Oitava do Natal: Santa Maria, Mãe de Deus, Solenidade
Antífona de entrada
Ou:
Hoje a luz brilhará sobre nós, porque nasceu para nós o Senhor; ele será chamado Admirável, Deus, Príncipe da paz, Pai do mundo novo, o seu reino não terá fim. (Cf. Is 9, 2. 6; Lc 1, 33)
Salve sancta Parens, eníxa puérpera Regem, qui caelum terrámque regit in saécula saeculórum. Ps. Eructávit cor meum verbum bonum: dico ego ópera mea regi. 2. Audi, fília, et vide, et inclína aurem tuam, et oblivíscere pópulum tuum et domum patris tui. 3. Et concupíscet rex spéciem tuam, quóniam ipse est dóminus tuus, et adóra eum. (Sedulius; Ps. 44, 2. 11. 12)
Vel:
Lux fulgébit hódie super nos: quia natus est nobis Dóminus: et vocábitur Admirábilis, Deus, Princeps pacis, Pater futúri saéculi: cuius regni non erit finis. Ps. Dóminus regnávit, decórem indútus est: indútus est Dóminus fortitúdinem, et praecínxit se. (Cf. Is. 9, 2. 6; Lc. 1, 33; Ps. 92)
Vernáculo:
Salve, santa Mãe, vós destes à luz o rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos. (Cf. MR: Sedúlio). Sl. Transborda um poema do meu coração; vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção. 2. Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: Esquecei vosso povo e a casa paterna! 3. Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! (Cf. LH: Sl 44, 2ab. 11. 12)
Ou:
Hoje a luz brilhará sobre nós, porque nasceu para nós o Senhor; ele será chamado Admirável, Deus, Príncipe da paz, Pai do mundo novo, o seu reino não terá fim. (Cf. MR: Is 9, 2. 6; Lc 1, 33) Sl. Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! (Cf. LH: Sl 92) Sl. Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! (Cf. LH: Sl 92)
Glória
Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.
Coleta
Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade o dom da salvação eterna, dai-nos contar sempre com a intercessão daquela que nos trouxe o autor da vida, Jesus Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — Nm 6, 22-27
Leitura do Livro dos Números
O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23“Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 66(67), 2-3. 5. 6. 8 (R. 2a)
℟. Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos. ℟.
— Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações. ℟.
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra! ℟.
Segunda Leitura — Gl 4, 4-7
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas
Irmãos: 4Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá — ó Pai! 7Assim, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
℣. De muitos modos, Deus outrora nos falou pelos profetas; nestes tempos derradeiros, nos falou pelo seu Filho. (Hb 1, 1-2) ℟.
Evangelho — Lc 2, 16-21
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.
17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.
20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Creio
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.
Antífona do Ofertório
Gradual Romano:
Felix namque es, sacra Virgo Maria, et omni laude digníssima: quia ex te ortus est sol iustítiae, Christus Deus noster.
Vernáculo:
Pois tu és feliz, Santa Virgem Maria, e mais digna de todos os louvores, porque de ti nasceu o sol da justiça, Cristo nosso Deus. (Tradução Direta)
Sobre as Oferendas
Ó Deus, sois o início e o fim de tudo o que é bom, concedei que, na solenidade da Santa Mãe de Deus, possamos gloriar-nos com as primícias da vossa graça, e alegrar-nos com a sua plenitude. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Exsúlta fília Sion, lauda fília Ierúsalem: ecce Rex tuus venit sanctus, et Salvátor mundi. (Zach. 9, 9; ℣. Ps. 44, 2ab. 9. 10. 11. 12. 13. 14 vel cant. Magníficat: Lc 1, 46-47. 48. 49. 50. 51. 52. 53. 54. 55)
Vernáculo:
Enche-te de grande júbilo, filha de Sião, prorrompe em gritos, filha de Jerusalém! Eis que teu rei vem a ti; ele é justo e salvador. (Cf. Bíblia CNBB: Zc 9, 9a)
Depois da Comunhão
Senhor, cheios de júbilo, recebemos os sacramentos celestes; concedei que eles nos sejam úteis para a vida eterna, a nós que nos gloriamos em proclamar a Virgem Maria Mãe de Deus e Mãe da Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.
Homilia do dia 01/01/2026
Mãe de Deus e Mãe nossa!
Se Maria é verdadeira Mãe de Cristo, Cabeça da Igreja, segundo a carne, como não poderia ser também Mãe dos membros de Cristo segundo a graça?
Celebrar a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, é celebrar o primeiro e mais fundamental dos títulos de Nossa Senhora, do qual decorrem como consequência lógica todos os demais privilégios.
Por sua divina maternidade, lembra-nos o Doutor Angélico (STh I 25, 6 ad 4), a Virgem Santísima foi elevada a uma dignidade quase infinita, já que infinitamente digna é a pessoa a quem ela deu à luz: o próprio Verbo de Deus, gerado pelo Pai desde toda a eternidade segundo a substância divina, nascido no tempo por obra do Espírito Santo segundo a condição humana.
E é justamente por ser Mãe do Filho encarnado que Maria é também nossa Mãe, e isto não apenas por ter sido entregue à humanidade inteira, cujas vezes fazia São João aos pés da Cruz [1], mas ainda, e sobretudo, porque todo cristão, sendo por graça o que Cristo é por natureza, torna-se mediante o Batismo membro místico do Cristo total, que é a Igreja unida à sua divina Cabeça. Seria, com efeito, uma monstruosidade que uma mulher fosse mãe da cabeça mas não dos membros. De fato, assim como não se pode separar a primeira dos segundos sem com isso destruir a pessoa que deles se compõe, assim também, na ordem espiritual, também nós somos parte do Cristo-cabeça, nem podemos separar-nos dele sem com isso deixar de ser cristãos. Daí termos tanto direito de chamar a Maria nossa Mãe na ordem da graça quanto Cristo tem o de chamá-la sua na ordem física ou natural [2].
No dogma glorioso da maternidade divina, em resumo, está contido o mistério da nossa própria incorporação a Cristo e, portanto, da nossa filiação com respeito à Virgem Imaculada, Mãe dos homens e Mãe da Igreja. Por isso, coloquemo-nos hoje sob o seu cuidado maternal e demos graças a Deus por haver-nos concedido, com o seu glorioso e humilde Natal, o dom de ser filhos de uma tão bela e puríssima Mãe.
Deus abençoe você!
No início de mais um ano que se inicia, a Santa Igreja dirige o nosso olhar para a Virgem Santíssima, invocando-a sob o título, tão verdadeiro e não menos impugnado pelos inimigos da fé cristã, de Mãe de Deus. Porque a Virgem Maria, embora não tenha dado origem à divindade com que desde sempre preexistiu o seu Filho, foi, porém, fecundada por obra do Espírito Santo, a fim de conceber e dar à luz segundo a carne o Filho de Deus feito Filho do Homem.Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 1º de janeiro, e coloque-se sob a proteção maternal de Nossa Senhora, Mãe de Deus, Mãe do Criador, Mãe do Salvador!
Santo do dia 01/01/2026
Santa Maria, Mãe de Deus (Solenidade)
Data: 01 de Janeiro
A solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus, é a primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental. Originariamente a festa nasceu para substituir o costume pagão das strenae (dádivas), cujos ritos não condiziam com a santidade das celebrações cristãs. A Natividade de Santa Maria começou a ser festejada em Roma no século IV, provavelmente junto com a dedicação de uma das primeiras igrejas marianas de Roma: a de Santa Maria Antiga no Foro Romano, ao sul do templo dos Castores. Sua liturgia estava ligada à do Natal. O dia primeiro de janeiro foi chamado de oitava do Senhor. Lembrando o rito que se cumpriu oito dias após o nascimento de Jesus, proclamava-se o evangelho da circuncisão. A circuncisão dava nome também à festa que inaugurava o ano novo. A última reforma do calendário trouxe ao dia primeiro de janeiro a festa da maternidade divina. Desde 1931 essa festa era celebrada no dia onze de outubro, lembrando o Concílio de Éfeso (431) que proclamou solenemente uma das verdades mais caras do povo cristão: Maria é verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus.
Nestório teve a ousadia de declarar: "Porventura pode Deus ter mãe? Nesse caso não podemos condenar a mitologia grega, que atribui mãe aos deuses". São Cirilo de Alexandria, porém, havia replicado: "Dir-se-á: a virgem é mãe da divindade? Ao que respondemos: o Verbo vivo, subsistente, é gerado pela própria substância de Deus Pai, existe desde toda a eternidade... Mas ele se encarnou no tempo e por isso pode-se dizer que nasceu da mulher". Jesus, Filho de Deus, nasceu de Maria.
É deste sublime e exclusivo privilégio que derivam à Virgem todos os títulos que lhe atribuímos. Também podemos fazer, entre a santidade individual de Maria e sua maternidade divina, distinção sugerida pelo próprio Jesus Cristo: "Uma mulher levantou a voz do meio da multidão e lhe disse: "bem-aventurado o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram. Mas Jesus replicou: "Mais bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam" (Lc 11, 27).
Na realidade, "Maria, filha de Adão, consentindo na palavra divina, se fez Mãe de Jesus. E abraçando a vontade salvífica de Deus com todo o coração, não retida por nenhum pecado, consagrou-se totalmente como serva do Senhor à pessoa e obra do seu Filho, servindo sob ele e com ele, por graça de Deus onipotente, ao mistério da redenção" (Lumen Gentium, 56).
Deus se fez carne por meio de Maria, começou a fazer parte de um povo, constituiu o centro da história. Ela é o ponto de união entre o céu e a terra. Sem Maria desencarna-se o Evangelho, desfigura-se e transforma-se em ideologia, em racionalismo espiritualista.
Paulo VI assinala a amplidão do serviço de Maria com palavras que têm eco muito atual em nosso Continente: "Ela é a mulher forte que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio (cf. Mt 2, 13-23); situações estas que não podem escapar à atenção de quem quiser dar apoio, com espírito evangélico, às energias libertadoras do homem e da sociedade. Apresentar-se-á Maria como a mulher que com a sua ação favoreceu a fé da comunidade apostólica em Cristo e cuja função materna se dilatou, vindo a assumir, no Calvário, dimensões universais" (Puebla, 301 e 302).
Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós!


