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Antífona de entrada

Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel. (Sl 129, 3-4)

Glória

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo poderoso.
Nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças por Vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus pai, Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo, só Vós, o Senhor, Só Vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai.
Amém.

Oração do dia

Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Sb 7, 7-11)


Leitura do Livro da Sabedoria


“Orei, e foi-me dada a prudência; supliquei, e veio a mim o espírito da sabedoria.

8Preferi a Sabedoria aos cetros e tronos e, em comparação com ela, julguei sem valor a riqueza; 9a ela não igualei nenhuma pedra preciosa, pois, a seu lado, todo o ouro do mundo é um punhado de areia e, diante dela, a prata será como a lama. 10Amei-a mais que a saúde e a beleza, e quis possuí-la mais que a luz, pois o esplendor que dela irradia não se apaga. 11Todos os bens me vieram com ela, pois uma riqueza incalculável está em suas mãos”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 89)


R. Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria!


— Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos! R.

— Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Alegrai-nos pelos dias que sofremos, pelos anos que passamos na desgraça! R.

— Manifestai a vossa obra a vossos servos, e a seus filhos revelai a vossa glória! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. R.


Segunda Leitura (Hb 4, 12-13)


Leitura da Carta aos Hebreus


A Palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas. Ela julga os pensamentos e as intenções do coração. 13E não há criatura que possa ocultar-se diante dela. Tudo está nu e descoberto aos seus olhos, e é a ela que devemos prestar contas.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5, 3) R.

Evangelho (Mc 10, 17-30 ou mais breve 10, 17-27)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos 

R. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”

18Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe”. 20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”.

21Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”

22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”

24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!” 26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?”

27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.

[28Pedro então começou a dizer-lhe: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”.

29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna.]

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu e da terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos;
creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna.
Amém.

Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, com estas oferendas, as preces dos vossos fiéis, para que o nosso culto filial nos leve à glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor, não falta nada. (Sl 33, 11)

Ou:


Quando Cristo aparecer, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. (1Jo 3, 2)

Depois da Comunhão

Ó Deus todo-poderoso, nós vos pedimos humildemente que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue de Cristo, possamos participar da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 10/10/2021
O Reino dos Céus é a glória plena da nossa realidade humana

“Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!” (Marcos 10,24).

Jesus, que nos traz a graça do Reino de Deus, no Evangelho de hoje, nos mostra aquele que se aproximou d'Ele ao longo do caminho e perguntou, (até de joelhos ele estava): “Bom Mestre, o que devo fazer para ganhar a vida eterna?”. Até a própria palavra “ganhar” é no sentido mesmo de possuir. Queremos ganhar tudo na vida, mas Jesus está nos ensinando que a lógica do Reino de Deus “ganhar”, é preciso primeiro perder.

O Reino de Deus não é uma vantagem, o Reino de Deus é a maior glória da vida humana, é a maior riqueza da vida humana. Não há graça maior, bem maior, preciosidade maior do que termos o Reino de Deus e estarmos no Reino de Deus. O mal é quando você quer comparar o Reino de Deus com as outras coisas da sua vida. O Reino de Deus não se compara, ele não está nessa lógica, e é por isso que muitos não o conquistam, porque querem fazer do Reino de Deus mais um troféu; e o Reino dos Céus não é um troféu, ele é a glória plena e definitiva da nossa realidade humana.

Enquanto a cabeça estiver só entretida e metida nos valores deste mundo, o Reino dos Céus para nós fica sempre distante

Esse jovem que se aproximou de Jesus, Jesus ensinou a ele o primeiro passo: o passo essencial para entrar no Reino dos Céus é guardar os mandamentos. Ninguém vai entrar no Reino dos Céus, se não vive os mandamentos de Deus, se não coloca em prática aquilo que é essencial: não roubar, não matar, não levantar falso testemunho, não cometer adultério, não mentir… Então, é a primeira escada que nós temos que subir.

Uma vez que subimos essa escada para chegar no Reino dos Céus, tem mais degraus, e, depois de vivermos os mandamentos, praticarmos os mandamentos, para tomarmos posse do Reino é necessário o desapego, e aqui é onde muitos param no caminho porque somos muito apegados aos bens materiais, às coisas materiais, às realidades materiais, pois elas nos fascinam, preenchem o nosso olhar; ocupam nossos pensamentos e sentimentos, praticamente, quase que o dia inteiro, o tempo inteiro.

O homem, o ser humano dos tempos modernos, vive em função do ganhar, vive em função da posse, nunca está satisfeito com o que tem. Quando Jesus diz que dificilmente um rico entra no Reino dos Céus é porque o rico se refere à pessoa gananciosa, aquele que vive apenas da gana, do ganhar e não é capaz, mesmo com o muito que ganha ou com o pouco que ganha, saber perder, dividir, partilhar e compartilhar o que tem.

Ganancioso é aquele que só quer acumular, aquele que só quer ter mais, e aí realmente ele não vive a lógica do Reino dos Céus. Como ele quer ganhar o Céu se o mundo para ele, a alegria para ele é as portas e os bens materiais que ele tem? Por isso, é difícil entrar no Reino dos Céus, porque, enquanto a cabeça estiver só entretida e metida nos valores deste mundo, o Reino dos Céus para nós fica sempre distante, agora quando nós tendo ou não os bens, sabemos colocar a cabeça e o coração primeiro em Deus, o nosso coração está sempre mais perto d’Ele.

Deus nos ensine a sermos desprendidos daquilo que nos prende neste mundo, para alcançarmos e agarrarmos o Reino que Ele mesmo nos prometeu.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Homilia | “Senhor, aí já é demais!” (28.º Domingo do Tempo Comum)

No Evangelho de hoje, o Senhor se encontra com o jovem rico, em quem vê com grande amor um enorme potencial de santidade: ele, como folha verde e cheia de vida, observa fielmente os Mandamentos; mas, como folha ainda presa à árvore, não se deixa levar pelo sopro do Espírito Santo, porque está apegado aos amores e afetos deste mundo. E nós, que tipo de folha temos sido? Limitamo-nos a cumprir o dever, como se já fosse o bastante, ou deixamos que a graça de Deus conquiste o nosso coração, para sermos elevados ao único Amor pelo qual vale a pena deixar tudo? Assista à meditação do Padre Paulo Ricardo sobre o Evangelho deste domingo, e peçamos por intercessão de Nossa Senhora a graça de ter um coração pobre, para vê-lo enriquecido um dia com os tesouros da glória celeste.


https://youtu.be/lhXSqsQrRtc

Santo do dia 10/10/2021


São Daniel Comboni (Memória Facultativa)
Local: Khartoum, Sudão
Data: 10 de Outubro † 1881


Daniel Comboni: um filho de camponeses-jardineiros pobres que se tornou o primeiro Bispo católico da África Central e um dos maiores missionários na história da Igreja.

É mesmo verdade: quando o Senhor decide intervir e encontra uma pessoa generosa e disponível, acontecem coisas novas e grandiosas.

Daniel Comboni nasceu em Limone sul Garda (Brescia - Itália) a 15 de Março de 1831, duma família de camponeses ao serviço de um rico senhor local. O pai e a mãe, Luis e Domenica, eram afeiçoadíssimos a Daniel, o quarto de oito filhos falecidos quase todos em tenra idade. Eles formavam uma família unida, rica de fé e de valores humanos, mas pobre de meios econômicos. E é exatamente a pobreza da família Comboni que obriga Daniel a deixar a aldeia natal para ir frequentar a escola em Verona, no Instituto fundado pelo sacerdote Don Nicola Mazza.

Nestes anos passados em Verona, Daniel descobre a sua vocação ao sacerdócio, completa os estudos de filosofia e teologia e, sobretudo, abre-se à missão da África Central, fascinado pelo testemunho dos primeiros missionários mazzianos que regressavam do continente africano. Em 1854 Daniel Comboni é ordenado sacerdote e três anos depois parte para a África juntamente com outros cinco missionários do Istituto Mazza, com a benção da mãe Domenica que lhe diz: «Vai, Daniel, e que o Senhor te abençoe».

Após quatro meses de viagem, a expedição missionária de que Comboni faz parte chega a Cartum, capital do Sudão. O impacto com a realidade africana é enorme. Daniel dá-se imediatamente conta das dificuldades que comporta a sua nova missão. O cansaço, o clima insuportável, as doenças, a morte de numerosos e jovens companheiros, a pobreza e abandono do povo impelem-no cada vez mais a seguir em frente e a não abandonar a missão iniciada com tanto entusiasmo. Da missão de Santa Cruz escreve aos seus pais: «Teremos que sofrer, suar, morrer, mas o pensar que se sofre e morre por amor de Jesus Cristo e da salvação das almas mais abandonadas do mundo é demasiado consolador para nos fazer desistir da grande empresa».

Ao assistir à morte na África de um jovem companheiro missionário, Comboni em vez de desanimar sente-se interiormente confirmado na decisão de continuar a sua missão: «Ou Nigrizia ou morte, ou a África ou a morte».

E é sempre a África e a sua gente que levam Comboni, uma vez regressado a Itália, a conceber uma nova estratégia missionária. Em 1864, recolhido em oração junto ao túmulo de São Pedro em Roma, Daniel tem uma iluminação fulgurante que o leva a elaborar o seu famoso Plano para a regeneração da África, um projeto missionário (que se pode sintetizar numa intuição, «Salvar a África com a África», e que é fruto da sua ilimitada confiança nas capacidades humanas e religiosas dos povos africanos.

No meio de dificuldades e incompreensões não indiferentes, Daniel Comboni tem a intuição de que a sociedade europeia e a Igreja católica são chamadas a tomar em maior consideração a missão da África Central. Com este objetivo dedica-se a uma incansável animação missionária em todos os recantos da Europa, pedindo ajudas espirituais e materiais para as missões africanas, quer aos Reis, Bispos e grandes Senhores, quer ao povo pobre e simples. Como instrumento de animação missionária cria uma revista missionária, a primeira na Itália.

A sua fé inquebrantável no Senhor e na África leva-o a fundar em 1867 e 1872, respectivamente, os seus Institutos missionários, masculino e feminino, posteriormente conhecidos como Missionários Combonianos e Irmãs Missionárias Combonianas.

Como teólogo do Bispo de Verona, participa no Concílio Vaticano I, levando 70 Bispos a subscreverem uma petição em favor da evangelização da África Central (Postulatum pro Nigris Africæ Centralis).

A 2 de Julho de 1877 Comboni é nomeado Vigário Apostólico da África Central e consagrado Bispo um mês mais tarde: é a confirmação de que as suas ideias e as suas ações, por muitos consideradas demasiado arrojadas ou até paranoicas, são extremamente eficazes para o anúncio do Evangelho e para a libertação do continente africano.

Nos anos de 1877-1878 sofre no corpo e no espírito, juntamente com os seus missionários e missionárias, a tragédia duma estiagem e carestia sem precedentes que dizimam a população local e abalam o pessoal e a atividade missionária.

Em 1880, com o entusiasmo de sempre, o Bispo Comboni regressa à África pela oitava e última vez, decidido a continuar, lado a lado com os seus missionários e missionárias, a luta contra a praga da escravatura e a consolidar a atividade missionária através dos próprios africanos. Um ano depois, provado pelo cansaço, pelas frequentes e recentes mortes dos seus colaboradores e pela amargura de acusações e calúnias, o grande missionário adoece. A 10 de Outubro de 1881, com apenas 50 anos de idade, marcado pela cruz que, qual esposa fiel e amada, nunca o abandonou, morre em Cartum no meio da sua gente, consciente de que a obra missionária não morreria. «Eu morro, mas a minha obra não morrerá».

Daniel Comboni tinha visto bem. A sua obra não morreu; pelo contrario, como todas as grandes obras que «nascem e crescem aos pés da cruz», continua a viver graças à doação da vida feita por tantos homens e mulheres que escolheram seguir Comboni no caminho da árdua e entusiasmante missão entre os povos mais necessitados na fé e mais abandonados pela solidariedade humana. Em 17 de Março de 1996 é beatificado em São Pedro por Sua Santidade o Papa São João Paulo II. Em 5 de Outubro de 2003 é canonizado em São Pedro por Sua Santidade o Papa São João Paulo II.

Fonte: vatican.va (adaptado)

São Daniel Comboni, rogai por nós!