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Antífona de entrada

O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-me da angústia e me salvou porque me ama. (Sl 17, 19-20)
Factus est Dóminus protéctor meus, et edúxit me in latitúdinem: salvum me fecit, quóniam vóluit me. Ps. Díligam te Dómine fortitúdo mea: Dóminus firmaméntum meum, et refúgium meum, et liberátor meus. (Ps. 17, 19. 20 et 2-3)
Vernáculo:
O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-me da angústia e me salvou porque me ama. (Cf. MR: Sl 17, 19. 20) Sl. Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! (Cf. LH: Sl 17, 2-3a)

Oração do dia

Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e vossa Igreja vos possa servir, alegre e tranquila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (1Pd 1, 3-9)


Leitura da Primeira Carta de São Pedro


3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, 4para uma herança incorruptível, que não estraga, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus.

5Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. 6Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. 7Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira — mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo — e alcançará louvor, honra e glória, no dia da manifestação de Jesus Cristo. 8Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 110)


℟. O Senhor se lembra sempre da Aliança!


— Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! ℟.

— Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. Ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações. ℟.

— Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua Aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito. Permaneça eternamente o seu louvor. ℟.


https://youtu.be/8JQLiq0pIuE
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos mediante sua pobreza. (2Cor 8, 9) ℟.

Evangelho (Mc 10, 17-27)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”

18Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!”

20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. 21Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”

22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”

24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!”

26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” 27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Dómine convértere, et éripe ánimam meam: salvum me fac propter misericórdiam tuam. (Ps. 6, 5)


Vernáculo:
Oh! voltai-vos a mim e poupai-me, e salvai-me por vossa bondade! (Cf. LH: Sl 6, 5)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que nos dais o que oferecemos, e aceitais nossa oferta como um gesto de amor, fazei que os vossos dons, nossa única riqueza, frutifiquem para nós em prêmio eterno. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Meu coração, por vosso auxílio rejubile e que eu vos cante pelo bem que me fizestes! (Sl 12, 6)

Ou:


Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos, diz o Senhor. (Mt 28, 20)
Cantábo Dómino, qui bona tríbuit mihi: et psallam nómini Dómini altíssimi. (Ps. 12, 6; ℣. Ps. 12, 2. 3. 4. 5. 6ab)
Vernáculo:
Meu coração, por vosso auxílio rejubile e que eu vos cante pelo bem que me fizestes! (Cf. MR: Sl 12, 6)

Depois da Comunhão

Tendo recebido o pão que nos salva, nós vos pedimos, Ó Deus, que este sacramento, alimentando-nos na terra, nos faça participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 28/02/2022
Só uma coisa te falta...

“Uma só coisa te falta”, diz Jesus ao jovem rico: “Vai e desapega-te de ti e de tudo”. Porque uma folha, ainda que tenha vida por estar unida aos ramos, não pode alçar voo se continuar presa à árvore: assim também, para sermos santos, precisamos morrer para o mundo e deixar que o Espírito nos eleve e conduza aonde quiser.

No Evangelho de hoje, assistimos à cena já conhecida do jovem rico. Aproxima-se de Cristo um rapaz que desde a meninice guarda fielmente os Mandamentos: “Não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe”. Ao saber disto, Jesus o olha com carinho, amando-o, e diz-lhe com toda simplicidade: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me”. O que pede o Senhor a esse jovem virtuoso e cheio da graça de Deus, já que era objeto do amor de Cristo, é que ele, além de cumprir com os Mandamentos, busque também crescer no amor. O problema é que, ao contrário do que às vezes se pensa, o caminho do amor é negativo, e não positivo. Porque o amor cristão não consiste em fazer muitas coisas, como se tentássemos provar a Deus o quanto o amamos; antes, a santidade começa pelo desprendimento de tudo o que nos liga à terra e nos impede de ser elevados ao céu pelo sopro do Espírito Santo: “Vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres”, desfazendo-te de ti mesmo, pois só assim “terás um tesouro no céu”, para onde te elevarei, não por teus méritos, mas pela minha graça. Poderíamos ainda comparar o jovem rico com uma folha viçosa e cheia de vida, mas que não voa, por estar presa aos ramos. A folha não irá alçar voo por um esforço seu, pois isto está além de sua natureza, mas apenas quando se desprender da árvore e deixar-se levar pelo vento. Assim é a santidade cristã: se não guardamos os Mandamentos, somos folha seca e dura, lançada ao pé da árvore, que nem vive nem o vento levanta; se os guardamos, somos folha verde e viva, mas que ainda está presa ao tronco; se, além de os guardar, nos desligamos também dos laços e afetos do mundo, somos folha livre e solta, que o Espírito conduz aonde quiser: “Vai, vende tudo o que tens. Depois vem e segue-me”. Que nos deixemos atrair por esse grande amor que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Guardando a sua palavra, desapeguemo-nos dos amores falsos e pálidos desta vida e deixemos que o sopro do Espírito nos leve de uma vez para as alturas da caridade: “Para Deus tudo é possível”!

Deus abençoe você!

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Homilia Diária | O que está nos prendendo? (Segunda-feira da 8.ª Semana do Tempo Comum)

No Evangelho de hoje, o Senhor se encontra com o jovem rico, em quem vê com grande amor um enorme potencial de santidade: ele, como folha verde e cheia de vida, observa fielmente os Mandamentos; mas, como folha ainda presa à árvore, não se deixa levar pelo sopro do Espírito Santo, porque está apegado aos amores e afetos deste mundo. E nós, que tipo de folha temos sido? Limitamo-nos a cumprir o dever, ou deixamos que a graça de Deus conquiste o nosso coração, para sermos elevados ao único Amor por que realmente vale a pena deixar tudo?Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 28 de fevereiro, e peçamos a Cristo que nos dê a graça de, cumprindo com os seus Mandamentos, vivermos a única coisa que nos falta: segui-lo sem olhar para trás e querê-lo acima de tudo e de todos.


https://youtu.be/fE4IvQ88A5Q

Santo do dia 28/02/2022


São Romano (Memória Facultativa)
Local: Jura (monte), França
Data: 28 de Fevereiro † 463


Os primeiros contatos dos monges orientais com o mundo latino foram propiciados pelos frequentes exílios de santo Atanásio.

Foi no século IV que se desenvolveu a vida monacal no Ocidente. O primeiro mosteiro surgiu na França em 371 por obra de são Martinho de Tours. Depois disso houve florescimento de mosteiros, entre os quais em Ainay, perto de Lião, onde encontramos o monge Romano.

Os severos regulamentos do mosteiro eram muito brandos para ele. Com o consentimento do seu abade pegou a Bíblia e o indispensável para viver e sumiu. Alguns anos depois o seu irmão Lupicino o encontrou e se agregou a ele. Mais tarde muitos os seguiram no eremitério. Fundaram um mosteiro em Condat e outro em Beaume.

Os dois irmãos dividiam em perfeita harmonia o governo das novas comunidades. Tinham temperamentos completamente opostos: Romano é tolerante e compreensivo e seu irmão, austero e intransigente na observância. Assim, depois de uma colheita excepcional, os monges começaram a relaxar as abstinências. Então Lupicino fez jogar no rio as provisões. Doze monges abandonaram o mosteiro. Romano foi atrás deles e implorou-lhes com lágrimas que voltassem.

Também aqui triunfou a sua bondade. Mais tarde, durante uma peregrinação ao túmulo de são Maurício em Genebra, em companhia de um dos seus monges, são Palade, passou a noite numa choupana, onde se abrigavam dois leprosos. Romano não hesitou em abraçá-los. Na manhã seguinte os leprosos perceberam que estavam curados. Eles que até então estavam marginalizados correram à cidade para contar o milagre e se reintegrar na sociedade. Durante essa viagem houve outros prodígios operados pelo santo. Depois voltou à sua solidão onde morreu em 463. Morreu antes do irmão e da irmã. Tinha 73 anos de idade.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Romano, rogai por nós!