Nome: São Josafá (Memória)
Local: Witebsk, Bielorrússia
Data: 12 de Novembro † 1623

São Josafá é comemorado pela Igreja sobretudo como testemunha da unidade da Igreja. Um santo pouco conhecido entre nós.

João Kuncewicz era filho de uma família ortodoxa da Ucrânia, nascido em 1580. Iniciou sua vida como comerciante. Depois se tornou monge basiliano, tomando o nome de Josafá. Nomeado bispo de Polotsk em 1617, foi assassinado seis anos depois durante uma visita pastoral.

A vida e o martírio de São Josafá relacionam-se com o triste capítulo da história da separação entre Igreja Católica Romana e Igreja Ortodoxa Oriental. Depois da separação das Igrejas romana e constantinopolitana, em 1054, várias tentativas de união foram feitas. Quando Josafá era criança, os rutenos ucranianos uniram-se a Roma. Ele adere cedo à união e por ela trabalha e morre. Como bispo empenhou-se com todas as forças a promover a união, o que lhe ocasionou muitas calúnias, perseguições e outros contratempos por parte dos cismáticos. Em oposição a ele, chegou-se a nomear para sua sede episcopal um bispo cismático. Ele, porém, distinguiu-se pela fortaleza e continuou seu trabalho em favor da união, sobretudo através de frequentes visitas pastorais. Numa delas, os separatistas tramaram sua morte, que levaram a efeito em Vitlebsk, na Bielorrússia, a 12 de novembro de 1623. Este insigne apóstolo da união foi canonizado por Pio IX.

Duas razões motivam sua comemoração como memória obrigatória por toda a Igreja Romana. Primeiro, o fato de ter sido um insigne apóstolo da unidade da Igreja. Segundo, por ser representante de uma região da Igreja que também contribuiu com heroicas testemunhas de Cristo.

A Oração coleta realça em São Josafá o pastor que, na força do Espírito, dá sua vida pelas ovelhas, exemplo dos cristãos chamados a darem a vida pelos irmãos. A Oração sobre as oferendas pede que Deus nos fortifique na fé que São Josafá proclamou ao derramar o próprio sangue. Finalmente, na Oração depois da Comunhão a Igreja pede a Deus o Espírito da força e da paz, para que, a exemplo de São Josafá, consagremos alegremente nossa vida à honra e à unidade da Igreja.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Josafá, rogai por nós!

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