Sábado da 8ª Semana do Tempo Comum
Antífona de entrada
Factus est Dominus protector meus, et eduxit me in latitudinem: salvum me fecit, quoniam voluit me. Ps. Diligam te Domine, fortitudo mea: Dominus firmamentum meum, et refugium meum, et liberator meus. (Ps. 17, 19. 20 e 2-3)
Vernáculo:
O Senhor tornou-se meu protetor e me conduziu para um lugar espaçoso; ele me salvou, porque me ama. (Cf. MR: Sl 17, 19. 20) Sl. Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! (Cf. LH: Sl 17, 2-3a)
Coleta
Fazei, Senhor, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e vossa Igreja voz possa servir alegre e tranquila. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — Jd 17. 20b-25
Leitura da Carta de São Judas
17Vós, porém, amados,lembrai-vos das palavraspreditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo. 20bEdificai-vos sobre o fundamento da vossa santíssima fée rezai, no Santo Espírito, 21de modo que vos mantenhais no amor de Deus,esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo,para a vida eterna.
22E a uns, que estão com dúvidas, deveis tratar com piedade.23A outros, deveis salvá-los arrancando-os do fogo.De outros ainda deveis ter piedade, mas com temor,aborrecendo a própria veste manchada pela carne...
24Àquele que é capaz de guardar-vos da quedae de apresentar-vos perante a sua glóriairrepreensíveis e jubilosos, 25ao único Deus, nosso Salvador,por Jesus Cristo, nosso Senhor:glória, majestade, poder e domínio,desde antes de todos os séculos,e agora, e por todos os séculos. Amém.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 62(63), 2. 3-4. 5-6 (R. 2b)
℟. A minha alma tem sede de vós, ó Senhor!
— Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! ℟.
— Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. ℟.
— Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor! ℟.
℣. A palavra de Cristo ricamente habite em vós, dando graças, por ele, a Deus Pai! (Cf. Cl 3, 16a.17c) ℟.
Evangelho — Mc 11, 27-33
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos
℟. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo,27Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo, os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram:28“Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?”29Jesus respondeu: “Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso.30O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me”.31Eles discutiam entre si: “Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: ʽPor que não acreditastes em João?ʼ32Devemos então dizer que vinha dos homens?” Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta.33Então eles responderam a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus disse: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Antífona do Ofertório
Gradual Romano:
Domine convertere, et eripe animam meam: salvum me fac propter misericordiam tuam. (Ps. 6, 5)
Vernáculo:
Oh! voltai-vos a mim e poupai-me, e salvai-me por vossa bondade! (Cf. LH: Sl 6, 5)
Sobre as Oferendas
Ó Deus, que nos dais o que oferecemos, e aceitais nossa oferta como um gesto de amor, fazei que os vossos dons, nossa única riqueza, frutifiquem para nós em prêmio eterno. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Ou:
Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo, aleluia. (Mt 28, 20)
Primum quaerite regnum Dei, et omnia adicientur vobis, dicit Dominus. (Mt. 6, 33; ℣. Ps. 36, 1. 3. 16. 18. 19. 23. 27. 28ab. 28cd. 29. 34ab; p.325)
Vernáculo:
Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo. (Cf. Bíblia CNBB: Mt 6, 33)
Depois da Comunhão
Saciados pelo dom que nos salva, imploramos, Senhor, a vossa misericórdia, e pedimos que, pelo mesmo sacramento no qual nos alimentais neste mundo, nos leveis benigno a participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Homilia do dia 30/05/2026
Um amor que sabe castigar
Deus, que é Pai bondoso, castiga porque nos ama e permite que soframos para nos tornarmos melhores e, por meio da dor, generosos em amá-lo de volta.
O Evangelho de hoje é uma como que reação ao de ontem. O Senhor, como vimos, entrara no Templo de Jerusalém, expulsou de lá os vendilhões oportunistas e agora, rodeado de seus inimigos, é confrontado: “Com que autoridade fazes essas coisas?” Esses gestos de Jesus nos ajudam a lembrar que Deus, embora nos ame infinitamente, nem sempre o faz da maneira como nós gostaríamos. De fato, queremos muitas vezes um amor acomodado, que não incomode nem faça realçar nossos defeitos, um amor que, numa palavra, não nos exija esforço algum. Mas o Coração bondosíssimo de Cristo, fonte da mais pura e perfeita caridade, nos ama tanto que não pode aquietar-se enquanto nos vir afundados no pecado e no erro. É por isso que Ele, sem vãos receios humanos, pega muitas vezes do chicote, dirige-nos palavras duras e permite, sempre para o nosso bem e com vistas à nossa conversão, que passemos por momentos de dor e sofrimento.
Aos seus amorosos castigos a nossa reação é, frequentemente, de rebeldia, de incompreensão e até de certo despeito, como aqueles judeus que, irritados, hoje o interrogam: “Com que autoridade fazes essas coisas”, perturbando os nossos esquemas, transtornando os nossos planos, exigindo que mudemos o que somos? Ainda que nos custe compreender os modos com que Deus manifesta seu amor por nós, devemos ter sempre a certeza de que tudo o que Ele faz concorre para o bem dos que o amam. E podemos crescer nesta certeza à medida que cultivarmos a devoção aos doces Corações de Jesus e Maria: neles temos o nosso amor e a nossa salvação, uma fonte única de consolo nos momentos de dor e um manancial inesgotável de sabedoria para as horas de desconcerto e angústia. Que possamos aprender destes dois Corações — os que mais amaram e, por isso, mais sofreram — a submeter-nos à mão paterna de Deus, justo no castigo e suave na consolação.
Deus abençoe você!
Santo do dia 30/05/2026
Santa Joana d'Arc, Virgem (Memória Facultativa)
Local: Ruão, França
Data: 30 de Maio † 1431
Uma jovenzinha de Domremy, de treze anos, Joana d Arc, enquanto rezava na igreja do seu povoado, ouviu misteriosas vozes que a convidavam a libertar a França dominada em grande parte pelos ingleses. Quatro anos depois o governador da província, a quem Joana d Arc falara do que lhe acontecera, fê-la acompanhar até Chinon, pelo Delfim. Ao falar com o futuro rei Carlos, ela mostrou conhecer coisas secretíssimas, que unicamente o céu podia haver-lhe revelado. O Delfim, no começo desconfiado, acabou por convencer-se de que a menina era enviada por Deus e confiou-lhe o comando das tropas que sitiavam Orleães e em pouco tempo reconquistaram quase todo o território francês. Em Reims, o Delfim foi coroado rei da França, mas ciumento da popularidade de Joana, estipulou uma trégua com os ingleses. A jovem, convicta de que essa trégua anularia os esforços e as vitórias do seu exército, indignada, recomeçou a luta com poucos soldados que tinham ficado ao seu lado.
Numa emboscada, ela caiu nas mãos do conde de Luxemburgo, que a entregou aos ingleses em troca de um resgate digno de um rei. Precisava então provar juridicamente que Joana era feiticeira, para poder declarar Carlos VII usurpador, uma vez que teria se tornado rei por "diabólicas maquinações de uma herege". Eram unicamente os juízes eclesiásticos que tinham autoridade para julgar esse processo. A ilegalidade do processo foi tamanha que Joana d Arc rejeitou a legitimidade e apelou ao papa.
A heroica moça, reclusa contra toda lei eclesiástica num cárcere militar, não pode fazer chegar a Roma sua voz e foram seus inimigos que triunfaram e condenaram-na ao fogo. O atroz suplicio teve lugar em Ruão a 30 de maio de 1431. Joana tinha 19 anos. As atas do processo foram submetidas a revisão entre 1450 e 1456 e com a absolvição da acusada teve início um irresistível crescimento da veneração à corajosa Joana d Arc, de fé pura e de genuíno amor pela justiça e pela verdade até ao extremo sacrifício. Em 1920 o papa Bento XV elevou-a às honras dos altares.
Entre todas as histórias dos santos, a de Joana d Arc está sem dúvida entre as mais extraordinárias e incríveis: uma jovem camponesa e inculta, à frente de um exército derrota um poderoso exército, vence os fortes, coroa um rei e acaba morrendo numa fogueira, tudo isso num período de dois anos. Acontecimentos conexos com a história de uma nação inteira, com colorido de fortes tintas patrióticas e místicas.
Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.
Santa Joana d Arc, rogai por nós!


