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5ª feira da 8ª Semana do Tempo Comum

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Antífona de entrada

O Senhor tornou-se meu protetor e me conduziu para um lugar espaçoso; ele me salvou, porque me ama. (Cf. Sl 17, 19-20)
Gradual Romano:
Factus est Dóminus protéctor meus, et edúxit me in latitúdinem: salvum me fecit, quóniam vóluit me. Ps. Díligam te Dómine fortitúdo mea: Dóminus firmaméntum meum, et refúgium meum, et liberátor meus. (Ps. 17, 19. 20 et 2-3)

Vernáculo:
O Senhor tornou-se meu protetor e me conduziu para um lugar espaçoso; ele me salvou, porque me ama. (Cf. MR: Sl 17, 19-20) Sl. Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! (Cf. LH: Sl 17, 2-3a)

Coleta

Fazei, Senhor, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e vossa Igreja vos possa servir alegre e tranquila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 1Pd 2, 2-5. 9-12


Leitura da Primeira Carta de São Pedro


Caríssimos:2como criancinhas recém-nascidas, desejai o leite legítimo e puro, que vos vai fazer crescer na salvação.3Pois já provastes que o Senhor é bom.4Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus.5Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.9Mas vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa.10Vós sois aqueles que “antes não eram povo, agora porém são povo de Deus; os que não eram objeto de misericórdia, agora porém alcançaram misericórdia”.11Amados, eu vos exorto como a estrangeiros e migrantes: afastai-vos das humanas paixões, que fazem guerra contra vós mesmos.12Tende bom procedimento no meio dos gentios. Deste modo, mesmo caluniando-vos, como se fôsseis malfeitores, eles poderão observar a vossa boa atuação e glorificar a Deus, no dia de sua visitação.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 99(100),2. 3. 4. 5 (R. 2c)


℟. Com canto apresentai-vos diante do Senhor!


— Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos! ℟.

— Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho. ℟.

— Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei! ℟.

— Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente! ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu sou a luz do mundo, aquele que me segue, não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. ℟.

Evangelho — Mc 10, 46-52


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo46Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho.47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!”49Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!”50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus.51Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!”52Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Domine convértere, et éripe ánimam meam: salvum me fac propter misericórdiam tuam. (Ps. 6, 5)

Vernáculo:
Oh! voltai-vos a mim e poupai-me, e salvai-me por vossa bondade! (Cf. LH: Sl 6, 5)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que nos dais o que oferecemos, e aceitais nossa oferta como um gesto de amor, fazei que os vossos dons, nossa única riqueza, frutifiquem para nós em prêmio eterno. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Cantarei ao Senhor pelo bem que ele me fez, entoarei salmos ao nome do Senhor, o Altíssimo. (Cf. Sl 12, 6)

Ou:


Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo, aleluia. (Mt 28, 20)
Gradual Romano:
Primum quaérite regnum Dei, et ómnia adiciéntur vobis, dicit Dóminus. (Mt. 6, 33; ℣. Ps. 36, 1. 3. 16. 18. 19. 23. 27. 28ab. 28cd. 29. 34ab)

Vernáculo:
Buscai em primeiro lugar o reino de Deus, e todas as coisas vos serão dadas por acréscimo, diz o Senhor. (Cf. MR: Mt 6, 33)

Depois da Comunhão

Saciados pelo dom que nos salva, imploramos, Senhor, a vossa misericórdia, e pedimos que, pelo mesmo sacramento no qual nos alimentais neste mundo, nos leveis benigno a participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 28/05/2026


Somos cegos e mendigos


O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. Então Jesus lhe perguntou: “Que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”.

O Evangelho de hoje traz a famosa cura do cego e mendigo de Jericó, Bartimeu. O que significa essa cura para nós? É importante recordar o seguinte: quando Jesus faz milagres, Ele nunca os faz simplesmente pela benfeitoria, pela caridade corporal. Não, não é somente isso. Quando Jesus faz milagres, além do bem físico feito à pessoa, Ele nos está dizendo alguma coisa também a nós. Por quê? Porque as ações de Cristo são salvíficas e reveladoras. E o que quer dizer a cura de Bartimeu, cego e mendigo? Em primeiro lugar, temos de entender que somos nós este cego e mendigo. Por que somos cegos? Somos cegos porque, embora tenhamos fé, nossa fé ainda precisa aumentar. E por que somos mendigos? Somos mendigos porque, embora possamos estar em estado de graça e, portanto, ter em nós a caridade de Deus, a nossa caridade também precisa aumentar. Somos mendigos de Deus e dependemos da graça para que tudo isso cresça. A cegueira significa a fé que precisa aumentar; a mendicância, a caridade que precisa crescer. Mas como iremos vê-lo realizar-se em nossa vida? Antes de tudo, entendamos a cegueira. Se não vemos as coisas com o olhar de Deus, não as vemos como elas são. Eis uma de nossas grandes misérias. Pelo pecado original, temos uma dificuldade enorme de enxergar os fatos. Vivemos perturbados passionalmente, ou seja, nossas paixões e emoções nos fazem distorcer a realidade. Quantas vezes passamos por situações que parecem enormes, monstruosas, tremendas, enquanto as pessoas ao redor não entendem por que sofremos tanto. Para elas, que não estão envolvidas afetivamente como nós, a dificuldade parece simples; para nós, é uma montanha que não conseguimos transpor. Pois bem, além da dificuldade de enxergar a realidade por causa do pecado original, há também uma outra: como ainda não vemos a Deus face a face, não compreendemos de todo como as coisas realmente são no projeto divino. Sim, porque Deus é a fonte do ser todas as coisas, de modo que elas são como Deus as vê, não como nós as vemos. Por exemplo, cremos que nos conhecemos; mas, na verdade, nos ignoramos. É Jesus quem nos conhece, Ele sabe quem somos. Muitas vezes, temos de nós mesmos uma visão distorcida: há em nós coisas más que não reconhecemos, e outras boas que exageramos… Mas Jesus nos conhece perfeitamente, e não só isso: ama-nos e quer o nosso bem. Por isso precisamos enxergar a realidade, e a forma de o fazer chama-se oração. A oração é o exercício da fé no qual pedimos a Jesus seus olhos emprestados. Na oração, pedimos a Cristo que nos revele a nós mesmos: “Quem sou eu, Jesus? Que projetos tendes para mim? O que quereis de mim, Senhor?” Somos cegos, não vemos sequer quem nós somos. Não é que não enxerguemos um palmo à frente do nariz, não enxergamos um palmo para dentro do nariz! Não vemos as coisas de fora, não vemos as coisas de dentro. Mas Jesus vê, “Ele é a luz que ilumina todo homem”, diz o evangelho de S. João. Aqui, portanto, está a primeira lição da cura de Bartimeu: Jesus quer-nos curar da nossa cegueira. Sim, precisamos enxergar quem somos. Feito isso, ou seja, uma vez que começamos a ver-nos nos planos de Deus, então podemos começar a transformar nosso coração, para que ele queira o que Jesus mesmo quer. Afinal, não só não nos conhecemos como tampouco nos amamos. Não temos por nós verdadeiro amor porque não nos amamos com a vontade de Cristo. Jesus é quem nos ama de verdade. Quantas coisas andamos querendo por julgá-las boas, quando, na verdade, são veneno! Por quantas coisas passamos dias, semanas, meses, anos, a vida inteira lutando, mas que, no fim das contas, só nos farão mal! Nós não somos nossos amigos, mas Cristo o é, Ele quer o nosso bem. Por isso, a melhor coisa que temos a fazer é parar de querer o que queremos para querer o que Jesus quer. Se desejamos o que Jesus não deseja, mudemos imediatamente de vontade, conformando-a à de Cristo, querendo o que Ele quer, porque é Ele quem sabe o que é bom para nós. Jesus põe-se diante de nós como um Amigo que passa à beira do caminho desses cegos e mendigos que somos nós. Temos de pedir a Ele na oração: “Jesus, que eu veja. Jesus, que eu veja com os vossos olhos. Jesus, que eu enxergue como vós enxergais”. Somente assim, com os olhos emprestados de Cristo, começaremos a ver que nossas vontades e projetos pessoais nem sempre são bons, mas que as vontades e projetos de Cristo para nós, sim, sempre o são. Jesus nos ama, Ele é o nosso verdadeiro amigo! Queiramos pois o que Jesus quer, deixemo-nos transformar. Quando formos rezar, é importante que estejamos dispostos a mudar. Se rezamos, mas não estamos dispostos a sair da oração diferentes, não estamos rezando direito. Sim, há gente que passa horas perdidas na oração. Não porque a oração seja coisa ruim, mas porque as pessoas é que rezam mal. Há quem vá ao sacrário para tentar mudar Jesus, como se a oração fosse uma espécie de “queda de braço” para convencer Deus a seguir os nossos planos: “Seja feita a minha vontade assim na terra como no céu”... Precisamos curar-nos dessa cegueira e então, vendo que Deus quer mudar a nossa vontade, querer o que Ele quer. Somente assim deixaremos de ser cegos e mendigos, porque enxergaremos a verdade com os olhos de Cristo e teremos a grande riqueza que é o seu amor, a sua vontade realizada em nossos corações.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 28/05/2026

São Guilherme de Gellone, Monge (Memória Facultativa)
Local: Gellone, França
Data: 28 de Maio † 812


São Guilherme de Gellone nasceu na França do Norte. Era filho do conde Thierry e de Aude, irmã de Pepino III. Era primo de Carlos Magno, que, tendo-o a seu serviço, nomeou-o conde de Tolosa e duque de Aquitânia, em 790. Foi o fundador do mosteiro de Gellone, próximo de Aniane (5 de dezembro de 804). Amigo de São Bento de Aniane, tomou-o como diretor espiritual.

Guerreiro, depois que Carlos Magno lhe aceitou a demissão, tomou o hábito monástico na festa de São Pedro e São Paulo, no ano de 806. Monge, desejou viver apagadamente, sequioso de que todos se esquecessem do que fora no século, homem considerável e procurado.

São Guilherme de Gellone assistia ao oficio como todos o faziam, trabalhava na padaria do mosteiro e servia a comunidade como cozinheiro, quando lhe tocava a vez. Mortificava-se com duros jejuns, flagelava-se continuamente e a maioria das noites passava em oração, ajoelhado no oratório de São Miguel. Falecido a 28 de maio de 812, São Guilherme de Gellone foi imediatamente venerado como santo. Ainda nos dias de hoje, a diocese de Montpellier lhe presta homenagem, celebrando-lhe a festa.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume IX. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 24 mai. 2022.

São Guilherme de Gellone, rogai por nós!


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