Nome: Santo Afonso Maria de Ligório (Memória)
Local: Pagani, Itália
Data: 01 de Agosto † 1787

Nascido em 1692 em Marianella de Nápoles, foi cedo encaminhado para os estudos, dada sua condição social nobre. Jovem advogado, sofreu um revés perdendo uma causa, fato que o abalou profundamente e lhe marcou a vida. Resolveu então trocar as lides do foro pelo serviço à Igreja.

Na vida de Santo Afonso Maria de Ligório tudo foi gigantesco. Sua vida foi de quase 91 anos; seu trabalho missionário, enorme; seus diversos ministérios, primeiramente, no exercício da advocacia civil e eclesiástica, atuando como advogado no foro de Nápoles no sul da Itália. Amplo foi também seu campo de interesses: além da piedade e da ciência, cultivava também a poesia, a música e a pintura.

Deixando a advocacia, foi ordenado padre. Tornou-se incansável missionário da gente simples da Itália. Com um grupo de colaboradores fundou a Congregação do Santíssimo Redentor (redentoristas) com o objetivo de evangelizar através de missões populares. Foi nomeado bispo da pequena diocese de Santa Águeda dos Godos, perto de Nápoles (1762-1775). Renunciando à função de Bispo, voltou ao seio da Congregação.

Completou sua obra missionária através de livros, que se tornariam muito divulgados, como Visitas ao Santíssimo Sacramento, Glórias de Maria, Teologia Moral, Prática do Confessor.

Mesmo como bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos teve que enfrentar inúmeros problemas e sofrer enormes dissabores, tanto em relação ao clero e ao povo em geral como em relação às autoridades do Reino de Nápoles.

Apóstolo do culto à Eucaristia e à Virgem Maria, levou os fiéis à meditação dos novíssimos, à oração e à vida sacramental.

Mas o que o distinguiu particularmente em todas as etapas da vida, exceto a juventude, talvez, foram as tribulações. Foi um santo atribulado, incompreendido, contestado, combatido, rejeitado. Para completar a dose, sofria de escrúpulos, quando ele mesmo, como mestre da teologia moral e confessor, era profundamente compreensivo para com os outros. Sua obra literária também é imensa. Homem de ação vigorosa, Afonso foi prodigioso escritor: deixou 120 obras, que tratam dos assuntos mais variados. São tratados de teologia moral, em que Afonso foi mestre incomparável; livros de espiritualidade, de meditação, retiros, sermões etc.

Foi um grande mestre espiritual e reconhecido como Doutor da Igreja. Foi declarado patrono dos confessores e dos teólogos moralistas. Contudo, foi, em primeiro lugar, um zelosíssimo missionário popular italiano. A serviço da evangelização colocou todo o seu preparo jurídico.

Passou seus últimos anos afastado da diocese e da própria Congregação, suportando sofrimentos físicos e provações morais impressionantes. Terminou os seus dias aqui na terra em profunda paz de espírito e plenamente reconciliado, na noite do dia 31 de julho para o dia 1º de agosto de 1787, quando ele se achava a dois meses para atingir o seu nonagésimo primeiro aniversário.

Atualmente os redentoristas se encontram estabelecidos como missionários por toda a Europa e a América e em diversas outras partes do mundo. No Brasil, podemos vê-los e apreciar o seu trabalho em missões populares e no serviço de atendimento, particularmente no Santuário Nacional de Aparecida e em diversos outros santuários.

Os cristãos podem contemplar em Santo Afonso um cristão leigo no exercício de sua profissão, o sacerdote zeloso, o missionário, o doutor que exerce o apostolado como escritor e o pastor e mestre espiritual.

A Oração sobre as oferendas lembra Santo Afonso que celebrava a Eucaristia, inflamado do fogo do Espírito Santo, oferecendo-se a si mesmo como vítima santa. A Oração depois da Comunhão lembra Santo Afonso como fiel pregador e zeloso ministro da Eucaristia e pede que possamos participar com frequência da santa Eucaristia e viver constantemente em ação de graças. Que tal possa acontecer mesmo em meio a uma vida atribulada e repleta de dissabores. O que de fato importa é viver constantemente em ação de graças.

Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós!

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Oração a Santo Afonso Maria de Ligório

Ó glorioso e muito amado protetor meu, Santo Afonso, vós que tanto haveis trabalhado e sofrido para assegurar aos homens o fruto da redenção, vede as necessidades da minha pobre alma. Por vossa tão poderosa intercessão junto a Jesus e Maria, obtende-me a verdadeira contrição e o perdão das minhas faltas passadas, um horror profundo ao pecado e força suficiente para resistir às tentações. Comunicai-me, vos suplico, uma centelha daquela caridade em que o vosso coração sempre viveu inflamado. Fazei que, à vossa imitação, a vontade de Deus seja a única regra da minha vida. Alcançai-me um ardente e constante amor a Jesus, uma terna e filial devoção a Maria; a graça de orar sempre e de perseverar no seu serviço até chegar o dia mil vezes ditoso em que possa ir juntar-me convosco para os louvar por toda a eternidade. Amém.

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