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Antífona de entrada

Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Sl 30, 3-4)
Esto mihi in Deum protectórem, et in locum refúgii, ut salvum me fácias: quóniam firmaméntum meum, et refúgium meum es tu: et propter nomen tuum dux mihi eris, et enútries me. Ps. In te Dómine sperávi, non confúndar in aetérnum: in iustítia tua líbera me. (Ps. 30, 3. 4 et 2)
Vernáculo:
Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Cf. MR: Sl 30, 3. 4) Sl. Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me. (Cf. LH: Sl 30, 2)

Oração do dia

Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Tg 1, 19-27)


Leitura da Carta de São Tiago


19Meus queridos irmãos, sabei que todo homem deve ser pronto para ouvir, mas moroso para falar e moroso para se irritar. 20Pois a cólera do homem não é capaz de realizar a justiça de Deus. 21Por esta razão, rejeitai toda impureza e todos os excessos do mal, mas recebei com humildade a Palavra que em vós foi implantada, e que é capaz de salvar as vossas almas. 22Todavia, sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. 23Com efeito, aquele que ouve a Palavra e não a põe em prática é semelhante a uma pessoa que observa o seu rosto no espelho: 24apenas se observou, vai-se embora e logo esquece como era a sua aparência.

25Aquele, porém, que se debruça sobre a Lei da liberdade, agora levada à perfeição, e nela persevera, não como um ouvinte distraído, mas praticando o que ela ordena, esse será feliz naquilo que faz. 26Se alguém julga ser religioso e não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo: a sua religião é vã. 27Com efeito, a religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 14)


℟. Senhor, quem morará em vosso Monte Santo?


— É aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente; que pensa a verdade no seu íntimo e não solta em calúnias sua língua. ℟.

— Que em nada prejudica o seu irmão, nem cobre de insultos seu vizinho; que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra os que respeitam o Senhor; ℟.

— não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim! ℟.


https://youtu.be/jfId14RW8lo
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Que o Pai do Senhor Jesus Cristo vos dê do saber o Espírito; para que conheçais a esperança, reservada para vós como herança! (Ef 1, 17-18) ℟.

Evangelho (Mc 8, 22-26)


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 22Jesus e seus discípulos chegaram a Betsaida. Algumas pessoas trouxeram-lhe um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. 23Jesus pegou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele, colocou as mãos sobre ele, e perguntou: “Estás vendo alguma coisa?”

24O homem levantou os olhos e disse: “Estou vendo os homens. Eles parecem árvores que andam”. 25Então Jesus colocou de novo as mãos sobre os olhos dele e ele passou a enxergar claramente. Ficou curado, e enxergava todas as coisas com nitidez. 26Jesus mandou o homem ir para casa, e lhe disse: “Não entres no povoado!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Benedíctus es Dómine, doce me iustificatiónes tuas: benedíctus es Dómine, doce me iustificatiónes tuas: in lábiis meis pronuntiávi ómnia iudícia oris tui. (Ps. 118, 12. 13)


Vernáculo:
Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; os vossos mandamentos ensinai-me! Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero os decretos que ditou a vossa boca. (Cf. LH: Sl 118, 12. 13)

Sobre as Oferendas

Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove, e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão

Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos. (Sl 77, 29-30)

Ou:


Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho único; quem nele crê não perece, mas possui a vida eterna. (Jo 3, 16)
Manducavérunt, et saturáti sunt nimis, et desidérium eórum áttulit eis Dóminus: non sunt fraudáti a desidério suo. (Ps. 77, 29. 30; ℣. Ps. 77, 1. 3-4a. 4bcd. 23. 24. 25. 27. 28)
Vernáculo:
Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos. (Cf. MR: Sl 77, 29-30)

Depois da Comunhão

Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 16/02/2022
Uma cegueira que se vence aos poucos

“Jesus pegou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele e pôs as mãos sobre ele. E o que antes era cego passou a enxergar claramente”.

Toma Jesus um cego de Betsaida pelas mãos, trá-lo para fora da cidade e lhe cura a cegueira. Semelhante milagre, que temos visto em outros pontos do Evangelho, mas diferente método, que só no de Marcos encontramos. É semelhante o milagre, porque foram muitos os cegos a que o Senhor devolveu a vista; mas é diferente o método, porque este é o único caso em que Jesus dá olhos longe dos olhos da multidão, e não de uma vez e com o só império de sua vontade, mas aos poucos e servindo-se do que foi como que o primeiro sacramento: a sua saliva. São detalhes difíceis de acreditar, se não os referisse o próprio Texto sagrado. Diz a Escritura que, estando a sós com o cego nos arredores de Betsaida, lhe cuspiu Cristo nos olhos, esfregou-os com as mãos e fê-lo enxergar por etapas: primeiro aos homens, mas como em figura de árvores ambulantes, do que se conclui que não era cego de nascença, pois sabia distinguir homens de árvores; depois todas as coisas, com a mesma clareza com que enxergava dantes: “Ficou curado, e enxergava todas as coisas com nitidez”. E o que explica que em milagre de tão semelhante efeito usasse Cristo de tão diferentes caminhos? A razão é, porque na cura gradual deste cego quis Jesus representar a cura da nossa cegueira espiritual. Como este cego, que não o foi de berço, também nós temos já alguma luz, que é o pouco de fé que a graça pôde acender em nossas almas; mas só pode esta luz chegar a iluminar de fato todas as coisas sob duas condições. A primeira é que, levados pelas mãos de Cristo, nos afastemos agora “do povoado”, isto é, dos costumes mundanos e saibamos entreter-nos a sós com Ele na oração. A segunda é que procuremos o seu toque nos sacramentos, figurados na saliva com que esfregou Ele os olhos daquele doente. São estes os caminhos, simbolizados hoje nas vias por que o Senhor foi-lhe restituindo a vista, por que também nós iremos recobrar aos poucos a visão, a fim de que a nossa fé, por ora incipiente, possa um dia iluminar a tal ponto os nossos passos, que já não queiramos mais tornar “ao povoado” de que o Senhor nos quer arrancar: “Não entres no povoado!” Deixemos, pois, que Cristo nos tire do mundo de pecado e frouxidão em que temos vivido, busquemos a intimidade e o toque vivificante d’Ele, para que sejamos cristãos de fé madura e luminosa, capazes de distinguir o verdadeiro do falso, os homens das árvores e a reta doutrina da falsa ciência deste século.

Deus abençoe você!

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Homilia Diária | Como deixar de ter uma fé estéril (Quarta-feira da 6ª Semana do Tempo Comum)

Apresenta-nos o Evangelho de hoje uma semelhança e três diferenças. A semelhança está no milagre, que foi um dos mais comuns praticados por Nosso Senhor: devolver a vista aos cegos. As diferenças estão no método com que o Senhor quis realizar o prodígio: não em público, mas a sós; não de um só golpe, mas aos poucos; e não com um simples ato de vontade, mas com o toque de seu corpo. O que explica que, para produzir um efeito tão usado, usasse Cristo de meios tão incomuns?Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 16 de fevereiro, e entenda como Cristo quer arrancar-nos do mundo para, a sós conosco, em oração e pelo toque de sua graça, fazer-nos recuperar a plena visão.


https://youtu.be/N72z_QTrEl0

Santo do dia 16/02/2022


Santa Juliana de Nicomedia (Memória Facultativa)
Local: Campânia, Itália
Data: 16 de Fevereiro


Juliana era filha de Africano, homem rude e pagão, e, desde a infância, havia abraçado o cristianismo. Quando soube que o pai a havia prometido a um jovem nobre, chamado Evilásio, não pôde deixar de sentir certa repugnância: não era o moço pagão e, pois, cultuador dos falsos deuses?

Juliana era filha obediente e submissa. Que fazer, em face da situação criada pelo pai? Depois de pensar comedidamente, resolveu contemporizar. Um dia, diante de Evilásio, disse-lhe:

– Só me casarei contigo, quando fores prefeito da cidade.

Ora, o nobre jovem era pessoa deveras influente e não tardou a ser alçado àquele posto. Tendo ido procurar a jovem, recebeu a seguinte resposta à uma pergunta:

– Sim, sei que te tornaste prefeito da cidade, mas, devo dizer-te, sou cristã, de modo que não posso unir-me a um pagão. Se fosses da mesma religião…

Evilásio, agastado, procurou Africano e pô-lo a par do sucedido. E Africano, depois de inutilmente ter usado de todos os artifícios – carinhos, ameaças e maus tratamentos – descoroçoado e irritado, deixou à filha a escolha: casar-se ou enfrentar o tribunal.

Evilásio, na qualidade de prefeito, intimou-a a prestar declarações sobre a fé. Sendo impossível vergá-la, levando-a a renunciar a Jesus Cristo, prendeu-a.

Naquela noite, quando tudo era silêncio no presídio, um anjo apareceu, luminoso, à jovem dizendo:

– Juliana, sacrifica aos deuses! Deves obedecer à vontade do imperador!

Juliana não se desconcertou. Depois de todas as vicissitudes, Deus haveria de lhe solicitar semelhante coisa? Impossível. Aquilo só podia ser obra do tentador, do demônio. Orando com imenso fervor, suplicou ao Senhor lhe desse forças para vencer o pérfido anjo mau que a tentava. E triunfou do mal.

Evilásio fê-la passar pelos suplícios mais atrozes. Primeiramente, carinhoso, fez-lhe as mais belas propostas, prometeu-lhe tudo, se, renunciando o Cristo, consentisse em desposá-lo. Tudo em vão.

A jovem estava inabalável, e, pois, foi exposta aos tormentos, que não conseguiram demovê-la absolutamente. Então, possesso, o frustrado noivo condenou-a a ser decapitada.

Era nos tempos de Maximiano, e Juliana, em 305, teve a cabeça cortada, recebendo com heroicidade a gloriosa coroa do martírio.

Os gregos celebram a memória de Santa Juliana, virgem e mártir, a 21 de Dezembro e a 8 de Agosto. A ela, em Constantinopla, ergueram uma igreja.

No Ocidente, honram-na os latinos neste dia 16 de Fevereiro.

O corpo da santa virgem foi sepultado na Nicomedia, mas, tempos depois, foi transferido para a Itália, ficando em Nápoles.

ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume III. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 09 fev. 2022.

Santa Juliana de Nicomedia, rogai por nós!