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Antífona de entrada

Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Sl 30, 3-4)
Esto mihi in Deum protectórem, et in locum refúgii, ut salvum me fácias: quóniam firmaméntum meum, et refúgium meum es tu: et propter nomen tuum dux mihi eris, et enútries me. Ps. In te Dómine sperávi, non confúndar in aetérnum: in iustítia tua líbera me. (Ps. 30, 3. 4 et 2)
Vernáculo:
Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Cf. MR: Sl 30, 3. 4) Sl. Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me. (Cf. LH: Sl 30, 2)

Glória

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo poderoso.
Nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças por Vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus pai, Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo, só Vós, o Senhor, Só Vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai.
Amém.

Oração do dia

Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Jr 17, 5-8)


Leitura do Livro do profeta Jeremias


Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada.

7Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade; por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 1)


℟. É feliz quem a Deus se confia!


— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. ℟.

— Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. ℟.

— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte. ℟.


https://youtu.be/yx7VbvxzcR8

Segunda Leitura (1Cor 15, 12. 16-20)


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios


Irmãos: 12Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 16Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18Então, também os que morreram em Cristo pereceram.

19Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos — de todos os homens — os mais dignos de compaixão. 20Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Ficai muito alegres, saltai de alegria, pois, tendes um prêmio bem grande nos céus. Ficai muito alegres, saltai de alegria, Amém! Aleluia, Aleluia! (Lc 6, 23ab) ℟.

Evangelho (Lc 6, 17. 20-26)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 17Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia.

20E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!

21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados!

Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir!

22Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas.

24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Creio

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu e da terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos;
creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna.
Amém.

Antífona do Ofertório

Benedíctus es Dómine, doce me iustificatiónes tuas: benedíctus es Dómine, doce me iustificatiónes tuas: in lábiis meis pronuntiávi ómnia iudícia oris tui. (Ps. 118, 12. 13)


Vernáculo:
Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; os vossos mandamentos ensinai-me! Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero os decretos que ditou a vossa boca. (Cf. LH: Sl 118, 12. 13)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove, e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos. (Sl 77, 29-30)

Ou:


Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho único; quem nele crê não perece, mas possui a vida eterna. (Jo 3, 16)
Manducavérunt, et saturáti sunt nimis, et desidérium eórum áttulit eis Dóminus: non sunt fraudáti a desidério suo. (Ps. 77, 29. 30; ℣. Ps. 77, 1. 3-4a. 4bcd. 23. 24. 25. 27. 28)
Vernáculo:
Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos. (Cf. MR: Sl 77, 29-30)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 13/02/2022
O que pode nos fazer realmente felizes?

Não é nas riquezas, não é nos prazeres, nem tampouco nas “aparentes alegrias” que este mundo pode nos oferecer, que se encontra a verdadeira fonte de nossa realização.

Meditação. — No Evangelho deste domingo, São Lucas apresenta-nos uma versão um tanto diferente das bem-aventuranças. Na versão de São Mateus, Jesus está sobre a montanha, discursando para os seus discípulos, que são o “sal da terra e a luz do mundo” (5, 13). Já o texto de São Lucas fala que Jesus se dirige a uma multidão entre os seus discípulos, e discursa a partir de um lugar plano. Dessa vez, o Senhor pretende apontar o caminho do Céu não só para os seus, mas também aos curiosos, à multidão que se encontrava ali para saber o que aquele homem misterioso dizia. Cristo aproveita-se da ocasião para ensinar os preceitos da verdadeira fé, a única capaz de conduzir a humanidade à felicidade perfeita.

As bem-aventuranças dizem respeito à sorte dos simples e humildes, ou seja, todos aqueles que puseram as suas esperanças na eternidade, e não nos bens deste século. Por outro lado, Jesus revela a fragilidade das glórias deste mundo, advertindo os ricos sobre o destino de suas ações: “Ai de vós”, Ele diz. Ai daqueles que se entregaram às paixões dissolutas; à cobiça desmedida por dinheiro; e à satisfação de carências afetivas. Tudo isso deve ser causa de grande ruína, porque não passam de coisas efêmeras, bens que, mais cedo ou mais tarde, chegam ao seu ocaso. Por isso, Jesus exorta-nos a procurar uma vida ordenada, cuja finalidade esteja no cumprimento determinado da própria vocação, servindo-se dos bens deste tempo apenas na medida em que forem necessários e justos. Do contrário, aquele “ai” de advertência sempre estará sobre nossas testas.

A pregação de Jesus sobre as bem-aventuranças mostra, outrossim, o desejo divino de que os homens se convertam e sejam realmente felizes. Jesus prega para nos salvar. Além disso, Ele permite os nossos padecimentos, as “desgraças”, a fim de que voltemos os nossos olhos para a eternidade e não nos prendamos às glórias do mundo, coisa que nos tornaria “dignos de compaixão”, como diz São Paulo na segunda leitura. Para a verdadeira felicidade, Deus nos convida a encontrar prazer na sua lei, meditando-a, dia e noite, sem cessar, pois a estrada dos malvados só leva à morte (cf. Sl 1).

Oração. — Ajudai-me, Senhor Jesus, a orientar meu coração para os tesouros do Céu, que a traça não destrói. Não quero mais ser refém de carências afetivas e outras preocupações mundanas. Ao contrário, desejo ter uma alma livre de toda doença espiritual, a fim de encontrar prazer unicamente na lei do Senhor, meditando-a, dia e noite, sem cessar. Assim seja!

Propósito. — Fazer um bom exame de consciência e confessar-se na intenção de cancelar todos os apegos afetivos que impedem o progresso na vida espiritual.

Deus abençoe você!

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Homilia | Três passos para a verdadeira felicidade (6.º Domingo do Tempo Comum)

O pecado raramente é episódico ou repentino. É, por via de regra, o resultado de um processo sutil mas perceptível que vai da tentação e passa pelo consentimento até chegar, em muitos casos, ao escândalo público e descarado. Mas se sabemos quais são os passos que levam à infelicidade do pecado, sabemos já, por contraste, quais são os passos que levam à felicidade da justiça. Eis o caminho que o Padre Paulo Ricardo quer ensinar a você nesta homilia sobre a liturgia deste 6º Domingo do Tempo Comum. Escute e medite conosco!


https://youtu.be/-4wnsq1P4yw

Santo do dia 13/02/2022


São Martiniano (Memória Facultativa)
Local: Atenas, Grécia
Data: 13 de Fevereiro † c. 398


Martiniano era da Palestina, de Cesária, e havia deixado o século quando completara dezoito anos. Vivia, então, ao pé de uma montanha, e, tantos progressos fizera nas virtudes, que operava milagres.

Ora, um dia, o demônio determinou perdê-lo. E, agindo numa mulher de má vida, fez com que o tentasse, desejando-o como marido.

Zoé era linda e toda frescor. Disfarçada de pobre, ao cair de uma fria tarde, foi bater-lhe à porta da cela, pedindo abrigo por uma noite, choramingando, a dizer que não tinha onde ficar. Comovido com a indigência daquela mulher, Martiniano consentiu em recebê-la. Deixou-a na cela e retirou-se para os fundos, trancando-se a chave. E, deitando-se na terra dura e nua, dormiu, depois das longas preces costumeiras.

No dia seguinte, quando for ver a hóspede, encontrou-a transformadíssima. Vestia-se rica e provocantemente, uma vez tirado o disfarce que usara. Rogando ao ermitão que se casasse com ela, empregou toda a sedução feminina.

Martiniano ficou atônito. Atônito e desconcertado. E, confuso, para esquivar-se, disse-lhe:

- A noite, dar-te-ei a resposta.

Passando todo o dia a orar, rogando a Deus que lhe desse forças e lhe inspirasse horror à mulher, da qual se agradara, por artimanhas do diabo, foi recompensado. Teve uma ideia, e pô-la em ação. Acendeu uma fogueira, sentou-se num banquinho e meteu os pés descalços no meio das chamas. Logo principiou a gritar de dor. Gritava, gritava, mas, heroicamente, não arredava os pés um centímetro.

Zoé, atraída pela bulha, correu a ver o que se passava. E, dando com a dolorosa cena, d olhos marejados d água, caiu de joelhos e pôs-se a bradar:

- Que fazes? Por que te queimas assim? Por minha causa?

- Sim, respondeu Martiniano, com os pés semi-queimados. Como poderei suportar o fogo do inferno, se mal aguento este? Se ceder aos teus desejos, que me não acontecerá com aquele fogo eterno e terrível?

A mulher, tocada no mais fundo do coração, converteu-se. E o santo ermitão, enviando-a a Belém, deixou-a no convento de Santa Paula, onde Zoé viveu em duras mortificações até o fim da vida.

Sete meses depois, Martiniano viu-se curado das feias queimaduras. O demônio, sempre e sempre, deste ou daquele modo, procurou perdê-lo. Em vão, porém, porque Deus, que o protegia, livrou-o dos laços e dos engodos todos. E, para Deus, foi ele mansamente, em 398, em Atenas.

ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume III. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 09 fev. 2022.

São Martiniano, rogai por nós!