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6ª feira da 8ª Semana do Tempo Comum

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Memória Facultativa

São Paulo VI, Papa

Antífona de entrada

O Senhor tornou-se meu protetor e me conduziu para um lugar espaçoso; ele me salvou, porque me ama. (Cf. Sl 17, 19-20)
Gradual Romano:
Factus est Dominus protector meus, et eduxit me in latitudinem: salvum me fecit, quoniam voluit me. Ps. Diligam te Domine, fortitudo mea: Dominus firmamentum meum, et refugium meum, et liberator meus. (Ps. 17, 19. 20 e 2-3)

Vernáculo:
O Senhor tornou-se meu protetor e me conduziu para um lugar espaçoso; ele me salvou, porque me ama. (Cf. MR: Sl 17, 19. 20) Sl. Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! (Cf. LH: Sl 17, 2-3a)

Coleta

Fazei, Senhor, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e vossa Igreja voz possa servir alegre e tranquila. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 1Pd 4, 7-13


Leitura da Primeira Carta de São Pedro


Caríssimos:7o fim de todas as coisas está próximo. Vivei com inteligência e vigiai, dados à oração.8Sobretudo, cultivai o amor mútuo, com todo o ardor, porque o amor cobre uma multidão de pecados.9Sede hospitaleiros uns com os outros, sem reclamações.10Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu.11Se alguém tem o dom de falar, proceda como com palavras de Deus. Se alguém tem o dom do serviço, exerça-o como capacidade proporcionada por Deus, a fim de que, em todas as coisas, Deus seja glorificado, em virtude de Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder, pelos séculos dos séculos. Amém.12Caríssimos, não estranheis o fogo da provação que alastra entre vós, como se alguma coisa de estranho vos estivesse acontecendo.13Alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo, para que possais também exultar de alegria na revelação da sua glória.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 95(96), 10. 11-12. 13 (R. 13b)


℟. O Senhor vem julgar nossa terra.


— Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça. ℟.

— O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas ℟.

— na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade. ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu vos escolhi a fim de que deis no meio do mundo, um fruto que dure. (Cf. Jo 15, 16)

Evangelho — Mc 11, 11-26


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos

℟. Glória a vós, Senhor.


Tendo sido aclamado pela multidão,11Jesus entrou, no Templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze.12No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus teve fome.13De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos.14Então Jesus disse à figueira: “Que ninguém mais coma de teus frutos”. E os discípulos escutaram o que ele disse.15Chegaram a Jerusalém. Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no Templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas.16Ele não deixava ninguém carregar nada através do Templo.17E ensinava o povo, dizendo: “Não está escrito: ʽMinha casa será chamada casa de oração para todos os povosʼ? No entanto, vós fizestes dela uma toca de ladrões”.18Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar uma maneira de o matar. Mas tinham medo de Jesus, porque a multidão estava maravilhada com o ensinamento dele.19Ao entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade.20Na manhã seguinte, quando passavam, Jesus e os discípulos viram que a figueira tinha secado até a raiz.21Pedro lembrou-se e disse a Jesus: “Olha, Mestre: a figueira que amaldiçoaste secou”.22Jesus lhes disse: “Tende fé em Deus.23Em verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: ʽLevanta-te e atira-te no marʼ, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá.24Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será.25Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados”.[26]

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Domine convertere, et eripe animam meam: salvum me fac propter misericordiam tuam. (Ps. 6, 5)

Vernáculo:
Oh! voltai-vos a mim e poupai-me, e salvai-me por vossa bondade! (Cf. LH: Sl 6, 5)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que nos dais o que oferecemos, e aceitais nossa oferta como um gesto de amor, fazei que os vossos dons, nossa única riqueza, frutifiquem para nós em prêmio eterno. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Cantarei ao Senhor pelo bem que ele me fez, entoarei salmos ao nome do Senhor, o Altíssimo. (Cf. Sl 12, 6)

Ou:


Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo, aleluia. (Mt 28, 20)
Gradual Romano:
Domus mea, domus orationis vocabitur, dicit Dominus: in ea omnis, qui petit, accipit: et qui quaerit, invenit, et pulsanti aperietur. (Mt. 21, 13; ℣. Ps. 83, 2-3a. 3b. 4. 5. 9. 10. 11)

Vel:


Amen dico vobis, quidquid orantes petitis, credite quia accipietis, et fiet vobis. (Mc. 11, 24; ℣. Ps. 60, 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9; p.368)

Vernáculo:
E disse-lhes: Está escrito: ‘Minha casa será chamada casa de oração’. (Cf. Bíblia CNBB: Mt 21, 13) Pois todo aquele que pede recebe, quem procura encontra, e a quem bate, a porta será aberta. (Cf. Bíblia CNBB: Mt 7, 8)

Ou:


Por isso, vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que já o recebestes, e vos será concedido. (Cf. Bíblia CNBB: Mc 11, 24)

Depois da Comunhão

Saciados pelo dom que nos salva, imploramos, Senhor, a vossa misericórdia, e pedimos que, pelo mesmo sacramento no qual nos alimentais neste mundo, nos leveis benigno a participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 29/05/2026


Por que Jesus amaldiçoou a figueira?


“Quando saíam de Betânia, Jesus teve fome. De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas”.

O Evangelho de hoje, tirado de S. Marcos, traz o episódio em que Jesus expulsa os vendilhões do Templo. Essa narrativa, no evangelho de S. Marcos, é peculiar e diferente da dos outros evangelistas porque, a caminho de Jerusalém, saindo de Betânia, Jesus tem fome, vê uma figueira, mas não encontra frutos, e a figueira, coberta de folhas, mas sem fruto algum, é amaldiçoada por Ele. No entanto, não era ainda tempo de figos… Jesus então segue para Jerusalém, expulsa os vendilhões do Templo e, quando sai da cidade, Pedro lhe diz: “Olha, Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou!” O que Jesus nos quer dizer com esse ato? Primeiro, é preciso entender que Jesus não faz nada por capricho ou crueldade. Ele não está apenas amaldiçoando uma árvore por estar “mal-humorado” e com fome. Não. Jesus, caridade infinita, Deus feito homem, quando faz alguma coisa, a faz para nos salvar e instruir. É evidente que a figueira é mais do que uma árvore. É símbolo do povo de Israel. Durante séculos, o Senhor preparou o seu povo, indicando-lhe como prestar um culto agradável a Deus. Com que cuidado Deus, ao longo do Antigo Testamento, fez o povo deixar de lado as práticas supersticiosas e idolátricas das outras nações! Deus foi indicando minuciosamente como prestar culto em Jerusalém. Através de todas aquelas normas litúrgicas, o que Deus queria era que o povo tivesse um coração bem disposto, que desse fruto verdadeiro de santidade. Mas o que é esse fruto de santidade? O que são os figos que Jesus espera de nós? É a caridade, é o amor a Deus. Em todas aquelas prescrições do Antigo Testamento, o que Deus queria era que o coração humano expulsasse de si os vendilhões, isto é, seus falsos ídolos, seus interesses, todas as criaturas que ocupam o lugar de Deus. Sim, amamos a Deus, mas não notamos que amamos também muitas outras coisas de forma desordenada e, muitas vezes, até mais do que a Deus! O apego às criaturas é algo tremendo. Deus nos deu de presente todas as coisas do universo, para que víssemos em tudo sinais do seu amor. Quando vemos num simples copo d’água um sinal do amor de Deus e o tomamos em ação de graças, o que estamos fazendo? Um sacrifício de louvor. Recebemos os dons de Deus e os devolvemos a Ele com gratidão, com amor. Eis o figo de que Jesus tem fome. A caminho de Jerusalém, Cristo passou fome, mas fome de amor, fome de que nós tudo lhe entreguemos e sacrifiquemos. Para amar Jesus, não é necessário perder nada; basta entregar tudo. Não há contradição. Não é preciso perder a esposa ou o marido, os filhos ou a casa, os bens, a vida ou a saúde. Basta entregar tudo isso a Jesus com amor. Ao invés de apegar-se a um filho, dizendo: “Não quero perder o meu filho!”, olhe para ele como um dom de Deus: “Jesus, obrigado. Eu não merecia ter esse filho. Muito obrigado, meu Deus, por me haverdes dado um filho assim”. Ao invés de apegar-se ao corpo e à saúde, diga: “Jesus, eu não merecia ter este corpo, esta saúde, estas capacidades. Eu vos ofereço tudo”. Se o fizermos, estaremos nos sacrificando a Deus. É o que agrada a Deus! Nos rituais do Antigo Testamento, em que Deus ensinara a oferecer carneiros, touros e outros animais, o que Ele estava ensinando ao povo era oferecer tudo que se é e se tem em sacrifício de louvor e gratidão. Mas quando Jesus, com sede e fome de amor, vai ao Templo de Jerusalém, o que Ele encontra? Um culto interesseiro, fiéis que estão no Templo santo, não para entregar-se a Deus em sacrifício, mas para sair de lá lucrando alguma coisa, com algum proveito pessoal… Aqui está a grande tragédia. Jesus então amaldiçoa a figueira, ou seja, amaldiçoa esse tipo de “religião” que faz Deus permanecer com fome de figos maduros de amor, de caridade, de entrega, de sacrifício de louvor. Demos, pois, de comer a Jesus. Não o façamos passar fome hoje. Ofereçamo-nos a Ele. Olhemos para tudo o que somos e temos e o entreguemos a Deus generosamente. Não temos de perder nada, mas apenas oferecer em sacrifício de louvor, dizendo: “Meu Deus, dou-te graças!” Miséria é receber os dons de Deus, mas esquecer-se do Deus dos dons. Acolhamos os dons de Deus e demos graças ao Deus maravilhoso que no-los deu. Com louvor, em ação de graças, por agradecimento e com verdadeiro amor, entreguemos tudo de volta ao Coração divino, amando-o e adorando-o. Esses são os frutos maduros que Deus espera de nós.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
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Santo do dia 29/05/2026

São Paulo VI, Papa (Memória Facultativa)
Local: Castelgandolfo, Itália
Data: 29 de Maio † 1978


Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio (Brescia) em 26 de setembro de 1897, em uma família engajada na vida religiosa e civil. Com o testemunho de seus pais, foi-lhe transmitido o sentido da vida interior, da oração, do compromisso católico a ser perseguido consistentemente na vida pública e do apego à doutrina da Igreja e ao Papa.

No colégio Arici, em Brescia, foi aluno dos jesuítas nas escolas primárias e secundárias, depois frequentou o clube estudantil dos filipinos do famoso Oratorio della Pace. Na adolescência, após alguns retiros espirituais com beneditinos e camaldulenses, percebeu os sinais da vocação ao sacerdócio. Recomendado pelo diretor espiritual, ingressou no seminário diocesano, onde frequentou cursos externos por motivos de saúde. Concluído o processo formativo, foi ordenado sacerdote em 29 de maio de 1920.

O Santo caminhava para um compromisso paroquial quando foi enviado a Roma para continuar seus estudos: aluno do Seminário Lombardo e do Gregoriano, formou-se em filosofia; durante alguns anos frequentou o curso de licenciatura em Letras e Filosofia na Universidade de La Sapienza; depois frequentou a Academia de Nobres Eclesiásticos; em seguida, ele obteve uma licenciatura em Direito Canônico em Milão. Em 1923, chamado para fazer parte do quadro diplomático da Santa Sé, foi enviado para a Polônia, como funcionário da nunciatura de Varsóvia, onde permaneceu apenas quatro meses porque o clima muito severo não lhe convinha à saúde. De volta, formou-se em Direito Civil pela Lateranense.

Em outubro de 1924 ingressou na Secretaria de Estado como escriturário e entre 1930 e 1937 lecionou história da diplomacia pontifícia na Universidade Lateranense. Entretanto, em 27 de novembro de 1923 foi nomeado assistente do Círculo Romano da FUCI (Federação Universitária Católica Italiana) e dois anos depois como assistente central: manteve-se sempre profundamente ligado a este apostolado entre os jovens estudantes. Aos jovens estudantes transmitiu uma fé inteligente e livre, mesmo diante da oposição do regime vigente; uma cultura sedenta de verdade e aberta ao diálogo; uma liturgia límpida e elevada, da qual deveriam participar efetivamente; uma moral rigorosa, mas confiante no bem de Deus e do homem; uma caridade ativa. Em 1933 viveu com dor a demissão forçada deste cargo, mas suportou a prova com humildade, espírito de obediência e amor à Igreja.

Em 13 de dezembro de 1937 foi nomeado deputado da Secretaria de Estado. Durante a Segunda Guerra Mundial, dirigiu o Gabinete de Informação do Vaticano para procurar soldados e civis prisioneiros ou desaparecidos, a fim de aliviar o sofrimento das populações envolvidas na guerra. Ele também compartilhou em primeira pessoa a preocupação de Pio XII pela cidade de Roma, organizando assistência caritativa e hospitalidade para os perseguidos pelo nazi-fascismo, especialmente para os judeus. Com a queda do fascismo, colaborou na fundação das ACLI (Associações Cristãs de Trabalhadores Italianos), contribuindo para a reconstrução da Itália.

Em 29 de novembro de 1952, foi nomeado Pró-Secretário de Estado para Assuntos Ordinários.

Em 1 de novembro de 1954 foi eleito Arcebispo de Milão e foi consagrado na Basílica de São Pedro em 12 de dezembro de 1954, fazendo sua entrada solene na Catedral de Milão na tarde da Epifania de 1955.

O Santo viu-se projetado numa extraordinária experiência pastoral que, através de novos caminhos de evangelização, o comprometeu profundamente a lançar soluções válidas para os problemas da crescente imigração e da difusão do materialismo e da ideologia marxista, sobretudo no mundo do trabalho. Neste trabalho conseguiu envolver as melhores forças culturais, sociais e econômicas no esforço de reconstruir o rosto cristão da Diocese. Ele estimulou o nascimento de novas ferramentas operacionais - escritórios, institutos, periódicos - para ajudar a atualizar a gloriosa tradição ambrosiana, mantendo-se fiel a ela. Sempre atento às pessoas distantes, organizou uma grandiosa missão de cidade (novembro de 1957), convidando-os explicitamente, com grande delicadeza e reconhecendo as falhas da Igreja em seu afastamento. Com previsão profética e em perfeita sintonia com o que teria sido a principal preocupação do seu pontificado, identificou a evangelização como a necessidade primordial da Igreja do nosso tempo. Por isso também se comprometeu fortemente com a construção de até cento e vinte e três novas igrejas para os subúrbios da cidade e para as cidades do cinturão industrial milanês, ampliado pela imigração interna após a Segunda Guerra Mundial.

Em outubro de 1958, com a morte de Pio XII, foi eleito João XXIII, que nomeou Dom Montini Cardeal no Consistório de 15 de dezembro de 1958. Durante a primeira sessão do Concílio Vaticano II, aberta pelo Papa João XXIII em 11 de outubro de 1962, Cardeal Montini foi significativamente apreciado por suas intervenções nos esquemas De Sacra Liturgia e De Ecclesia .

Com a morte do Papa João (3 de junho de 1963), após um breve conclave, foi eleito Papa em 21 de junho de 1963, tomando o nome de Paulo, escolhido, como escreveu em nota, "por admiração ao Apóstolo-missionário, que leva o Evangelho ao mundo, em seu tempo, com critérios de universalidade, protótipo da catolicidade”.

O Pontífice deu vida a inúmeras iniciativas, sinal de sua viva solicitude pela Igreja e pelo mundo contemporâneo. Foi o primeiro Papa a fazer viagens apostólicas nos tempos modernos, da Terra Santa à ONU, de Portugal à Turquia, da Colômbia a Uganda, até a Ásia (onde sofreu um atentado em Manila em 27 de novembro de 1970, permanecendo ligeiramente ferido), Austrália e Oceania: ocasiões que também tiveram profundo significado no campo ecumênico e político. Ele foi o arquiteto de um magistério constante para a paz, especialmente no Vietnã, Oriente Médio e África, com atenção vigilante à "Igreja do silêncio" e aos países do Oriente; instituiu o Dia Mundial da Paz. Dotado de uma marcada consciência ecumênica, iniciou iniciativas de encontro com outras confissões e com as grandes religiões do mundo. (Ecclesiam Suam, 1964).

São conhecidos os acontecimentos que caracterizaram o seu pontificado: a orientação e conclusão do Concílio, com a aplicação dos seus documentos, em particular a reforma da liturgia e da Cúria Romana, nos moldes da simplicidade da Igreja; as crises que afetaram o corpo eclesial em várias ocasiões naqueles anos, às quais respondeu colocando-se como guia para uma corajosa transmissão da fé; a reafirmação da tradição teológica sobre a transubstanciação, para responder a novas leituras que se afastem de sua plena compreensão (Carta Encíclica Mysterium fidei, 1965); a apresentação mais adequada aos tempos das profundas razões da escolha presbiteral celibatária (Carta Encíclica Sacerdotalis caelibatus); a difícil relação da Igreja com o mundo do trabalho, que cultivou na fidelidade ao ensinamento do magistério e na abertura aos novos contextos sociais (Carta Apostólica Octogesima adveniens, 1971); a ação clarividente com que se relacionava com os regimes comunistas para afirmar o valor da fé e da pessoa humana; o surgimento dos países do terceiro mundo e suas propostas sobre o desenvolvimento solidário (Carta Encíclica Populorum progressio , 1967) e a inculturação da fé (Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi,1975), numa afetuosa partilha dos sofrimentos dos pobres; o ataque aos valores da vida, especialmente a vida nascente, e da família, contrastados com inúmeros discursos e a proposição da encíclica sobre o amor conjugal e a regulação da natalidade (Humanae vitae, 1968); o protesto estudantil, ao qual respondeu com uma nova e apreciada modalidade de diálogo com a juventude; ataques pessoais, aos quais reagiu abraçando a Cruz e propondo o Evangelho com força humilde e amor extraordinário pela Igreja; as tensões políticas e sociais que em algumas nações culminaram na época do terrorismo, às quais ele se opôs a intervenções humanitárias sinceras que comoveram o mundo inteiro.

Depois de uma doença muito curta, morreu em Castel Gandolfo na noite de 6 de agosto de 1978, enquanto recitava com fé o Pai Nosso.

São Paulo VI foi um homem de profunda espiritualidade – fundada na Palavra de Deus, nos Padres da Igreja e nos místicos – e de caráter reservado. Humilde e gentil, ele era absolutamente sóbrio na vida cotidiana; dotado de uma alma confiante e serena, manifestou uma sensibilidade e humanidade excepcionais, enriquecidas por uma vasta cultura; revelou uma notável capacidade de mediação em todos os campos, garantindo solidez doutrinal católica num período de convulsão ideológica. Precisamente em tal contexto destacam-se ainda mais as suas virtudes incomuns: uma fé forte e envolvente, uma esperança indomável e encarnada, uma caridade vivida em uniformidade com a vontade de Deus como dom para todos os homens.

A oração, enraizada na Palavra de Deus, na liturgia, na adoração quotidiana do Santíssimo Sacramento, sustentou-o e fundou o cristocentrismo do seu pensamento e da sua ação, corroborado por uma significativa e exemplar veneração a Nossa Senhora: daí as razões das suas escolhas e suas orientações. Ele era prudente em suas decisões, tenaz em afirmar princípios, compreensivo pelas fraquezas humanas, sempre um zeloso Pastor da Igreja.

Um dos colaboradores mais próximos e confiáveis, o Cardeal Ugo Poletti, seu Vigário Geral para a diocese de Roma, traçou sua personalidade humana e espiritual em relação às virtudes: "Sua fé, o amor à Igreja, o domínio absoluto de si mesmo, ao longo sofrimento - penso também na solidão espiritual, acostumado a dar amor em vez de recebê-lo - o havia treinado para uma "linearidade de expressão" que os incautos chamavam de "frieza". […] Só quem soube aproximar-se de Paulo VI pode testemunhar a sua autêntica santidade heroica. A sua vida pública, severa e austera, era como um “véu de modéstia” atrás do qual gostava de esconder a sua verdade de relação íntima com Deus, por amor à Igreja e aos homens”.

Fonte: causesanti.va (adaptado)

São Paulo VI, rogai por nós!


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