Nome: São João da Damasceno (Memória Facultativa)
Local: Jerusalém, Israel
Data: 04 de Dezembro † c. 749

João é chamado Damasceno porque natural de Damasco na Siria, onde nasceu em data muito incerta, podendo-se situá-la, porém, na segunda metade do século VII. Sendo considerado o último dos Padres da Igreja, está presente entre os maiores representantes da sabedoria teológica oriental. Foi também um dos maiores poetas da Igreja oriental, compondo numerosos hinos para a Liturgia. Morreu no mosteiro de São Sabas perto de Jerusalém, entre o ano de 749 753. Em 1890, o papa Leão XIII distinguiu-o com o honroso titulo de Doutor da Igreja.

Damasco, na Síria, foi conquistada pelos árabes muçulmanos em 661, tornando-se então califado. Poucos anos depois nascia ali João. Seu pai, também de nome João, foi funcionário do califado. O próprio João filho, apesar de cristão, durante alguns anos continuou a serviço do califa.

Por volta de 760 deixou a corte, renunciou a tudo, distribuiu os bens aos pobres e retirou-se como monge ao mosteiro de São Sabas, perto de Jerusalém. Foi ordenado sacerdote pelo patriarca de Jerusalém, João V, que se serviu dele como pregador e escritor, especialmente durante a polêmica iconoclasta. Desde sua entrada no mosteiro de São Sabas, sua existência decorreu no silêncio do claustro, entregue aos estudos, à disciplina monástica e à atividade literária, principalmente no campo da ciência teológica. Em sua obra mais original A fonte da ciência, ele tenta uma exposição sistemática do dogma católico, seguindo o Credo. Não quis ser original. Dominava praticamente todos os conhecimentos teológicos de sua época e teve o grande mérito de condensar em seus escritos as doutrinas teológicas dos Santos Padres gregos. Os escritos de São João Damasceno abrangem quase todos os setores da doutrina cristã: teologia dogmática, apologética, ascética, exegese, homilética, poesias sacras e até obras polêmicas. Dissertou, particularmente, sobre o mistério da Encarnação do Verbo Divino e sobre a Santíssima Virgem Maria, sua imaculada conceição, a maternidade divina, a virgindade perpétua de Maria e sua Assunção ao céu em corpo e alma depois da morte.

Engajou-se decididamente na defesa do culto das imagens nas igrejas contra os iconoclastas. Sobre a questão escreveu o livro Orações sobre as imagens sagradas. A defesa do culto das imagens pode-se resumir na seguinte frase sua: "Não é a matéria que honramos, mas o que ela representa; a honra que prestamos à imagem é transferida para quem é seu modelo".

A Oração coleta pede a Deus que possamos contar com o apoio das orações do presbítero São João Damasceno para que a verdadeira fé por ele ensinada de modo tão eminente seja sempre nossa luz e nossa força.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

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