Antífona de entrada

O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei? Meus opressores e inimigos, são eles que vacilam e sucumbem. (Sl 26, 1-2)

Oração do dia

Ó Deus, fonte de todo o bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (2Cor 3, 15–4, 1. 3-6)


Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios


Irmãos, 15até ao dia de hoje, quando os israelitas leem os escritos de Moisés, um véu cobre o coração deles. 16Mas, todas as vezes que o coração se converte ao Senhor, o véu é tirado. 17Pois o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade.

18Todos nós, porém, com o rosto descoberto, contemplamos e refletimos a glória do Senhor e assim somos transformados à sua imagem, pelo seu Espírito, com uma glória cada vez maior. 4, 1Não desanimamos no exercício deste ministério que recebemos da misericórdia divina. 3E se o nosso evangelho está velado, é só para aqueles que perecem que ele está velado.

4O deus deste mundo cegou a inteligência desses incrédulos, para que eles não vejam a luz esplendorosa do evangelho da glória de Cristo que é a imagem de Deus. 5De fato, não nos pregamos a nós mesmos, pregamos a Jesus Cristo, o Senhor.

Quanto a nós, apresentamo-nos como servos vossos, por causa de Jesus. 6Com efeito, Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz”, é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para tornar claro o conhecimento da sua glória na face de Cristo.

Salmo Responsorial (Sl 84)


R. A glória do Senhor habitará em nossa terra.


— Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. R.

— A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. R.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus. R.


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado. (Jo 13, 34) R.

Evangelho (Mt 5, 20-26)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno.

23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

Sobre as Oferendas

Senhor nosso Deus, vede nossa disposição em vos servir e acolhei nossa oferenda, para que este sacrifício vos seja agradável e nos faça crescer na caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Sois minha rocha, meu refúgio e Salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga! (Sl 17, 3)

Ou:


Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. (1Jo 4, 16)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que curais nossos males, agi em nós por esta Eucaristia, libertando-nos das más inclinações e orientando para o bem a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 10/06/2021
Busquemos sempre nos reconciliar com o próximo

“Quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta” (Mateus 5,23-24).

As igrejas falam de ofertas, as pessoas falam de ofertar-se a Deus e ao próximo, e o ofertar é uma grande oferenda. Veja, a oferenda que Deus quer, em primeiro lugar, é a reconciliação.

Se vamos diante do altar, vamos para nos reconciliar com Deus, mas ninguém se reconcilia com Ele quando ainda não se reconciliou com os outros, com os irmãos. Precisamos deixar de lado esse espírito perverso e enganador, em que as pessoas se colocam umas contra as outras e, simplesmente, ignoram-se.

Às vezes, a pessoa diz assim: “Eu comungo todos os dias”, “Rezo o meu rosário todos os dias”, “Tenho as minhas práticas”. Essas práticas são meios, são bênçãos, e elas que nos levam na direção de Deus, mas essas práticas precisam nos quebrar por dentro, precisam arrebentar o coração para que se voltem verdadeiramente para a reconciliação.

O que nos coloca verdadeiramente em Deus é o coração imolado, para que nos reconciliemos uns com os outros

Se queremos milagres em nossa vida, não conheço milagre maior do que corações reconciliados. Quando falamos em “reconciliar” é porque havia uma conciliação, havia uma comunhão, e essa comunhão foi rompida, foi agredida ou, de alguma forma, foi dissimulada pelos acontecimentos. E ao invés de viverem reconciliadas, as pessoas vivem brigadas, separadas, desunidas, colocam-se umas contra as outras.

À medida que não vamos resolvendo as pequenas coisas, as coisas pequenas vão se tornando grandes, e pessoas que relativizam coisas pequenas permitem que elas cresçam e vão se tornando cada vez maiores. E, às vezes, quando a coisa se torna tão grande, a reconciliação torna-se humanamente impossível.

Casais que poderiam se reconciliar não conseguem mais fazê-lo; famílias que poderiam se juntar não conseguem mais; irmãos que precisam conviver juntos não conseguem.

Hoje, percebemos um grande cisma, um grande movimento de separação, de divisão formando-se e crescendo, sobretudo porque não sabemos sacrificar nossos próprios sentimentos e afetos, porque estamos sendo levados pelos impulsos dos sentidos, e facilmente ficamos ressentidos uns com os outros.

A Igreja do Senhor leva seus filhos a reconciliarem-se com o Senhor e uns com os outros. As ofertas que vão nos colocar diante de Deus não são nossas ofertas materiais, pois estas são simbolismos; o que nos coloca verdadeiramente em Deus é o coração imolado, para que nos reconciliemos uns com os outros.

É preciso um grande esforço para superarmos as mágoas, os rancores e os dissabores que vamos criando ao longo da vida. O Céu é a pátria dos reconciliados. Reconciliemo-nos uns com os outros enquanto estamos à caminho, porque senão seremos entregues ao tribunal, e do tribunal de Deus só sairemos se pagarmos o último centavo. É preferível nos reconciliarmos em vida para que, na vida futura, tenhamos direito ao Reino dos Céus.

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Sentir raiva é sempre pecado?

Se pedirmos a graça com piedade, insistência e perseverança, Deus irá transformar aos poucos o nosso coração, até que nele se reflita a mansidão do Coração de Jesus.

Ouça aqui a homilia em ÁUDIO do Padre Paulo Ricardo:


Santo do dia 10/06/2021

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Anjo da Paz, da Pátria, da Eucaristia. As três aparições desse anjo em Portugal compuseram o ciclo angélico da mensagem de Fátima.

Na primavera de 1916, as 3 crianças estavam na Loca do Cabeço (Fátima) a pastorear, quando apareceu-lhes um jovem de mais ou menos 14 ou 15 anos, mais branco que a neve, dizendo: “Não temais, sou o Anjo da Paz, orai comigo: Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam”. As crianças rezaram por três vezes, com o rosto ao chão. Depois ouviram do anjo: “Orai assim. Os corações de Jesus e de Maria, estão atentos à voz de vossas súplicas”. Essa oração acompanhou os pastorinhos sempre.

A segunda aparição deu-se num dia de verão, no quintal da casa de Lúcia, no Poço do Arneiro. As crianças estavam brincando sobre o poço, quando o anjo apareceu-lhes dizendo: “Que fazeis? Orai, orai muito. Os corações santíssimos de Jesus e de Maria tem sobre vós desígnios de misericórdia... eu sou o Anjo da sua guarda, o anjo de Portugal”.

Na terceira aparição, outono do mesmo ano, novamente na Loca do Cabeço, as crianças rezavam a oração que aprenderam na primeira aparição, e o Anjo lhes apareceu com o cálice e uma hóstia. A hóstia a pingar gotas de sangue no cálice. Elas ajoelharam, e o anjo ensinou-lhes esta oração profundíssima que diz da essência da mensagem de Fátima: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espirito Santo, adoro-vos profundamente. E ofereço-vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os sacrários da Terra. Em reparação aos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido, e pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”. Depois disso, o Anjo da Eucaristia entregou a hóstia para Lúcia e o cálice entre Francisco e Jacinta e disse-lhes: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.”

Esta oração nos une com Maria, ao reparador Jesus Cristo, no mistério da Eucaristia para a glória da Santíssima Trindade.

Santo Anjo da Guarda de Portugal, rogai por nós!