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Abstinência de carne obrigatória

Antífona de entrada

A mulher que teme a Deus será louvada; seus filhos a proclamam feliz e seu marido a elogia. (Cf. Pr 31, 30. 28)

Oração do dia

Ó Deus, consolação dos que choram, que acolhestes, misericordioso, as lágrimas de Santa Mônica pela conversão de seu filho, Agostinho, dai-nos, pela intercessão de ambos, chorar os nossos pecados e alcançar o vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (1Ts 4, 1-8)


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses


1Meus irmãos, eis o que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! 2Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus. 3Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; 4cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito, 5sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus. 6Que ninguém, nessa matéria, prejudique ou engane seu irmão, porque o Senhor se vinga de tudo, como já vos dissemos e comprovamos. 7Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade. 8Portanto, desprezar estes preceitos não é desprezar um homem e sim, a Deus, que nos deu o Espírito Santo.

Salmo Responsorial (Sl 96)


R. Ó justos, alegrai-vos no Senhor!


— Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito. R.

— As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. R.

— O Senhor ama os que detestam a maldade, ele protege seus fiéis e suas vidas, e da mão dos pecadores os liberta. R.

— Uma luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações. Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu santo nome! R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Vigiai e orai para ficardes de pé ante o Filho do Homem! (Lc 21, 36) R.

Evangelho (Mt 25, 1-13)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1“O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ 12Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.

Sobre as Oferendas

Concedei, ó Deus, que este sacrifício em comemoração de santa Mônica nos alcance o vosso perdão e a salvação que esperamos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

O reino dos céus pode ser comparado a um negociante de pérolas; quando encontra a mais preciosa, vende tudo o que tem para comprá-la. (Mt 13, 45-46)

Depois da Comunhão

Deus todo-poderoso, a força divina deste sacramento nos ilumine e afervore nesta festividade de Santa Mônica, para que, animados sempre de santos propósitos, multipliquemos as boas obras. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 27/08/2021
A imprudência nos afasta da vida eterna

“O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes” (Mateus 25,1-2).

A beleza da parábola de hoje, a história dessas dez moças, dez virgens que estão indo ao encontro do noivo, é apontar-nos como nós levamos a nossa vida. Ora, as cinco imprevidentes ou as cinco imprudentes nos mostram as imprudências todas que nós praticamos na vida.

Vivemos na cultura do improviso, e você sabe que, na cultura do improviso, na hora do improviso, damos um jeito e não nos preparamos para as situações inusitadas da vida. Está dirigindo o carro, e ele já apontou que a gasolina entrou na reserva, então, é porque você precisa prevenir-se e botar o combustível necessário, pois se você não o faz… “Uma vez, não coloquei e deu certo”. Tudo bem, mas muitos com esse pensamento já caíram em situações muito complicadas. Avião já caiu, carro ficou perdido no meio do desalento da vida, pessoas sofreram.

Dei o exemplo da gasolina, do carro, e poderia dar o exemplo para tantas situações da vida. Muitas pessoas se perdem na vida financeira porque a administram de qualquer jeito, são imprudentes. Desculpe dizer, não é acusar ninguém, mas não saber economizar, não saber poupar, não saber ser previdente, é agir de forma imprudente.


Cuidemos para não sermos levados pela cultura maldita da imprevidência e da imprudência

Nós temos uma cultura em que as pessoas tudo deixam no crédito, a pessoa tem cartão de crédito para tudo quanto é coisa, mas ela não faz a previsão do dinheiro que ela vai ter, o dinheiro que ela não vai ter, ou ela acha que vai ter. Ela supõe que vai descer aquele dinheiro do céu, e chegam situações inusitadas da vida que deixam muitos buracos. Isso se chama imprevidência ou imprudência.

As imprudências que cometemos na vida é a prudência que, muitas vezes, custa a nossa sobrevivência e, muitas vezes, nos custará a eternidade.

O exemplo que Jesus nos dá das cinco jovens que são prudentes é que elas levam, de fato, o óleo necessário para abastecer as suas lâmpadas quando estas se apagarem, porque, quando a lâmpada se apaga e eu corro para buscar mais óleo, porque eu não o levei, pode ser tarde demais; e no caso da vida eterna, o noivo vai levar quem está preparado, quem voltar atrás para buscar o óleo para abastecer, quando chegar à porta, esta já vai estar fechada.

Cuidemos para não sermos levados pela cultura maldita do improviso, pela cultura maldita da imprevidência e da imprudência. Onde vamos levando a vida de qualquer jeito, o que der deu; o que não der, não deu. E ainda, muitas vezes, colocamos na conta de Deus, porque não organizamos, porque não preparamos, porque simplesmente deixamos levar.

Não gaste o que você não tem, não viva a vida que não pode viver, saiba administrar, organizar; saiba, muitas vezes, perder para ter. Seja prudente! E ser prudente não é ser medroso, não é ser temeroso. Sei que há situações na vida onde temos que arriscar, onde temos que investir, mas com a cabeça no lugar e os pés no chão, porque se não tivermos essa determinação, caímos na escuridão e, muitas vezes, em abismos muito profundos.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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O mistério da mulher

Deus poderia muito bem ter convertido Agostinho desde o início, poupando-lhe a jovem mãe de tantas lágrimas e sofrimentos. Mas, se o Senhor assim tivesse agido, a Igreja teria hoje um Santo Agostinho, mas não uma Santa Mônica, provada na paciência, na perseverança, na oração e na esperança de ver o filho convertido à fé católica. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 27 de agosto, e entenda como na vida desta santa mulher se manifesta a grandeza da graça divina, dom gratuito, e a beleza do mérito dos santos, que cooperam com Deus para impetrarem dele, por orações e sacrifícios, o que Ele tanto lhes deseja dar.

https://youtu.be/gDAPRvBcG_U

Santo do dia 27/08/2021


Santa Mônica (Memória)
Local: Óstia, Itália
Data: 27 de Agosto † 387


Santa Mônica passou para a história como a mãe forte, que por sua persistência, lágrimas e orações, levou, por fim, ao bom caminho um filho desencaminhado, o grande Santo Agostinho. Aparece também como modelo de esposa paciente com seu marido.

Mônica era de Tagaste, norte da África, de familia cristã. Tendo chegado à idade própria para o casamento, foi dada pelos pais por esposa a um cidadão de Tagaste de nome Patrício, jovem pagão de temperamento rude e violento. O caráter indômito do marido foi para Mônica fonte de sofrimentos e provações muito duras. Mônica sofreu tudo com a maior paciência e mansidão. Apoiada nas orações e pela paciência, ela pode ver a conversão sincera do marido no fim da vida.

Do seu matrimônio Mônica teve dois filhos, Agostinho e Navigio, e uma filha, cujo nome não se sabe ao certo, talvez Perpétua, que se tornou religiosa.

Dentre seus filhos, foi Agostinho o que maiores dissabores causou a seu coração materno, por sua vida imoral e por adesão a doutrinas do maniqueísmo. Embora não lhe deixasse faltar bons conselhos e o educasse nos princípios da religião cristã, a vivacidade, a inconstância, o espírito de insubordinação de Agostinho induziram a mãe Mônica a protelar-lhe o batismo. Agostinho, morto o pai, aos 17 anos, afastou-se de casa por motivos de estudos, tomando o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofreu terrivelmente com as notícias dos desmandos do filho.

Agostinho tornou-se um brilhante professor de Retórica em Cartago. Mas, espírito irrequieto, se filiou à seita herética dos maniqueus. Procurando fugir das instâncias da mãe aflita, às escondidas, toma o navio rumando para Roma e de Roma para Milão, onde consegue o honroso cargo de professor oficial de Retórica.

Mônica em seu afeto de mãe, que deseja, a todo custo, recuperar o filho, viaja da África para a Itália à procura do filho, encontrando-o em Milão, onde aos poucos termina o seu sofrimento, pois, em Milão, Agostinho tinha-se tornado frequentador dos magníficos sermões do bispo Santo Ambrósio. Do apreço à forma literária da pregação, Agostinho passa ao apreço do seu conteúdo. Converte-se, recebe instrução e é batizado por Santo Ambrósio em 387. Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas. Podia voltar à sua África, descansada. Agostinho acompanhou-a somente até Óstia, perto de Roma, onde chorou a morte da mãe aí ocorrida em 387.

Jesus chorou sobre Jerusalém, sobre a humanidade inteira, Jesus chorou a morte do seu amigo Lázaro. Chorar é humano! As lágrimas podem constituir uma linguagem, comunicação; podem traduzir uma mensagem de dor, de clamor, de súplica. Santa Mônica deixou como memória o sentido e o valor das lágrimas como prece ingente junto a Deus em favor do filho Agostinho. A Oração coleta apresenta a nós esta mensagem. O único motivo de tristeza é o pecado. A oração lembra o Deus consolação dos que choram. Em sua misericórdia Deus acolheu as lágrimas de Santa Mônica pela conversão de seu filho Agostinho. A Igreja pede que este Deus nos conceda, pela intercessão de ambos (Santa Mônica e Santo Agostinho), chorar os nossos pecados e alcançar o seu perdão.

A Antífona de Laudes apresenta um lindo pensamento sobre o sentido das lágrimas derramadas por Santa Mônica: Vós a ouvistes, ó Senhor, e aceitastes suas lágrimas que, de tantas derramadas em continua oração, regariam toda a terra.

A Antífona de Vésperas lança dentro da vida mística de Santa Mônica: Santa Mônica, mãe de Agostinho, de tal modo vivia no Cristo, que, estando ainda no mundo, sua vida e sua fé se tornaram o louvor mais perfeito de Deus.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.