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Santa Catarina de Sena, Virgem e Doutora da Igreja, Memória

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Antífona de entrada

Esta é uma das virgem sábias e prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa, aleluia.
Gradual Romano:
Dilexisti iustitiam, et odisti iniquitatem: propterea unxit te Deus, Deus tuus, oleo laetitiae prae consortibus tuis. Ps. Eructavit cor meum verbum bonum: dico ego opera mea regi. (Ps. 44, 8 et 2)

Ad Libitum:


Caritas Dei diffúsa est in córdibus nostris, allelúia: per inhabitántem Spíritum eius in nobis, allelúia, allelúia. Ps. Bénedic ánima mea Dómino: et ómnia quae intra me sunt, nómini sancto eius. (Rom. 5. 5; 10, 11; Ps. 102)

Vernáculo:
Vós amais a justiça e odiais a maldade. É por isso que Deus vos ungiu com seu óleo, deu-vos mais alegria que aos vossos amigos. Sl. Transborda um poema do meu coração; vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção. (Cf. LH: Sl 44, 8 e 2)

Opcional:


O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito que habita em nós, aleluia. Sl. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! (Cf. MR: Rm 5, 5; cf. 8, 11; Sl. 102)

Coleta

Ó Deus, inflamastes de amor divino Santa Catarina de Senana contemplação da paixão do Senhor e no serviço da vossa Igreja; concedei, por sua intercessão, que o vosso povo participe do mistério de Cristo e exulte sempre na revelação de sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — At 12, 24-13, 5a


Leitura dos Atos dos Apóstolos


Naqueles dias, 24a palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais. 25Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos.

13, 1Na Igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo.

2Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir.

4Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e daí navegaram para Chipre. 5aQuando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Eles tinham João como ajudante.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 66(67), 2-3. 5. 6 e 8 (R. 4)


℟. Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.


— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos. ℟.

— Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações. ℟.

— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra! ℟.


https://youtu.be/QdHn7lLh6rU
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8, 12) ℟.

Evangelho — Jo 12, 44-50


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 44Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.47Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50Eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Filiae regum in honore tuo, astitit regina a dextris tuis in vestitu deaurato, circumdata varietate. (Ps. 44, 10)

Ad Libitum:


Deus, Deus meus, ad te de luce vígilo: et in nómine tuo levábo manus meas, allelúia. (Ps. 62, 2. 5)

Vernáculo:
As filhas de reis vêm ao vosso encontro, e à vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir. (Cf. LH: Sl 44, 10)

Opcional:


Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos, aleluia. (Cf. LH: Sl 62, 2. 5)

Sobre as Oferendas

Aceitai, Senhor, o sacrifício da salvação que vos apresentamos na comemoração de Santa Catarina, para que, instruídos por seus ensinamentos, possamos com maior fervor render-vos graças, ó Deus vivo e verdadeiro. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Deus é luz. Se caminhamos na luz, estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado, aleluia. (Cf. 1Jo 1, 7)
Gradual Romano:
Quinque prudentes virgines acceperunt oleum in vasis suis cum lampadibus: media autem nocte clamor factus est: ecce sponsus venit: exite obviam Christo Domino. (Mt. 25, 4. 6; ℣. Ps. 44, 2ab. 11. 12. 13. 14. 15. 16)

Ad Libitum:


Notas mihi fecísti vias vitae: adimplébis me laetítia cum vultu tuo, Dómine. Allelúia. (Ps. 15, 11; ℣. Ps. 15, 1. 2. 3. 5. 6. 7. 8. 9. 10)

Vernáculo:
As prudentes, porém, além das suas lamparinas, levaram óleo nas vasilhas. No meio da noite, ouviu-se um alvoroço: (Cf. Bíblia CNBB: Mt 25, 4. 6) Eis, o Noivo está chegando: ide ao encontro do Cristo Senhor! (Cf. MR: Mt 25, 6)

Opcional:


Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidades sem limites. Aleluia. (Cf. LH: Sl 15, 11ab)

Depois da Comunhão

O alimento, Senhor, que recebemos nesta mesa celeste e que sustentou Santa Catarina, ate mesmo na vida do corpo, seja para nós penhor de vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 29/04/2026


“Quem me rejeita já tem o seu juiz”


Veio Cristo, em sua primeira vinda, como luz e Salvador para iluminar os que andavam na escuridão e salvar os que estavam perdidos. No Fim dos Tempos, porém, Ele há-de voltar como Juiz, para ratificar a sentença que contra si mesmos proferem os que, desperdiçando este tempo de penitência e conversão, preferem as trevas à luz, a incredulidade à obediência da fé, os seus próprios pensamentos às palavras do Pai. Está em nossas mãos escolher de que lado vamos estar, pois é das escolhas que fazemos aqui nesta vida que depende a remuneração que havemos de receber na outra. Que Deus nos guie suave e fortemente por sua graça, a fim de termos o bom juízo de escutar o que Ele nos diz e obedecer ao que Ele nos manda.

Diz o evangelista S. João, uns versículos antes dos que dão início à leitura de hoje, que foram à procura de Cristo alguns gentios, prosélitos do culto judaico, com o desejo de o conhecer, depois de tanto terem ouvido falar a seu respeito: Hii ergo accesserunt ad Philippum qui erat a Bethsaida Galilææ et rogabant eum dicentes: “Domine volumus Jesum videre”. Aproximaram-se estes do Apóstolo S. Felipe, oriundo de Betsaida da Galileia, rogando-lhe os levasse até Cristo: “Senhor, quiséramos ver Jesus” (Jo 12, 21). E ao saber Ele que o procuravam os que eram de fora, enquanto o rejeitavam os que eram de sua própria casa, começou a angustiar-se imensamente, vendo de antemão os sofrimentos por que teria de passar graças à infidelidade dos judeus: Venit hora ut clarificetur Filius hominis. “É chegada a hora”, diz Ele, “de ser glorificado do Filho do Homem” (Jo 12, 23). Veio Cristo como luz ao mundo: Ego lux in mundum veni (Jo 12, 46), para iluminar os seus que andavam nas trevas, mas os seus não o receberam (cf. Jo 1, 11); mas Ele, embora tenha recebido de Deus Pai todo o poder de julgar, tanto vivos como a mortos: Statuit diem in qua judicaturus est orbem in æquitate in viro in quo statuit fidem (At 17, 31), não veio como Juiz em sua primeira vinda, mas como Salvador, e é por isso que diz: Non enim veni ut judicem mundum sed ut salvificem mundum, “Eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo” (Jo 12, 47). Porque já profere contra si mesmo a própria sentença quem, antes de ser julgado por Cristo no Fim dos Tempos, já nestes tempos o rejeita, por nele não crer. Ego non judico eum, isto é, “Não o julgo eu”, pois habet qui judicet eum, “tem já quem o julgue”, a saber: sermo quem locutus sum, as palavras, a doutrina e a fé que lhe dei, mas que ele não quis aceitar. Desta fé e desta aceitação depende o sucesso ou o fracasso da vida de todos e cada um de nós: o sucesso, dos que pela fé se refugiam sob o Cristo salvador antes de o encontrarem como Juiz, e o fracasso, dos que, pela infidelidade, cruzam os braços à espera de que o Filho do Homem lhes ratifique no último dia a condenação a que eles mesmos se sentenciaram. Cabe a nós decidir: “Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz”. Vejamos e consideremos muito bem que escolha hemos de fazer nesta vida, porque dela depende a remuneração que teremos na outra: ou a luz da glória, junto de Deus e seus santos no céu, ou as trevas do inferno, com o demônio e os precitos.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 29/04/2026

Santa Catarina de Sena, Virgem e Doutora da Igreja (Memória)
Data: 29 de Abril † 1380


O que mais se admira na vida de santa Catarina de Sena não é tanto o papel incomum que ela teve na história de seu tempo quanto a maneira singularmente feminina com a qual desenvolveu este papel. Ao papa, que ela chamava com o nome de “doce Cristo na terra”, reprovava pela escassa coragem e convidava-o a abandonar Avignon para voltar a Roma, com palavras delicadíssimas como estas: “Eia, virilmente, pai! Eu lhe digo que não precisa temer”. A um jovem condenado à morte, que ela acompanhou até ao patíbulo, disse no último instante: “Giuso! Às núpcias, meu doce irmão; logo estará na vida eterna”.

Quando se sentava à mesa com seus discípulos, prestava atenção para não suscitar os ciúmes de alguém e não raramente, como faz a mãe com a criança melindrosa, dava um bocado com a sua própria colher a quem se sentia por ela esquecido. Depois a voz submissa da mulher mudava de tom e se traduzia frequentemente naquele: “eu quero”, que não admitia hesitações quando se tratava do bem da Igreja ou da concórdia dos cidadãos.

Nasceu em Sena a 25 de março de 1347, vigésima quarta filha de Tiago e Lapa Benincasa. Aos sete anos celebrou o matrimônio místico com Cristo. Que isto não foi fruto de fantasias infantis, mas o início de extraordinária experiência mística, logo se pôde averiguar. Aos quinze anos Catarina começava a fazer parte da Ordem Terceira de são Domingos iniciando vida de penitência e extremado rigor. Para vencer a repugnância para com um leproso que cheirava mal, inclinou-se e beijou-lhe as chagas.

Analfabeta, começou a ditar a vários amanuenses as suas cartas, profundas e sábias, endereçadas a papas, reis e líderes como também ao povo humilde. O seu corajoso empenho social e político suscitou não poucas perplexidades entre seus próprios superiores e foi obrigada a comparecer ao capítulo geral dos dominicanos, reunido em Florença em maio de 1377, para prestar esclarecimentos de sua conduta.

Em Sena, no recolhimento de sua cela, ditou o Diálogo sobre a Divina Providência para render a Deus o seu último canto de amor. Respondeu ao apelo de Urbano VI com quem estava aliada desde o início do grande cisma, porque o papa a quis em Roma naquele momento de grave confusão. Aí ficou doente e, cercada de seus numerosos discípulos, aos quais recomendou somente que se amassem uns aos outros, entregou sua alma a Deus. Era o dia 29 de abril de 1380. Fazia um mês que cumprira 33 anos. Foi canonizada a 29 de abril de 1461. Em 1939 foi declarada padroeira principal da Itália juntamente com são Francisco de Assis. No dia 4 de outubro de 1970 Paulo VI proclamou-a doutora da Igreja.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Catarina de Sena, rogai por nós!


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