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6 de maio Maio com a Mãe de Jesus - Meditações
A purificação de Maria
Maria, sem dúvida, já havia consentido na morte de Jesus, desde que se tornou Mãe. Isso, não obstante, quis o Senhor que neste dia ela fizesse no templo um solene sacrifício de si mesma, ofertando-lhe solenemente o Filho e sacrificando à divina justiça sua vida preciosa. Por isso Maria é chamada sacerdotisa, em uma homília que se atribui a São Epifânio. Ora, aqui passemos a ver quanta dor lhe custou esse seu sacrifício e quanto foi heroica a virtude que teve de exercer, subscrevendo ela mesma a sentença da condenação de seu caro Jesus à morte.
Eis que Maria já se encaminha para Jerusalém a oferecer o Filho. Apressa os passos para o lugar do sacrifício, levando em seus braços a vítima tão amada. Entra no templo, aproxima-se do altar e, ali, toda cheia de modéstia, humildade e devoção, apresenta seu Filho ao Altíssimo. Eis que, entretanto, se aproxima Simeão, que de Deus recebera a promessa de não morrer sem antes ter visto o Messias esperado, toma o Divino Menino das mãos da Virgem e, iluminado pelo Espírito Santo, anuncia-lhe quanto devia custar-lhe o sacrifício, que então fazia de seu Filho, com que há também de ser sacrificada sua alma bendita.
Leia, reze e medite
“E, quando se completaram os dias para eles se purificarem, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para apresenta-lo ao Senhor, conforme o que está escrito na Lei do Senhor: todo primogênito do sexo masculino seja consagrado ao Senhor; e para oferecer em sacrifício, como se prescreve na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. Seu pai e sua mãe estavam maravilhados com as coisas que dele se diziam. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: ‘Este menino vai ocasionar a queda e o reerguimento de muitos em Israel; ele será um sinal de contradição; a ti própria, uma espada te traspassará a alma para que se revelem os pensamentos de muitos corações’” (Lc 2,22- 24.33-35).
Efeitos do sacrifício de Maria
Pelos merecimentos de suas dores e da oferta de seu Filho, Maria tornou-se Mãe de todos os remidos. Portanto é justo crer que só por sua mão se dê o leite das graças divinas, isto é, os frutos dos méritos de Jesus Cristo. É ao que alude São Bernardo, quando diz que Deus tem posto na mão de Maria todo o preço em nossa Redenção. Com o que nos faz o Santo entender que, por meio da intercessão da Santíssima Virgem, aplicam-se às almas os merecimentos do Redentor, já que por suas mãos se dispensam as graças que são justamente o preço dos merecimentos de Jesus Cristo.
Abraão mostrou-se pronto a oferecer seu filho a Deus. Essa disposição foi tão agradável ao Senhor, que lhe prometeu em recompensa multiplicar seus descendentes como as estrelas do céu. Diante disso devemos crer com certeza que muito mais grato foi ao Senhor o sacrifício incomparável, que de Jesus lhe fez a excelsa Mãe. Por isso foi a ela concedido que, pelas suas súplicas, se multiplicasse o número dos escolhidos, isto é, a afortunada descendência de seus filhos, pois como tais considera e protege todos os seus servos.
ORAÇÃO
Ó Santa Mãe de Deus e minha Mãe, Maria! Vós tanto vos interessastes por minha salvação, que chegastes a sacrificar à morte o objeto mais caro a vosso coração, vosso amado Jesus. Quereria, ó minha Rainha, também eu neste dia, a vossa imitação oferecer meu pobre coração a Deus. Mas temo que o recuse, vendo o tão manchado e imundo. Se vós, porém, lho oferecerdes, não recusará certamente. Ele aprecia e recebe todas as ofertas que lhe são apresentadas por vossas mãos puríssimas. A vós, pois, ó Maria, apresento-me hoje, miserável como sou, e a vós inteiramente me consagro. Oferecei-me como coisa vossa, juntamente com Jesus, ao Eterno Pai. Rogai-lhe que, pelos méritos do Filho e por amor de vós, aceite-me e tome para si.
Ah! Mãe dulcíssima, por amor desse Filho sacrificado, ajudai-me sempre e não me abandoneis. Não permitais que eu venha um dia perder, por meus pecados, este meu amabilíssimo Redentor, hoje por vós oferecido à cruz com tanta dor. Dizei-lhe que sou vosso servo; dizei-lhe que em vós pus toda minha esperança; dizei-lhe, enfim, que me quereis salvar, e ele não poderá deixar de atender-vos. Amém.
℣. Rogai por nós, ó Santa e Bendita eleita de Deus.
℟. E fazei-nos santos e imaculados como vosso Jesus. Amém.
Salve, Rainha, mãe de misericórdia...
℣. Rogai por nós, ó Virgem, Mãe e Senhora,
℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Maria, sem dúvida, já havia consentido na morte de Jesus, desde que se tornou Mãe. Isso, não obstante, quis o Senhor que neste dia ela fizesse no templo um solene sacrifício de si mesma, ofertando-lhe solenemente o Filho e sacrificando à divina justiça sua vida preciosa. Por isso Maria é chamada sacerdotisa, em uma homília que se atribui a São Epifânio. Ora, aqui passemos a ver quanta dor lhe custou esse seu sacrifício e quanto foi heroica a virtude que teve de exercer, subscrevendo ela mesma a sentença da condenação de seu caro Jesus à morte.
Eis que Maria já se encaminha para Jerusalém a oferecer o Filho. Apressa os passos para o lugar do sacrifício, levando em seus braços a vítima tão amada. Entra no templo, aproxima-se do altar e, ali, toda cheia de modéstia, humildade e devoção, apresenta seu Filho ao Altíssimo. Eis que, entretanto, se aproxima Simeão, que de Deus recebera a promessa de não morrer sem antes ter visto o Messias esperado, toma o Divino Menino das mãos da Virgem e, iluminado pelo Espírito Santo, anuncia-lhe quanto devia custar-lhe o sacrifício, que então fazia de seu Filho, com que há também de ser sacrificada sua alma bendita.
Leia, reze e medite
“E, quando se completaram os dias para eles se purificarem, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para apresenta-lo ao Senhor, conforme o que está escrito na Lei do Senhor: todo primogênito do sexo masculino seja consagrado ao Senhor; e para oferecer em sacrifício, como se prescreve na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. Seu pai e sua mãe estavam maravilhados com as coisas que dele se diziam. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: ‘Este menino vai ocasionar a queda e o reerguimento de muitos em Israel; ele será um sinal de contradição; a ti própria, uma espada te traspassará a alma para que se revelem os pensamentos de muitos corações’” (Lc 2,22- 24.33-35).
Efeitos do sacrifício de Maria
Pelos merecimentos de suas dores e da oferta de seu Filho, Maria tornou-se Mãe de todos os remidos. Portanto é justo crer que só por sua mão se dê o leite das graças divinas, isto é, os frutos dos méritos de Jesus Cristo. É ao que alude São Bernardo, quando diz que Deus tem posto na mão de Maria todo o preço em nossa Redenção. Com o que nos faz o Santo entender que, por meio da intercessão da Santíssima Virgem, aplicam-se às almas os merecimentos do Redentor, já que por suas mãos se dispensam as graças que são justamente o preço dos merecimentos de Jesus Cristo.
Abraão mostrou-se pronto a oferecer seu filho a Deus. Essa disposição foi tão agradável ao Senhor, que lhe prometeu em recompensa multiplicar seus descendentes como as estrelas do céu. Diante disso devemos crer com certeza que muito mais grato foi ao Senhor o sacrifício incomparável, que de Jesus lhe fez a excelsa Mãe. Por isso foi a ela concedido que, pelas suas súplicas, se multiplicasse o número dos escolhidos, isto é, a afortunada descendência de seus filhos, pois como tais considera e protege todos os seus servos.
ORAÇÃO
Ó Santa Mãe de Deus e minha Mãe, Maria! Vós tanto vos interessastes por minha salvação, que chegastes a sacrificar à morte o objeto mais caro a vosso coração, vosso amado Jesus. Quereria, ó minha Rainha, também eu neste dia, a vossa imitação oferecer meu pobre coração a Deus. Mas temo que o recuse, vendo o tão manchado e imundo. Se vós, porém, lho oferecerdes, não recusará certamente. Ele aprecia e recebe todas as ofertas que lhe são apresentadas por vossas mãos puríssimas. A vós, pois, ó Maria, apresento-me hoje, miserável como sou, e a vós inteiramente me consagro. Oferecei-me como coisa vossa, juntamente com Jesus, ao Eterno Pai. Rogai-lhe que, pelos méritos do Filho e por amor de vós, aceite-me e tome para si.
Ah! Mãe dulcíssima, por amor desse Filho sacrificado, ajudai-me sempre e não me abandoneis. Não permitais que eu venha um dia perder, por meus pecados, este meu amabilíssimo Redentor, hoje por vós oferecido à cruz com tanta dor. Dizei-lhe que sou vosso servo; dizei-lhe que em vós pus toda minha esperança; dizei-lhe, enfim, que me quereis salvar, e ele não poderá deixar de atender-vos. Amém.
℣. Rogai por nós, ó Santa e Bendita eleita de Deus.
℟. E fazei-nos santos e imaculados como vosso Jesus. Amém.
Salve, Rainha, mãe de misericórdia...
℣. Rogai por nós, ó Virgem, Mãe e Senhora,
℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.