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São Carlos Lwanga e companheiros mártires, Memória

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Antífona de entrada

Como ouro na fornalha o Senhor provou os eleitos e aceitou-os como ofertas de holocausto; no tempo certo Deus se lembrará deles porque seus escolhidos receberão a graça e a paz. (Cf. Sb 3, 6. 7, 9)
Gradual Romano:
Sancti tui, Dómine, benedícent te: glóriam regni tui dicent, allelúia, allelúia. Ps. Exaltábo te Deus meus Rex: et benedícam nómini tuo in saéculum, et in saéculum saéculi. (Ps. 144, 10. 11 et 1)

Vernáculo:
Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Aleluia, aleluia. Sl. Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei, e bendizer o vosso nome pelos séculos. (Cf. LH: Sl 16, 3 e 1)

Coleta

Ó Deus, que fizestes do sangue dos mártires semente de novos cristãos, concedei benigno que o campo da vossa Igreja, regado pelo sangue de São Carlos Lwanga e seus companheiros, produza para vós sempre mais abundante colheita. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Tm 1, 1-3. 6-12


Início da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.


1Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo pelo desígnio de Deus referente à promessa de vida que temos em Cristo Jesus, 2a Timóteo, meu querido filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor!

3Dou graças a Deus – a quem sirvo com a consciência pura, como aprendi dos meus antepassados –, quando me lembro de ti, dia e noite, nas minhas orações. 6Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8Não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus desde toda a eternidade. 10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho, 11do qual fui constituído anunciador, apóstolo e mestre. 12Esta é a causa pela qual estou sofrendo, mas não me envergonho, porque sei em quem coloquei a minha fé. E tenho a certeza de que ele é capaz de guardar aquilo que me foi confiado até ao grande dia.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 122(123), 1-2a. 2bcd (R. 1a)


℟. Ó Senhor, para vós eu levanto meus olhos.


— Eu levanto os meus olhos para vós, que habitais nos altos céus. Como os olhos dos escravos estão fitos nas mãos do seu Senhor. ℟.

— Como os olhos das escravas estão fitos nas mãos de sua senhora, assim os nossos olhos, no Senhor, até de nós ter piedade. ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu sou a ressurreição, eu sou a vida, quem crê em mim, ainda que morra, viverá. (Jo 11, 25a. 26) ℟.

Evangelho — Mc 12, 18-27


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 18vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição e lhe propuseram este caso: 19“Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão”. 20Ora, havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência. 21O segundo casou-se com a viúva, e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Porque os sete se casaram com ela!”

24Jesus respondeu: “Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? 25Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’? 27Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Iustorum animae in manu Dei sunt: et non tanget illos tormentum malitiae. Visi sunt oculis insipientium mori: illi autem sunt in pace. (Sap. 3, 1. 2. 3; p.468)

Vernáculo:
As almas dos justos, 'stão na mão do Senhor, e o tormento da morte não há de atingi-los. Aos olhos dos tolos são tidos por mortos, e o seu desenlace parece desgraça. (Cf. Saltério: Sb 3, 1. 2. 3)

Sobre as Oferendas

Nós vos apresentamos, Senhor, estas oferendas e vos suplicamos humildemente: como destes a vossos santos mártires a força de preferir a morte ao pecado, assim, fazei-nos inteiramente dedicados ao serviço do vosso altar. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

É sentida por demais pelo Senhor a morte dos seus santos, seus amigos. (Cf. S1 115,15)
Gradual Romano:
Et si coram hominibus tormenta passi sunt, Deus tentavit eos: tamquam aurum in fornace probavit eos, et quasi holocausta accepit eos. (Sap. 3, 4. 6; ℣. Cant. Sap. 3, 1. 2. 3. 5. 9ab. 9c; p.470)

Vernáculo:
Se aos olhos dos homens sofreram tormentos, sua esperança era plena de vida imortal. (Cf. Saltério: Sb 3, 4) Como ouro na fornalha o Senhor provou os eleitos e aceitou-os como ofertas de holocausto. (Cf. MR: Sb 3, 6)

Depois da Comunhão

Participamos, Senhor, dos divinos mistérios, comemorando a vitória dos vossos santos mártires; os mesmos sacramentosque lhes deram a coragem para superar os tormentos nos concedam, em meio às adversidades, a constância na fé e na caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 03/06/2026


O casamento que haverá no Céu


No Céu já não há casamento, porque lá se celebram eternamente as bodas entre Cristo, Cordeiro imolado, e os justos purificados em seu sangue.

No conflito de hoje com os saduceus, Jesus, ao iluminar a vida matrimonial, esclarece e revela os segredos da vida do Céu. O casamento é uma realidade deste mundo. Isso quer dizer o seguinte: o que Deus uniu o homem não separa. Sim, é verdade, nós podemos nos casar e nos unir em santo matrimônio “até que a morte nos separe”; mas no Céu, ninguém é casado. “Meu Deus, padre! E minha esposa, a quem eu amei tanto? E o meu marido, a quem eu amei tanto? Quer dizer que ele não será meu marido, que não será minha esposa no céu?” Não, não será seu marido, não será sua esposa. O que não quer dizer que vocês não estarão unidos, porque o que une as pessoas no Céu é Deus. O matrimônio do Céu é o que temos com Deus. No Céu, nós estaremos unidos a Deus e seremos partícipes das núpcias do Cordeiro. É o casamento de Cristo com a humanidade. Nós queremos chegar a essa união extraordinária e participar da vida do próprio Deus.Isso quer dizer que eu, por exemplo, como padre e pai espiritual, estarei unido aos meus filhos espirituais; você que foi casado estará unido àquele que foi seu cônjuge aqui na terra ou aos vários cônjuges, se por acaso você ficou viúvo e se casou novamente; mas se alguém fica viúvo e se casa pela segunda vez, no Céu não será bígamo. Ou seja, o matrimônio é uma realidade temporal, deste mundo, e temporária, ou seja, passageira; porque, na verdade, há um matrimônio eterno do qual todos nós vamos participar.Assim, dentro do Corpo da Igreja, existem algumas pessoas chamadas a viver o santo matrimônio. O santo matrimônio, que, sendo um sacramento, é sinal visível de uma realidade invisível, remete à realidade do matrimônio que todos nós viveremos no Céu com Jesus, o divino Esposo de nossas almas. Por isso, também existem pessoas chamadas já aqui na terra a não viver o matrimônio, mas o celibato, a virgindade consagrada.Embora não seja um sacramento, a vida dessas pessoas testemunha a todos os fiéis a realidade de que a Igreja é a Esposa que aguarda a vinda do Esposo. Todos os celibatários da face da terra precisam viver o impulso de quem se coloca na direção do Esposo que vem e assim, iluminados pelo Espírito Santo, são voz da Igreja, como diz o Apocalipse: “A Esposa e o Espírito dizem: Vem”. Eis a riqueza extraordinária do Corpo de Cristo. Um dia, no Céu, felizes e ressuscitados, cantaremos a glória de Deus, participando, como membros que somos da Esposa, das núpcias, do casamento eterno entre a humanidade redimida, que se chama Igreja e Deus.Essa é a nossa felicidade, essa é a nossa esperança! Por isso, nesses sinais de esperança que nos rodeiam, que são para nós estados de vida, olhemos para o alto. Tanto aqueles que são casados — corações ao alto, pois virá outro casamento! — como aqueles que são celibatários — corações ao alto, porque o Esposo vem!

Deus abençoe você!

Nossa Missão
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Santo do dia 03/06/2026

São Carlos Lwanga e companheiros, Mártires (Memória)
Local: Namugongo, Uganda
Data: 03 de Junho † 1886


Naquela manhã, em que o rei Mwanga reuniu a corte, pairava no ar uma grande expectativa. Na sala percebia-se a insólita presença de alguns energúmenos, enquanto o grupo dos pajens reais, esplêndidos exemplares de beleza negra, se comprimia em volta do trono. A estes Mwanga deu uma ordem esquisita: “Todos aqueles entre vocês que não têm intenção de rezar podem ficar aqui ao lado do trono; aqueles, porém, que querem rezar reúnam-se contra aquele muro”.

O chefe dos pajens, Carlos Lwanga, foi o primeiro a se mover do lugar e depois dele outros quinze. “Mas vocês rezam de verdade?” perguntou o rei. “Sim, meu senhor, nós rezamos realmente”, respondeu em nome de todos Carlos, que com seus companheiros passara em oração a noite apenas finda. “E querem continuar rezando?” “Sim, meu senhor, até a morte”. “Então, matem-nos”, decidiu bruscamente o rei, dirigindo-se aos algozes. Rezar, de fato, tinha-se tornado sinônimo de ser cristão, no reino de Mwanga, rei de Buganda, região que faz parte atualmente da Uganda. No reino de Mwanga rezar, ou seja, ser cristão, era absolutamente proibido.

Na verdade os inícios tinham sido bons. O rei Mutesa acolhera bem os padres brancos de Lavigérie, mas tiveram de se retirar por manobras de alguns chefes. Novamente chamados por Mwanga em 1885, aí encontraram cristãos comprometidos que ocupavam cargos de responsabilidade. Mas a aliança do “katikiro” — uma espécie de chanceler, cuja conjuração contra o rei foi revelada pelos cristãos — com os cortesãos e feiticeiros teria sido fatal aos cristãos. José Mukasa Balikuddembe, conselheiro do rei, foi decapitado a 15 de novembro de 1885; em maio de 1886 foram mortos Dionísio Sbuggwawo, Ponciano Ngondwe, André Kaggwa, Atanásio Bazzukuketta, Gonzaga Gonga, Matias Kalemba, Noé Mwaggali.

Depois foi a vez dos pajens de que falávamos, três dos quais foram poupados, segundo o costume, após ter sido feito um sorteio. Ficou fazendo parte dos treze mártires Mbaga Tuzinda, filho do chefe dos carrascos, que tentou em vão repetidamente salvá-lo, mas ele não queria saber de separar-se dos seus amigos, entre os quais estava também um menino de 18 anos, Kizito. Os vinte e dois mártires ugandenses foram beatificados por Bento XV e canonizados por Paulo VI a 18 de outubro de 1964, na presença dos padres do Concílio Vaticano II, e o próprio Paulo VI consagrou em 1969 o altar do grandioso santuário que surgiu em Namugongo, onde os três pajens guiados por Carlos Lwanga quiseram rezar até a morte.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!


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