Nome: Santa Rita de Cássia, Religiosa (Memória Facultativa)
Local: Cássia, Itália
Data: 22 de Maio † a. 1457

Em todos os estados da vida, sempre uma santa mulher
Na Úmbria, província da Itália, nos meados do século XIV, habitavam dois virtuosos esposos. Já estavam avançados em idade, e não tinham filhos; mais dirigiram a Deus preces tão fervorosas, que por fim lhes nasceu uma filha que recebeu no batismo o nome abreviação de Margarida: e como nascera no vilarejo de Cássia, seria futuramente invocada pelos fiéis como Rita de Cássia. Foi uma criança de benção, uma vez que desde o berço o céu a assinalou com graças e favores.

Rita de Cássia se casa, torna-se viúva e vai ao convento
Com doze anos quis fazer o voto de castidade; mas os pais a dissuadiram, e fizeram-na contrair matrimônio, o que constituiu para ela fonte de provas e méritos. O marido era de caráter feroz, terror de toda a vizinhança. Facilmente se pode imaginar o que Rita sofreu desde o início. Mas tanta doçura e paciência demonstrou para convertê-lo e conquistá-lo para Deus que teve a consolação de fazer dele, afinal um verdadeiro cristão.

Perdeu-o ao cabo de dezoito anos, e viu em breve morrer os dois filhos, Esses acontecimentos, tão tristes para a natureza, despertaram na santa mulher a atração que nutrira antigamente pela vida religiosa. Solicitou com muita insistência ser admitida entre as agostinianas do convento de Santa Maria Madalena, em Cássia. E, conquanto não fosse costume receber ali viúvas, encontraram algo de tão extraordinário e tão tocante em sua vocação, que derrogaram a regra em seu favor.

Penitências e mortificações
Rita de Cássia, no cumprimento de seus votos, aprestou-se a vender tudo o que possuía e a distribuir o preço aos pobres. Tornada esposa de um Deus crucificado, crucificou-se também com a prática das mais rigorosas mortificações. Os jejuns, o cilício e a disciplina nada apresentavam de assustador para ela. Não se alimentava senão uma vez ao dia, e não comia senão pão e água. Dizia que o melhor meio de livrar-se das tentações contra a pureza era não se ocupar de seu corpo e por ele não nutrir compaixão. A obediência aos superiores igualava o ardor pela penitência, e durante muito tempo, para obedecer à abadessa, que queria experimentar lhe a virtude, foi, sem queixar-se, regar cada dia, com grande fadiga um pedaço de pau seco, que se encontrava no jardim do convento.

Alma tão mortificada e tão obediente não poderia deixar de ser agradável a Deus, e dele receber preciosos favores. Rita possuiu em breve o dom da oração, e dedicava-se sem cessar ao santo mister. A paixão de Nosso Senhor e os tormentos que havia sofrido eram o objeto de sua habitual meditação, desde a meia-noite até o levantar do sol. Dela se ocupava com tanta atenção, que sentia os olhos rasos de lágrimas e parecia sucumbir à vivacidade de seus sofrimentos.

Relata-nos que um dia, após haver ouvido um sermão sobre os sofrimentos de Jesus Cristo, pregado por São Jacó de La Marche, célebre missionário franciscano, Rita de Cássia, havendo-se retirado para a cela a fim de meditar e pedindo ao Salvador a graça de partilhar de suas dores, sentiu os espinhos de uma coroa que lhe fizeram uma chaga incurável, da qual saía um pus de odor infecto, e que teve de suportar o resto de seus dias. A fim de não incomodar as companheiras com sua presença, mantinha-se à parte, vivia solitária, e passava algumas vezes quinze dias sem falar com ninguém, não se entretendo senão com Deus.

Ida à eternidade
Uma enfermidade, que durou quatro anos, veio terminar a purificação da serva de Deus, pela resignação que mostrava em meio aos seus sofrimentos; quase não se alimentava, e suas irmãs, surpresas com o fato, criam que mais que os alimentos materiais, a sustentava a santa Eucaristia. Quando sentiu próximo o fim, pediu os últimos sacramentos; tendo-os recebido, exortou as irmãs à fiel observância de sua regra; depois, pondo as mãos em cruz, e recebendo a benção da abadessa, expirou tranquilamente em 22 de Maio de 1407.

Grande multidão assistiu aos funerais, e em breve começaram a invocá-la. Muitos milagres já haviam provado o poder de Rita perante Deus, quando o Papa Urbano VIII a colocou no número dos bem-aventurados em 11 de Outubro de 1627. O Papa Leão XIII a canonizou em 1900.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume IX. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 13 mai. 2022.

Oração a Santa Rita de Cássia

Ó Poderosa Santa Rita, chamada Santa dos Impossíveis, advogada nos casos desesperados, socorro na última hora, refúgio nos momentos da dor que arrasta as almas ao abismo do crime e da desesperação, com toda confiança em vosso celeste patrocínio, recorro a vós neste caso difícil e imprevisto que oprime dolorosamente o meu coração.

Dizei-me, ó cara Santa Rita, não me quereis ajudar e consolar? Quereis afastar o vosso olhar, a vossa piedade do meu coração tão povoado pela dor?

Também vós sabeis o que é martírio do coração. Pelas dores atrozes que sofrestes, pelas lágrimas amargas que santamente derramastes, ah! vinde em meu auxílio! Falai, rezai, intercedei por mim, que não ouso fazê-lo junto ao coração de Deus, Pai de Misericórdia e fonte de toda a consolação.

Alcançai a graça que desejo, porque quero alcançá-la, sendo-me ela tão necessária. Apresentada por vós, que sois tão cara a Deus, a minha prece será certamente atendida. Dizei-me ao Senhor que dessa graça servir-me-ei para melhorar a minha vida e os meus hábitos, e proclamar na Terra e no Céu a misericórdia divina. Assim seja!

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