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Antífona de entrada

Vinde e escutai, todos os que temeis a Deus, e eu vos direi tudo o que o Senhor fez por mim, aleluia. (Sl 65, 16)
Gaudeamus omnes in Dómino, diem festum celebrántes sub honóre Maríae Vírginis: de cuius festivitáte gaudent ángeli, et colláudant Fílium Dei. Allelúia. Ps. Eructávit cor meum verbum bonum: dico ego ópera mea regi. (Ps. 44, 2)
Vernáculo:
Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra da Virgem Maria. Os Anjos se alegram por sua festa e dão glória ao Filho de Deus. Aleluia. (Cf. MR p. 784) Sl. Transborda um poema do meu coração; vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção. (Cf. LH: Sl 44, 2ab)

Glória

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo poderoso.
Nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças por Vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus pai, Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo, só Vós, o Senhor, Só Vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai.
Amém.

Oração do dia

Ó Deus, todo-poderoso, que inspirastes à Virgem Maria sua visita a Isabel, levando no seio o vosso Filho, fazei-nos dóceis ao Espírito Santo, para cantar com ela o vosso louvor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Sf 3, 14-18)


Leitura da Profecia de Sofonias


14Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! 15O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. 16Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! 17O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, 18como nos dias de Festa. Afastarei de ti a desgraça, para que nunca mais te cause humilhação”.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Ou:


Primeira Leitura (Rm 12, 9-16b)


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos


Irmãos, 9o amor seja sincero. Detestai o mal, apegai-vos ao bem. 10Que o amor fraterno vos una uns aos outros com terna afeição, prevenindo-vos com atenções recíprocas. 11Sede zelosos e diligentes, fervorosos de espírito, servindo sempre ao Senhor, 12alegres por causa da esperança, fortes nas tribulações, perseverantes na oração. 13Socorrei os santos em suas necessidades, persisti na prática da hospitalidade. 14Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. 15Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. 16bMantende um bom entendimento uns com os outros; não vos deixeis levar pelo gosto de grandeza, mas acomodai-vos às coisas humildes.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Is 12, 2-3. 4bcd. 5-6)


℟. O Santo de Israel é grande entre vós.


— Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis do manancial da salvação. ℟.

— E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, invocai seu Santo nome, anunciai suas maravilhas, entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. ℟.

— Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!” ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. És feliz porque creste, Maria, pois em ti a palavra de Deus vai cumprir-se, conforme ele disse. (Lc 1, 45) ℟.

Evangelho (Lc 1, 39-56)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.

51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Beáta es, Virgo María, quae ómnium portásti Creatórem: genuísti qui te fecit, et in aetérnum pérmanes Virgo. Alleluia.


Vernáculo:
Bendita sois, Virgem Maria, que em vós trouxestes o criador do mundo. Gerastes aquele que vos fez e permaneceis virgem para sempre. Aleluia. (Cf. MR p. 734)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que vos seja agradável este nosso sacrifício de salvação, assim como foi aceito por vós o serviço de caridade da santa Mãe do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

Antífona da Comunhão

Todas as gerações me chamarão bem-aventurada porque o Poderoso fez em mim grandes coisas e santo é o seu nome, aleluia. (Lc 1, 48-49)
Beátam me dicent omnes generatiónes, quia fecit mihi magna qui potens est. (Luc. 1, 48. 49; ℣. Cant. Magnificat: Luc. 1, 46-47. 50. 51. 52. 53. 54. 55)
Vernáculo:
Todas as gerações me chamarão bem-aventurada porque o Poderoso fez em mim grandes coisas e santo é o seu nome. (Cf. MR: Lc 1, 48-49)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que a vossa Igreja vos glorifique pelas maravilhas que fizestes em vossos fiéis, e possa acolher com alegria, neste sacramento, o Cristo sempre vivo, que João Batista pressentiu com exultação, oculto no seio materno. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 31/05/2022
A Bem-aventurada

“Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

Celebramos hoje a festa da Visitação de Nossa Senhora, e o Evangelho que nos é proclamado neste dia contém tanto o hino do Magnificat como as gratulações que Isabel dirige à Virgem SS. Entre as inumeráveis pérolas que poderíamos admirar enfeixadas nesta leitura, merece a pena destacar uma, tirada da boca de S. Isabel e que revela um pouco mais de suas belezas se a contemplarmos na língua em que foi originalmente escrita. Diz Isabel, no v. 45, referindo-se a Nossa Senhora: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”; mas os originais gregos apresentam algumas nuances que não pôde preservar a nossa tradução portuguesa. Neles, o que Isabel diz é “μακαρία ἡ πιστεύσασα”, ou seja, “bem-aventurada a que acreditou”. O termo πιστεύσασα corresponde a um particípio presente do aoristo, tempo verbal que, ao contrário do imperfeito e do pretérito perfeito, apresenta uma ação passada em estado puro, sem delimitações de duração ou conclusão. Nesse sentido, Maria não é apenas uma “crente”, que multiplica vários atos de fé, e tampouco alguém que “creu”, de forma pontual e conclusiva, em algum momento passado; Maria é ‘ἡ πιστεύσασα’, ou seja, aquela que, tendo crido, permanece na fé sem diminui-la ou terminá-la; é aquela cuja fé é pura, aquela que aderiu de uma vez para sempre à Palavra que lhe foi revelada e que nela se fez carne: “Fiat mihi secundum verbum suum”. Eis porque Isabel vincula esse aspecto da fé de Maria com a sua condição de bem-aventurada (‘μακαρία’): “Feliz aquela que acreditou”, pois é pela fé, mediante a qual entramos em comunhão com Cristo, que Deus nos dá aquela felicidade que não se perturba com as variações dos tempos e as flutuações da vida, porquanto está muito bem fundada numa Palavra que não conhece variações. Que, a exemplo de Maria SS., possamos oferecer a Deus o nosso ato de fé: a Virgem bendita, crendo, recebeu a alegria de ter em suas entranhas aquele a quem já carregava em seu Coração; nós, crendo, poderemos também levar em nossos corações aquele que quer encarnar-se misticamente em nossas vidas.

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Santo do dia 31/05/2022


Visitação de Nossa Senhora (Festa)
Data: 31 de Maio


Podemos dizer que aqui nós temos uma Festa conjuntamente da Virgem Maria e de Cristo no dizer de Paulo VI na Marialis cultus (cf. n. 6 e n. 7). No fundo, a Igreja comemora o mistério da manifestação do Senhor (uma) epifania) no evento da visita da Virgem Mãe à sua prima Santa Isabel. Trata-se de uma epifania do Senhor por sua Mãe, a Virgem Maria.

Ainda no seio materno, Jesus é reconhecido como Senhor por Isabel: "Donde me vem a honra que a mãe do meu Senhor venha a mim?" (Lc 1,43). O primeiro culto prestado à Mãe de Deus, Maria, sai da boca de Isabel: "Feliz é aquela que teve fé no cumprimento do que lhe foi dito da parte do Senhor" (Lc 1,45). Maria, arca da nova aliança, é a "teófora" (portadora de Deus), saudada por Isabel como Mãe do Senhor. Na visita realiza-se o encontro entre a jovem mãe, Maria, a serva do Senhor e a anciã Isabel, símbolo de Israel que espera o Salvador. Encontram-se também dois meninos: João, o profeta precursor, que mostra o Cordeiro de Deus presente entre os homens, e Jesus Cristo, o Messias Salvador. João exulta de alegria no seio de sua mãe. Ouçamos ainda Paulo VI sobre esta festa: "Além dessas solenidades, devem ser consideradas também, antes de mais, aquelas celebrações que comemoram eventos "salvíficos", em que a Virgem Maria esteve intimamente associada ao Filho, como são as seguintes festas: a da Natividade de Maria...; a da Visitação (31 de maio), em que a Liturgia recorda a bem-aventurada Virgem Maria... que leva em seu seio o Filho , a qual vai à casa de Isabel para lhe prestar o auxílio da sua caridade e proclamar a misericórdia de Deus Salvador" (MC, n. 7).

Creio que podemos realçar dois aspectos na festa da Visitação. Maria não reteve seu Filho para si mesma. O Filho tornou-se motivo de louvor e ação de graças a Deus e ao próximo. Ela, feita Mãe da Divina Graça, leva a graça, a bênção à sua prima Isabel que esperava o nascimento de seu filho. Quem é abençoado é chamado e enviado a abençoar. E Maria o fez. Ela parte para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade da Judeia, a fim de prestar um serviço àquela que, grávida em sua velhice, precisava de ajuda.

Depois, em Maria e por Maria Deus visita o seu povo, visita a humanidade, pois o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Visitar vem de ver, do latim. Não constitui um mero olhar para alguém, mas ver iteradamente, contemplar, ver a face, entrar em comunhão solidária. Isso demanda tempo, permanência com o visitado. São Francisco deu como uma das primeiras incumbências aos ministros a de "visitar os irmãos". Santa Clara, em sua Forma de Vida para as Damas Pobres, pede que as abadessas visitem as irmãs, sim, estar com as irmãs e não permanecer isolada no seu posto. Visitar os doentes e encarcerados é uma das obras de misericórdia do Evangelho (cf. Mt 25,36). Na visita, antes de tudo, as pessoas se saúdam, como Maria fez com Isabel. Saudar vem de salus, saúde e salvação. Ao saudar Isabel, Maria levava consigo a Salvação, o seu Filho, reconhecido por Isabel como seu Senhor. E nós, sabemos visitar? Levar o Senhor para os irmãos e irmãs necessitados? Sabemos ser bênção, solidarizando-nos, estando presentes e servindo aos irmãos? A visita não pode ser apressada. É preciso permanecer, contemplar a face, solidarizar-se, colocar-se a serviço. Então, também nós teremos motivo para fazer nosso o cântico de Maria, o Magnificat.

A Oração do dia traduz bem o mistério desta festa: Ó Deus todo-poderoso, que inspirastes à Virgem Maria sua visita a Isabel, levando no seio o vosso Filho, fazei-nos dóceis ao Espirito Santo, para cantar com ela o vosso louvor.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.