Liturgia indisponível
Homilia do dia 27/05/2026
Servir a Deus e aos irmãos
Chamados para servir à exemplo de Jesus
Não querer ser servido, mas servir. O que temos oferecido com os nossos gestos?
Jesus os chamou e disse: "Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam, mas entre vós não deve ser assim. Quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate por muitos". (Mc 10,32-45)
Não querer receber, mas oferecer. Jesus, que não veio para ser servido, vem e nos diz que não adianta querer lugar de destaque quando a nossa vida não nos destaca para as realidades celestes, quando a nossa vida não nos destaca para as realidades do céu. Então, como queremos um lugar de destaque neste mundo se o nosso coração não tem um lugar de destaque para a ação de Deus? Se o nosso coração não tem um lugar de destaque para a presença de Jesus, para o amor a Jesus?
A oração e servir a Deus na vida
Será que, ao longo do seu dia, você tem um espaço para a oração? A oração é, por assim dizer, um espaço de destaque para Deus. Nós queremos permanecer com Deus e isso acontecerá a partir do momento em que pararmos — pararmos por um instante para escutarmos a voz do Senhor que nos direciona. Podemos rezar e viver a oração ao ritmo da vida, então, em tudo o que fazemos, devemos fazer com Deus.
Mas nós necessitamos destes momentos de parada, que podemos até chamar de paradas estratégicas, para escutarmos, para sermos direcionados, reconduzidos e recolocados nos trilhos. É o Senhor quem nos coloca nos trilhos.
O coração aberto se revela convertido
Aprendamos, neste dia, esta graça: a graça de quem abre o coração, permanece com Deus e permite a condução do Espírito. Nossos gestos dizem daquilo que está no nosso coração. A boca não fala do que o coração está cheio? Também os nossos gestos o manifestam, o nosso "creio" manifestará também o nosso testemunho. Que, neste dia, esta homilia simples nos motive a sermos mais intensos na entrega, na doação e no desejo de servir a Deus. E, se temos o desejo de servir a Deus, serviremos também aos irmãos.
Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Edison Oliveira
Santo do dia 27/05/2026
Santo Agostinho de Cantuária, Bispo (Memória Facultativa)
Local: Cantuária, Inglaterra
Data: 27 de Maio † 604/605
A Grã-Bretanha, evangelizada desde os tempos apostólicos (o primeiro missionário que lá desembarcou teria sido, segundo uma lenda, José de Arimateia), havia recaído na idolatria após a invasão dos saxões no século V e no VI. Quando o rei do Kent, Etelberto, desposou a princesa cristã Berta, filha do rei de Paris, ela mandou que fosse edificada uma igreja e alguns padres católicos viessem celebrar os sagrados ritos. Recebendo a notícia, o papa Gregório Magno julgou que os tempos estavam maduros para a evangelização da ilha. A missão foi confiada ao prior do mosteiro beneditino de santo André, Agostinho, cuja principal qualidade não deve ter sido a coragem, mas em compensação era muito humilde e dócil.
Partiu de Roma à frente de quarenta monges em 597. Fez uma parada na ilha de Lerins. As informações sobre o temperamento belicoso dos saxões amedrontaram-no de tal modo que voltou a Roma para suplicar ao papa que mudasse de programa. Para encorajá-lo Gregório nomeou-o abade e pouco depois, para fazê-lo dar o passo decisivo, apenas chegando na Gália, fez que fosse sagrado bispo. A viagem ocorreu igualmente em breves etapas. Por fim, com a chegada da primavera, lançaram-se ao largo e chegaram à ilha britânica de Thenet, onde o rei, movido pela boa esposa, foi pessoalmente encontrá-los.
Os missionários aproximavam-se do cortejo real em procissão ao canto das ladainhas, segundo o ritual introduzido recentemente em Roma. Para todos foi uma feliz surpresa. O rei acompanhou os monges até à residência já fixada em Canterbury, no meio da estrada entre Londres e o mar, onde surgiu a célebre abadia que tomará o nome de Agostinho, coração e sacrário do cristianismo inglês. A obra missionária dos monges teve êxito inesperado, pois o próprio rei pediu o batismo, arrastando com o seu exemplo milhares de súditos a abraçarem a religião cristã.
Em Roma a notícia foi recebida com alegria pelo papa, que expressou sua satisfação nas cartas escritas a Agostinho e à rainha. Juntamente com um grupo de novos colaboradores, o santo pontífice enviou a Agostinho o pálio e a nomeação de arcebispo primaz da Inglaterra, mas ao mesmo tempo admoestava-o paternalmente a não se ensoberbecer pelos sucessos obtidos e pela honra do alto cargo que lhe conferia. Seguindo as tradições do papa quanto à repartição dos territórios eclesiásticos, Agostinho erigiu outras duas sedes episcopais, a de Londres e a de Rochester, consagrando bispos Melito e Justo. O santo missionário morreu a 26 de maio de 604 e foi sepultado em Canterbury na igreja que traz o seu nome.
Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.
Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!


