Nome: São Domingos de Gusmão (Memória)
Local: Bolonha, Itália
Data: 08 de Agosto † 1221

Domingos de Guzmán é, com Francisco de Assis, um dos patriarcas da santidade cristã, suscitados pelo Espírito em um tempo de grandes mudanças históricas, para sustentar e renovar a Igreja no difícil século XIII, quando ela foi atacada por uma série de heresias no desejo de uma volta à pureza do Evangelho. Elas foram combatidas e superadas, opondo-se a elas, antes de tudo, um testemunho de vida evangélica em comunhão com a Igreja.

Domingos nasceu em Calaroga, em Castela, na Espanha, da alta linhagem dos Guzmán, por volta de 1170. Praticamente nada se sabe com certeza sobre seu pai Félix, embora conste ter pertencido ele à família dos Guzmán. Sua mãe foi a Beata Joana de Aza. O casal foi agraciado com quatro filhos, sendo três homens e uma mulher, sendo que Mannes também é beato.

Sabe-se que, muito cedo, os pais confiaram Domingos à direção de um tio, reitor de uma igreja. Passou Domingos sete anos na escola daquele sacerdote, aprendendo, além das primeiras letras, todos os serviços da Igreja. Terminado este período, transferiu-se para Valência, para cursar na universidade os estudos de filosofia, teologia e retórica.

Domingos era cônego no bispado de Osma quando, em 1203, em viagem com seu bispo, pode sentir de perto o problema religioso do sul da França e de outras regiões europeias, infestadas de grupos religiosos subversivos da ordem religiosa e social, genericamente denominados cátaros (puros) ou albigenses. Estes hereges negavam vários dogmas cristãos, entre os quais a unicidade de Deus, a encarnação do Verbo Divino, os sacramentos, o valor dos juramentos, o casamento e outros.

Depois de 1205, Domingos acabou permanecendo no sul da França, entregando-se totalmente à pregação. Aos métodos de repressão pela força Domingos preferiu o caminho do ensinamento e do bom exemplo. De um grupo de pregadores como ele surgirá a Ordem dos Pregadores ou dos Dominicanos, cuja arma principal de apostolado será o estudo teológico.

As características principais da Ordem dos Pregadores podem ser assim sintetizadas: a espiritualidade sacerdotal com profunda formação teológica; o devotamento à Igreja, às almas, ao culto da verdade; a vida comunitária como meio ascético de santificação, para o maior desempenho da vida e ação sacerdotal; a espiritualidade apostólica, sobretudo pela pregação.

Ainda em vida do fundador, a Ordem de São Domingos expandiu-se por várias regiões na Europa e tornou-se, ao lado da Ordem Franciscana, a maior força da Igreja, no século XIII. Sua fundação se deu em Tolosa, no sul da França. Aos poucos seu centro principal se estabeleceu na cidade de Bolonha na Itália.

Domingos teve um conhecimento penetrante e sapiencial do mistério de Deus e promoveu os estudos teológicos. A Ordem contou com grandes santos como Santo Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno, São Vicente Ferrer, Santa Catarina de Sena e outros mais.

Domingos faleceu em 1221, possivelmente com 51 anos de idade. Até hoje a Ordem se encontra em todas as partes do mundo.

A Oração coleta traduz bem sua missão na Igreja. Ela pede que os méritos e ensinamentos de São Domingos venham em socorro da Igreja. Ele brilha na Igreja como grande pregador da verdade. A Oração sobre as oferendas realça em São Domingos o defensor da fé. A Oração depois da Comunhão afirma a dedicação da Igreja ao serviço de Deus.

A grande mensagem que fica é certamente esta: Não basta viver a fé; é preciso também defendê-la e anunciá-la.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

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