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2ª feira da 3ª Semana da Quaresma

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Memória Facultativa

Santa Francisca Romana, Religiosa

Antífona de entrada

Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo! (Cf. Sl 83, 3)
Gradual Romano:
In Deo laudabo verbum, in Domino laudabo sermonem: in Deo speravi, non timebo quid faciat mihi homo. Ps. Miserere mei Deus, quoniam conculcavit me homo tota die impugnans tribulavit me. (Ps. 55, 11-12 et 2)

Vernáculo:
Confio em Deus e louvarei sua promessa; é no Senhor que eu confio e nada temo: que poderia contra mim um ser mortal? Sl. Tende pena e compaixão de mim, ó Deus, pois há tantos que me calcam sob os pés, e agressores me oprimem todo dia! (Cf. LH: Sl 55, 11-12 e 2)

Coleta

Senhor, vossa incansável misericórdia purifique e proteja a vossa Igreja; e, porque sem vós ela não pode subsistir, governai-a constantemente com o vosso auxílio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Rs 5, 1-15a


Leitura do Segundo Livro dos Reis


Naqueles dias, 1Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso.

2Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3Disse ela à sua senhora: “Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!”

4Naamã foi então informar o seu senhor: “Uma moça do país de Israel disse isto e isto”. 5Disse-lhe o rei de Aram: “Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel”. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: “Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra”.

7O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: “Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim”. 8Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer-lhe: “Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saiba que há um profeta em Israel”.

9Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. 10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”.

11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado.

13Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo”’. 14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado.

15aEm seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: “Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda a terra, senão o que há em Israel!”

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 41(42), 2. 3;Sl 42(43), 3. 4 (R. 41[42], 3)


℟. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?


— Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus! ℟.

— A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus? ℟.

— Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada! ℟.

— Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus! ℟.


https://youtu.be/86qWgPuj-ww
℟. Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!
℣. No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. (Cf. Sl 129, 5. 7) ℟.

Evangelho — Lc 4, 24-30


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”.

28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Exaudi, Deus, orationem meam, et ne despexeris deprecationem meam: intende in me et exaudi me. (Ps. 54, 2-3)

Vernáculo:
Ó meu Deus, escutai minha prece, não fujais desta minha oração! Dignai-vos me ouvir, respondei-me: a angústia me faz delirar! (Cf. LH: Sl 54, 2-3)

Sobre as Oferendas

Transformai, Senhor, em sacramento que nos salva, estes dons que vos apresentamos como sinal da nossa dedicação. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, pois comprovado é seu amor para conosco! (Sl 116, 1-2)
Gradual Romano:
Quis dabit ex Sion salutare Israel? Cum averterit Dominus captivitatem plebis suae, exsultabit Iacob, et laetabitur Israel. (Ps. 13, 7; ℣. Ps. 13, 1. 2. 3. 6)

Vernáculo:
Que venha, venha logo, de Sião a salvação de Israel! Quando o Senhor reconduzir do cativeiro os deportados de seu povo, que júbilo e que festa em Jacó, que alegria em Israel! (Cf. LH: Sl 13, 7)

Depois da Comunhão

Nós vos pedimos, Senhor, que a comunhão no vosso sacramento nos purifique dos pecados e nos conduza à unidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 09/03/2026


O tempo em que Deus nos visita


A nossa vida é como uma pequena Nazaré: nas pequenas coisas do dia a dia, em meio às obrigações rotineiras e aos contratempos do trabalho e da casa, Jesus está presente, silencioso, discreto, ansioso para que o reconheçamos em todas as visitas que Ele nos faz.

No Evangelho de hoje, Jesus é rejeitado em sua própria terra, Nazaré. Ele acaba de ler a profecia de Isaías na sinagoga e, diante da rejeição do próprio povo, diz: “Nenhum profeta é aceito na sua própria terra”. Qual é a verdade que está por trás disso que o Evangelho quer nos ensinar? Deus fala, mas não fala somente de forma espetacular e clamorosa; Ele fala também no dia a dia, nas coisas corriqueiras e ordinárias de nossa própria vida, e é para isso que Jesus está chamando a atenção: para o fato de que Deus nos visita. E ali, aquele povo de Nazaré, teve a visita de Deus durante 30 anos, mas não o reconheceram.Por que os nazarenos não reconheceram Jesus? Porque Jesus era um “homem comum”, normal. Sim, vivia a sua vida ordinária, escondida no trabalho da carpintaria, servindo aos outros e amando a Deus. Nessa vida cotidiana, Deus estava ali. O povo de Nazaré pensa que, se Deus vai se manifestar, Ele deve se manifestar de forma extraordinária, com alguma espécie de “espetáculo hollywoodiano”, uma coisa clamorosa… E, no entanto, Deus estava lá, escondido, lado a lado com eles. Deus os visitou, e eles não o reconheceram. Esse trecho do Evangelho de São Lucas pode ser colocado em paralelo com o mesmo trecho do Evangelho em que Jesus finalmente chega a Jerusalém e chora sobre a Cidade santa, dizendo: “Porque não reconhecestes o tempo em que fostes visitada”, não reconhecestes o kairós, o tempo oportuno, o tempo da graça em que houve a visita de Deus, a ἐπισκοπή de Deus, o fato de Deus estar conosco. Pois bem, ali nós vimos verdadeiramente que precisamos estar atentos.Portanto, nesta Quaresma, o Evangelho de hoje pode ser, digamos assim, iluminado por uma frase de Santo Agostinho: “Timeo Deum transeuntem”, “Eu tenho medo do Deus que passa”, de perder o kairós, o tempo da graça, o tempo em que Deus nos visita de forma ordinária, de forma comum, e às vezes até banal. Deus não faz barulho. No silêncio de Nazaré, na timidez de Nazaré, no escondimento de Nazaré, na simplicidade de Nazaré, estava ali Deus convivendo com aquela gente, com aquele povo, assim como na sua Nazaré, no seu dia-a-dia.Sim, você trabalha, tem suas preocupações, tem suas dificuldades. Quantas e quantas vezes a cruz visita você. Talvez esta Quaresma não esteja sendo nada fácil para você. Pois bem, nessas dificuldades, nessas lutas, ali há uma presença de Deus, mas não é uma presença que grita. É uma presença suave, como aquela brisa do profeta Elias.Deus fala numa brisa suave, no encanto do dia a dia. Pessoas que nem sequer conhecem a Deus podem ser voz e instrumento de Deus para você. Sim, é importante estarmos atentos para que não incorramos na miséria do povo de Nazaré, visitados, amados, tocados por Deus, e não foram capazes de reconhecer o toque da graça. Nesta Quaresma, estejamos atentos. É o kairós, o tempo oportuno da visita de Deus.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 09/03/2026

Santa Francisca Romana (Memória Facultativa)
Local: Roma, Itália
Data: 09 de Março † 1440


Santa Francisca Romana, porque nascida em Roma no ano de 1384, de um lar nobre. Foi prometida em casamento pelo pai a um jovem nobre, rico, dotado também de egrégias qualidades. No casamento, Francisca pôde conciliar seus deveres de dama da nobreza, de mãe, esposa e dona de casa com a prática de intensa piedade e caridade para com o próximo.

Viveu numa época de grandes calamidades. Ajudou com seus bens os pobres e dedicou-se ao serviço dos doentes. Na contínua união com Deus hauriu a força para sua incansável operosidade. Foi admirável na sua atividade em favor dos indigentes e na prática das virtudes, especialmente na humildade e na paciência. Com um grupo de damas de Roma deu início, em 1435, à Associação das Oblatas de Maria, ligadas à Ordem Beneditina, mas sem votos religiosos e sem outra finalidade senão a de observar melhor os mandamentos do Senhor, fomentar a devoção a Nossa Senhora, exercitar as virtudes cristãs e praticar a caridade. Francisca continuou a dirigir seu lar. Após quarenta anos de vida matrimonial, com a morte do esposo e dos filhos, passou a viver em companhia das oblatas até sua morte em 1440. Quatro anos após a morte de Francisca, a autoridade eclesiástica aprovou a regra das oblatas, que se constituíram em nova congregação religiosa.

Francisca Romana é modelo da mulher cristã em todas as condições da vida social. Ela foi jovem pura, modesta, religiosa. Foi noiva, foi esposa modelar, mãe amorosa, viúva serena, ativa e animadora de projetos caritativos, enfim, fundadora das Oblatas de Maria. O exemplo desta mulher mostra que a santidade cristã não é uma realidade desligada da vida. A luz de Deus iluminou sua vida de dama pobre, rica, esposa, mãe e religiosa. Pode-se dizer que ela é precursora de um novo tipo de vida religiosa feminina apostólica que se multiplicou em tantas Congregações que foram surgindo nos séculos seguintes na Igreja.

A Oração coleta apresenta Santa Francisca Romana como admirável modelo de esposa e de monja. E pede que possamos reconhecer e seguir a vontade de Deus em todas as circunstâncias da vida. A figura admirável de Santa Francisca Romana, certamente, poderia ser mais conhecida e imitada em nossos dias.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Francisca Romana, rogai por nós!


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