Nome: Santo Áquila e Santa Priscila (Memória Facultativa)
Local: Ásia Menor / Roma
Data: 08 de Julho † s. I

Encontramos Santo Áquila e Santa Priscila nos Atos dos Apóstolos. Áquila, ao que tudo indica, era um judeu convertido. Com nome latino, ignora-se-lhe o nome judeu.

São Paulo, no ano 50, depois de ter evangelizado Atenas, em Corinto principiou a colher numerosos frutos de conversão, e, encontrando um judeu, chamado Áquila, natural do Ponto, que pouco antes tinha chegado da Itália, e Priscila, sua mulher (pelo motivo de Cláudio ter mandado sair de Roma todos os judeus), uniu-se a eles. Como tinha o mesmo ofício, morava com eles, e trabalhava (eram fabricantes de tendas). Disputava todos os sábados na sinagoga, e esforçava-se por ganhar judeus e gregos.

Quando Silas e Timóteo chegaram a Macedônia, Paulo aplicava-se assiduamente à palavra, dando testemunho aos judeus de que Jesus era o Messias. Mas, como o contradissessem e o injuriassem, ele, sacudindo as suas vestes, disse-lhes:
- O vosso sangue caia sobre a vossa cabeça; eu não tenho culpa; desde agora vou para os gentios.

Saindo dali, entrou em casa dum chamado Tito Justo, temente a Deus, cuja casa estava contígua à sinagoga. Crispo, arquissinagogo, creu no Senhor com toda a família, e muitos dos coríntios, ouvindo-o, criam e eram batizados. Uma noite, numa visão, o Senhor disse a Paulo:
- Não temas, mas fala e não te cales, porque eu sou contigo; e ninguém porá a mão sobre ti nesta cidade para te fazer mal, porque tenho muito povo nesta cidade.

E demorou-se ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a Palavra de Deus.

Mas, sendo procônsul da Acaia Galião, os judeus, de comum acordo, levantaram-se contra Paulo, e levaram-no ao tribunal, dizendo:
- Este persuade os homens a que adorem a Deus com um culto contra a lei.

Começando Paulo a abrir a boca para responder, disse Galião aos judeus:
- Se isto fosse na realidade algum agravo ou delito grave, eu vos ouviria, ó judeus, conforme o direito. Mas, se são questões de palavra acerca de nomes, e acerca da vossa lei, isto é convosco, eu não quero ser juiz de tais coisas.

E mandou-as sair do tribunal. Então eles todos, lançando mão de Sóstenes, príncipe da sinagoga, batiam-lhe diante do tribunal; e Galião nada se importava com isso.

Paulo, demorando-se ainda muitos dias, despedindo dos irmãos, navegou para a Síria (e com ele Priscila e Áquila), depois de ter cortado o cabelo em Cencreas, porque tinha um voto. (Quando estavam doentes ou se encontravam em alguma dificuldade, os judeus costumavam prometer a Deus ir a Jerusalém oferecer-lhe um sacrifício, comprometendo-se a cortar o cabelo trinta dias antes do sacrifício, ao mesmo tempo que se abstinham de vinho. Foi o que São Paulo fez. Embora defendesse o princípio da liberdade cristã em face do judaísmo, continuava a praticar as cerimônias judaicas, quando elas não iam de encontro àquela liberdade).

Chegou a Éfeso e deixou-os ali. Tendo entrado na sinagoga, disputava com os judeus. Rogando-lhe eles que ficasse ali mais tempo, não condescendeu, mas, despedindo-se e dizendo: Outra vez, se Deus quiser, voltarei a vós. E partiu para Éfeso.

Desembarcando em Cesareia, subiu (a Jerusalém), aí saudou a Igreja, e foi em seguida a Antioquia.

Tendo estado ali algum tempo, partiu, atravessando sucessivamente a terra da Galácia e a Frígia, fortalecendo todos os discípulos.

Ora, tinha chegado a Éfeso um judeu, chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente, versado nas Escrituras. Tinha sido instruído no caminho do Senhor, e ensinava com exatidão o que dizia respeito a Jesus, conhecendo somente o batismo de João. Começou a falar com liberdade na sinagoga. Quando Priscila e Áquila o ouviram, levaram-no consigo, e lhe expuseram mais minuciosamente o caminho do Senhor. Querendo ele ir a Acaia, os irmãos animaram-no a isso, e escreveram aos irmãos que o recebessem. Tendo ele chegado, foi de muito proveito para os que tinham crido. Porque, com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus é o Messias.

Depois disto, só encontramos os dois santos esposos em breves menções que São Paulo faz no fim de certas epístolas: "As igrejas da Ásia saúdam-vos. Muito vos saúdam no Senhor Áquila e Priscila, com a igreja de sua casa, dos quais sou hóspede" (1Cor 16, 19). São referências que datam do ano 55, que Paulo nos deixou, escrevendo de Éfeso.

Depois: "Saudai Prisca e Áquila, meus cooperadores em Jesus Cristo (os quais expuseram as suas cabeças pela minha vida; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios)" (Rm 16, 3).

Como última citação, lemos: "Saúda Prisca, Áquila e a família de Onesíforo" (2Tm 4, 19).

Foi Odon que introduziu ambos os esposos, zelosos das coisas de Deus, no martirológio, dizendo que morreram na Ásia Menor. Uma tradição, porém, di-lo que em Roma.

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