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Memória Facultativa

Santa Maria no Sábado

Antífona de entrada

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria. (Sl 46, 2)
Omnes gentes pláudite mánibus: iubiláte Deo in voce exsultatiónis. Ps. Quóniam Dóminus excélsus, terríbilis: Rex magnus super omnem terram. (Ps. 46, 2. 3)
Vernáculo:
Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria. (Cf. MR: Sl 46, 2) Sl. Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra. (Cf. LH: Sl 46, 3)

Oração do dia

Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Am 9, 11-15)


Leitura da Profecia de Amós


Assim diz o Senhor: 11“Naquele dia, reerguerei a tenda de Davi, em ruínas, e consertarei seus estragos, levantando-a dos escombros, e reconstruindo tudo, como nos dias de outrora;12deste modo possuirão todos o resto de Edom e das outras nações, que são chamadas com o meu nome, diz o Senhor, que tudo isso realiza.

13Eis que dias virão, diz o Senhor, em que se seguirão de perto quem ara e quem ceifa, o que pisa as uvas e o que lança a semente; os montes destilarão vinho e as colinas parecerão liquefazer-se. 14Mudarei a sorte de Israel, meu povo, cativo; eles reconstruirão as cidades devastadas, e as habitarão, plantarão vinhas e tomarão o vinho, cultivarão pomares e comerão seus frutos.15Eu os plantarei sobre o seu solo e eles nunca mais serão arrancados de sua terra, que eu lhes dei”, diz o Senhor teu Deus.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Ou:

Vigília de São Pedro e São Paulo, Apóstolos:


Primeira Leitura (At 3, 1-10)


Leitura dos Atos dos Apóstolos


Naqueles dias, 1Pedro e João subiram ao Templo para a oração das três horas da tarde. 2Então trouxeram um homem, coxo de nascença, que costumavam colocar todos os dias na porta do Templo, chamada Formosa, a fim de que pedisse esmolas aos que entravam.

3Quando viu Pedro e João entrando no Templo, o homem pediu uma esmola. 4Os dois olharam bem para ele e Pedro disse: “Olha para nós!” 5O homem fitou neles o olhar, esperando receber alguma coisa. 6Pedro então lhe disse: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!”

7E pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou. Na mesma hora, os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes. 8Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. E entrou no Templo junto com Pedro e João, andando, pulando e louvando a Deus. 9O povo todo viu o homem andando e louvando a Deus. 10E reconheceram que era ele o mesmo que pedia esmolas, sentado na porta Formosa do Templo. E ficaram admirados e espantados com o que havia acontecido com ele.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 84)


℟. O Senhor anunciará a paz para o seu povo.


— Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. ℟.

— A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. ℟.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus. ℟.


Ou:

Vigília de São Pedro e São Paulo, Apóstolos:


Salmo Responsorial (Sl 18A)


℟. Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.


— Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia! ℟.

— Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz! ℟.


https://youtu.be/OQA-fDKQzCI

Vigília de São Pedro e São Paulo, Apóstolos:


Segunda Leitura (Gl 1, 11-20)


Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas


Irmãos, 11asseguro-vos que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. 13Certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus 14e como progredia no judaísmo mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me extremamente zeloso das tradições paternas. 15Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça 16se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue 17nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda a Damasco. 18Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. 19E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. 20Escrevendo estas coisas, afirmo, diante de Deus, que não estou mentindo.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10, 27) ℟.

Ou:

Vigília de São Pedro e São Paulo, Apóstolos:


℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Ó Senhor, tu sabes tudo, tu bem sabes que eu te amo! (Jo 21, 17d) ℟.

Evangelho (Mt 9, 14-17)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.

16Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Ou:

Vigília de São Pedro e São Paulo, Apóstolos:


Evangelho (Jo 21, 15-19)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo João 

℟. Glória a vós, Senhor.


Jesus se manifestou aos seus discípulos 15e, depois de comer com eles, perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”.

16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”.

19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Sicut in holocáusto aríetum et taurórum, et sicut in míllibus agnórum pínguium: sic fiat sacrifícium nostrum in conspéctu tuo hódie, ut pláceat tibi: quia non est confúsio confidéntibus in te Dómine. (Dan. 3, 40)


Vernáculo:
Como em holocaustos de carneiros e de touros, como milhares de gordos cordeiros. Seja este o sacrifício na tua presença, hoje, pois para os que confiam em ti não há desilusão. (Cf. Bíblia CNBB: Dn 3, 39. 40)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que nos assegurais os frutos dos vossos sacramentos, concedei que o povo reunido para vos servir corresponda à santidade dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor e todo meu ser, seu santo nome! (Sl 102, 1)

Ou:


Pai, eu vos rogo por eles, para que sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que me enviastes, diz o Senhor. (Jo 17, 20-21)
Inclína aurem tuam, accélera, ut éruas nos. (Ps. 30, 3ab; ℣. Ps. 30, 2. 3cd. 6. 7. 8ab. 8c-9. 20ab. 20cd. 21ab. 21cd. 24. 25)
Vernáculo:
Inclinai o vosso ouvido para mim; apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me! (Cf. LH. 30, 3ab)

Depois da Comunhão

Ó Deus, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, que oferecemos em sacrifício e recebemos em comunhão, nos transmitam uma vida nova, para que, unidos a vós pela caridade que não passa, possamos produzir frutos que permaneçam. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 02/07/2022
Sem a graça, nada somos

Sem a renovação que a graça opera em nós, somos como panos e odres velhos, incapazes de, com as próprias forças, suportar as exigências da vida cristã.

(Homilia do Sábado da 13ª Semana do Tempo Comum)

No Evangelho de hoje, um grupo de discípulos de S. João Batista pergunta ao Senhor por que Ele e os que o seguem não jejuam. Em sua resposta, Jesus se serve de três comparações: a do esposo, a do remendo novo em pano velho e a do vinho novo em odres velhos. Embora a tradição espiritual da Igreja interprete de distintos modos essas três figuras, vale a pena considerar o que a este respeito nos legou um beneditino do século IX, Remígio de Auxerre, alguns de cujos pensamentos foram compilados por S. Tomás de Aquino em sua Catena Aurea (cf. In Matth., c. 9, l. 3). Escreve Remígio que Jesus não pede aos discípulos que jejuem porque, quais panos e odres velhos, eles não foram ainda renovados pela doutrina evangélica, isto é, pela graça divina. Cristo não passou ainda pelo mistério pascal nem lhes enviou o Espírito Santo, de maneira que, privados do auxílio divino, não convinha aos discípulos entregar-se a práticas de penitência mais rigorosas, devido ao risco de perderam a fé por falta de perseverança e austeridade. Essa leitura permite pôr em evidência, de um lado, o primado da graça, sem a qual nada podemos fazer (cf. Jo 15, 5), e, de outro, a disposição providencial com que Deus, no tempo e do modo oportunos, dá a cada um a ajuda que lhe basta. Não podemos, é verdade, ser santos com nossas próprias forças, mas podemos sê-lo, sim, com a graça que Ele nunca cansa de nos enviar, pois quer “que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4). Essa verdade deve ser um estímulo a que peçamos sempre, com confiança e humildade, as graças de que precisamos e nos lembremos de que, sem o sustento de Deus, todos os nossos jejuns, todas as nossas mortificações, tornam-se obra morta e sem valor. Saibamos, pois, reconhecer-nos como mendigos da graça, radicalmente necessitados daquele que, “segundo o seu beneplácito, realiza em nós o querer e o executar” (Fp 2, 13).

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Homilia Diária | Cristo nos dispensou do jejum? (Sábado da 13.ª Semana do Tempo Comum)

O Evangelho deste sábado nos sugere muitas perguntas. Que sentido tinha o jejum no Antigo Testamento? E agora, que vivemos sob a Nova e eterna Aliança, por que devemos jejuar? O que quer dizer a comparação dos remendos novos e dos odres velhos?Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 2 de julho, e compreenda melhor o que o Evangelho de hoje tem a nos ensinar.


https://youtu.be/TgJsupK7KgQ

Santo do dia 02/07/2022


São Bernardino Realino, Presbítero (Memória Facultativa)
Local: Lecce, Itália
Data: 02 de Julho † 1616


São Bernardino Realino, jesuíta italiano, era de Carpi, perto de Módena, onde nasceu no dia 1 de dezembro de 1530. O pai, militar, servia sob um príncipe de Gonzaga.

Bernardino principiou os estudos em Carpi, continuou-os em Móderna e finalizou-os em Bolonha, graduando-se em direito civil e em direito canônico.

Podestà de Fellizano, advogado em Alexandria, governador de Cassino, juiz em Castiglione, intendente do marquês de Pescara, acabou por se fazer jesuíta.

Com trinta e quatro anos, foi admitido como noviço no colégio de Nápoles. Era a 13 de outubro de 1564. Ordenado padre com trinta e sete anos, confiaram-lhe, de inicio, o cargo de mestre dos noviços, que levou até 1571. Pregava em diversas igrejas, e, querido pelo prelado Mário Carafa, foi enviado a Lecce, onde permaneceu quarenta e dois anos. Ali, pregava na catedral. Teve vida azafamada. Visitava doentes, hospitais, prisões, fazia conferências, catequizava, evangelizava. Em breve era o homem de Lecce, que as famílias convidavam para almoçar ou jantar e gostavam de ter ao lado.

São Bernardino Realino amava muito particularmente os animais. Doía-lhe o coração quando via um passarinho aprisionado numa gaiola. Acercava-se, então, do dono, e negociava a ave. De posse do passarinho, ia-se-lhe a tristeza, e o soltava, atirando-o carinhosamente para o azul do céu, para a liberdade. Logo, porém, uma nuvem de tristeza ensombrecia-lhe o rosto: quantas avezinhas havia pelo mundo a viver encarceradas?

Pelo inverno, espalhava grãos e migalhas de pão pelo pátio da casa em que morava, e um bando de passarinhos visitava-o todos os dias. Sem cerimônia, pousavam-lhe pelos ombros, na cabeça, a pipilar alegremente, chegando mesmo a entrar no quarto de estudo do Santo e a pousar sobre a mesa, os livros e os papéis. E Bernardino, muito admirado e desvanecido, agradecia ao Criador aquela bondade.

Em 1610, ficou quase cego, e, à medida que os anos iam avançando, foi-se tornando cada vez mais inválido, muito trôpego, muito acabado. Naquela época, coisa rara, concediam-lhe a comunhão diariamente.

Um dia, foram procurá-lo os magistrados da cidade. Encontraram-no muito abatido, desdormido, fraquíssimo, enterrado quietamente numa vasta poltrona macia. Oficialmente, suplicaram-lhe que tomasse sob sua proteção a cidade, para sempre. Bernardino, comovido, aceitou, e uma ata, ali mesmo, foi gostosamente redigida.

Pouco depois, Bernardino Realino vivia ainda, aqueles magistrados, compenetradamente, deram de pressionar o bispo para que abrisse um processo informativo para a futura canonização. Era a 15 de dezembro de 1615. A 2 de junho do ano seguinte, São Bernardino falecia, com oitenta e seis anos de idade. Fora grande amigo do bem-aventurado Carlos Spinola, martirizado no Japão, de São Roberto Belarmino, Doutor da Igreja, e de Santo André Avelino.

Beatificado por Leão XIII, no dia 27 de setembro de 1895, foi canonizado pelo papa Pio XII a 22 de julho de 1947, juntamente com São João de Brito, jesuíta, mártir, e São José Cafasso.

ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.