Comportamento
A infelicidade por trás do sexo fora do casamento que ninguém te conta
por Thiago Zanetti em 04/02/2026 • Você e mais 78 pessoas leram este artigo Comentar
Tempo de leitura: 5 minutos
O sexo é maravilhoso, dom de Deus e, como todo dom precioso, há um momento exato para se vivê-lo, e este momento é o matrimônio.
Não pecar contra a castidade, sexto mandamento, não é legalismo barato. Não é uma lei-estraga-prazer, pelo contrário, ela o potencializa.
Toda Lei de Deus ajusta e ordena o homem em sua totalidade. É para evitar um mal, uma desordem e o inferno que Deus diz: “Não faça isso, não faça aquilo”.
As ordens de Deus não são para serem questionadas, mas cumpridas. E por quê? Porque Deus conhece o mais profundo do ser humano e Ele, como Criador, sabe o que é melhor para nós. E o sexo antes do casamento – que gera um pseudoprazer – impedirá o homem de alcançar a felicidade plena e verdadeira.
Mas sexo antes do casamento não é pecado? Sim. Não é pecado mortal? Sim. E quem comete pecado mortal e morre sem o devido arrependimento vai direto para o inferno – é o que ensina a Doutrina Católica.
Se você faz sexo fora do casamento, você não se assemelha a Deus, e se você não se assemelha a Deus, você irá se assemelhar ao diabo, pois não há meio-termo.
É pecado mortal e ponto, mas isso você já sabe. Quero aqui te dar mais argumentos.
O sexo é tão poderoso, e não poderia ser diferente, pois é obra de Deus, que o seu ato transcende o ato em si, que por si é belo e puro, e provoca no homem um desejo de união profunda, uma benquerença, um entregar-se por inteiro e de forma infinita para a pessoa com quem se está fazendo o ato.
Um dos aspectos essenciais do sexo, como diz o Catecismo da Igreja Católica, é a sua dimensão unitiva (cf. CIC, 2369). Nenhum cientista ou psicólogo será capaz de metrificar ou medir de que modo e em qual intensidade se dá essa união. E por quê? Porque ela transcende a ciência e toca o divinal.
Enquanto ato belo e puro, existe nele um componente espiritual que permeia toda a relação. E por que permeia o ato em si? Porque, como dissemos, é um ato puro e sagrado criado por Deus, que o destinou a ser puro e sagrado, e a ser vivido na sua forma máxima e esplendorosa, e isso só se dá no matrimônio.
Mas você pode perguntar: as pessoas que fazem sexo antes do casamento também sentem prazer? Sim, mas é um prazer inferior, um prazer com culpa, um prazer que bloqueia o prazer máximo que pode ser sentido quando se está casado com a pessoa.
E por que o prazer sexual é máximo no matrimônio? Primeiro, os cônjuges não estão pecando, estão fazendo a vontade de Deus e, segundo, estão unidos de forma eterna, indissolúvel, pelo poderoso sacramento do matrimônio.
Deus, Criador de todas as coisas, do planeta, das galáxias, das leis da natureza, das leis do cosmos, ordenou que cada coisa funcionasse e seguisse uma ordem, e a ordem que Deus desejou para o sexo é que ele seja vivido em sua forma plena no matrimônio.
Para finalizar, você pode perguntar: mas muitos não seguem o sexto mandamento e vivem a sexualidade como querem? Exatamente. Mas pagam um preço muito alto. E podem pagar com a perda da própria vida.
Viver o sexto mandamento, isto é, não pecar contra a castidade, é para os fortes, para os abnegados; esses, sim, vivem uma sexualidade plena e verdadeira, e não uma sexualidade caricata, mentirosa e pecaminosa, vivida pelos que são do mundo.

Por Thiago Zanetti
Jornalista, copywriter e escritor católico. Graduado em Jornalismo e Mestre em História Social das Relações Políticas, ambos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). É autor dos livros Beleza (UICLAP, 2025), Mensagens de Fé e Esperança (UICLAP, 2025), Deus é a resposta de nossas vidas (Palavra & Prece, 2012) e O Sagrado: prosas e versos (Flor & Cultura, 2012).
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