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Antífona de entrada

Ó nações, escutai a palavra do Senhor; levai a boa-nova até os confins da terra! Não tenhais medo: eis que chega o nosso Salvador. (Cf. Jr 31, 10; Is 35, 4)
Ad te levávi animam meam: Deus meus in te confído, non erubéscam: neque irrídeant me inimíci mei: étenim univérsi qui te exspéctant, non confundéntur. ℣. Vias tuas, Dómine, demónstra mihi: et sémitas tuas édoce me. (Ps. 24, 1-4)
Vernáculo:
A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em vós espera. (Cf. MR: Sl 24, 1-3) ℣. Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! (Cf. LH: Sl 24, 4)

Oração do dia

Senhor nosso Deus, dai-nos esperar solícitos a vinda do Cristo, vosso Filho. Que ele, ao chegar, nos encontre vigilantes na oração e proclamando o seu louvor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Is 2, 1-5)


Leitura do Livro do profeta Isaías


1Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém.

2Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, 3para lá irão numerosos povos e dirão: “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos”; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor.

4Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices; não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate. 5Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Ou, à escolha: quando, no ano A, a precedente foi lida no 1º domingo do Advento.


Primeira Leitura (Is 4, 2-6)


Leitura do Livro do Profeta Isaías


2Naquele dia, o povo do Senhor terá esplendor e glória, e o fruto da terra será de grande alegria para os sobreviventes de Israel. 3Então, os que forem deixados em Sião, os sobreviventes de Jerusalém, serão chamados santos, a saber, todos os destinados à vida em Jerusalém. 4Quando o Senhor tiver lavado as imundícies das filhas de Sião, e limpado as manchas de sangue dentro de Jerusalém, com espírito de justiça e de purificação, 5ele criará em todo o lugar do monte Sião e em suas assembleias uma nuvem durante o dia, e fumaça e clarão de chamas durante a noite: e será proteção para toda a sua glória, 6uma tenda para dar sombra contra o calor do dia, abrigo e refúgio contra a ventania e a chuva.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 121)


℟. Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!”


— Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. ℟.

— Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. ℟.

— Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi. ℟.

— Rogai que viva em paz Jerusalém, e em segurança os que te amam! Que a paz habite dentro dos teus muros, tranquilidade em teus palácios! ℟.

— Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço: “A paz esteja em ti!” Pelo amor que tenho à casa do Senhor, eu te desejo todo bem! ℟.


https://youtu.be/1agfesQcM0Q
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Ó vinde libertar-nos, Senhor e nosso Deus; mostrai a vossa face e nós seremos salvos! (Cf. Sl 79, 4) ℟.

Evangelho (Mt 8, 5-11)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!, e ele vai; e a outro: ‘Vem!, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!, e ele faz”. 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Ad te Dómine levávi ánimam meam: Deus meus in te confído, non erubéscam: neque irrídeant me inimíci mei: étenim univérsi qui te exspéctant, non confundéntur. (Ps. 24, 1-3)


Vernáculo:
A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em vós espera. (Cf. MR: Sl 24, 1-3)

Sobre as Oferendas

Recebei, Ó Deus, estas oferendas que escolhemos entre os dons que nos destes, e o alimento que hoje concedeis à nossa devoção torne-se prêmio da redenção eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Vinde, Senhor, visitai-nos com a vossa paz, para que nos alegremos de todo o coração na vossa presença. (Sl 105, 4-5; Is 38, 3)
Dominus dabit benignitátem: et terra nostra dabit fructum suum. (Ps. 84, 13; ℣. Ps. 84, 2. 3. 4. 5. 7. 8. 10. 11. 12)
Vernáculo:
O Senhor dará a sua bênção, e nossa terra, o seu fruto. (Cf. MR: Sl 84, 13)

Depois da Comunhão

Aproveite-nos, Ó Deus, a participação nos vossos mistérios. Fazei que eles nos ajudem a amar desde agora o que é do céu e, caminhando entre as coisas que passam, abraçar as que não passam. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 29/11/2021
O advento de Cristo à nossa alma

“Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra, e serei curado” (Mateus 8, 8).

O Evangelho com que se abre a féria desta primeira semana do Advento recorda-nos a um tempo a vinda de Cristo para a qual mais nos devemos preparar e o meio adequado de fazermos essa preparação. A vinda de Cristo, como já meditamos em anos passados, pode ser entendida de três modos: a) de um lado, há o advento na carne, a ser celebrado dentro em pouco no Natal; b) de outro, há o advento na glória, que aguardamos, expectantes, ao longo de todo o ano; c) e, por fim, há o advento espiritual de Cristo em nossas almas, para o qual a Igreja nos prepara proximamente em cada Missa, ao repetir no momento da comunhão aquelas palavras que vemos caírem hoje, cheias de humildade, dos lábios do centurião romano: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra, e serei curado”.

É para esta última vinda que mais nos devemos preparar, não por terem as outras pouca importância, mas por não poderem ser bem vividas sem esta. Pois Cristo veio na carne justamente para vir à nossa alma, e quando voltar em sua glória não irá mais do que consumar no céu o que já começou a operar em nós na terra. Mas como se preparar para receber a Cristo desse modo? Responde o centurião, e repete-o a Igreja: “Dizei uma palavra”. E que palavra é esta senão a que pronuncia o sacerdote, ministro de Nosso Senhor, ao recitar a fórmula da absolvição sacramental, pela qual a graça santificante nos é restituída, se a houvermos perdido, ou fortalecida, se a houvermos bem guardado?

Por isso, a primeira coisa a que nos exorta a Santa Igreja, neste início de Advento, é que sem demora, feito um diligente exame de consciência, nos apresentemos no tribunal da Penitência para ali, com devoção e o firme propósito de nunca mais pecar, limparmos a nossa alma, abrirmos o nosso coração à graça divina e, deste modo, podermos oferecer a Jesus sacramentado uma morada menos indigna, menos impura, ornamentada com os seus próprios dons, construída, como templo vivo, por suas próprias mãos: “Dizei uma palavra, e serei curado”, — sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.

Deus abençoe você!


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Homilia Diária | Senhor, eu não sou digno… (Segunda-feira da 1.ª Semana do Advento)

O Evangelho com que se abre esta segunda-feira da primeira semana do Advento nos recorda a um tempo a vinda de Cristo para a qual mais nos devemos preparar e o meio adequado de fazer essa preparação: a vinda mais importante é a do Senhor à nossa alma pela graça, e o meio adequado é a obediência da fé, sem a qual é impossível agradar a Deus e estar unido a ele. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, 29 de novembro, e medite conosco mais uma página do santo Evangelho.


https://youtu.be/iolx-T5mvM4

Santo do dia 29/11/2021


São Saturnino de Toulouse (Memória Facultativa)
Local: Toulouse, França
Data: 29 de Novembro † c. 250


Saturnino, bispo de Toulouse, é um dos santos mais populares na França e na Espanha, onde é considerado o protetor das corridas (não se diz, porém, se protege o toureiro, o touro ou o povo que assiste). A Paixão de Saturnino é além de tudo documento muito importante para o conhecimento da antiga Igreja da Gália. Conforme o autor da paixão, que escreveu entre 430 e 450, Saturnino fixou sua sede em Toulouse em 250, sob o consulado de Décio e Grato. Naquela época, refere o autor, na Gália existiam poucas comunidades cristãs, compostas por um exíguo número de fiéis, enquanto os templos pagãos ferviam de gente que sacrificavam aos deuses.

Saturnino que há pouco tempo tinha chegado a Toulouse, provavelmente proveniente da África (esse nome é africano) ou do Oriente, como se lê no Missal Gótico, havia já colhido os primeiros frutos da sua pregação, ganhando para fé de Cristo bom número de concidadãos. O santo bispo, para chegar a um pequeno oratório de sua propriedade, passava todas as manhãs diante do Capitólio, isto é, do principal templo pagão, dedicado a Júpiter Capitolino, onde os sacerdotes pagãos ofereciam em sacrifício ao deus pagão um touro para obter as respostas aos pedidos dos fiéis.

Ao que parece a presença de Saturnino emudecia os deuses e os sacerdotes culparam disso o bispo cristão, cuja irreverência teria irritado a susceptibilidade das divindades pagas. Um dia o povo cercou ameaçadoramente Saturnino e lhe impôs sacrificar um touro no altar de Júpiter. O bispo recusou imolar o animal, que pouco depois seria o instrumento do seu martírio; mais ainda, os pagãos consideraram provocante ultraje à divindade o fato de Saturnino ter afirmado que não tinha medo algum dos raios de Júpiter, impotente porque inexistente. Enfurecidos, pegaram-no e amarraram-no ao pescoço do touro, aguilhoando depois o animal que fugiu enraivecido escada abaixo do Capitólio, arrastando atrás o bispo.

Saturnino, com os membros despedaçados, morreu pouco depois e seu corpo foi abandonado no meio da estrada, recolhido por duas piedosas mulheres, dando-lhe sepultura em uma fossa muito profunda. Sobre esse túmulo, um século mais tarde, santo Hilário construiu uma capela de madeira, que foi logo destruída, e por algum tempo, perdeu-se até sua lembrança. No século VI o duque Leunebaldo, reencontrando as relíquias do mártir, fez edificar no lugar a igreja dedicada a são Saturnino (em francês, Saint-Sernin-du-Taur), que em 1300 assumiu o nome atual de Nossa Senhora do Taur.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.