19 Dom
Apr
20 Seg
Apr
21 Ter
Apr
22 Qua
Apr
23 Qui
Apr
24 Sex
Apr
25 Sáb
Apr
26 Dom
Apr
27 Seg
Apr
28 Ter
Apr
29 Qua
Apr
30 Qui
Apr
01 Sex
May
02 Sáb
May
03 Dom
May
04 Seg
May
05 Ter
May
06 Qua
May
07 Qui
May
08 Sex
May
09 Sáb
May
10 Dom
May
11 Seg
May
12 Ter
May
13 Qua
May
14 Qui
May
15 Sex
May
16 Sáb
May
17 Dom
May
18 Seg
May
19 Ter
May
20 Qua
May
21 Qui
May
22 Sex
May
23 Sáb
May
24 Dom
May
25 Seg
May
26 Ter
May
27 Qua
May
28 Qui
May
29 Sex
May
30 Sáb
May
31 Dom
May

17º Domingo do Tempo Comum

Apoiadores do Pocket Terço
Terço com imagens no Youtube
Reze os Mistérios Gloriosos com imagens

Antífona de entrada

Deus habita em seu santuário, reúne os fiéis em sua casa; ele mesmo dá vigor e força a seu povo. (Cf. Sl 67, 6-7. 36)
Deus in loco sancto suo: Deus, qui inhabitáre facit unánimes in domo: ipse dabit virtútem et fortitúdinem plebi suae. Ps. Exsúrgat Deus, et dissipéntur inimíci eius: et fúgiant, qui odérunt eum, a fácie eius. (Ps. 67, 6. 7. 36 et 2)
Vernáculo:
Deus habita em seu santuário, reúne os fiéis em sua casa; ele mesmo dá vigor e força a seu povo. (Cf. MR: Sl 67, 6-7. 36) Sl. Eis que Deus se põe de pé, e os inimigos se dispersam! Fogem longe de sua face os que odeiam o Senhor! (Cf. LH: Sl 67, 2)

Glória

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.

Coleta

Ó Deus, amparo dos que em vós esperam, sem vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai em nós a vossa misericórdia para que, conduzidos por vós usemos agora de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Gn 18, 20-32


Leitura do Livro do Gênesis


Naqueles dias, 20o Senhor disse a Abraão: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. 21Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim”.

22Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor.

23Então, aproximando-se, disse Abraão: “Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? 24Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso irias exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? 25Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?”

26O Senhor respondeu: “Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia por causa deles a cidade inteira”. 27Abraão prosseguiu dizendo: “Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu, que sou pó e cinza. 28Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias por causa dos cinco a cidade inteira?” O Senhor respondeu: “Não destruiria, se achasse ali quarenta e cinco justos”.

29Insistiu ainda Abraão e disse: “E se houvesse quarenta?”

Ele respondeu: “Por causa dos quarenta, não o faria”.

30Abraão tornou a insistir: “Não se irrite o meu Senhor, se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?” Ele respondeu: “Também não o faria, se encontrasse trinta”.

31Tornou Abraão a insistir: “Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte justos?”

Ele respondeu: “Não a iria destruir por causa dos vinte”.

32Abraão disse: “Que o meu Senhor não se irrite, se eu falar só mais uma vez: e se houvesse apenas dez?” Ele respondeu: “Por causa dos dez, não a destruiria”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 137(138), 1-2a. 2bc-3. 6-7ab. 7c.8 (R. 3a)


℟. Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!


— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me. ℟.

— Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma. ℟.

— Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres, e de longe reconhece os orgulhosos. Se no meio da desgraça eu caminhar, vós me fazeis tornar à vida novamente; quando os meus perseguidores me atacarem e com ira investirem contra mim, estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. ℟.

— Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos! ℟.


https://youtu.be/S8id3Nu94BU

Segunda Leitura — Cl 2, 12-14


Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses


Irmãos: 12Com Cristo fostes sepultados no batismo; com ele também fostes ressuscitados por meio da fé no poder de Deus, que ressuscitou a Cristo dentre os mortos.

13Ora, vós estáveis mortos por causa dos vossos pecados, e vossos corpos não tinham recebido a circuncisão, até que Deus vos trouxe para a vida, junto com Cristo, e a todos nós perdoou os pecados. 14Existia contra nós uma conta a ser paga, mas ele a cancelou, apesar das obrigações legais, e a eliminou, pregando-a na cruz.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Recebestes o Espírito de adoção; é por ele que clamamos: Abá, Pai! (Rm 8, 15bc) ℟.

Evangelho — Lc 11, 1-13


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”.

2Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”.

5E Jesus acrescentou: “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário.

9Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá.

11Será que algum de vós, que é pai, se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião?

13Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.

Antífona do Ofertório

Exaltábo te Dómine, quóniam suscepísti me, nec delectásti inimícos meos super me: Dómine clamávi ad te, et sanásti me. (Ps. 29, 2. 3)


Vernáculo:
Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! Senhor, clamei por vós, pedindo ajuda, e vós, meu Deus, me devolvestes a saúde! (Cf. LH: Sl 29, 2. 3)
Sugestão de melodia 

Sobre as Oferendas

Aceitai, Senhor, nós vos pedimos, os dons que recebemos de vossa generosidade e agora vos apresentamos, para que estes santos mistérios, pelo poder da vossa graça nos santifiquem na vida presente e nos conduzam à felicidade eterna. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! (Cf. Sl 102, 2)

Ou:


Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. (Mt 5, 7-8)
Petite, et accipiétis: quaérite, et inveniétis: pulsáte, et aperiétur vobis: omnis enim qui petit, áccipit: et qui quaerit, ínvenit: pulsánti aperiétur, allelúia. (Lc. 11, 9. 10; cf. Mt. 7, 7. 8 et 10, 1; ℣. Ps. 30, 2. 3ab. 3cd. 4. 5. 6. 8ab. 25)
Vernáculo:
Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. (Cf. MR: Lc 11, 9) Todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e a quem bate, a porta será aberta. (Cf. MR: Mt 7, 8)

Depois da Comunhão

Recebemos, Senhor, o divino sacramento, memorial perpétuo da paixão do vosso Filho. Concedei, nós vos pedimos, que sirva para nossa salvação o que ele mesmo nos deixou em seu inefável amor. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 27/07/2025


A mais bela oração


“Eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá.” (Lc 11, 9-10)

Queridos irmãos e irmãs, celebramos o 17º Domingo do Tempo Comum, e neste domingo o Evangelho nos fala da oração do Senhor, a oração chamada "Dominical" ou "Pai Nosso".


1. Natureza


A oração, num sentido amplo, significa a elevação da alma a Deus, e consiste não em mero conhecimento teórico, mas na entrega pessoal do coração, isto é, da vontade e do sentimento. Estritamente falando, é a elevação da mente e do coração a Deus com a intenção de honrá-lo, isto é, prestar a devida homenagem e expressar nossa submissão. Santo Agostinho diz que “a oração é uma súplica ou um pedido”; e São João Damasceno: “é o pedido dirigido a Deus das coisas convenientes”.


A oração é um ato de vontade ao mesmo tempo que um ato da razão: impulsada pela vontade, a razão é dirigida para a caridade que une o homem com Deus.


2. Necessidade


O homem precisa orar como o peixe precisa de água. A oração é a expressão do relacionamento pessoal do homem com Deus. O homem não é apenas o único entre todos os seres criados neste mundo que pode e deve reconhecer Deus através da oração, agradecer-lhe e dirigir louvores e súplicas, mas também o único que precisa disso como uma necessidade irresistível da sua alma. É por isso que Plutarco disse: “Um viajante pode encontrar cidades sem homens e sem reis; mas ninguém jamais viu uma cidade sem templos e deuses, sem orações e sacrifícios; Eu acho que é mais possível construir uma cidade sem o solo onde ela esteja, do que alguém sobreviver sem fé em Deus”.


3. Circunstâncias


São Tomás, em seu tratado sobre a oração, também se pergunta sobre “as circunstâncias” da oração.


1) Quem pode pedir? A oração é algo exclusivo das criaturas racionais, porque é um ato da razão pela qual recorre a um ser superior. Consequentemente, o único que pode orar é aquele que é dotado de razão e, por outro lado, tem um superior ao qual ele pode recorrer. As pessoas divinas (Santíssima Trindade) não podem orar, porque não têm um superior a quem invocar, e os animais não podem orar porque são desprovidos de razão. Os santos do Céu oram por nós: quanto mais perfeita a sua caridade, mais motivados estão para ajudar os peregrinos da Terra, e quanto mais unidos a Deus, mais eficaz é a oração deles.


2) A quem se dirigir na oração? Qualquer pedido pode ser dirigido diretamente àquele de quem se espera um benefício ou através de um intermediário que será responsável por transmiti-lo usando sua influência tentando obter satisfação. Assim, a oração pode ser dirigida diretamente a Deus, o único capaz de conceder a graça e a glória desejadas, ou aos santos, anjos ou homens cuja intercessão e méritos advogarão em favor dos que pedem. Assim, pedimos à Santíssima Trindade que tenha misericórdia de nós e aos santos que orem por nós. E os bem-aventurados no céu, além de contemplarem o Verbo eterno, conhecem os pedidos que lhes são dirigidos pelos seres queridos e pelos quais continuam interessados.


3) O que pedir? Sócrates pensava que bastava simplesmente pedir à divindade que “nos fizesse bem”, porque só ela sabe o que é realmente útil para nós, enquanto nós mesmos desejamos com frequência o que seria preferível não obter. Há alguma verdade nesta opinião, se você pensar em todas as coisas que podem resultar em nosso prejuízo ou que podemos abusar. Mas também há coisas que não podem ser abusadas e eventos que não podem ter um resultado ruim: este é o caso de tudo o que constitui felicidade e contribui para merecê-la. Eis o que os santos explicitamente fazem: “Senhor, guia-me no caminho de teus mandamentos” (Sl 118, 35). Então, se pedimos o que se refere à nossa salvação, temos a certeza de conformar nossa vontade com a de Deus, “que deseja que todos os homens sejam salvos” (1Tim 2,4). Para o resto, na oração Dominical ou Pai-nosso, Cristo indica o que é necessário e legítimo pedir. Quanto aos bens temporários, “é lícito pedir o que é lícito desejar”, diz Santo Agostinho. Assim, os bens temporais podem ser objeto de oração, na medida em que são necessários ou úteis para praticar a virtude e contribuir para a conquista da vida eterna.


4) Por quem devemos pedir? Acima de tudo, se pode pedir pelo próximo: se amor do próximo consiste em desejar-lhe bem, uma expressão desse amor é rezar para que o próximo obtenha o bem desejado. São João Crisóstomo diz: “A necessidade nos obriga a rezar por nós mesmos; a caridade nos convida a rezar pelos outros. O mais doce aos olhos de Deus é a oração que se faz não por necessidade, mas animada pela caridade fraterna”. São Tiago diz: “orate pro invicem, ut salvemini” (Tg 5,16). E Nosso Senhor nos diz a mesma coisa quando nos ensina no Pater noster a dizer não “Pater meus” (Pai meu) mas “Pater noster” (Pai nosso) e não “da mihi” (dai-me) mas “da nobis” (dai-nos).


Também convém orar pelos justos para obter a graça da perseverança e do progresso; e depois pelos pecadores, para que eles se convertam. Tanto quanto a correção fraterna, a oração será útil, de fato, não somente para os predestinados, mas como aqui na terra é impossível distinguir os predestinados dos reprovados, assim não devemos excluir ninguém do benefício da correção, também não devemos excluir ninguém da ajuda da oração.


Como a caridade, a oração também se estende aos próprios inimigos: “Orai pelos que vos perseguem e caluniam” (Mt 5,44). Mesmo não sendo obrigatório ter uma intenção especial para eles, pelo menos não devemos excluí-los de nossas orações.


4. O Pater noster


Finalmente, São Tomás analisa o Pai-nosso. A oração mais perfeita é a oração dominical, comumente chamada de “Pai-nosso”. O simples fato de ter sido ensinad por Cristo pessoalmente é suficiente para sublinhar seu valor. “Além disso, diz Santo Agostinho, se quisermos orar corretamente e de maneira oportuna, não podemos dizer nada que não esteja já contido na oração do Senhor”. Com efeito, ela expressa todos os desejos que normalmente podemos experimentar e expor a Deus e na ordem em que devemos manifestá-los. Tanto é assim que essa fórmula, não se contenta em nos ensinar a orar, nos ajuda a ordenar nossas afeições.


De fato, em primeiro lugar, eleva nosso afeto ao supremo: Deus. Para Ele, nosso coração é dirigido, primeiro para desejar sua própria glória (Santificado seja o vosso nome), em seguida para aspirar participar nós mesmos dessa glória (Venha a nós o vosso reino).


Para alcançar este objetivo, temos dois tipos de meios. Alguns nos conduzem a Ele por si mesmos, como o cumprimento da vontade de Deus, necessário para a felicidade (Seja feita a vossa vontade), ou de maneira instrumental, ajudando-nos a adquirir mérito, e é isso que ela expressa de forma geral no pedido de pão (pão nosso de cada dia), que designa tanto o Pão sacramental para a alma como o pão do corpo para a subsistência física. Os outros meios nos conduzem a bem-aventurança indiretamente, removendo os obstáculos: o pecado que exclui do Reino de Deus (perdoai-nos nossas ofensas), a tentação que ameaça nos afastar da vontade divina (não nos deixeis cair na tentação), os males da vida presente que nos privariam dos meios indispensáveis para a salvação (livrai-nos do mal).


Certa vez, duas pessoas falaram sobre o Pai-nosso na frente da filha de Karl Marx. Ele disse: “Que bela oração! Se eu não fosse ateu, suponho que a teria em meus lábios em todas as ocasiões”.


Meus irmãos, rezemos todos os dias a nossa oração da manhã, a nossa oração da noite. Lembremo-nos de Deus durante o dia, rezemos o terço diário, façamos nossas orações, que são alimento para nossa vida espiritual, nos atraem graças de Deus e nos dão força e graça para lutar e vencer o pecado, e alcançar a bem-aventurança eterna: o paraíso celeste. Que Maria Santíssima, nossa Mãe, nos dê essa graça. Assim seja. Amém.

Deus abençoe você!

Pe. Fábio Vanderlei, IVE

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Homilia Diária | As virtudes dos avós de Jesus (Mem. de São Joaquim e Sant’Ana, pais de N. Senhora)

A Igreja celebra hoje, com grande alegria, a Memória de São Joaquim e Sant’Ana, pais de Nossa Senhora. Embora pouco saibamos sobre suas vidas, os santos avós de Jesus Cristo são venerados e honrados pelos fiéis há muitos séculos, pois neles contemplamos um exemplo especialíssimo de fé e de esperança, de entrega e de abandono aos desígnios de Deus. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 26 de julho, e medite sobre a vida deste santo casal que deu ao mundo a Mãe do Salvador.


Santo do dia 27/07/2025

São Pantaleão, Mártir (Memória Facultativa)
Local: Nicomedia, Turquia
Data: 27 de Julho † c. 305


Nicomedia é a Terra de São Pantaleão, um dos Quatorze Auxiliares em grande necessidade. O pai era pagão. O menino recebeu ótima educação de sua mãe, cristã fervorosíssima. Infelizmente, essa bem cedo lhe foi arrebatada pela morte, circunstância que muito afetou a vida do filho unigênito. O pai não poupou sacrifícios, para proporcionar-lhe os meios necessários à carreira de médico, mas exigiu também da parte dele a participação ativa no culto da idolatria.

Pantaleão conservou-se puro, no meio de um mundo corrupto, provando assim a solidez da educação que da própria mãe recebera.

Com sua inteligência e força de vontade, não podia deixar de sobrepujar a todos os companheiros de estudo e distinguir-se de tal maneira, que chegou a gozar dos maiores privilégios, e pelos mestres foi vantajosamente recomendado ao Imperador Maximiano. Ao mesmo tempo, Pantaleão conheceu Hermolau, sacerdote cristão, que por medo das perseguições, vivia com os irmãos numa casa bem retirada. Numa das conversas que teve com o mencionado sacerdote, Pantaleão falou-lhe da mãe, que era cristã. “E tu?” – perguntou-lhe – com vivo interesse. “Eu – respondeu Pantaleão – respeito e honro a memória de minha mãe e conservo fielmente a doutrina que me ensinou, mas presentemente me vejo na necessidade de seguir a religião de meu pai e do governo, principalmente agora, que tenho em vista ser nomeado médico assistente do Imperador”. Hermolau contou-lhe então a história da vida de outro médico, que superava a todos os mais em ciência e em virtude; que por uma só palavra, curava os doentes, dava luz aos cegos, ouvidos aos surdos, o uso dos membros aos paralíticos e chamava à vida os mortos, conduzia todos à felicidade eterna.

Pantaleão começou a interessar-se por esse médico divino, cujo nome aprendera a balbuciar na mais tenra infância; no entanto, não podia decidir-se a abraçar francamente a religião de Jesus Cristo.

Um fato extraordinário trouxe-lhe a luz da fé. Passando um dia pelo campo, encontrou à beira da estrada uma criança morta vitimada por picada de cobra. Instintivamente recuou apavorado. Mas, recuperando a calma disse de si para si: “Se é verdade o que Hermolau me disse de Cristo, há de ser demonstrado agora”. Levantando os olhos ao céu, disse: “Ó Deus dos cristãos, se és verdadeiramente o Senhor da vida e da morte, mata esta cobra e dá vida a esta criança”. E assim aconteceu. Pantaleão apresentou-se ao sacerdote e após um retiro de 7 dias, recebeu o batismo.

Depois de cristão, o maior desejo que tinha era ver o pai na mesma religião. Sem demora pôs mãos à obra para convertê-lo, tarefa essa, cuja realização só pela metade conseguiu.

Apresentou-se-lhe um doente atacado de oftalmia. Grandes quantias já tinha dispendido com os médicos, sem tirar o menor resultado. Pantaleão prometeu-lhe cura radical, contra a opinião do pai, o qual queria fazer-lhe ver a inutilidade de tratar um caso perdido. Pantaleão, porém, animou o doente, o fez invocar o nome de Deus único e seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, tocou-lhe os olhos com as mãos e o cego recuperou a vista. A essa evidência o pai e o cego se declararam cristãos e ambos receberam o batismo.

Pantaleão dedicou-se à sua profissão, procurando sempre dar aos doentes não só a saúde do corpo, como também o bem-estar da alma. Deus abençoou-lhes os esforços e, em pouco tempo, Pantaleão era o mais afamado e o mais procurado de todos os médicos. Isto certamente havia de provocar a inveja dos colegas pagãos, os quais dali em diante lhe observavam os passos. Notando que Pantaleão dispensava particulares cuidados aos cristãos encarcerados, denunciaram-no à corte imperial. O Imperador, ao receber esta notícia, não fez segredo do forte desagrado e ordenou ao médico que rendesse culto aos deuses, para assim desmentir os acusadores. Pantaleão respondeu: “Mais alto que palavras falam os fatos e a verdade é acima de tudo; quanto mais poderoso é Deus, tanto mais veneração merece. Proponho o seguinte: Mande trazer aqui um doente que esteja em estado grave; chame os vossos médicos e sacerdotes, para que invoquem sobre ele os deuses. Eu recorrerei a meu Deus, o Deus que der saúde ao doente, há de ser por todos adorado, como o único e verdadeiro e os outros deuses devem ser removidos”. Maximiano aceitou a proposta. Veio um doente por todos os médicos desenganado. Vieram os médicos, sacerdotes pagãos e Pantaleão. Os idólatras ofereceram os sacrifícios de costume aos deuses e em preces a eles dirigidas, pediram que curassem o doente. Em vão. Esse nenhuma melhora experimentou. Pantaleão, em prece fervorosa, dirigiu-se a Jesus e em nome do mesmo, ordenou ao doente que levantasse. O doente obedeceu imediatamente e, reestabelecido, voltou para casa.

O Imperador, obcecado pelo erro e pela paixão, em vez de cumprir a palavra, exigiu de Pantaleão que também sacrificasse aos deuses. O jovem cristão, porém, resolutamente se negou a isso, e com uma constância imperturbável, sofreu toda a sorte de tormentos que o Imperador mandou que lhe fossem aplicados. Finalmente amarrado a um tronco de oliveira, Pantaleão recebeu o golpe de morte pela espada, no dia 27 de julho de 305. As relíquias foram transportadas para Constantinopla e depositadas numa igreja, que lhe traz o nome. Mais tarde vieram para Denis, na França. A cabeça de S. Pantaleão é o tesouro precioso da cidade de Lyon.

Referência:
LEHMANN, Padre João Batista. Na Luz Perpétua. 2. ed. Juiz de Fora: Typ. do "Lar Catholico", 1935. 550 p. Volume II. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Pantaleão, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil