OS JUDEUS CELEBRAM O NATAL?

Há uma clara diferença entre informação e formação. Graças à tecnologia avançada, nunca houve um período histórico com tamanha quantidade de dados veiculados. Há estudos sérios que apontam para o fato de que nos atuais dias uma criança de 10 anos já recebeu mais carga de informação do que um homem idoso na Idade Média. Mas enquanto formação, deixamos um tanto a desejar.

Muitos contemporâneos sequer sabem a diferença entre um judeu e um muçulmano. Nesse sentido têm, por exemplo, dificuldade de compreender o conflito entre os palestinos e israelenses. O fato é que tanto os judeus quanto os árabes têm Abraão por patriarca. Os árabes, a grosso modo, descendem de Ismael, filho de Abraão com Agar, a escrava egípcia. Maomé era árabe, e, no século VII d.C., fundou a religião do Islã. A partir de 622 d.C. ele deu início à conquista da Península Arábica e dos países do Oriente Médio.

Os judeus descendem de Isaac (nascido muitos séculos antes de Cristo) filho de Abraão com Sara, sua legítima esposa. Ambos deram origem a uma grande descendência, porém o filho de Isaac, Israel, foi agraciado por Deus para ser o patriarca do povo eleito. Dele descendem as 12 tribos de Judá. Moisés, que recebeu de Deus os 10 Mandamentos, é um ilustre profeta e legislador judeu, que conduziu o povo de Israel para a Terra Prometida.

Diferentemente dos povos pagãos e politeístas da antiguidade, os judeus acreditavam num único Deus e na vinda do Salvador da humanidade, o Messias (o ungido em hebraico). Deles herdamos o Antigo Testamento, livro sagrado repleto de ensinamentos, preceitos e também profecias a respeito da vinda de Jesus. De forma fiel ao que fora profetizado, o Messias veio até nós, como relatam os Evangelhos e outros livros do Novo Testamento. Porém só uma pequena parcela dos judeus acreditou em Jesus e o seguiu, a exemplo dos Apóstolos e outros tantos discípulos.

E é por essa razão que os judeus, na sua grande maioria, não celebram o Natal. Para eles, o Messias ainda está por vir. Razão também pela qual eles não seguem o calendário gregoriano, que data do nascimento de Cristo. Seguem o “luach”, que conta a partir do que eles acreditam ter sido a data de nascimento de Adão, ou seja, há 5782 anos.

Em sentido contrário, uma minoria de judeus celebra o Natal, mas porque esses judeus abraçaram a religião cristã. Ou seja, são judeus de sangue, mas cristãos de religião. Recomendamos, inclusive, a leitura da história de Afonso de Ratisbona, judeu-francês convertido por obra de Nossa Senhora numa ocasião toda especial. Ele é o fundador da Obra do Sion.

Marcos A. Fiorito

Teólogo e historiador

(Autoriza-se reprodução do artigo com citação da fonte e autor.)

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