3º Domingo da Páscoa
Antífona de entrada
Iubiláte Deo omnis terra, allelúia: psalmum dícite nómini eius, allelúia: date glóriam laudi eius, allelúia, allelúia, allelúia. Ps. Dícite Deo, quam terribília sunt ópera tua, Dómine, in multitúdine virtútis tuae mentiéntur tibi inimíci tui. (Ps. 65, 1. 2. 3)
Vernáculo:
Aclamai a Deus, terra inteira, cantai salmos a seu nome, glorificai-o com louvores, aleluia. (Cf. MR: Sl 65, 1-2) Sl. Dizei a Deus: Como são grandes vossas obras! Pela grandeza e o poder de vossa força, vossos próprios inimigos vos bajulam. (Cf. LH: Sl 65, 3)
Glória
Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.
Coleta
Ó Deus, o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual. Alegrando-se com a restituição da glória da adoção divina, possa, com firme e grata esperança, aguardar o dia da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — At 2, 14. 22-33
Leitura dos Atos dos Apóstolos
No dia de Pentecostes, 14Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22“Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. 23Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. 27Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. 28Deste-me a conhecer os caminhos da vida e a tua presença me encherá de alegria’.
29Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono.
31É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’. 32Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. 33E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 15(16), 1-2a. 5. 7-8. 9-10. 11 (R. 11ab)
℟. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!
— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor: nenhum bem eu posso achar fora de vós!” Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! ℟.
— Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. ℟.
— Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. ℟.
— Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! ℟.
Segunda Leitura — 1Pd 1, 17-21
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos: 17Se invocais como Pai aquele que sem discriminação julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo.
18Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós. 21Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
℣. Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura; fazei o nosso coração arder quando falardes. (Cf. Lc 24, 32)
Evangelho — Lc 24, 13-35
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.
Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?”
19Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.
25Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?”
27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Creio
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne
e na vida eterna. Amém.
Antífona do Ofertório
Gradual Romano:
Lauda ánima mea Dóminum: laudábo Dóminum in vita mea: psallam Deo meo, quámdiu ero, allelúia. (Ps. 145, 2)
Vernáculo:
Bendize, minh’alma, ao Senhor! Bendirei ao Senhor toda a vida, cantarei ao meu Deus sem cessar! (Cf. LH: Sl 145, 1-2)
Sobre as Oferendas
Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa e concedei o fruto da eterna alegria a quem destes motivo de tão grande júbilo. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Surréxit Dóminus, et appáruit Petro, allelúia. (Lc. 24, 34; ℣. Ps. 117, 1. 2. 5. 8. 10. 11. 13. 14. 15. 16. 17. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 28. 29)
Vernáculo:
Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão, aleluia! (Cf. Bíblia CNBB: Lc 24, 34)
Depois da Comunhão
Senhor, olhai com bondade o vosso povo e fazei chegar à incorruptível ressurreição da carne aqueles que renovastes pelos sacramentos da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Homilia do dia 19/04/2026
Sem inteligência e lentos de coração!
Ainda no domingo da Ressurreição do Senhor, dois discípulos voltavam tristes e desesperançosos para o povoado de Emaús, quando o próprio Cristo começa a caminhar com eles, repreendendo-lhes os lamentos e conduzindo-os a uma meditação sobre a sua Paixão e Morte na Cruz.
Meditação. — 1. Neste 3.º Domingo da Páscoa, meditamos sobre o belíssimo evangelho dos discípulos de Emaús, que na tarde do domingo de Páscoa tornavam para o seu povoado tristes e desesperançosos. Aqueles dois, que antes seguiam Nosso Senhor e agora caminham entre lamentos e murmurações, de repente são acompanhados por um aparente desconhecido — que, no entanto, os conhecia melhor que eles próprios: era o Cristo Ressuscitado que conversava com eles, sem que O reconhecessem.
Após terem explicado aquilo que os entristecia — a morte daquele que, na verdade, estava vivo diante deles —, Nosso Senhor lhes diz: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” (Lc 24, 25-26). Com essas palavras, Jesus inicia uma profunda meditação a fim de consolar os discípulos; mas não o faz falando sobre a Ressurreição, e sim sobre sua Paixão e Morte na Cruz.
Tal atitude é muito significativa para nós, sobretudo nestes tempos de sofrimento e dificuldade. Muitas pessoas tentam fugir dos sofrimentos buscando consolação numa espécie de euforia piedosa que celebra a Ressurreição como se fosse um evento independente e isolado de tudo o que sofreu Nosso Senhor. Isso, porém, não possui eficácia espiritual; ninguém é capaz de contemplar a alegria da Ressurreição sem antes passar pela tragédia da Cruz. Não há oposição, nem separação, entre a Sexta-Feira Santa e o Domingo de Páscoa.
É justamente isto que Nosso Senhor mostra aos discípulos dizendo-lhes que Ele devia sofrer: era oportuno que o desamor da humanidade fosse redimido por um ato infinito de amor. A redenção de Cristo não se refere a uma dívida paga em termos contábeis, mas consiste em um ato de amor para reparar uma ofensa cometida.
2. Antes, porém, de fazer essa meditação sobre a Paixão, Jesus havia repreendido os discípulos por serem sem inteligência (ἀνόητοι) e lentos de coração (βραδεῖς καρδίᾳ). Tais defeitos estão intrinsecamente relacionados às feridas (vulnera) causadas pelo pecado original.
De acordo com Santo Tomás de Aquino (STh I-II 85, 3c.), a humanidade possui quatro feridas devido ao pecado original: a ignorância, que ofusca a inteligência impedindo-a de buscar a verdade; a malícia, que torna desordenada a vontade em sua busca pelo bem; a fraqueza, que afeta a dimensão irascível da alma levando à covardia e ao ressentimento; e a concupiscência, que impede a moderação dos prazeres pela razão. Dessas quatro feridas, as duas primeiras estão associadas aos defeitos mencionados por Jesus: a ignorância (“sem inteligência”) e a malícia (“lentos de coração”).
No primeiro caso, para sanar a ignorância dos discípulos, Cristo ilumina a inteligência de ambos com a luz da fé, propondo-lhes, por meio das Escrituras, uma meditação sobre sua Paixão e Morte na Cruz.
Essa meditação foi tão frutuosa que, ao final, os dois discípulos comentaram entre si: “Não estava ardendo o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24, 32). Seus corações ardiam, porque perceberam que na morte trágica de Nosso Senhor se cumpriam os desígnios amorosos de Deus para redimir a humanidade. Sobre tais desígnios, Cristo já lhes havia falado antes, como Ele próprio diz aos Apóstolos: “Era necessário que se cumprisse tudo o que sobre mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lc 24, 44).
Nós também, nestes dias de desespero e sofrimento, precisamos pedir que nossa inteligência seja iluminada pela luz da fé, para entendermos que “tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8, 28), inclusive as mais clamorosas injustiças ou dificuldades.
Além disso, Jesus havia repreendido os discípulos por serem “lentos de coração” — expressão que traduz de forma mais adequada o texto grego βραδεῖς καρδίᾳ. Essa lentidão consiste na malícia que atua sobre a nossa vontade de tal modo que em tudo enxergamos maldade e, assim, tornamo-nos lentos para corresponder ao amor. Tal malícia faz com que, aos poucos, sejamos incapazes de amar.
E foi justamente meditando sobre a Paixão que Jesus fez aqueles corações lentos se inflamarem de amor. Ao perceber o quanto foram amados por Deus, os dois discípulos, até então apáticos, colocaram-se em prontidão. Diz o Evangelho que “naquela mesma hora” ficaram de pé (Καὶ ἀναστάντες), assim como o Cristo ao ressuscitar, e foram para Jerusalém, mesmo ainda sendo noite. Nesse relato, vemos que ocorreu neles uma ressurreição interior, em que a inteligência e a vontade foram reavivadas a ponto de lhes renascer na alma uma disposição interior para amar e servir a Deus.
Também nós precisamos clamar aos céus que a graça, além de iluminar nossa inteligência, realize a cura da nossa vontade, a fim de que abandonemos a tibieza espiritual e, de forma generosa, esforcemo-nos por retribuir a Deus o amor que Ele nos tem.
Neste tempo pascal, não esqueçamos que o Ressuscitado é o Crucificado, e que a meditação sobre sua Paixão e Morte na Cruz constitui instrumento eficaz para curar as feridas causadas em nossa alma pelo pecado. Ele próprio, no dia em que ressuscitou, fez questão de explicar aos discípulos como era oportuno que o amor de Deus se derramasse vitorioso na Sexta-Feira Santa, para poder ressurgir glorioso na manhã de Páscoa.
Oração. — Senhor Jesus Cristo, Vós que, crucificado e morto por amor a nós, ressuscitastes ao terceiro dia, reavivai nossa inteligência e nossa vontade, a fim de que nos libertemos da ignorância e da malícia e sejamos capazes de amar e servir a Deus de todo o coração. Amém.
Deus abençoe você!
Santo do dia 19/04/2026
Santo Alfege de Cantuária, Bispo e Mártir (Memória Facultativa)
Local: Greenwich, Inglaterra
Data: 19 de Abril † 1012
Santo Alfege nasceu no ano de 954, em uma nobre familia saxá, Primeiro, tornou-se monge no mosteiro de Deerhurst, próximo a Tewkesbury, na Inglaterra, e depois foi viver como eremita perto de Bath, onde fundou uma comunidade sob a regra de S. Bento, tornando-se seu primeiro abade. Aos 30 anos, foi eleito bispo de Winchester, e 22 anos depois tornou-se o arcebispo de Cantuária.
Em 1011, quando os dinamarqueses aportaram em Kent e tomaram a cidade de Cantuária, passando a todos no fogo e na espada, S. Alfege foi capturado e levado com a expectativa de um enorme preço de resgate. Não queria que se impusessem tamanhas despesas à sua igreja e a seu povo arruinado, e foi mantido em um repugnante cativeiro em Greenwich durante sete meses. Enquanto se encontrava ali confinado, alguns amigos foram incitá-lo a cobrar imposto de seus inquilinos para angariar o valor exigido pelo resgate. "O que poderei esperar em troca", disse em resposta, "se gastar comigo o que se destina aos pobres? Melhor dar aos pobres o que nos pertence do que tomar-lhes o pouco que têm". Como ainda se recusasse a ceder ao resgate, os enfurecidos dinamarqueses caíram sobre ele, espancaram-no com as pranchas das armas e cobriram-no de pedras, até que um deles, batizado um pouco antes pelo santo, pôs fim a tais sofrimentos com o golpe de um machado.
O santo faleceu em um Sábado de Aleluia, a 19 de abril de 1012, com suas últimas palavras sendo uma oração pelos próprios assassinos. Seu corpo foi enterrado primeiramente na Igreja de São Paulo, em Londres, mas depois foi trasladado a Cantuária pelo Rei Canuto. Uma igreja dedicada a S. Alfege ainda se encontra no local do seu martírio, em Greenwich.
REFLEXÃO
Aqueles em altos postos da sociedade devem se considerar guardiões, e não donos da riqueza ou do poder a eles confiado para beneficio dos pobres e frágeis. S. Alfege preferiu morrer ao invés de arrancar dos pobres inquilinos das terras da Igreja o valor de seu resgate.
BUTLER, Alban. Vida dos Santos: para todos os dias do ano. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2021. 560 p. Tradução de: Emílio Costaguá. Adaptação: Equipe Pocket Terço.
Santo Alfege de Cantuária, rogai por nós!


