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Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum

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Memória Facultativa

Santa Maria no sábado ou São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor da Igreja

Antífona de entrada

O Senhor é a força do seu povo, é a fortaleza de salvação do seu Ungido. Salvai vosso povo, Senhor, abençoai vossa herança e governai-a pelos séculos. (Cf. Sl 27, 8-9)
Gradual Romano:
Dóminus fortitúdo plebis suae, et protéctor salutárium Christi sui est: salvum fac pópulum tuum, Dómine, et bénedic hereditáti tuae, et rege eos usque in saéculum. Ps. Ad te Dómine clamábo, Deus meus ne síleas a me: nequándo táceas a me, et assimilábor descendéntibus in lacum. (Ps. 27, 8. 9 et 1)

Vernáculo:
O Senhor é a força do seu povo, é a fortaleza de salvação do seu Ungido. Salvai vosso povo, Senhor, abençoai vossa herança e governai-a pelos séculos. (Cf. MR: Sl 27, 8. 9) Sl. A vós eu clamo, ó Senhor, ó meu rochedo, não fiqueis surdo à minha voz! Se não me ouvirdes, eu terei a triste sorte dos que descem ao sepulcro! (Cf. LH: Sl 27, 1)

Coleta

Concedei-nos, Senhor, a graça de sempre temer e amar vosso santo nome, pois nunca cessais de conduzir os que firmais solidamente no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Lm 2, 2. 10-14. 18-19


Leitura do Livro das Lamentações


2O Senhor destruiu sem piedade todos os campos de Jacó; em sua ira deitou abaixo as fortificações da cidade de Judá; lançou por terra, aviltou a realeza e seus príncipes. 10Sentados no chão, em silêncio, os anciãos da cidade de Sião espalharam cinza na cabeça, vestiram-se de saco; as jovens de Jerusalém inclinaram a cabeça para o chão. 11Meus olhos estão machucados de lágrimas, fervem minhas entranhas; derrama-se por terra o meu fel diante da arruinada cidade de meu povo, vendo desfalecerem tantas crianças pelas ruas da cidade. 12Elas pedem às mães: “O trigo e o vinho, onde estão?” E vão caindo como derrubadas pela morte nas ruas da cidade, até expirarem no colo das mães. 13Com quem te posso comparar, ou a quem te posso assemelhar, ó cidade de Jerusalém? A quem te igualarei, para te consolar, ó cidade de Sião? Grande como o mar é tua aflição; quem poderá curar-te?

14Teus profetas te fizeram ver imagens falsas e insensatas, não puseram a descoberto a tua malícia, para tentar mudar a tua sorte; ao contrário, deram-te oráculos mentirosos e atraentes. 18Grite o teu coração ao Senhor, em favor dos muros da cidade de Sião; deixa correr uma torrente de lágrimas, de dia e de noite. Não te concedas repouso, não cessem de chorar as pupilas de teus olhos. 19Levanta-te, chora na calada da noite, no início das vigílias, derrama o teu coração, como água, diante do Senhor; ergue as mãos para ele, pela vida de teus pequeninos, que desfalecem de fome em todas as encruzilhadas.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 73(74), 1-2. 3-4. 5-7. 20-21 (R. 19b)


℟. Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres.


— Ó Senhor, por que razão nos rejeitastes para sempre e vos irais contra as ovelhas do rebanho que guiais? Recordai-vos deste povo que outrora adquiristes, desta tribo que remistes para ser a vossa herança, e do monte de Sião que escolhestes por morada! ℟.

— Dirigi-vos até lá para ver quanta ruína: no santuário o inimigo destruiu todas as coisas; e, rugindo como feras, no local das grandes festas, lá puseram suas bandeiras vossos ímpios inimigos. ℟.

— Pareciam lenhadores derrubando uma floresta, ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos. Ó Senhor, puseram fogo mesmo em vosso santuário! Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais! ℟.

— Recordai vossa Aliança! A medida transbordou, porque nos antros desta terra só existe violência! Que não se escondam envergonhados o humilde e o pequeno, mas glorifiquem vosso nome o infeliz e o indigente! ℟.


https://youtu.be/kmVtv1clekA
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas. (Mt 8, 17) ℟.

Evangelho — Mt 8, 5-17


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”.

7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”.

10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.

13Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! e seja feito como tu creste”. E, naquela mesma hora, o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Perfice gressus meos in semitis tuis, ut non moveantur vestigia mea: inclina aurem tuam, et exaudi verba mea: mirifica misericordias tuas, qui salvos facis sperantes in te, Domine. (Ps. 16, 5. 6. 7)

Vernáculo:
Os meus passos eu firmei na vossa estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós, Senhor. (Cf. LH: Sl. 16, 5. 6. 7)

Sobre as Oferendas

Acolhei, Senhor, nós vos pedimos, este sacrifício de louvor e de reconciliação e fazei que, por ele purificados, vos ofereçamos o afeto de um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Os olhos de todos esperam em vós, Senhor, e vós lhes dais alimento no tempo oportuno. (Cf. Sl 144, 15)

Ou:


Eu sou o bom Pastor. Eu dou minha vida pelas ovelhas, diz o Senhor. (Jo 10, 11. 15)
Gradual Romano:
Quod dico vobis in tenebris,dicite in lumine, dicit Dominus: et quod in aure auditis, predicate super tecta. (Mt. 10, 27; ℣. Ps. 33; p. 472)

Vernáculo:
O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados (Cf. Bíblia CNBB: Mt 10, 27)

Depois da Comunhão

Renovados pelo alimento do precioso Corpo e Sangue do vosso Filho, imploramos vossa misericórdia, Senhor: dai-nos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que celebramos fielmente.

Homilia do dia 27/06/2026


A fé do centurião e a falta de fé do povo escolhido


“Muitos virão do Oriente e do Ocidente, se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes.”

No Evangelho de ontem, após proferir o seu grandioso Sermão da Montanha, Jesus curou o leproso para dar testemunho aos líderes do povo de Israel e aos sacerdotes. Agora, Jesus faz um milagre para a salvação dos líderes pagãos, ou seja, dos romanos. Trata-se da cura do servo do centurião.

Jesus entrou em Cafarnaum, cidade de São Pedro, por Ele adotada como base para as suas pregações na Galiléia, e um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: “Senhor, o meu empregado, um servo, está de cama em casa, sofrendo terrivelmente de paralisia”.

Jesus então lhe diz: “Vou curá-lo”. Então, segue-se aquela profissão de fé do centurião com a qual nós já estamos acostumados, porque ecoa ao longo dos séculos na Santa Missa: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha morada; mas dize uma só palavra, e o meu servo ficará curado” (“e serei salvo”, diz a liturgia).

Pois bem, este ato de cura de Jesus agora se dirige a um povo que não tinha sido escolhido, um povo que não tinha sido preparado diretamente por Deus através de Abraão, de Moisés e dos profetas. Trata-se do povo romano, trata-se dos pagãos.

Aqui nós temos algo que faz com que tudo vire de cabeça para baixo. Já estava anunciado no Antigo Testamento, mas o povo judeu não tinha percebido ainda que o projeto de Deus, o desígnio de Deus, era que os filhos de Abraão não tivessem uma filiação apenas na carne, mas fossem filhos de Abraão na fé: “Abraão, nosso pai na fé”.

Aquele centurião romano não é filho de Abraão, não tem nenhuma carga genética abraâmica, é de outro povo, de outra cultura, de outra gente, de outra história, de outra língua, em tudo diferente dos judeus.

Os romanos são gentios. O que quer dizer a palavra ‘gentio’? ‘Gentio’ vem de ‘gens’. Os povos pagãos, que não são de Israel, se chamam em grego ‘ἔθνη’, isto é, ‘nações’ ou, na linguagem hebraica oficial de Israel, ‘goyim’ (de ‘goy’), os ‘povos’ (A palavra ‘pagão’ aqui não é adequada, porque ela se refere mais aos cristãos). São os gentios, os povos não israelitas, ou seja, os não eleitos.

Pois bem, Israel vivia da promessa que Deus fizera a Abraão. Deus escolheu Abraão e disse: “Sai da tua terra e vai aonde eu te mostrarei. Eu te darei uma terra e uma descendência”. Abraão não tinha filhos biológicos, mas Deus mostrou a Abraão as estrelas do Céu e disse: “Este vai ser o número dos teus filhos”. E Abraão não tem filhos, não lhe nascem filhos, não aparecem filhos… O máximo que ele conseguiu foi o filho da escrava Agar, Ismael.

Deus, atendendo fielmente ao seu servo na fé e nosso pai na fé, deu a Abraão Isaac. E depois quais são os filhos de Isaac? “Isaac gerou Jacó, e Jacó gerou doze filhos; dos doze filhos vieram doze tribos. Pronto, resolvida a história”.

Na verdade, Abraão gerou a sua descendência não quando se deitou com Sara e concebeu Isaac, mas quando subiu o Monte Moriá e, cheio de fé, foi sacrificar Isaac.

Na fé, quando levantou o cutelo para sacrificar Isaac, Abraão estava sendo profecia de um outro filho, que seria sacrificado ali dois mil anos depois. Jesus não seria sacrificado pelo Pai, seria sacrificado pelos gentios; mas a fé de Abraão no Monte Moriá era já início da fé que Maria teve no Calvário e na qual todos nós nascemos.

Então, o centurião diz claramente a sua fé: “Senhor, eu não sou digno. Não precisas ir até a minha casa. Basta uma ordem, dize uma palavra, e tudo acontece; eu creio”. Que fé extraordinária!

Jesus então lhe diz: “Em verdade vos digo: Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé”. É como se Jesus dissesse: “Nunca vi em Israel, dos filhos biológicos e genéticos de Abraão, quem fosse tão filho de Abraão na fé!” Aqui se alargam as portas do Céu, e Jesus diz: “Muitos virão do Oriente e do Ocidente e se sentarão à mesa do reino de Deus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”.

Que coisa extraordinária! Que palavra de Jesus! “Enquanto os herdeiros do reino”, ou seja, aqueles que carregam a herança genética de Abraão, por rejeitarem Jesus, por não terem fé, por não serem verdadeiros filhos de Abraão, “serão jogados fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.

Eis aí o que Jesus nos ensina. Somos filhos de Abraão na fé. Nosso pai na fé é Abraão; logo, é filho de Abraão quem tem fé em Jesus. Nós somos aquelas estrelas do Céu. Um dia, Abraão olhou para o céu e viu estrelas. Nós éramos uma delas, porque brilha em nós a fé em Jesus Cristo!

Deus abençoe você!

Nossa Missão
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Santo do dia 27/06/2026

Sagrado Coração de Jesus (Solenidade)
Data: 27 de Junho 2ª sexta-feira depois de Corpus Christi


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A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é muito antiga; os Padres da Igreja já falavam dela; tudo brota daquele Coração “manso e humilde” que por nós foi transpassado pela lança do soldado Longuinho, na Cruz do Calvário. Dele saiu sangue e água, símbolos do Batismo e da Eucaristia, e também da Igreja, Esposa de Cristo, que nasce do lado aberto do novo Adão, como Eva nasceu do lado aberto do primeiro.

Após uma fase de eclipse, esta devoção ganhou novo impulso após as visões de Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690), difundidas por seu confessor São Claude de la Colombière (1673-1675). Era uma época difícil, onde havia uma heresia chamada Jansenismo, de Jansen, que pregava um cristianismo triste, onde poucos se salvavam, onde se disseminava um medo de receber Jesus eucarístico.

Para eliminar essa tristeza, Jesus mostrou seu Coração humano e misericordioso a Santa Margarida, como tábua de salvação para todos os pecadores que nele confiassem.

Santa Margarida Maria Alacoque foi uma freira que nunca transpôs os muros do seu convento das visitandinas de Paray-le-Monial da Ordem da Visitação de Santa Maria, instituição religiosa fundada por São Francisco de Sales (1567-1622) e Santa Joana de Chantal (1572-1641), morrendo antes de completar 45 anos, em 17 de outubro de 1690, sendo canonizada em 1920, pelo papa Bento XV. Recolhida, em profunda oração, pela porta do tabernáculo saiu uma espécie de vapor que foi se transformando na figura de homem que se encaminhou até ela e ali na sua presença abriu a túnica que lhe cobria o peito, lhe mostrando o coração em chamas inextinguível e lhe disse:

“Eis aqui o coração que tanto amou os homens e pelos quais e tão mal correspondido, pelo menos tu, filha minha, chora pelos que me ofendem, geme pelos que não querem orar, imola-te pelos que renegam e blasfemam contra o meu santo nome. Prometo-te na grandeza do meu amor que abençoarei os lares que neles me hospedem, que os que comungarem durante nove primeiras sextas-feiras seguidas, não morrerão sem receber os sacramentos da penitência e da Eucaristia”.

Depois de 150 anos de enormes dificuldades impostas especialmente pelos jansenistas e o terror da Revolução Francesa, em 1856, Pio IX instituiu a festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, propondo, segundo a recomendação dos santos, a consagração do mundo ao Coração de Jesus. Duzentos anos depois que Santa Margarida pediu ao Rei Luís XIV a consagração da França ao Coração de Jesus, o grande presidente do Equador, Gabriel Garcia Moreno, consagrou seu país em 1873, ao Coração de Jesus.

Vários Papas incentivaram esta devoção através de encíclicas. Atualmente a festa do Sagrado Coração é celebrada na sexta-feira após a festa de Corpus Christi. Leão XIII na “Annum Sacrum” (1899), deixou-nos a Oração para consagração ao Sagrado Coração. Pio XI na “Miserentissimus Redemptor” (1928); Pio XII na “Haurietis aquas” (1956); João Paulo II na “Redemptor Hominis” (1979) e Bento XVI em carta ao Pe. Kolvenbach, da Companhia de Jesus, falaram da importância dessa devoção. Em 1872, Pio IX concedeu indulgências especiais aos que portassem o escapulário com a imagem do Sagrado Coração.

A piedade ligada ao Coração de Jesus está em união com a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Muitos santos recomendaram esta devoção: São João Eudes, Santa Margarida Maria Alacoque, São Luís Grignion de Montfort, Santa Catarina Labouré e São Maximiliano Kolbe.

Numerosas foram às promessas do Sagrado Coração de Jesus sendo as mais admiráveis as seguintes:

1. Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2. Eu farei reinar a paz em suas famílias.
3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
4. Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.
5. Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas.
6. Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia.
7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.
8. As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição.
9. Abençoarei Eu mesmo as casas onde a imagem do meu Coração estiver exposta e venerada.
10. Darei aos sacerdotes o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Coração e dele nunca serão apagados.
12. No excesso da misericórdia do meu amor todo poderoso darei a graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta feira de nove meses seguidos.

Fonte: Prof. Felipe Aquino

Jesus manso e humilde de Coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.



São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor da Igreja (Memória Facultativa)
Local: Alexandria, Egito
Data: 27 de Junho † 444


Ligado à controvérsia cristológica que levou ao Concílio de Éfeso em 431, e último representante de relevo da tradição alexandrina, no Oriente grego, Cirilo foi mais tarde definido "guardião da exatidão" que se deve entender como guardião da verdadeira fé e mesmo "selo dos Padres". Estas antigas expressões manifestam oportunamente um dado de fato que é característico de Cirilo, ou seja, a referência constante do Bispo de Alexandria aos autores eclesiásticos precedentes (entre eles, sobretudo Atanálio), com a finalidade de mostrar a continuidade da própria teologia com a tradição. Ele insere-se intencional e explicitamente na tradição da Igreja, em que reconhece a garantia da continuidade com os Apóstolos e com o próprio Cristo. Venerado como Santo quer no Oriente quer no Ocidente, em 1882 São Cirilo foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Leão XIII, que atribuiu contemporaneamente o mesmo título também a outro importante representante da patrística grega, São Cirilo de Jerusalém. Revelam-se assim a atenção e o amor pelas tradições cristãs orientais daquele Papa, que em seguida desejou proclamar Doutor da Igreja também São João Damasceno, mostrando deste modo que tanto a tradição oriental como a ocidental exprimem a doutrina da única Igreja de Cristo.

As notícias sobre a vida de Cirilo antes da sua eleição para a importante sede de Alexandria são muito escassas. Sobrinho de Teófilo, que desde 385 como Bispo administrou com mão firme e com prestígio a diocese alexandrina, Cirilo nasceu provavelmente na mesma metrópole egípcia entre 370 e 380, foi depressa iniciado na vida eclesiástica e recebeu uma boa educação, tanto cultural como teológica. Em 403 estava em Constantinopla, no séquito do poderoso tio, e ali participou no Sínodo chamado do Carvalho, que depôs o Bispo da cidade, João (mais tarde chamado Crisóstomo), assinalando assim o triunfo da sede alexandrina sobre a tradicionalmente rival de Constantinopla, onde residia o imperador. Quando o tio Teófilo faleceu, em 412 o jovem Cirilo foi eleito Bispo da influente Igreja de Alexandria, que governou com grande energia durante trinta e dois anos, visando sempre afirmar o seu primado em todo o Oriente, fortalecido inclusive pelos tradicionais vínculos com Roma.

Dois ou três anos depois, em 417 ou em 418, o Bispo de Alexandria demonstrou-se realista ao recompor a ruptura da comunhão com Constantinopla, que já estava em ato desde 406, como consequência da deposição de João Crisóstomo. Mas o antigo contraste com a sede constantinopolitana voltou a inflamar-se cerca de dez anos mais tarde, quando em 428 foi eleito Nestório, um autorizado e severo monge de formação antioquena. Com efeito, o novo Bispo de Constantinopla depressa suscitou oposições porque na sua pregação preferia para Maria o título de "Mãe de Cristo" (Christotókos), no lugar daquele já muito querido à devoção popular de "Mãe de Deus" (Theotókos). Motivo desta escolha do Bispo Nestório era a sua adesão à cristologia de tipo antioqueno que, para salvaguardar a importância da humanidade de Cristo, terminava por afirmar a sua divisão da divindade. E assim já não era verdadeira a união entre Deus e o homem em Cristo e, naturalmente, já não se podia falar de "Mãe de Deus".

A reação de Cirilo então máximo representante da cristologia alexandrina, que aliás tencionava sublinhar fortemente a unidade da pessoa de Cristo foi quase imediata, e desenfreou-se com todos os meios já a partir de 429, dirigindo-se também com algumas cartas ao próprio Nestório. Na segunda missiva (PG 77, 44-49), que Cirilo lhe enviou em Fevereiro de 430, lemos uma clara afirmação do dever dos Pastores de preservar a fé do Povo de Deus. Este era o seu critério, de resto válido também hoje: a fé do Povo de Deus é expressão da tradição, é garantia da sã doutrina. Assim ele escreve a Nestório: "É preciso expor ao povo o ensinamento e a interpretação da fé do modo mais irrepreensível, recordando que quem escandaliza um só dos pequeninos que crêem em Cristo há-de padecer um castigo intolerável".

Na mesma carta a Nestório, carta que mais tarde, em 451, fora aprovada pelo Concílio de Calcedônia, o IV ecumênico, Cirilo descreve com clareza a sua fé cristológica: "Afirmamos, assim, que são diferentes as naturezas que se reuniram numa verdadeira unidade, mas de ambas derivou um único Cristo e Filho, não por ter sido eliminada por causa da unidade a diferença das naturezas, mas sobretudo porque a divindade e a humanidade, reunidas em união indizível e inenarrável produziram para nós o único Senhor, Cristo e Filho". E isto é importante: realmente a verdadeira humanidade e a autêntica divindade unem-se numa única Pessoa, nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, continua o Bispo de Alexandria, "professaremos um só Cristo e Senhor, não no sentido que adoramos o homem juntamente com o Logos, para não insinuar a ideia da separação, ao dizer "juntamente", mas no sentido que adoramos um só e o mesmo, porque não é estranho ao Logos o seu corpo, com o qual está também sentado ao lado do seu Pai, não como se sentassem ao seu lado dois filhos, mas um só, único à própria carne".

E depressa o Bispo de Alexandria, graças a alianças prudentes, obteve que Nestório fosse reiteradamente condenado: por parte da sé romana, e depois com uma série de doze anatematismos por ele mesmo compostos e, enfim, pelo Concílio realizado em Éfeso no ano 431, o III ecumênico. A assembleia, reunida com vicissitudes alternadas e tumultuosas, concluiu-se com o triunfo da devoção a Maria com o exílio do Bispo constantinopolitano, que não queria reconhecer à Virgem o título de "Mãe de Deus" por causa de uma cristologia errônea, que trazia divisão ao próprio Cristo. Assim, depois de ter prevalecido sobre o rival e sobre a sua doutrina, Cirilo soube porém alcançar, já em 433, uma fórmula teológica de compromisso e de reconciliação com os antioquenos. E também isto é significativo: por um lado, há a clareza da doutrina de fé, mas por outro também a busca intensa da unidade e da reconciliação. Nos anos seguintes, dedicou-se de todos os modos à defesa e ao esclarecimento da sua posição teológica até à sua morte, ocorrida no dia 27 de Junho de 444.

Referência:
PAPA Bento XVI, Audiência Geral, 23 out 2007. www.vatican.va. Acesso em 25 jun 2021. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Cirilo de Alexandria, rogai por nós!


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