Antífona de entrada

Um menino nasceu para nós: um filho nos foi dado! O poder repousa nos seus ombros. Ele será chamado “Mensageiro do Conselho de Deus”. (Is 9, 6)

Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, que estabelecestes o princípio e a plenitude de toda a religião na encarnação do vosso Filho, concedei que sejamos contados entre os discípulos daquele que é toda a salvação da humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Diz-se o Glória.

Primeira Leitura (1Jo 2, 18-21)


Leitura da Primeira Carta de São João


18Filhinhos, esta é a última hora. Ouvistes dizer que o Anticristo virá. Com efeito, muitos anticristos já apareceram. Por isso, sabemos que chegou a última hora. 19Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos, pois se fossem realmente dos nossos, teriam permanecido conosco.

Mas era necessário ficar claro que nem todos são dos nossos. 20Vós já recebestes a unção do Santo, e todos tendes conhecimento. 21Se eu vos escrevi, não é porque ignorais a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira provém da verdade.

Salmo Responsorial (Sl 95)


R. O céu se rejubile e exulte a terra!


— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome! Dia após dia anunciai sua salvação. R.

— O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas. R.

— na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade. R.


Aclamação ao Evangelho

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. A palavra se fez carne, entre nós ela habitou; e todos os que a acolheram, de Deus filhos se tornaram. (Jo 1, 14a. 12a) R.

Evangelho (Jo 1, 1-18)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo João 

R. Glória a vós, Senhor.


V. 1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.

6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.

10A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornar filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.

14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: ʽO que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mimʼ”. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

Sobre as Oferendas

Concedei, ó Deus todo-poderoso, fonte da verdadeira piedade e da paz, que nos honremos dignamente com estes dons e, pela participação nestes mistérios, reforcemos os laços que nos unem. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Deus enviou ao mundo o seu filho único, para que vivamos por ele. (1Jo 4, 9)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que o vosso povo, sustentado com tantas graças, possa receber hoje e sempre os dons do vosso amor para que, confortado pelos bens transitórios, busque mais confiantemente os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 31/12/2020
Celebremos a vida que Deus nos deu

“Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornar filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome” (João 1,11-12).

A Palavra está nos dizendo que a Palavra de Deus, o Verbo de Deus veio para os Seus e eles não O receberam, mas quem O recebeu, Jesus deu a graça de se tornar filho de Deus.

Você recebeu. Você está recebendo a vida. Você está acolhendo a Jesus como seu único Senhor e Salvador. Você está colocando em Jesus a sua esperança, a sua confiança e vivendo nesta vida como um filho de Deus. Por isso, não tire de Jesus o seu olhar e a razão de viver.

Estamos chegando ao último dia deste ano do Senhor de 2020. Foi um ano que se passou com tantos desafios, luzes, sombras; um ano de perdas que agitou a humanidade e, ao mesmo tempo, a cada um de nós. Um ano que nos desafiou como outros anos da vida. Vivemos perspectivas, passamos por frustrações, decepções, mas, ao mesmo tempo, nunca nos faltou a luz e a graça de Deus, a não ser que você tenha tirado o seu olhar e o seu coração de Deus.

O que celebramos hoje não é um simples brindar do novo ano que chega, o que celebramos é a vida que Deus nos deu

O que passou, passou, e o importante hoje é assumir a direção de Deus na minha vida. Sei que o coração vive outras expectativas para celebrar a passagem do ano, que não seja uma passagem, mas seja Deus permanecendo no meio de nós. Que a nossa vida assuma a direção de Deus, que a nossa vida assuma ser iluminada e guiada sempre mais por Deus.

O que celebramos hoje não são os fogos de artifício, as luzes artificiais que estarão brilhando. O que celebramos hoje não é um simples brindar do novo ano que chega, o que celebramos é a vida que Deus nos deu. Vivamos intensamente cada dia da nossa vida, façamos um bom exame de consciência para revermos, refletirmos e para direcionarmos a própria vida.

Não seja apenas aquela pessoa que viveu apenas dizendo: “Foi um ano difícil”. Reveja como você se posicionou, como se colocou e assuma ter um coração novo, posturas novas para que a vida seja sempre nova, porque Deus é sempre a Boa Nova no meio de nós, por meio do Seu Filho Nosso Senhor e Salvador.

Que Deus lhe conceda uma passagem de ano muito abençoada!

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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A vós, ó Deus, louvamos!

No dia 31 de dezembro, a Igreja concede aos fiéis a graça de lucrar uma indulgência plenária pela recitação pública do “Te Deum”, um hino de ação de graças por todos os benefícios recebidos do céu ao longo do ano. Com 2020 não será diferente. Cabe, no entanto, perguntar: pelo que, afinal, daremos graças ao Senhor? Não foi este ano tão singular, e singularmente… ruim? Com que olhos vamos olhar para trás e ver, em 2020, um ano de graça e, portanto, um motivo de gratidão?Assista à homilia do Pe. Paulo Ricardo para esta quinta-feira, dia 31 de dezembro, e aprendamos com o evangelista São João a olhar para o mundo com olhos de filhos de Deus!




Santo do dia 31/12/2020

São Silvestre I

São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que servi-lo se terá antes servido dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebe o nome de Isapóstolo, isto é, igual aos apóstolos.

E na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político.

E talvez São Silvestre, na sua simplicidade, tivesse sido o Papa ideal para a circunstância. Outro Papa mais exigente, mais cioso da sua autoridade, teria irritado a megalomania de Constantino, perdendo a sua proteção. Ainda estava muito viva a lembrança dos horrores por que passara a Igreja no reinado de Diocleciano, e São Silvestre, testemunha dessa perseguição que ameaçou subverter por completo a Igreja, terá preferido agradecer este dom inesperado da proteção imperial e agir com moderação e prudência.

Constantino terá certamente exorbitado. Mas isso ter-se-á devido ao desejo de manter a paz no Império, ameaçada por dissensões ideológicas da Igreja, como na questão do donatismo que, apesar de já condenado no pontificado anterior, se vê de novo discutido, em 316, por iniciativa sua.

Dois anos depois, gerou-se nova agitação doutrinária mais perigosa, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade. Constantino, inteirado da agitação doutrinária, manda mais uma vez convocar os Bispos do Império para dirimirem a questão. Sabemos pelo Liber Pontificalis, por Eusébio e Santo Atanásio, que o Papa dá o seu acordo, e envia, como representantes seus, Ósio, Bispo de Córdova, acompanhado por dois presbíteros.

Ele, como dignidade suprema, não se imiscuiria nas disputas, reservando-se a aprovação do veredito final. Além disso, não convinha parecer demasiado submisso ao Imperador.

Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra. Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou exarada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por S. Silvestre.

Constantino, satisfeito com a união estabelecida, parte no ano seguinte para as margens do Bósforo onde, em 330, inaugura Constantinopla, a que seria a nova capital do Império, eixo nevrálgico entre o Oriente e o Ocidente, até à sua queda em poder dos turcos otomanos, em 1453.

Data dessa altura a chamada doação constantiniana, mediante a qual o Imperador entrega à Igreja, na pessoa de S. Silvestre, a Domus Faustae, Casa de Fausta, sua esposa, ou palácio imperial de Latrão (residência papal até Leão XI), junto ao qual se ergueria uma grandiosa basílica de cinco naves, dedicada a Cristo Salvador e mais tarde a S. João Batista e S. João Evangelista (futura e atual catedral episcopal de Roma, S. João de Latrão). Mais tarde, doaria igualmente a própria cidade.

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.

São Silvestre, rogai por nós!