514, Bartolomeu, uma das glórias da Igreja de Portugal, foi arcebispo de Braga. Professou nos dominicanos, tendo ensinado por mais de vinte anos nos conventos de Lisboa e de Batalha.

Escolhido arcebispo em janeiro de 1559 pelo papa Paulo IV, então todo no afã de nomear prelados zelosos para a exata disciplina, trabalhou com grande carinho na reforma do clero.

Mendes dos Remédios, na História da Literatura Portuguesa, assim se refere ao bem-aventurado arcebispo: "D. Frei Bartolomeu dos Mártires, o célebre arcebispo de Braga, cuja mitra renunciou em troca da paz do convento de Viana, que fundara, além das obras latinas deixou um Catecismo da Doutrina Cristã em estilo correto simples."

Como orador, segundo o dizer do seu biógrafo, tinha um estilo de pregar muito diferente do que usava na corte... deixou flores de retórica, explicações agudas, e conceitos levantados, que serviam lá para os ouvidos delicados, e entendimentos mimosos para os penetrar, e fazer efeito a doutrina medicinal a modo de bom guisado e entregou-se todo a termos chãos e doutrina clara, que servisse para todos...

Este biógrafo, a que Mendes dos Remédios se refere, é Frei Luís de Sousa (1555-1632), de Santarém, e um dos mais delicados estilistas que conta a língua portuguesa. Antes da sua profissão religiosa chamava-se Manoel de Sousa Coutinho. Militou na religião de Malta, esteve prisioneiro dos mouros e foi levado cativo para Argel.

Foi em 1641 que Coutinho iniciou a vida claustral, adotando desde logo o nome de Frei Luís de Sousa. Escreveu a História de São Domingos, Anais do Rei Dom João III (publicados por Alexandre Herculano em 1846), e a Vida de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires.

Outras obras de Bartolomeu dos Mártires: Sti mulus pasiorum, regra de vida para os prelados segundo os Padres da Igreja; Compêndio das máximas da vida espiritual recolhidas dos sentimentos dos Padres; Suma de concílios; e notas sobre os salmos, um itinerário de Braga a Trento, e numerosos manuscritos.

Faleceu Bartolomeu dos Mártires em 1590. Gregório XVI beatificou-o em 1845 e em 2019 o Papa Francisco canonizou-o.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XIII. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 11 jul. 2021.

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