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2ª feira da 12ª Semana do Tempo Comum

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Memória Facultativa

Santos João Fisher, Bispo e Tomás More, Mártires ou São Paulino de Nola, Bispo

Antífona de entrada

O Senhor é a força do seu povo, é a fortaleza de salvação do seu Ungido. Salvai vosso povo, Senhor, abençoai vossa herança e governai-a pelos séculos. (Cf. Sl 27, 8-9)
Gradual Romano:
Dóminus fortitúdo plebis suae, et protéctor salutárium Christi sui est: salvum fac pópulum tuum, Dómine, et bénedic hereditáti tuae, et rege eos usque in saéculum. Ps. Ad te Dómine clamábo, Deus meus ne síleas a me: nequándo táceas a me, et assimilábor descendéntibus in lacum. (Ps. 27, 8. 9 et 1)

Vernáculo:
O Senhor é a força do seu povo, é a fortaleza de salvação do seu Ungido. Salvai vosso povo, Senhor, abençoai vossa herança e governai-a pelos séculos. (Cf. MR: Sl 27, 8-9) Sl. A vós eu clamo, ó Senhor, ó meu rochedo, não fiqueis surdo à minha voz! Se não me ouvirdes, eu terei a triste sorte dos que descem ao sepulcro! (Cf. LH: Sl 27, 1)

Coleta

Concedei-nos, Senhor, a graça de sempre temer e amar vosso santo nome, pois nunca cessais de conduzir os que firmais solidamente no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Rs 17, 5-8. 13-15a. 18


Leitura do Segundo Livro dos Reis


Naqueles dias, 5Salmanasar, rei da Assíria, invadiu todo o país. E, chegando a Samaria, sitiou-a durante três anos. 6No nono ano de Oseias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os habitantes de Israel para a Assíria, estabelecendo-os em Hala e nas margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média. 7Isto aconteceu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito, libertando-os da opressão do Faraó, rei do Egito, porque tinham adorado outros deuses.

8Eles seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado diante deles, e as leis introduzidas pelos reis de Israel. 13O Senhor tinha advertido seriamente Israel e Judá por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: “Voltai dos vossos maus caminhos e observai meus mandamentos e preceitos, conforme todas as leis que prescrevi a vossos pais e que vos comuniquei por intermédio de meus servos, os profetas”.

14Eles, porém, não prestaram ouvidos, mostrando-se tão obstinados como seus pais, que não tinham acreditado no Senhor, seu Deus. 15aDesprezaram as suas leis e a aliança que tinham feito com seus pais, e os testemunhos com que os havia garantido. 18O Senhor indignou-se profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 59(60), 3. 4-5. 11-12a. 12b-13 (R. 7b)


℟. Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!


— Rejeitastes, ó Deus, vosso povo e arrasastes as nossas fileiras; vós estáveis irado: voltai-vos! ℟.

— Abalastes, partistes a terra, reparai suas brechas, pois treme. Duramente provastes o povo, e um vinho atordoante nos destes. ℟.

— Quem me leva à cidade segura, e a Edom quem me vai conduzir, se vós, Deus, rejeitais vosso povo e não mais conduzis nossas tropas? ℟.

— Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; nada vale o socorro dos homens! Mas com Deus nós faremos proezas, e ele vai esmagar o opressor. ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração. (Hb 4, 12) ℟.

Evangelho — Mt 7, 1-5


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis, e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes. 3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Perfice gressus meos in sémitis tuis, ut non moveántur vestígia mea: inclína aurem tuam, et exáudi verba mea: mirífica misericórdias tuas, qui salvos facis sperántes in te, Dómine. (Ps. 16, 5. 6. 7)

Vernáculo:
Os meus passos eu firmei na vossa estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós. (Cf. LH: Sl. 16, 5. 6. 7)

Sobre as Oferendas

Acolhei, Senhor, nós vos pedimos, este sacrifício de louvor e de reconciliação e fazei que, por ele purificados, vos ofereçamos o afeto de um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Os olhos de todos esperam em vós, Senhor, e vós lhes dais alimento no tempo oportuno. (Cf. Sl 144, 15)

Ou:


Eu sou o bom Pastor. Eu dou minha vida pelas ovelhas, diz o Senhor. (Jo 10, 11. 15)
Gradual Romano:
Quod dico vobis in ténebris, dícite in lúmine, dicit Dóminus: et quod in aure audítis, predicáte super tecta. (Mt. 10, 27; ℣. Ps. 33)

Vernáculo:
O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados, diz o Senhor. (Cf. MR: Mt 10, 27)

Depois da Comunhão

Renovados pelo alimento do precioso Corpo e Sangue do vosso Filho, imploramos vossa misericórdia, Senhor: dai-nos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que celebramos fielmente. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 22/06/2026


Tira a trave do teu olho!


Só o amor a Cristo, unido às suas dores e humilhações, pode dar-nos aquela justa medida e aquele bom senso de quem sabe julgar todas as coisas com os olhos de Deus.

“Não julgueis, e não sereis julgados”. Com o sermão do Evangelho de hoje, Jesus nos chama a atenção para o fato de sermos míopes e condescendentes com os nossos erros, mas rápidos e “precisos” para identificar e condenar as faltas do próximo. Sempre que pecamos, buscamos uma justificativa — a nosso ver, muito razoável — para o que fizemos; mas se foi um nosso irmão quem pecou, então não há desculpa possível: julgamo-nos em condições não só de o condenar sem direito a recurso, mas de saber com todo detalhe o que o motivou a fazer o que fez. Esse fenômeno tão comum é um sinal claro de que o nosso amor próprio desordenado afeta, sim, nossa capacidade de julgamento. Isso se vê com ainda maior clareza quando sofremos de fato alguma injustiça, por leve que seja: o nosso mundo cai, sentimo-nos a mais pobre vítima da história, ferida na sua honra e nos seus mais nobres sentimentos; mas quando somos nós os injustos, dizemos sem nem pestanejar: “Isso acontece, ninguém é de ferro”. Essa excessiva indulgência para com nós mesmos e essa desmedida severidade para com os outros prova que não vemos as coisas com os olhos de Deus. Eis porque temos de lhe pedir a graça de podermos vê-las com o seu olhar, sempre justo e, ao mesmo tempo, compreensivo. Trata-se, é verdade, de uma graça rara, que só vemos realizada perfeitamente nos grandes santos; mas nós, que desejamos levar a cabo aquele chamado: “Sede perfeitos”, não podemos medir esforço nenhum para sermos parecidos com Nosso Senhor, que tudo via e julgava com olhar limpo, reto e misericordioso. Que Ele nos dê, pois, um Coração como o seu, disposto a tudo suportar — mesmos as injustiças — por amor ao Pai e aos homens.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
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Santo do dia 22/06/2026

São João Fischer e São Tomás More, Mártires (Memória Facultativa)
Local: Reino Unido
Data: 22 de Junho † 1535


João Fisher nasceu em Yorkshire em 1469. Em 1483, estava em Cambridge. Bacharel, foi professor de artes. Ordenado padre em 1494, aos vinte e cinco anos de idade, logo depois era censor da Universidade. Em 1504, elevou-se à chancelaria.

Em 1504, o rei nomeou-o bispo de Rochester, ao sul da desembocadura do Tâmisa. Contava, então, trinta e cinco anos. Evitando as honrarias, das quais fugia sempre e sempre, entrou a lutar, com grande diligência, contra os abusos da diocese. Procurava os pobres, consolava os doentes, provia-os de tudo aquilo que se lhes fazia necessário.

Fisher combateu denodadamente o protestantismo. A Reforma, de início, não fora um movimento político. Fora tão somente um movimento religioso. Do ponto de vista da doutrina, a Reforma pretendeu estabelecer uma relação mais direta entre o Criador e o pecador, diminuindo a eficácia dos sacramentos ao lado da misericórdia divina, fonte de salvação das almas.

Assim, diziam, aproximavam-se dos ensinamentos de Jesus Cristo, que era quanto pode haver de democrático, cabendo ao livre exame a supremacia pela subordinação dos dogmas à interpretação individual.

A questão das indulgências proporcionou a discórdia, levou à separação. Lutero, publicamente, na presença de doutores, estudantes e povo, queimou a bula que vinha condená-lo como herético e sedicioso.

O protesto de Lutero foi feito por meio de noventa e cinco teses, as famosas "Teses" que São João Fisher criticou com bravura e brilho. Depois que Henrique VIII, em 1522, ligou-se a Ana Bolena, dama de honra da esposa Catarina de Aragão, declarou-se a luta entre Fisher e o monarca. E em 1533, foi ele aprisionado pela primeira vez.

Quando o rei, procurando assegurar a sucessão do trono aos filhos de Ana Bolena, buscou o juramento de São João Fisher para uma fórmula que ia contra o papa (rejeição da jurisdição papal sobre a Igreja), o Santo, com indignação, recusou-se a atender o soberano, rebelando-se.

Preso de novo, desta vez foi enviado à fatídica Torre de Londres, tendo os bens confiscados e os livros e trabalhos dispersos. Quando lhe varejaram a casa, encontraram um móvel que tinha, fechado a chave, uma única gaveta. Aquilo era suspeito. Que conteria ela? Forçaram-na. Arrombada, escancarada, os três objetos que encerrava decepcionaram os violadores: dentro, severos, estavam, como que acusadores, duas disciplinas e um cilício.

Importantíssima figura daqueles tempos foi a de Tomás More, amigo do santo arcebispo, o humanista e chanceler que a igreja canonizou em 1935. E, sem dúvida, a personalidade mais interessante da turbulenta Inglaterra de Henrique VIII, naqueles tempos de São João Fisher.

Como Fisher, era de ótima têmpera. Até o fim da vida, defendeu sempre um bom entendimento com a Santa Sé, de preferência a um rompimento, que só serviria para reunir na pessoa do soberano o poder espiritual e o poder temporal. Demonstrou, pela vitalidade prodigiosa de seu ânimo, pelo ascetismo da sua doutrina, solicitada pelas exigências duma vida senhorial, pela sua natural propensão para a pobreza e para a humildade, que os exaltados combates que se travam entre os escrúpulos morais e o amor do próximo, são sempre pagos com o sacrifício da própria vida.

Por esta razão mesma, a individualidade de Tomás More - o homem - não pode deixar de suscitar o mais vivo interesse. É, sem dúvida, de todos os humanistas, o autor da "Utopia" aquele que melhor sentido da ironia possuiu, de tal modo que só ele compreendeu o vácuo da existência, tanto que chegou por momentos a pensar em se recolher à Cartuxa.

Impressionado com a aura de sabedoria de que Tomás More se achava revestido, Henrique VIII, logo após ter subido ao trono, quis tê-lo ao seu serviço.

More passou a preparar os discursos do rei, a exercer uma ação decisiva na vida intelectual do país; assinou o Tratado de Cambrai, a que se refere o seu epitáfio. Desejando sempre que Deus o guiasse nas emergências da vida, More rezava e meditava todos os dias.

Apreciado pelo talento, tanto como pela piedade, More foi, sucessivamente, encarregado de defender o rei numa polêmica com Lutero, e de procurar trazer à razão Tyndale, que aceitara a heresia. Durante anos, foi considerado homem de espírito angélico e de inigualável saber - conforme o atestam os tratados de retórico da época, que consignam esta frase.

Em 1529, Henrique VIII ofereceu a Tomás More o lugar de chanceler, procurando desta forma encontrar o apoio de alguém reputado pela piedade, para conseguir sancionar o repúdio de Catarina e casar com Ana Bolena.

More aceitou e pretendeu afastar a anulação, sabendo perfeitamente que era para isso que tinha sido chamado. Vendo que nada conseguia fazer, jubilou-se, a pretexto de estar doente.

Henrique VIII indignou-se, mas não exteriorizou as intenções. Convidou-o para assistir ao casamento com Ana Bolena. More recusou-se comparecer. Tomás Cromwell acusou-o publicamente. More solicitou audiência duma comissão de parlamentares, que lhe foi concedida, com a condição de aprovar a política do rei.

Em presença desta exigência, desistiu de ser ouvido. Em seguida, foi instado para votar a lei de sucessão, a favor de Isabel, filha de Ana Bolena. Recusou ainda. Dois dias depois, a 17 de abril de 1535, foi conduzido à Torre de Londres, de onde só saiu para a forca.

Vilipendiado, mal alimentado, tratado sem deferência ou consideração, More sofreu todos os tormentos possíveis. Escreveu, para se consolar, o "Diálogo do Reconforto nas Atribulações", e meditou na Paixão do Senhor. Embora instalado pelos amigos para se retratar, persistiu na decisão.

O cardeal João Fisher, que tomara igual atitude em relação ao divórcio de Henrique VIII, foi decapitado. More defendeu-se magistralmente dentro da lei, mas condenado a ser esquartejado, dirigiu-se aos carrascos nestes termos: - Tenho confiança absoluta, e pedirei a Deus, com fervor, o céu para vossas senhorias, porque, embora tenhais sido os obreiros da minha condenação, é certo que ainda poderemos encontrar-nos no céu, todos juntos...

Tomás More, foi decapitado em Londres, no dia 6 de julho de 1535, por ordem de Henrique VIII. Morreu como um justo, pronunciando estas palavras: - Morro leal a Deus e ao Rei! Mas, a Deus, antes de mais nada! Beatificado em 1886, foi inscrito no catálogo dos Santos em 1935.

São João Fisher, no ano em que foi executado Tomás More, também se foi para Deus. Era, como se viu, em 1535, e o papa Paulo III nomeou-o, pouco antes da morte, cardeal. Conta-se, então, que Henrique VIII, no paroxismo da fúria, gritou, apoplético, aos que lhe traziam a notícia: - Envia-lhe, então, o papa o chapéu? Eu arranjarei de modo que, ao chegar, ele o coloque sobre os ombros... porque não mais terá cabeça para acomodar chapéus!

Condenado à morte no dia 17 de junho, São João Fisher foi executado cinco dias mais tarde, isto é, a 22. Acordado às cinco da madrugada, gentilmente suplicou que o deixassem repousar um pouco mais. Contentaram-no, e o Santo profundamente, dormiu mais duas horas.

Quando acordou, vestiu-se, tomou o Novo Testamento e leu, com grande consolação, estas palavras de São João: Ora, a vida eterna é esta: "Que te conheçam a ti como um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Glorifiquei-te sobre a terra; acabei a obra que me deste a fazer. E agora, Pai, glorifica-me junto de ti mesmo, com aquela glória que tive em ti, antes que houvesse mundo". (Jo 17, 3-5)

Chegado que foi ao local do suplício, calma e dignamente dirigiu-se ao povo que se acotovelava para vê-lo, dizendo: - Aqui vim para morrer pela fé, pela fé da Igreja Católica e de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Estava abatidíssimo, muito magro, "um esqueleto". Decapitado, foi o corpo depois levado para o cemitério chamado de Todos os Santos, e a cabeça, fincada num alto poste esguio, por catorze dias ficou exposta na ponte de Londres.

São João Fisher foi canonizado junto com o amigo Tomás More, em 1935, graças ao zelo de Dom Henrique Quentin.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.

São João Fischer e São Tomás More, rogai por nós!


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