03 Qui
Apr
04 Sex
Apr
05 Sáb
Apr
06 Dom
Apr
07 Seg
Apr
08 Ter
Apr
09 Qua
Apr
10 Qui
Apr
11 Sex
Apr
12 Sáb
Apr
13 Dom
Apr
14 Seg
Apr
15 Ter
Apr
16 Qua
Apr
17 Qui
Apr
18 Sex
Apr
19 Sáb
Apr
20 Dom
Apr

3ª feira da Semana Santa

Apoiadores do Pocket Terço
Terço com imagens no Youtube
Reze os Mistérios Dolorosos com imagens

Antífona de entrada

Não me entregueis, Senhor, às mãos dos que me perseguem, pois contra mim se levantaram falsas testemunhas, mas volta-se contra eles a sua iniquidade. (Cf. Sl 26, 12)
Nos autem gloriári opórtet, in cruce Dómini nostri Iesu Christi: in quo est salus, vita, et resurréctio nostra: per quem salváti, et liberáti sumus. Ps. 1. Deus misereátur nostri, et benedícat nobis: illúminet vultum suum super nos, et misereátur nostri. 2. Ut cognoscámus in terra viam tuam: in ómnibus géntibus salutáre tuum. 3. Confiteántur tibi pópuli, Deus: confiteántur tibi pópuli omnes. (Cf. Gal. 6, 14; Ps. 66)
Vernáculo:
Nós, porém, devemos gloriar-nos na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo; nele está a salvação, nossa vida e ressurreição; por ele somos salvos e libertos. (Cf. MR: Gl 6, 14) Sl. Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! 2. Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos. 3. Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! (Cf. LH: Sl 66, 2. 3. 4)

Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos celebrar de tal modo os mistérios da Paixão do Senhor, que possamos receber vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Is 49, 1-6


Leitura do Livro do Profeta Isaías


1Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado”.

4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E agora diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória.6Disse ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 70(71), 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15. 17 (R. 15)


℟. Minha boca anunciará vossa justiça.


— Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me! ℟.

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. ℟.

— Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo. ℟.

— Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. Vós me ensinastes desde a minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas. ℟.


https://youtu.be/h1zIPcuxJVU
℟. Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
℣. Salve, ó Rei, obediente ao Pai, vós fostes levado para ser crucificado, como um manso cordeiro é conduzido à matança. ℟.

Evangelho — Jo 13, 21-33. 36-38


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo João 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando.

23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?”

26Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”.

28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: “Compra o que precisamos para a festa”, ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite.

31Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”.

36Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde”. 37Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” 38Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Custódi me, Dómine, de manu peccatóris: et ab homínibus iníquis éripe me, Dómine. (Ps. 139, 5)


Vernáculo:
Salvai-me, ó Senhor, das mãos do ímpio, defendei-me contra o homem violento, contra aqueles que planejam minha queda! (Cf. LH: Sl 139, 5)

Sobre as Oferendas

Olhai, Senhor, com bondade, as oferendas da vossa família; e, aos que participam agora dos sagrados dons, concedei chegar à sua plenitude. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós. (Rm 8, 32)
Advérsum me exercebántur, qui sedébant in porta: et in me psallébant, qui bibébant vinum: ego vero oratiónem meam ad te, Dómine: tempus benepláciti, Deus, in multitúdine misericórdiae tuae. (Ps. 68, 13. 14; ℣. Ps. 68, 2. 3. 14ab. 14cd. 17. 18. 31. 35)
Vernáculo:
Falam de mim os que se assentam junto às portas, sou motivo de canções, até de bêbados! Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! (Cf. LH: Sl 68, 13. 14a)

Depois da Comunhão

Saciados pelo dom que nos salva, imploramos, Senhor, a vossa misericórdia, a fim de que, pelo mesmo sacramento que nos dais como alimento neste mundo, nos leveis a participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 15/04/2025


“Um de vós me entregará”


Se temos em nossa conta a traição de Judas, tenhamos também a penitência de Pedro; e se, por nossa fraqueza e malícia, não podemos ocultar o nosso pecado, podemos com a graça de Deus reconhecer que o amor dele é muito maior do que a nossa iniquidade.

É ainda Terça-feira da Semana Santa, mas o Evangelho de hoje já nos transporta para o Cenáculo, onde o Senhor quis reunir-se com os discípulos, tratados doravante como filhinhos e amigos muito amados. Contudo, sabia Ele muito bem que, entre estes amigos escolhidos a dedo para estarem junto dele, havia um que era um demônio, porque o havia de trair covardemente: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”, e outro que, apesar de suas palavras inflamadas de coragem, o havia de negar vergonhosamente: “Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”. Diante de um e outro Apóstolo, ambos traidores, mas o primeiro impenitente e o segundo arrependido, vemos os dois pólos entre os quais oscila a nossa vida. Para muitos cristãos, infelizmente, trair Jesus não está mais no campo das escolhas possíveis, senão que constitui um fato consumado. Quantos de nós, com efeito, já não pecamos gravemente, e o que é o pecado mortal senão uma traição a Cristo e desprezo de sua cruz? Mas se são poucos os fiéis que, como S. Teresinha, receberam a graça de nunca cair em falta grave, todos temos, por outro lado, o dever de chorar os nossos pecados, não só os mortais, mas ainda os que não passam de veniais. Se temos, pois, em nossa conta a traição de Judas, tenhamos também a penitência de Pedro, o qual sabia a gravidade dos seus três “não”, mas que jamais duvidou da imensidade do perdão de Cristo. Se, por nossa fraqueza e malícia, não podemos esconder quantos e quão vis pecados cometemos, podemos com a graça de Deus reconhecer humildemente que o amor dele é muito maior do que a nossa iniquidade. Olhando para a cruz do Senhor, onde vemos de forma gráfica o preço que Deus quis pagar para saldar a dívida do nosso pecado, tenhamos um horror profundo, sincero e universal das nossas culpas e enchamo-nos de esperança, porque não há ferida nem feiúra que se não possa curar e cobrir com o Sangue purificador de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que Ele nos conceda, por sua misericórdia, a graça do arrependimento e a confiança de nos aproximarmos dele frequentemente no tribunal da Penitência.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
Evangelize com o Pocket Terço: pocketterco.com.br/ajude

Santo do dia 15/04/2025

São Paterno de Vannes (Memória Facultativa)
Local: Scissy, França
Data: 15 de Abril † c. 565


São Paterno nasceu em Poitiers, por volta do ano 482. Seu pai, Patrano, com o consenso da esposa, dirigiu-se à Irlanda, onde terminou seus dias em santa solidão. Paterno, abrasado por seu exemplo, acolheu a vida monástica na Abadia de Marnes. Após um tempo, inflamado pelo desejo de adquirir a perfeição da virtude cristã, dirigiu-se ao País de Gales, e em Cardigan fundou um mosteiro chamado Lhan-Paderne-Vaur, ou "Igreja do Grande Paterno". Fez uma visita ao pai na Irlanda, mas ao ser chamado de volta para seu mosteiro em Marnes, logo se retirou na companhia de S. Escubilião, monge daquela casa. Juntos, abraçaram uma austera vida de anacoretas nas florestas de Scicy, na diocese de Coutances (França), próximo ao mar, após obter permissão do bispo e do senhor local. Esta região desabitada - na época, de grande extensão, mas desde então progressivamente invadida pelo mar - era em tempos antigos muito requisitada entre os druidas. S. Paterno converteu à fé os idólatras daquela e de outras regiões vizinhas, até os limites de Bayeux, e convenceu-os a demolir um templo pagão no local, tido em grande veneração pelos antigos gauleses. Em idade avançada, foi consagrado bispo de Avranches por Germano, bispo de Rouen.

Alguns falsos irmãos criaram uma discórdia entre os bispos da província com relação a S. Paterno, e ele preferiu se afastar ao invés de deixar surgir qualquer tipo de dissensão, então, depois de governar sua diocese por treze anos, retirou-se para um ermo na França, onde terminou seus dias, por volta do ano 550.

REFLEXÃO

Os maiores sacrifícios impostos por amor à paz parecerão insignificantes se tivermos em mente o exemplo de Nosso Salvador e lembrarmo-nos de Suas palavras: "Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5, 9).

BUTLER, Alban. Vida dos Santos: para todos os dias do ano. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2021. 560 p. Tradução de: Emílio Costaguá. Adaptação: Equipe Pocket Terço.

São Paterno de Vannes, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil