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6ª feira da 1ª Semana da Quaresma

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Memória Facultativa

São Gregório de Narek, Abade e Doutor da Igreja

Antífona de entrada

Livrai-me, Senhor, das minhas aflições, vede minha pequenez e minha fadiga e perdoai todos os meus pecados. (Cf. Sl 24, 17-18)
Gradual Romano:
De necessitatibus meis eripe me Domine: vide humilitatem meam et laborem meum, et dimitte omnia peccata mea. Ps. Ad te, Domine, levavi animam meam: Deus meus, in te confido, non erubescam. (Ps. 24, 17. 18 et 1-2)

Vernáculo:
Livrai-me, Senhor, das minhas aflições, vede minha pequenez e minha fadiga e perdoai todos os meus pecados. (Cf. MR: Sl 24, 17-18) Sl. Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma, em vós confio: que eu não seja envergonhado. (Cf. LH: Sl 24, 1-2a)

Coleta

Concedei, Senhor, que vossos fiéis se preparem dignamente para a festa da Páscoa, de modo que a mortificação corporal que assumimos traga fruto e renove nosso espírito. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Ez 18, 21-28


Leitura da Profecia de Ezequiel


Assim fala o Senhor: 21“Se o ímpio se arrepender de todos os pecados cometidos, e guardar todas as minhas leis, e praticar o direito e a justiça, viverá com certeza e não morrerá. 22Nenhum dos pecados que cometeu será lembrado contra ele. Viverá por causa da justiça que praticou.

23Será que eu tenho prazer na morte do ímpio? — oráculo do Senhor Deus. Não desejo, antes, que mude de conduta e viva? 24Mas, se o justo desviar de sua justiça e praticar o mal, imitando todas as práticas detestáveis feitas pelo ímpio, poderá fazer isso e viver? Da justiça que ele praticou, nada mais será lembrado. Por causa da infidelidade e do pecado que cometeu, por causa disso morrerá. 25Mas vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’.

Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta? 26Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. 27Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. 28Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 129(130), 1-2. 3-4. 5-6. 7-8 (R. 3)


℟. Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?


— Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece! ℟.

— Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero. ℟.

— No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. A minh’alma espera no Senhor, mais que o vigia pela aurora. ℟.

— Espere Israel pelo Senhor, mais que o vigia pela aurora! Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. Ele vem libertar a Israel de toda a sua culpa. ℟.


https://youtu.be/lcPtjt4xBFM
℟. Salve, ó Cristo, Imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
℣. Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18, 31) ℟.

Evangelho — Mt 5, 20-26


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus.

21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno.

23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta.

25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Benedic anima mea Domino, et noli oblivisci omnes retributiones eius: et renovabitur, sicut aquilae, iuventus tua. (Ps. 102, 2. 5)

Vernáculo:
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! De bens ele sacia tua vida, e te tornas sempre jovem como a águia! (Cf. LH: Sl 102, 2. 5)

Sobre as Oferendas

Acolhei, Senhor, com bondade estes dons para o sacrifício que nos reconcilia convosco e, no vosso grande amor, dai-nos de novo a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Por minha vida, diz o Senhor: não quero a morte do pecador, mas que se converta e viva. (Cf. Ez 33, 11)
Gradual Romano:
Erubescant, et conturbentur omnes inimici mei: avertantur retrorsum, et erubescant valde velociter. (Ps. 6, 11; ℣. Ps. 6, 2. 3. 4. 5. 6. 7)

Vernáculo:
Apavorem-se os meus inimigos; com vergonha, se afastem depressa! (Cf. LH: Sl 6, 11)

Depois da Comunhão

Senhor, este sacramento da santa ceia nos restaure, para que, purificados da antiga culpa, sejamos admitidos na comunhão no mistério da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 27/02/2026


E se Deus agisse como nós?


Perdoar como Deus perdoa não é um “ideal” belo e impraticável; é um dever que todos nós, que vivemos do perdão que Ele nos oferece, temos de esforçar-nos por cumprir. E isso só é possível se, numa vida de oração e participação nos sacramentos, começarmos a desejar de coração o bem dos que nos ofendem, a salvação dos que nos perseguem e a conversão dos que nos fazem mal.

No Evangelho de hoje, Jesus nos ensina a ter benevolência com os nossos irmãos, a não nos irar com eles e, não somente isso, a perdoar aos nossos adversários. Uma das coisas mais importantes, durante o tempo da Quaresma, é procurar a reconciliação com Deus.Certamente, se você ainda não se confessou, irá procurar confessar-se por esses dias, não? E, claro, é importante que a sua vida tenha um ritmo de confissões. (Não se confesse somente uma vez ao ano, por ocasião da Páscoa!)A reconciliação, o sacramento da Penitência, é importantíssima não somente pelo pecado que se vai contar, mas pela graça de Deus que é dada. Você vive de perdão. Todos nós vivemos do perdão de Deus. Se Deus fosse impaciente conosco, se fosse intolerante, se não estivesse sempre disposto a nos perdoar tão-logo nos arrependemos, estaríamos perdidos.Ora, onde está o nosso problema quando temos dificuldade em perdoar a um irmão? Se temos dificuldade em perdoar a um irmão, é porque estamos esquecidos do perdão de Deus, esquecidos da misericórdia de Deus.Quantas pessoas, diante da traição de um cônjuge ou de um amigo, costuma dizer: “Não. Isso eu não perdoo, isso eu não suporto. A essa pessoa eu não posso perdoar”! Mas, meu irmão, minha irmã, você vive de perdão! E se Deus tratasse você como você está tratando essa pessoa? E se Deus dissesse: “Eu perdôo até aqui; daqui para frente, chega; cansei. Você está me fazendo de besta”? Se Deus fizesse isso, estaríamos perdidos, não é verdade?Então, na realidade, o Evangelho de hoje quer que o nosso coração seja manso e misericordioso, isto é, que saiba perdoar como o coração de Deus, como Deus sabe perdoar, como Deus está sempre disposto e pronto a nos receber em sua casa, a nós, filhos pródigos perdidos no caminho.Aqui temos uma grande imitação de Deus. Temos aqui uma bela realidade, mas como vamos pô-la em prática? É preciso começar pela oração, isto é, começar pedindo a Deus esta graça. As pessoas que têm dificuldade em perdoar precisam entender alguns passos fundamentais.O primeiro passo para o perdão é começar a rezar pela pessoa a que se deve perdoar: rezar pedindo a Deus o bem dela, a salvação dela, a conversão dela, e abençoando-a. “Abençoai, não amaldiçoeis”. Abençoando, vai-se em direção daquilo que é a vontade de Deus, que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.Os bens espirituais são diferentes dos bens materiais. Se eu desejo ter cem reais e não os partilho com você, isso não é um problema; mas se eu der cem reais a você, eu me torno cem reais mais pobre.Os bens espirituais são o contrário. Se eu desejo que você seja abençoado por Deus, que seja salvo e vá para Deus, não me torno mais pobre; pelo contrário, eu me enriqueço espiritualmente. Mas se eu desejar que um único ser humano na face da terra perca a Deus; se eu desejar que um ser humano vá para o inferno, fui eu quem perdeu a Deus, fui eu quem se tornou pobre.Então, nesta Quaresma vamos nos enriquecer espiritualmente. Perdoemos porque, afinal, todos nós vivemos de perdão.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 27/02/2026

São Gregório de Narek, Abade e Doutor da Igreja (Memória Facultativa)
Local: Narek, Ar­ménia
Data: 27 de Fevereiro † c. 1005


Gregório nasceu em Andzevatsik, província de Vaspurakan na antiga Armênia, por volta do ano de 950, numa família culta e cristã. Havendo falecido sua mãe quando ele estava em tenra infância, o pai – nomeado Arcebispo de Andzevatsik, tendo decidido abraçar a vida eclesiástica – confiou a educação do menino a um parente de nome Ananias, cognominado “o Filósofo”, abade do mosteiro de Narek, importante centro cultural de então.

Instruído nas Sagradas Escrituras e nas letras, destacou-se pela austeridade de sua via ascética e pelo espírito de oração. Depois de ordenado sacerdote foi designado mestre de noviços. Com o falecimento de Ananias, o elegeram abade do mosteiro e ali viveu até sua morte, por volta de 1005.

Em seu tempo, a Armênia estava em relativa tranquilidade. Não se haviam dado as invasões mongólicas e turcas que mudaram a fisionomia do país e era uma época de criatividade e paz, o que possibilitou à nação um florescimento das artes – literatura, pintura, arquitetura, teologia –, no qual São Gregório desempenhou papel primordial, enquanto poeta místico, compositor e literato.

Como sua fama de santidade passou do mosteiro de Narek para os mosteiros circunvizinhos, São Gregório converteu-se num reformador de monges. Entretanto, sua radical fidelidade à observância das regras monásticas contrariava o relaxamento de alguns noviços. Estes, movidos ademais pela inveja, promoveram contra ele uma infame perseguição, acusando-o de disseminar heresias em seus ensinamentos. Em consequência, São Gregório foi deposto de seus cargos.

Não tardou a Providência vir em auxílio de seu fiel servidor. Contam antigas crônicas que os Bispos designaram dois monges sábios para interrogarem o santo abade a respeito de suas supostas heresias. Estes, porém, julgaram ser mais eficiente submetê-lo a uma prova. Apresentaram-se em sua cela, no período quaresmal de abstinência de carne prescrito pela regra, e lhe ofereceram um delicioso patê de pombinhos como se fosse de peixe. Mal entraram, Gregório interrompeu a oração, abriu a janela, começou a bater palmas e a gritar aos pássaros que por ali gorjeavam: “Vinde, passarinhos, brincar com o peixe que se come hoje”. Entenderam os dois monges que aquela facilidade em descobrir e livrar-se da cilada era uma testemunha eloquente da santidade de Gregório e, portanto, da ortodoxia de sua doutrina.

Zeloso imitador do Mestre e cheio de desvelo pela salvação das almas, São Gregório compôs o Livro das Orações – também conhecido por Livro das Lamentações ou Tragédie –, constituído de 95 orações ou capítulos, todos em verso. Segundo consta, foi terminado em 1002 e escrito durante uma dolorosa enfermidade. É o que revela uma de suas orações: “Abatido por meus crimes, sobre o leito de minhas doenças e o monturo de meus pecados, não sou mais que um cadáver vivo, um morto que ainda fala. […] Então, como ao jovem chamado à vida para acalmar a aflição de sua mãe, Tu me devolverás minha alma pecadora tão renovada como a dele”.

São Gregório considerava esta sua obra-prima como um verdadeiro testamento espiritual e exprimiu o ardente desejo de que as orações ali contidas fizessem sentir sua presença depois da morte: “Que em vez de mim, em lugar de minha voz, este livro ressoe como outro eu mesmo”.

Queria que estes escritos servissem de baliza e esteio para os homens falarem com Deus nas mais variadas circunstâncias. Assim como Davi louva a Deus no Livro dos Salmos, e pede perdão pelas suas faltas confiando numa misericórdia que há de vir, São Gregório também o faz, mas em função da Misericórdia que já veio ao mundo, morreu e ressuscitou. Há quem compare o esforço de se reconciliar com Deus, impregnado no Livro das Orações, com as famosas Confissões de Santo Agostinho.

Ele morreu em 1005, no Mosteiro de Narek (então também Armênia e atual Turquia), onde foi sepultado. Venerado como santo, seu túmulo tornou-se imediatamente um destino de peregrinação para os fiéis e sua memória permaneceu em grande honra e veneração entre todo o povo, mesmo após a conquista da Armênia pelos turcos em 1071. Durante os massacres de 1915-1916, tanto o Mosteiro como o seu túmulo foram destruídos.

Foi chamado de "Santo Agostinho dos Armênios" pela influência que exercia entre os fiéis. São Gregório é considerado um insigne teólogo e um dos poetas mais importantes da literatura armênia. Era um grande devoto da Virgem, a qual, segundo a tradição, teria aparecido para ele. Suas composições incluem o "Discurso Panegírico à Beata Virgem Maria" e "Do fundo do coração, colóquio com a Mãe de Deus".

No dia 12 de abril de 2015, o Papa Francisco nomeou São Gregório de Narek Doutor da Igreja. O grau de doutor foi conferido a Gregório durante uma Missa celebrada no Vaticano em memória de todas as vítimas do genocídio armênio, perpetrado pelo Império Otomano contra os cristãos há mais de cem anos.

Durante a sua visita à Armênia em junho de 2016, o Santo Padre destacou que São Gregório de Narek também poderia ser definido como “Doutor da Paz”, porque durante sua vida quis “identificar-se com os vulneráveis e os pecadores de todo o tempo e lugar, para interceder em favor de todos”.

“Esta sua solidariedade universal com a humanidade é uma grande mensagem cristã de paz, um grito ardente que implora misericórdia para todos”, disse então o Papa.

Finalmente, no início de 2021, o Pontífice inscreveu no Calendário Romano Geral a memória ad libitum (celebração facultativa) de São Gregório de Narek, por decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Referências bibliográficas:
MOMDJIAN, Diác. Arturo Nicolas Hlebnikian. São Gregório de Narek: A arte de conversar com Deus. Revista Arautos do Evangelho, Fevereiro/2016, n. 170, p. 32 a 35. Disponível em: https://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/santos/sao-gregorio-de-narek-a-arte-de-conversar-com-deus-163265. Acesso em: 19 fev. 2023.

LATORRE, Mercedes de. Celebrarão no Vaticano primeira memória de São Gregório de Narek, doutor da Igreja. 2021. Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão. Disponível em: https://www.acidigital.com/noticias/celebrarao-no-vaticano-primeira-memoria-de-sao-gregorio-de-narek-doutor-da-igreja-80007. Acesso em: 19 fev. 2023.

GREGÓRIO de Narek "Doutor da Igreja". Disponível em: http://www.causesanti.va/it/santi-e-beati/gregorio-di-narek.html. Acesso em: 19 fev. 2023.

São Gregório de Narek, rogai por nós!



São Gabriel de Nossa Senhora das Dores (Memória Facultativa)
Local: Ísola del Gran Sasso, Itália
Data: 27 de Fevereiro † 1862


Pertencia à Congregação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo fundada por são Paulo da Cruz. Quando morreu, no dia 27 de fevereiro de 1862, com apenas 24 anos de idade, deixara nas mãos do seu diretor espiritual um diário que poderia ser uma pequena autobiografia. Infelizmente o padre Norberto, diretor espiritual, já havia destruído o diário. Em 1959 João XXIII nomeava-o padroeiro principal de todo o Abruzzo.

São Gabriel não nasceu no Abruzzo, mas em Assis, no dia 19 de março de 1838. Foi batizado no mesmo dia e recebeu o nome de Francisco. Em Assis viveu bem pouco tempo porque o pai, Sante Possenti, governador no Estado pontifício, teve encargos em várias localidades, antes de se estabelecer definitivamente em Espoleto, em 1841, na qualidade de assessor. Francisco foi aluno dos Irmãos das Escolas Cristãs e depois dos jesuítas. Com eles ficou estudando até a idade de 18 anos, quando tomou a decisão de ingressar na família religiosa de são Paulo da Cruz.

Acolhido no noviciado de Morrovalle, a 21 de setembro de 1856, vestiu o hábito religioso e assumiu o nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores. Um ano após emitiu os votos religiosos. Ficou dez meses em Morrovalle, depois morou um ano em Pievetorina para completar os estudos filosóficos. A 10 de julho de 1859 chegou com os confrades à Ilha del Gran Sasso. Foi a última etapa da sua peregrinação. Aí morreu a 27 de fevereiro de 1862.

Dele possuímos poucos escritos; um caderno de anotações de aula, com dísticos latinos e poesias italianas, uma coleção de pensamentos dos Padres sobre Nossa Senhora e umas quarenta cartas repletas de devoção à Virgem Dolorosa. Era exemplo de observância religiosa. Foi canonizado (em 1908: beatificação) em 1920. Em 1926 Pio XI nomeava-o co-patrono da Ação Católica.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!


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