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Sábado da 2ª Semana da Quaresma

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Memória Facultativa

Santas Perpétua e Felicidade, Mártires

Antífona de entrada

Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura. (Cf. Sl 144, 8-9)
Gradual Romano:
Intret oratio mea in conspectu tuo: inclina aurem tuam ad precem meam Domine. Ps. Domine Deus salutis meae, in die clamavi, et nocte coram te. (Ps. 87, 3 et 2)

Vernáculo:
Chegue a minha oração até a vossa presença, inclinai vosso ouvido a meu triste clamor! Sl. A vós clamo, Senhor, sem cessar, todo o dia, e de noite se eleva até vós meu gemido. (Cf. LH: Sl 87, 3 e 2)

Coleta

Ó Deus, que pela vossa graça já nos dais na terra participar dos bens do céu, guiai-nos de tal modo nesta vida, que possamos chegar à luz em que habitais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Mq 7, 14-15. 18-20

 

Leitura da Profecia de Mi­queias


14Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes dispersos pela mata e pelos campos cultivados; que eles desfrutem a terra de Basã e de Galaad, como nos velhos tempos. 15E, como foi nos dias em que nos fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. 18Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniquidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua propriedade? Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. 19Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados.20Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a nossos pais, desde tempos remotos.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 102(103), 1-2. 3-4. 9-10. 11-12 (R. 8a)


℟. O Senhor é indulgente e favorável.


— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! ℟.

— Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão; ℟.

— Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. ℟.

— Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. ℟.


https://youtu.be/LNtLXZ64f7w
℟. Salve, ó Cristo, Imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
℣. Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti. (Lc 15, 18) ℟.

Evangelho — Lc 15, 1-3. 11-32


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1os publi­canos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.

14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queira matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.

17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome’. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.

20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.

22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.

28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.

31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Illumina oculos meos, nequando obdormiam in morte: nequando dicat inimicus meus: praevalui adversus eum. (Ps. 12, 4. 5)

Vernáculo:
Não deixeis que se me apague a luz dos olhos e se fechem, pela morte, adormecidos! Que o inimigo não me diga: 'Eu triunfei!' (Cf. LH: Sl 12, 4. 5)

Sobre as Oferendas

Senhor, por este sacramento venham até nós os frutos da redenção; que eles sempre nos afastem dos excessos humanos e nos conduzam aos dons da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Filho, era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado. (Lc 15, 32)
Gradual Romano:
Oportet te fili gaudere, quia frater tuus mortuus fuerat, et revixit: perierat, et inventus est. (Lc. 15, 32; ℣. Ps. 31, 1. 2. 3. 5ab. 5cd. 8. 10. 11)

Vernáculo:
Filho, era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado. (Cf. MR: Lc 15, 32)

Depois da Comunhão

Senhor, o divino sacramento que recebemos penetre o íntimo do nosso coração e nos faça participar da sua força. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 07/03/2026


A parábola do pai misericordioso


É escravo do pecado quem se entrega aos desregramentos da vida, longe da casa paterna; mas também o é quem, mesmo sem sair de lá, acha que o seu serviço é um “trabalho” e o seu amor, merecedor de um justo “salário”.

Estamos na Quaresma, é o primeiro sábado do mês. Olhamos com muita confiança para o Coração materno da nossa Mãe, para viver neste ano de São José, numa Quaresma especialíssima, a devoção dos primeiros sábados do mês, pedida por Nossa Senhora à Ir. Lúcia, vidente de Fátima. O Evangelho de hoje é o do filho pródigo. Ele ficou conhecido por esse nome, mas, no fundo, deveria ser chamado “o Evangelho do pai misericordioso”. Por quê? Porque é o pai o protagonista da parábola. Jesus a inicia dizendo assim: “Um pai tinha dois filhos”, e então começa a narrativa da atitude dos dois filhos. Na verdade, ambos cometem ofensas contra o pai bondoso, o qual, porém, não desiste de nenhum deles. O primeiro filho, o mais novo, é quem peca de forma mais clamorosa: ele trata o pai como se já fora morto, pede-lhe a herança e parte para terras longínquas, dilapidando ali todos os seus bens. Mas reconhece, ao cabo, que aquela “liberdade” era, no fundo, uma escravidão. É o que acontece muitas vezes com quem vive no pecado. E pessoas assim são geralmente as mais fáceis de converter, porque Deus lhes fala por um dos instrumentos mais maravilhosos de que usa para a conversão do homem: Deus lhes fala pelas desgraças. De fato, quando passam por desgraças, muitos caem em si e veem que sua vida de pecado os está destruindo e, por isso, se convertem para Deus, como o filho pródigo: “Vou-me levantar, vou para a casa de meu pai”. Por outro lado, há também o filho mais velho, que precisa igualmente de conversão porque, embora permaneça em casa, fazendo, ao que parece, a vontade do pai, ele demonstra no final do Evangelho ter um coração ingrato. É uma representação dos que vivem apenas externamente uma vida religiosa e de piedade, sem se entregarem a pecados, depravações e coisas abomináveis como o filho mais novo, mas vivem o serviço e o amor a Deus como uma espécie de escravidão: existe, no fundo de suas almas, certa ingratidão. De fato, o filho mais velho nunca reconheceu a comunhão do pai, por isso se queixa: “Nunca me destes nada para comemorar com os meus amigos”, e o pai, boquiaberto diante de tal loucura, lhe diz: “Filho, tu estás sempre comigo, tudo que é meu é teu”. Esse filho deveria ter amor e gratidão, mas seu coração não era de filho, era de escravo. É interessante notar nesse Evangelho como ambos os filhos se sentiam de alguma forma escravos do pai: um quis libertar-se, mas “se deu mal”, voltou e resolveu servir: “Eu o servirei, ó meu pai bondoso”; o outro, sem sair de casa, não se dava conta da própria mentalidade tacanha de escravo. Nesta Quaresma, peçamos à Nossa Senhora que faça seu papel de mãe, isto é, de “hermeneuta” do amor do pai: é ela quem ensina e explica ao nosso coração como e quanto Deus nos ama. Peçamos a ela que, com sua ternura de Mãe, nos mostre a alegria que é servir a Deus com amor e gratidão: “Servire Deo regnare est”, servir a Deus é reinar! Sim, o filho mais novo notou isso: “Os escravos do meu pai são mais bem tratados do que eu”, supostamente “livre” longe dele, mas maltratado e destruído. Que Nossa Senhora, S. José e nossos anjos da guarda nos inspirem a ver com que amor fomos amados e como é maravilhoso poder servir a Deus com gratidão. Foi para isso que viemos ao mundo, é para isso que há um céu enorme à nossa espera.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
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Santo do dia 07/03/2026

Santas Perpétua e Felicidade (Memória)
Local: Cartago, Tunísia
Data: 07 de Março † 203


Com outros companheiros, Perpétua e Felicidade sofreram o martírio em Cartago, atual Tunísia, no ano de 202. Um decreto do imperador Setímio Severo, que atingia, sobretudo, os que se preparavam para o batismo, levou à prisão vários catecúmenos do norte da África. Entre eles se achavam a escrava Felicidade e sua nobre senhora Vibia Perpétua. Felicidade estava no oitavo mês de gravidez e Perpétua tinha um filho de colo. Todos foram levados a Cartago, onde foram martirizados.

Possuímos uma peça literária de comovente beleza, denominada Paixão de Santa Perpétua, que conta a história dos últimos dias das jovens mártires, bem como o martírio junto com os demais catecúmenos de um diácono que batizou os catecúmenos na eminência do martírio. Estas Atas do martírio constituem um dos documentos mais realistas e emocionantes do cristianismo primitivo. Elas englobam notas autobiográficas que Perpétua escreveu na prisão. Comovente, sobretudo, o duelo entre o amor filial e o paterno e as exigências da fé em Cristo, quando o pai pagão fez de tudo para demovê-la do martírio.

Os homens catecúmenos com o diácono Sáturo foram atirados às feras e estraçalhados por elas até a morte. Perpétua e Felicidade, que dera à luz uma menina na prisão, foram atiradas à arena para serem atacadas por uma vaca furiosa que as devia levar à morte. Perpétua, lançada aos ares pela vaca brava, caiu de costas. Levantou-se logo e, vendo Felicidade caída, aproximou-se e deu-lhe a mão para erguê-la. Ficaram então de pé, rezando, até o momento em que foram degoladas.

As Atas das mártires terminam com estas palavras: "Os que foram testemunhas destes fatos lembrar-se-ão da glória do Senhor, e aqueles que deles tiverem conhecimento por esta narrativa estarão em comunhão com os santos mártires e por intermédio deles com Jesus Cristo, Nosso Senhor, para quem são a honra e a glória pelos séculos."

O registro da paixão de Santa Perpétua e de Santa Felicidade e seus companheiros constitui um dos maiores tesouros hagiológicos que chegaram até nós. No século IV, essas Atas eram lidas publicamente nas igrejas da África.

As santas Perpétua e Felicidade figuram no Cânon romano (Oração eucarística I). O que indica a alta veneração de que gozaram na Antiguidade.

Podemos realçar vários aspectos do testemunho dessas mártires. A dignidade e a importância em que eram tidos os catecúmenos na Igreja primitiva. Quem está a caminho dos sacramentos da Iniciação cristã já é considerado membro da Igreja. Diz a Introdução Geral do Ritual do Batismo de Adultos: "Desde então (isto é, desde o rito de instituição) os catecúmenos, cercados pelo amor e a proteção da Mãe Igreja como pertencendo aos seus e unidos a ela, já fazem parte da família de Cristo; são alimentados pela Igreja com a Palavra de Deus e incentivados por atos litúrgicos. Tenham a peito, portanto, participar da liturgia da Palavra e receber as bênçãos e os sacramentais. Quando se casam, se o noivo e a noiva forem catecúmenos, ou apenas um deles e a outra parte não foi batizada, será usado o rito próprio. Se falecerem durante o catecumenato, realizam-se exéquias cristãs" (n. 18). Podemos dizer que eles já estão justificados pela fé.

Um segundo ponto a realçar é o combate da paixão. O martírio constitui um combate com Cristo contra os inimigos da fé, contra todas as forças do mal. Quando se fala da paixão dos mártires, ela compreende todos os sofrimentos suportados por causa da fé em Cristo Jesus. Ela inclui a própria morte. Os sofrimentos da paixão constituem a confessio, a confissão da fé. Se os catecúmenos ainda não forem batizados, eles são batizados pela paixão, isto é, pelo batismo de sangue.

Uma terceira observação. O batismo de sangue, o martírio não se apresenta como privilégio dos homens considerados fortes no combate. No martírio, particularmente das mulheres, manifesta-se a força do testemunho no poder do Espírito Santo. Esta força vem expressa na Oração coleta: Ó Deus, pelo vosso amor, as mártires Perpétua e Felicidade resistiram aos perseguidores e superaram as torturas do martírio. Pelo amor a Deus, a exemplo das mártires, possamos crescer constantemente na caridade.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós!


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