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Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

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Antífona de entrada

Procissão ou Entrada solene:
Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas! (Cf. Mt 21, 9)

Ou:


Entrada simples:
Seis dias antes da festa da Páscoa, quando o Senhor veio à cidade de Jerusalém, correram ao seu encontro os pequeninos. Traziam nas mãos ramos de palmeira e clamavam em alta voz: * Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia.Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, * a fim de que o Rei da glória possa entrar!” Dizei-nos: Quem é este Rei da glória? † O Rei da glória é o Senhor onipotente, * o Rei da glória é o Senhor Deus do universo! * Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia. (Cf. Jo 12, 1. 12-13; Sl 23, 9-10)
Dum celebrans accedit, cantatur:
Hosanna fílio David: benedíctus qui venit in nómine Dómini. Rex Israel: Hosánna in excélsis.

Intrante processione in ecclesiam, cantatur:
Ingrediénte Dómino in sanctam civitátem, Hebraeórum púeri resurrectiónem vitae pronuntiántes, *Cum ramis palmárum: “Hosánna, clamábant, in excélsis.” ℣. Cumque audísset pópulus, quod Iesus veníret Ierosólymam, exiérunt óbviam ei. *Cum ramis.
Vernáculo:
Enquanto o celebrante se aproxima, canta-se:
Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas! (Cf. MR: Mt 21, 9)

Ao entrar na procissão na igreja, canta-se:
Entrando o Senhor na cidade santa, os filhos dos Hebreus anunciavam a ressurreição da vida. *Com ramos de palmeiras, clamavam dizendo: ℟. Hosana, hosana nas alturas! ℣.Ouvindo o povo que Jesus viria a Jerusalém, saiu ao seu encontro. *Com ramos de palmeiras, clamavam dizendo: ℟. Hosana, hosana nas alturas! (Cf. MR)

Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Evangelho antes da Procissão de Ramos — Lc 19, 28-40


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Lucas 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém.29Quando se aproximou de Betfagé e Betânia, perto do monte chamado das Oliveiras, enviou dois de seus discípulos, dizendo:30“Ide ao povoado ali na frente. Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado, que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui. 31Se alguém, por acaso, vos perguntar: ‘Por que desamarrais o jumentinho?’, respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele’”.32Os enviados partiram e encontraram tudo exatamente como Jesus lhes havia dito.33Quando desamarravam o jumentinho, os donos perguntaram: “Por que estais desamarrando o jumentinho?”34Eles responderam: “O Senhor precisa dele”.35E levaram o jumentinho a Jesus. Então puseram seus mantos sobre o animal e ajudaram Jesus a montar.36E enquanto Jesus passava, o povo ia estendendo suas roupas no caminho.37Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras, a multidão dos discípulos, aos gritos e cheia de alegria, começou a louvar a Deus por todos os milagres que tinha visto.38Todos gritavam: “Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!”39Do meio da multidão, alguns dos fariseus disseram a Jesus: “Mestre, repreende teus discípulos!”40Jesus, porém, respondeu: “Eu vos declaro: se eles se calarem, as pedras gritarão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Primeira Leitura — Is 50, 4-7


Leitura do Livro do profeta Isaías


O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 21(22), 8-9. 17-18a. 19-20. 23-24 (R. 2a)


℟. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?


— Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” ℟.

— Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos. ℟.

— Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro! ℟.

— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel! ℟.


https://youtu.be/b8ELuhsWHak

Segunda Leitura — Fl 2, 6-11


Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses


Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


℟. Glória e louvor a vós, ó Cristo.
℣. Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz. Pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome muito acima de outro nome. (Fl 2, 8-9) ℟.

Evangelho — Lc 23, 1-49 – Forma breve


℣. Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Lucas


Narrador 1:

Naquele tempo, 1toda a multidão se levantou e levou Jesus a Pilatos. 2Começaram então a acusá-lo, dizendo:

— “Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a César e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei”.

Narrador 1: 3Pilatos o interrogou:

Narrador 2: “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador 1: Jesus respondeu, declarando:

† — “Tu o dizes”.

Narrador 1: 4Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:

Narrador 2: “Não encontro neste homem nenhum crime”.

Narrador 1: 5Eles, porém, insistiam:

— “Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui”.

Narrador 1: 6Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:

Narrador 2: “Este homem é galileu?”

Narrador 1: 7Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes, Pilatos enviou-o a este, pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias. 8Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre. 9Ele interrogou-o com muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondeu.

10Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei estavam presentes e o acusavam com insistência. 11Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa e mandou-o de volta a Pilatos. 12Naquele dia Herodes e Pilatos ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos.

13Então Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse:

Narrador 2: 14“Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; 15nem Herodes, pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. 16Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.

Narrador 1: 18Toda a multidão começou a gritar:

— “Fora com ele! Solta-nos Barrabás!”

Narrador 1: 19Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio. 20Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. 21Mas eles gritavam:

— “Crucifica-o! Crucifica-o!”

Narrador 1: 22E Pilatos falou pela terceira vez:

Narrador 2: “Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.

Narrador 1: 23Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles aumentava sempre mais. 24Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. 25Soltou o homem que eles queriam — aquele que fora preso por revolta e homicídio — e entregou Jesus à vontade deles.

26Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus. 27Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. 28Jesus, porém, voltou-se e disse:

“Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos!29Porque dias virão em que se dirá: ‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram’. 30Então começarão a pedir às montanhas: ‘Caí sobre nós! e às colinas: ‘Escondei-nos!’ 31Porque, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?”

Narrador 1: 32Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus. 33Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. 34Jesus dizia:

“Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”

Narrador 1: Depois fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas de Jesus. 35O povo permanecia lá, olhando. E até os chefes zombavam, dizendo:

— “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!”

Narrador 1: 36Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre,37e diziam:

— “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!”

Narrador 1: 38Acima dele havia um letreiro:

Narrador 3: “Este é o Rei dos Judeus”.

Narrador 1: 39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:

Narrador 3: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”

Narrador 1: 40Mas o outro o repreendeu, dizendo:

Narrador 2: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”.

Narrador 1: 42E acrescentou:

Narrador 2: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”.

Narrador 1: 43Jesus lhe respondeu:

† “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.

Narrador 1: 44Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde, 45pois o sol parou de brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio, 46e Jesus deu um forte grito:

“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.

Narrador 1: Dizendo isso, expirou.

(Todos se ajoelham um instante)

Narrador 1: 47O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus, dizendo:

Narrador 2: “De fato! Este homem era justo!”

Narrador 1: 48E as multidões, que tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito. 49Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia, ficaram a distância, olhando essas coisas.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Impropérium exspectávit cor meum, et misériam: et sustínui qui simul contristarétur, et non fuit: consolántem me quaesívi, et non invéni: et dedérunt in escam meam fel, et in siti mea potavérunt me acéto. (Ps. 68, 21. 22)


Vernáculo:
O insulto me partiu o coração; não suportei, desfaleci de tanta dor! Eu esperei que alguém de mim tivesse pena, mas foi em vão, pois a ninguém pude encontrar; procurei quem me aliviasse e não achei! Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre! (Cf. LH: Sl 68, 21. 22)

Sobre as Oferendas

Pela paixão do vosso Filho Unigênito, apressai, Senhor, a hora da nossa reconciliação; concedei-nos, por este único e admirável sacrifício, a misericórdia que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade! (Mt 26, 42)
Pater, si non potest hic calix transíre, nisi bibam illum: fiat volúntas tua. (Mt. 26, 42; ℣. Ps. 21, 2. 3. 5. 7. 15cd. 17ab. 17c-18. 22. 23. 24. 28. 30c-31a. 31b-32 vel Ps. 115, 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16ab. 16c-17. 18. 19)
Vernáculo:
Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade! (Cf. MR: Mt 26, 42)

Depois da Comunhão

Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, Senhor: como pela morte de vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos, pela sua ressurreição, alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 13/04/2025


Desejo ardente de Cristo


Quando chegou a hora, Jesus pôs-se à mesa com os apóstolos e disse: Desejei ardentemente comer convosco esta ceia pascal antes de sofrer. Pois eu vos digo que nunca mais a comerei até que ela se realize no reino de Deus. Lucas 22,14-23,56

Humanidade nova
Amados irmãos e irmãs, nós precisamos compreender este contexto dentro desta liturgia do Domingo de Ramos. Estamos dentro desta mística do Domingo de Ramos, ou seja, deste tempo quaresmal que já vai nos levar agora para a Semana Maior, a Semana Santa.

E convida a cada um de nós a contemplar este Deus que por amor desceu ao nosso encontro e partilhou da nossa humanidade.

Jesus se tornou solidário com cada um de nós. Guarda essa palavra, o Senhor se tornou solidário, menos o nosso pecado.

Ele veio para nos salvar do nosso pecado e por isso se encarnou, assumiu a nossa humanidade, menos o pecado para nos fazer livres.

Outra realidade importante que nós precisamos compreender do Domingo de Ramos: é que Jesus se faz servo de cada um de nós, ele se deixa ser entregue para morrer, para que o nosso egoísmo seja quebrado, para que a nossa individualidade seja quebrada e também para que a maldade e o pecado fosse vencido.

Preste atenção nisso também: Jesus, ele se entrega no domingo de Ramos, começa todo mundo ovacionar, cantando santos, estendendo as palmas, estendendo os mantos no chão, mas são os mesmos que vão crucificar Jesus, ou seja, Jesus quer nos tirar deste egoísmo e quer tirar a maldade e o pecado. Porque Jesus veio para vencer tudo isso.

Por Jesus, Deus ofereceu-nos a possibilidade de uma vida nova.

Preste atenção, meus irmãos e minhas irmãs: Jesus veio para isso, para nos dar a possibilidade de uma vida nova. Quando ainda estamos no pecado, não podemos viver esta vida nova. Mas, uma vez que Jesus morre por causa dos nossos pecados, Ele pode te dar...
Vida nova.

O evangelho que nós lemos, relata a paixão e morte de Jesus.

É neste momento culminante, desta vida gasta, de Jesus que se concretiza o projeto salvador.

Preste atenção na humilha de ontem. O mundo não quer que o objetivo de Jesus seja alcançado. Mas Jesus aqui está levando este projeto salvador para libertar o homem de toda a escravidão, sofrimento e morte.

Na cruz, Jesus ofereceu a sua vida até a última gota de sangue e revela o seu imenso amor incondicional por cada um de nós.

Jesus nos disse que o amor até o extremo gera a vida nova e gera a vida eterna. Só Jesus poderia fazer isso por nós, porque Ele é Deus, porque Ele é Senhor.

E que esta vida nova chegue ao seu coração.

Que Deus nos abençoe, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
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Santo do dia 13/04/2025

São Martinho I (Memória Facultativa)
Local: Roma, Itália
Data: 13 de Abril † 656


Originário de Todi e diácono da Igreja romana, Martinho foi eleito ao sumo pontificado após a morte do papa Teodoro (13 de maio de 649) e logo mostrou mão firme no governo do leme da barca de Pedro. Não pediu nem aguardou o consentimento à sua eleição da parte do imperador Constante II que no ano anterior promulgara o Tipo, documento em defesa da tese herética dos monotelitas. Para barrar a difusão dessa heresia, três meses após sua eleição, o papa Martinho convocou, na basílica de são João de Latrão, grande concílio, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente.

A condenação de todos os escritos monotelitas, sancionada nas cinco sessões solenes, provocou irritadíssima reação da corte bizantina. O imperador ordenou ao exarca de Ravena, Olímpio, que fosse a Roma e prendesse o papa. Olímpio quis cumprir as ordens imperiais com algumas alterações e tentou, por meio do seu escudeiro, assassinar o papa durante a celebração da missa em Santa Maria Maior. No momento de receber a hóstia consagrada das mãos do pontífice o sicário puxou o punhal, mas foi imediatamente atingido por uma cegueira total.

Provavelmente esse fato convenceu Olímpio a trocar de atitude e a reconciliar-se com o santo pontífice e projetar uma luta armada contra Constantinopla. Em 653, morto Olímpio de peste, o imperador pôde cumprir a sua vingança, fazendo com que o novo exarca de Ravena, Teodoro Calíopa, prendesse o papa.

Martinho, acusado de ter-se apossado ilegalmente do alto cargo de sumo pontífice e de haver tramado com Olímpio contra Constantinopla, foi conduzido por via marítima até à cidade do Bósforo. A longa viagem, que durou quinze meses, foi o início de um cruel martírio. Durante as numerosas escalas, a nenhum dos tantos fiéis que foram encontrar-se com o papa foi concedido aproximar-se dele. Ao prisioneiro não era dada nem água para se lavar. Chegando a Constantinopla a 17 de setembro de 654, o papa ficou estendido numa cama na rua pública recebendo os insultos do povo durante um dia inteiro, antes de ser fechado por três meses na prisão Prandiária. Depois iniciou-se o longo e exaustivo processo, durante o qual os sofrimentos foram tão grandes a ponto de o acusado murmurar: “Façam de mim o que quiserem; qualquer morte será para mim um benefício”.

Humilhado publicamente, despido e exposto aos rigores do frio, carregado de correntes, foi fechado na cela reservada aos condenados à morte. A 16 de março de 655 fizeram-no partir secretamente para o exílio em Quersoneso, na Crimeia. Sofreu fome e foi se enfraquecendo no mais absoluto abandono durante outros quatro meses, até que a morte o colheu, fraco de corpo, mas não de vontade, aos 16 de setembro de 655.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Martinho I, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil