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6ª feira da 3ª Semana do Tempo Comum

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Antífona de entrada

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e esplendor, em sua presença, santidade e beleza no seu santuário. (Cf. Sl 95, 1. 6)
Gradual Romano:
Dominus secus mare Galilaéae vidit duos fratres, Petrum et Andréam, et vocávit eos: veníte post me: fáciam vos fíeri piscatóres hóminum. Ps. Caeli enárrant glóriam Dei: et ópera mánuum eius annúntiat firmaméntum. (Mt. 4, 18. 19; Ps. 18)

Vernáculo:
Às margens do mar da Galileia, o Senhor viu dois irmãos: Pedro e André, e os chamou, dizendo: Vinde e segui-me, farei de vós pescadores de homens. (Cf. MR: Mt 4, 18-19)

Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que, em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Sm 11, 1-4a. 5-10a. 13-17


Leitura do Segundo Livro de Samuel


1No ano seguinte, na época em que os reis costumavam partir para a guerra, Davi enviou Joab com os seus oficiais e todo o Israel, e eles devastaram o país dos amonitas e sitiaram Rabá. Mas Davi ficou em Jerusalém.

2Ora, um dia, ao entardecer, levantando-se Davi de sua cama, pôs-se a passear pelo terraço de sua casa e avistou dali uma mulher que se banhava. Era uma mulher muito bonita.

3Davi procurou saber quem era essa mulher e disseram-lhe que era Betsabéia, filha de Eliam, mulher do hitita Urias. 4aEntão Davi enviou mensageiros para que a trouxessem. Ela veio e ele deitou-se com ela. 5Em seguida, Betsabéia voltou para casa. Como ela concebesse, mandou dizer a Davi: “Estou grávida”.

6Davi mandou esta ordem a Joab: “Manda-me Urias, o hitita”. E ele mandou Urias a Davi. 7Quando Urias chegou, Davi pediu-lhe notícias de Joab, do exército e da guerra. 8E depois disse-lhe: “Desce à tua casa e lava os pés”.

Urias saiu do palácio do rei e, em seguida, este enviou-lhe um presente real. 9Mas Urias dormiu à porta do palácio com os outros servos do seu amo, e não foi para casa. 10aE contaram a Davi, dizendo-lhe: “Urias não foi para sua casa”.

13Davi convidou-o para comer e beber à sua mesa e o embriagou. Mas, ao entardecer, ele retirou-se e foi-se deitar no seu leito, em companhia dos servos do seu senhor, e não desceu para a sua casa. 14Na manhã seguinte, Davi escreveu uma carta a Joab e mandou-a pelas mãos de Urias. 15Dizia nela: “Colocai Urias na frente, onde o combate for mais violento, e abandonai-o para que seja ferido e morra”.

16Joab, que sitiava a cidade, colocou Urias no lugar onde ele sabia estarem os guerreiros mais valentes. 17Os que defendiam a cidade, saíram para atacar Joab, e morreram alguns do exército, da guarda de Davi. E morreu também Urias, o hitita.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 50(51), 3-4. 5-6a. 6bc-7. 10-11 (R. cf. 3a)


℟. Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!


— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa! ℟.

— Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! ℟.

— Mostrais assim quanto sois justo na sentença, e quanto é reto o julgamento que fazeis. Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade e pecador já minha mãe me concebeu. ℟.

— Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, e exultarão estes meus ossos que esmagastes. Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! ℟.


https://youtu.be/SNnsN2MQNII
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Cf. Mt 11, 25) ℟.

Evangelho — Mc 4, 26-34


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.

28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.

30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.

33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Dextera Dómini fecit virtútem, déxtera Dómini exaltávit me: non móriar, sed vivam, et narrábo ópera Dómini. (Ps. 117, 16. 17)

Vernáculo:
A mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! Não morrerei, mas, ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor! (Cf. LH: Sl 117, 16bc. 17)

Sugestão de melodia 

Sobre as Oferendas

Acolhei com bondade, Senhor, as nossas oferendas para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Aproximai-vos do Senhor e sereis iluminados e vosso rosto não se cubra de vergonha. (Cf. Sl 33, 6)

Ou:


Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8, 12)
Gradual Romano:
Veníte post me: fáciam vos piscatóres hóminum: at illi, relíctis rétibus et navi, secúti sunt Dóminum. (Mt. 4, 19. 20; ℣. Sl 118, 1. 20. 40. 48. 65. 103. 167. 174)

Vernáculo:
Vinde e segui-me, farei de vós pescadores de homens. (Cf. MR: Mt 4, 19) Então, imediatamente, eles deixaram as redes e o seguiram. (Cf. Bíblia CNBB: Mt 4, 20)

Depois da Comunhão

Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de participar da vossa vida, nos gloriemos sempre dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 30/01/2026


O mistério da santidade


“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece”.

No Evangelho de hoje, Jesus nos fala da dinâmica do Reino de Deus. A comparação por Ele usada na parábola é: “Alguém que espalha a semente na terra”. Assim é o Reino. A semente vai crescendo noite e dia, germinando sozinha, sem que o semeador faça nada. O que Jesus nos quer ensinar com isto é que somente Deus é capaz de realizar em nós a transformação da graça. Ora, o que é a graça? É uma realidade divina: é a vida de Deus plantada no nosso coração. Isso quer dizer que a graça não é nada de mineral, de vegetal, de animal, de humano, ou mesmo de angélico. Não é nada próprio de uma criatura, mas um dom de Deus, que transforma o nosso coração para podermos participar da vida divina. Daí se vê que criatura alguma é capaz de produzir a graça. Se esta faz a criatura participar da vida de Deus, então é Deus somente que pode dar a graça. É preciso levá-lo em consideração no dia a dia. Afinal, se achamos que seremos santos por nossas forças, como se fosse algo alcançável por uma “receita” ou como se consistisse em uma série de “práticas” concretas, então começamos mal. Sim, é necessário colaborar com Deus, como o agricultor cuida da semente, a qual se deve plantar, regar, adubar etc.; mas se a semente está morta, ele não é capaz de fazer nada, não pode restituir-lhe a vida. No fundo, a vida espiritual é um dom que vem de Deus. Podemos cooperar e colaborar. Mas como? Em primeiro lugar, com fé, pedindo-a cada vez mais; obedecendo aos Mandamentos; permanecendo em graça pela Confissão; pondo-se à disposição de Deus pela oração, por comunhões frequentes, por visitas frequentes ao SS. Sacramento, pelo combate ao pecado venial etc. Podemos fazer tudo isso, sabendo porém que nada disso, em si mesmo, produz a mudança; são apenas ajudas que nós, agricultores, podemos dar à semente divina. É Deus quem fará o santo que precisamos ser. Ser santo, ou seja, ter a caridade ardente do céu, é obra e dom de Deus. Em resumo, Nosso Senhor nos ensina a admirar o mistério da ação de Deus em nós. Com essa chave de leitura, entendemos que a santidade já não depende de nós. Por isso, o agricultor “não sabe como isso acontece”, quer dizer, o crescimento da semente. Quem busca realmente a vida de santidade, está colaborando com Deus, mas fica sempre admirado de ver como Deus é capaz de produzir nele, homem tão miserável e pecador, um fruto como a santidade, um amor que ninguém é capaz de produzir, um amor que ninguém tem, se não o dá Deus. Eis o mistério do Reino de Deus em nossos corações.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Homilia Diária | Onde há intimidade, há revelação interior (Sexta-feira 3ª Sem. T. Comum - 30/01/26)

Ao povo que o seguia Jesus falava em parábolas; mas aos discípulos, aos que estavam em sua intimidade, o Senhor tudo explicava em detalhes. Este fato, revelado no último versículo do Evangelho de hoje, recorda-nos que tanto mais a fundo compreenderemos a Revelação divina e os mistérios de nossa fé quanto mais íntima e amorosamente, por meio da oração, estivermos juntos de Cristo.Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 30 de janeiro, e entenda que só na intimidade da oração a Palavra de Deus deixa de ser parábola e torna-se luz viva para a nossa fé.


https://youtu.be/GB4HWXFUZ0g

Santo do dia 30/01/2026

Santa Martinha (Memória Facultativa)
Local: Roma, Itália
Data: 30 de Janeiro † 677


A história desta jovem santa começa muito distante da sua morte. Cerca de 1400 anos após seu martírio, o dinâmico Urbano VIII, todo empenhado na grande contrarreforma católica, na restauração das igrejas, descobriu as relíquias da santa e a propôs à devoção dos romanos. Fixou a festa de santa Martinha no dia 30 de janeiro. Com hinos, que ele mesmo compôs, incitou os romanos à celebração da vida imaculada, da caridade exemplar, do corajoso testemunho dado a Cristo por santa Martinha.

Quem era essa jovem mártir que aparecia após tantos séculos de esquecimento? Foi considerada uma das principais padroeiras de Roma. Temos poucas notícias históricas. O papa Honório, no século IV, dedicou-lhe uma igreja. Quinhentos anos após, ao fazerem escavações nessa igreja, que estava no Foro, encontraram os túmulos de três mártires. No século VIII a festa da santa já era celebrada. Segundo a lendária Paixão, Martinha era diaconisa, filha de nobre romano. Por causa de sua aberta profissão de fé foi conduzida ao tribunal do imperador Alexandre Severo (222-285). Este era muito tolerante. Chegou a incluir Jesus Cristo como um dos deuses do império. Durante seu governo a Igreja teve grande expansão missionária. Por isso torna-se confuso o caso de santa Martinha, como mártir desse período.

O autor da Paixão desconhece tudo isso. Ele se estende na enumeração dos atrozes tormentos, elencando as torturas feitas pelo imperador à santa. Ela teria sido obrigada a prestar culto à estátua de Apolo. Houve um terremoto que matou até os sacerdotes do deus.

O prodígio se repetiu com estátuas de outros deuses. Os perseguidores obstinavam-se cada vez mais. Após tentarem matá-la por meio de tantos sofrimentos, e não o conseguindo, apelaram para a espada. Seu sangue inundou e fertilizou ainda mais o terreno da Igreja romana.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Martinha, rogai por nós!


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