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Antífona de entrada

Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos. (Sl 47, 10-11)
Suscépimus, Deus, misericórdiam tuam in médio templi tui: secúndum nomen tuum Deus, ita et laus tua in fines terrae: iustítia plena est déxtera tua. Ps. Magnus Dóminus et laudábilis nimis: in civitáte Dei nostri, in monte sancto eius. (Ps. 47, 10. 11 et 2)
Vernáculo:
Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos. (Cf. MR: Sl 47, 10-11) Sl. Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu monte santo, esta colina encantadora. (Cf. LH: Sl 47, 2. 3a)

Oração do dia

Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria, e dai aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Os 11, 1-4. 8c-9)


Leitura da Profecia de Oseias


Assim fala o Senhor: 1“Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 2Quanto mais eu os chamava tanto mais eles se afastavam de mim; imolavam aos Baals e sacrificavam aos ídolos.

3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo, e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8cMeu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus, e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 79)


℟. Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!


— Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós, que sobre os querubins vos assentais, despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação! ℟.

— Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes! ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Convertei-vos e crede no Evangelho, pois o Reino de Deus está chegando! (Mc 1, 15) ℟.

Evangelho (Mt 10, 7-15)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!

9Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida.

12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Populum húmilem salvum fácies, Dómine, et óculos superbórum humiliábis: quóniam quis Deus praeter te, Dómine? (Ps. 17, 28. 32)


Vernáculo:
Pois salvais, ó Senhor Deus, o povo humilde, mas os olhos dos soberbos humilhais. Quem é deus além de Deus nosso Senhor? (Cf. LH: Sl 17, 28. 32a)

Sobre as Oferendas

Possamos, ó Deus, ser purificados pela oferenda que vos consagramos; que ela nos leve, cada vez mais, a viver a vida do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! (Sl 33, 9)

Ou:


Vinde a mim, vós todos os que sofreis e estais curvados sob os vossos fardos, e eu vos aliviarei, diz o Senhor. (Mt 11, 28)
Gustáte et vidéte, quóniam suávis est Dóminus: beátus vir, qui sperat in eo. (Ps. 33, 9; ℣. Ps. 33, praeter ℣. 9)
Vernáculo:
Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! (Cf. MR: Sl 33, 9)

Depois da Comunhão

Nós vos pedimos, ó Deus, que, enriquecidos por essa tão grande dádiva, possamos colher os frutos da salvação sem jamais cessar vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 07/07/2022
O padre não é um “funcionário”!

“Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito a seu sustento”.

O Evangelho de hoje é a continuação da escolha dos doze Apóstolos, enviados agora em missão. Jesus quer que eles preparem um povo bem disposto para crer no Evangelho. É interessante notar que Jesus propõe um método para os Apóstolos, e é isso que o Evangelho de hoje nos ensina. A primeira coisa que um apóstolo de Cristo tem de compreender é que pregar o Evangelho não é ser um mensageiro que leva uma mensagem que não tem nada a ver consigo. É ser um mensageiro que leva uma mensagem que tem tudo a ver com a própria vida. É necessário que o apóstolo tenha a vida de Cristo. Maravilha das maravilhas! Quando a Igreja nasceu, já nasceu católica. A Igreja não se “tornou” católica depois. Ora, qual é a diferença entre os “ministros” protestantes e os sacerdotes católicos? Os sacerdotes católicos, desde o início da Igreja, são chamados a viver a vida de Cristo: desapego da família, celibato, oração etc. Hoje, de fato, a Igreja exige que os padres tenham vida de oração. A Liturgia das Horas faz parte do ministério integral do sacerdote, no que se vê claramente que o padre não é um “funcionário”, uma espécie de servidor do povo. É alguém que, como os Apóstolos, deixou tudo. É esse “deixar tudo” que distingue o sacerdote católico. Ainda que o sacerdote, no caso do padre diocesano, não tenha voto de pobreza, é-lhe necessário viver o desapego interior, um desapego de coração das coisas materiais, como Jesus diz no Evangelho: Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos, nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandália, nem bastão.

Por quê? Porque Jesus quer que vivamos da Providência. De fato, confiar nas coisas materiais é uma traição do ministério apostólico. Precisamos confiar em Deus, nosso sustento, nossa esperança. Isso não quer dizer que os sucessores dos Apóstolos não devam ter uma mínima organização econômica. Não é isso. Quem realiza verdadeiramente o trabalho apostólico é Cristo em nós. Se depositamos demasiada confiança em nossas forças, nos meios materiais, nas metodologias etc., deixamos de agir e de realizar o verdadeiro apostolado, tal como Jesus o quis. Vemos em tantas igrejas protestantes como os seus “ministros” se tornam carreiristas. Ser “pastor”, para eles, é uma opção de sucesso, de solução para a vida financeira. Mas se os protestantes são “evangélicos”, como afirmam ser, por que não seguem o Evangelho? Por que não fazem como os Apóstolos, que deixaram tudo? Infelizmente, a mentalidade que transforma o ministro de Deus num funcionário entrou também na Igreja, de forma que, hoje, muitos do próprio clero católico padecem de certo protestantismo. Não querem viver a vida dos Apóstolos, vida esta que já foi avalizada, comprovada e testada durante séculos. É a vida do padre celibatário, que se deixa identificar como sacerdote por suas vestes e por seus modos, todo entregue ao serviço de Deus e dos irmãos. É a vida do padre de oração, de vida interior, que intercede pelo povo e tem por isso um apostolado e ministério transformadores, realmente capazes de converter as pessoas. Tudo isso é nota exclusiva e distintiva do sacerdócio católico.

No dia em que o Evangelho nos fala do perfil do apóstolo, que deve cuidar do rebanho — o mesmo rebanho de que Jesus se compadeceu, dizendo: São como ovelhas sem pastor —, peçamos ao Senhor da messe: “Dai-nos, Senhor, sacerdotes conforme o vosso Sagrado Coração”. Não se trata de rezar apenas pelo número das vocações, mas também pela qualidade delas, para que não sejam sucessores dos Apóstolos somente no poder, mas antes de tudo na santidade de vida. A Igreja sempre teve muito claro que seus ministros deveriam ter uma vida luminosa e exemplar. A própria função do sacerdote, incumbido de tocar no Corpo de Cristo e realizar ações em si mesmas puríssima, exige dele essa vida. Mas que tragédia, que naufrágio ver tantos sacerdotes que já não crêem mais no próprio ministério! O Papa João Paulo II, em suas viagens apostólicas pelo mundo, quando esteve em Gana, disse que a primeira missão de um padre é crer no seu próprio ministério. O padre deve crer naquilo que ele mesmo é. Se um padre não crer ser outro Cristo, chamado a viver a vida do Senhor e dos santos Apóstolos, ele irá naufragar na fé. Não só isso, ele começará a comportar-se como um funcionário; pior do que isso, como um mercenário! E quem pagará o preço não será apenas ele, que acabará condenado, mas as próprias ovelhas, que, descuidadas e desassistidas, serão atacadas pelos lobos. Rezemos, rezemos fervorosamente: “Senhor, dai-nos sacerdotes conforme o vosso Santíssimo Coração. Dai-nos sacerdotes santos, que queiram viver a santidade vivida pelos santos pastores da Igreja Católica ao longo dos séculos”.

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Santo do dia 07/07/2022


São Vilibaldo (Memória Facultativa)
Local: Francônia, Alemanha
Data: 07 de Julho † 787


São Vilibaldo era filho de São Ricardo, rei dos saxões ocidentais, festejado na Toscana, e pai dos santos Winibaldo e Valburga. Casado com uma parenta de São Bonifácio, Ricardo foi contemporâneo do rei Ina. Seduzido pelas peregrinações, a morte surpreendeu-o na Itália, em 722, sendo enterrado na igreja de São Fridiano, onde muitos milagres se realizaram.

Aos três anos, Vilibaldo foi vítima de insidiosa enfermidade. Os pais, aflitos, sem saber o que fazer, sentiram-se, de repente, como que trespassados por uma inspiração do céu. Agarraram-no, na mesma hora, e o levaram aos pés de uma cruz, de um cruzeiro muito visitado, numa vasta praça pública, e ali o consagraram a Deus, ao qual suplicaram que lhes curasse o filho desenganado. Se se salvasse, haveria de dedicar-se exclusivamente ao Senhor infinitamente bondoso e poderoso.

Deus atendeu aquele pedido. Curou o pequenino Vilibaldo. E os pais, cumprindo a promessa, levaram o pequeno, quando completou seis anos, para a abadia de Waldheim, colocando-o sob a direção do abade Egbaldo. Ali, o pequeno, virtuoso, dócil e estudioso, sempre recebeu a estima dos monges todos, sem exceção.

São Vilibaldo permaneceu na abadia de Waldheim até que terminou os estudos, depois do que, deixando as amizades todas que fizera, juntou-se ao irmão Winibaldo e ao pai, que iam em peregrinação a Roma.

Na Itália, antes de alcançar Roma, São Ricardo faleceu. E os dois irmãos depois de lhe renderem os últimos deveres, continuaram a rota.

Chegando à Cidade Eterna, ambos, devota e contritamente, tomaram o hábito monástico.

Vilibaldo, com alguns senhores ingleses, com os quais travara conhecimento, seguiu para Jerusalém, e o irmão, que não pudera, não se sabe por que razão, deixar a Itália, permaneceu em Roma.

O nosso Santo passou por Nápoles, pela Calábria, Sicília, Éfeso, Chipre, e, pouco antes de alcançar o ponto final da peregrinação, foi preso pelos sarracenos. Graças, porém, a um fidalgo espanhol, foi logo posto em liberdade, com os demais.

Chegados a Jerusalém, São Vilibaldo e os companheiros visitaram com muita emoção todos os lugares que Nosso Senhor santificara quando homem nesta terra. Por sete anos, viveram na Palestina, depois, empreenderam a viagem de regresso, entrando na Itália por volta do ano de 728, depois de dois anos de estadia em Constantinopla.

Sempre e sempre a pensar na promessa dos bons pais. São Vilibaldo, sem mais retarde, buscou o Monte Cassino, que naquela época era governado pelo abade Petronax.

Inicialmente, sempre a suscitar admiração de toda a comunidade, pelas virtudes, São Vilibaldo foi sacristão. Em seguida, deão, depois porteiro, posto de grande responsabilidade, que São Bento somente costumava dar aos "velhos prudentes".

Em 738, o Porteiro deixou o convento, encarregado que foi de acompanhar a Roma um padre recém chegado da Espanha. Naquela altura, São Bonifácio se encontrava ao lado do papa, então Gregório III, e Vilibaldo muito se alegrou por revê-lo.

Bonifácio, feliz com aquele encontro, suplicou ao Santo Padre a permissão para levar o parente à missão da Germânia. Conseguido o assentimento, Gregório III, que muito se encantara com o Santo, desobrigou-o mesmo de retornar ao Monte Cassino.

Assim, ambos, Bonifácio e Vilibaldo, chegaram à Turíngia. E o grande apóstolo, incontinente, ao parente ordenou padre. Era 22 de julho de 740. Quinze meses mais tarde, em Salzburgo, sagrava-o bispo de Eichstadt.

São Vilibaldo, pouco depois, fundava um mosteiro, ao qual impôs a disciplina do Monte Cassino, mosteiro em que se retirava, de vez em vez, para retemperar-se, aprontando-se para novos trabalhos.

Do seu episcopado, pouco se sabe: assistiu ao Concílio da Germânia em 742; ao de Attignies em 765; em 775, para Eichstadt, transferiu restos do irmão Winibaldo, que, de Roma, ganhara a Alemanha e ali falecera; em 785, conferiu certas possessões ao mosteiro de Fulda; e, em 790, no dia 7 de julho, faleceu.

Sepultado na Catedral, a primeira elevação do santo corpo efetuou-se em 989. Colocaram-no, então, ao lado do altar de São Guido, na mesma cripta.

Três outras elevações tiveram oportunidade: uma em 1056, para o meio da igreja: outra em 1256, para a capela da Santa Virgem; e a terceira, em 1270, ocasião em que lhe transferiram as relíquias para a capela erguida em sua honra e que lhe tomou o nome.

Canonizado em 938 pelo papa Leão VII, São Vilibaldo é o principal padroeiro da diocese de Eichstadt.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.