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Antífona de entrada

Ao nome de Jesus todo joelho se dobre, no céu, na terra e nos abismos; e toda língua proclame, para glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor! (Fl 2, 10.11)

Coleta

Ó Deus, que escolhestes Inácio de Azevedo e seus trinta e nove companheiros para regarem com seu sangue as primeiras sementes do Evangelho lançadas na Terra de Santa Cruz, concedei-nos professar constantemente, para vossa maior glória, a fé que recebemos de nossos antepassados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Ex 12, 37-42)


Naqueles dias, 37os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot. Eram cerca de seiscentos mil homens a pé, sem contar as crianças. 38Além disso, uma multidão numerosa subiu com eles, assim como rebanhos consideráveis de ovelhas e bois.

39Com a massa trazida do Egito fizeram pães ázimos, já que a massa não pudera fermentar, pois foram expulsos do Egito, e não tinham podido esperar, nem preparar provisões para si.

40A permanência dos filhos de Israel no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. 41No mesmo dia em que se concluíam os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito. 42Aquela foi uma noite de vigília para o Senhor, quando os fez sair da terra do Egito: essa noite em honra do Senhor deve ser observada por todos os filhos de Israel em todas as suas gerações.

Salmo Responsorial (Sl 135)


R. Eterna é a sua misericórdia.


— Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: porque eterno é seu amor! De nós, seu povo, humilhado, recordou-se: porque eterno é seu amor! De nossos inimigos libertou-nos: porque eterno é seu amor! R.

— Ele feriu os primogênitos do Egito porque eterno é seu amor! E tirou do meio deles Israel: porque eterno é seu amor! Com mão forte e com braço estendido: porque eterno é seu amor! R.

— Ele cortou o mar Vermelho em duas partes: porque eterno é o seu amor! Fez passar no meio dele Israel: porque eterno é o seu amor! E afogou o Faraó com suas tropas: porque eterno é seu amor! R.

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação. (2Cor 5, 19) R.

Evangelho (Mt 12, 14-21)


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus 

R. Glória a vós, Senhor.


V. Naquele tempo, 14os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. 15Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, 17para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18“Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual ponho a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. 19Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. 21Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”.

Sobre as Oferendas

Aceitai, ó Deus, as nossas oferendas e fazei que sejamos fortalecidos pelo mesmo sacrifício que sustentou no martírio o bem-aventurado Inácio e seus companheiros. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

Se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho; mas, se morrer, produzirá muitos frutos. (Jo 12, 24)

Depois da Comunhão

Tendo participado, ó Deus, do mistério pascal à mesa da Eucaristia, fazei-nos fiéis ao vosso serviço, a exemplo dos quarenta mártires que deram por vós a sua vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 17/07/2021
A verdadeira religião é vivida na humildade

“Os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos” (Mateus 12,14-15).

A Palavra de Deus, hoje, nos coloca duas realidades bem distintas da vida de Jesus: o amor e a rejeição. Ele é rejeitado, não amado, odiado; inclusive planejam matá-Lo, os mais “religiosos” de Sua época.

Os fariseus eram um grupo religioso muito influente, eram os que faziam as práticas religiosas de uma maneira mais consistente mas, muitas vezes, as práticas não revelam a verdadeira religião. Por isso, a religião não consiste nas práticas externas somente, ela é, acima de tudo, uma atitude de um coração convertido que acolhe dia a dia a graça de Deus. Eles não acolheram Jesus, rejeitaram e O mataram.

Muitas vezes, deixamos de viver a religião da conversão para viver a religião da acusação; muitas vezes deixamos de viver a religião da humildade, onde é Deus que conduz o nosso coração para vivermos a religião onde nós queremos conduzir Deus, onde fazemos a nossa vontade e queremos instrumentalizar Deus e a religião em favor do nosso querer.


A religião que não é vivida na humildade de coração, não experimenta a verdadeira libertação

Assim fizeram os fariseus e, por isso, eles saíram para planejar a morte de Jesus, mas o Senhor retirou-se dali e grandes multidões O seguiram; e seguiram Jesus porque estavam doentes, enfermos. E a todos que estão doentes e enfermos, que estão sofrendo, todos que não se fecham no seu orgulho, a graça de Deus toca, cura e liberta.

Não adianta sermos religiosos, pois a religião que não é vivida na humildade de coração, não experimenta a verdadeira libertação. Não adianta sermos religiosos, porque a religião não faz de nós sábios e mestres; a religião verdadeira faz de nós discípulos, humildes e seguidores de Cristo Jesus.

A religião que liberta é aquela que nos leva a seguir o Senhor de coração para ouvi-Lo, para segui-Lo, para colocarmos em prática na vida a Sua vontade.

É em Jesus que repousa o Espírito do Senhor, em Jesus que repousa a graça do Senhor, a religião não é primeiro olhar para o meu coração, mas é olhar para Jesus, que é luz de cura e de transformação para o meu interior. Quando olho somente para mim, quando tudo gira em torno a mim e a religião vive em função de mim, a religião do ego faz de mim uma pessoa mais orgulhosa e soberba; mas quando saio de mim e a graça de Deus penetra em mim, a religião me converte e me transforma. Sejamos transformados pela presença de Jesus!

Deus abençoe você!

Pe. Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
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Memória do Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires

Celebramos hoje a memória do bem-aventurado Inácio de Azevedo e seus companheiros de missão, jesuítas martirizados por corsários calvinistas em 1570 por serem propagadores do verdadeiro Evangelho e filhos fiéis da Santa Igreja Romana. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 17 de julho, e conheça a história destes santos mártires que, reinando gloriosos no céu, rogam para que a fé que eles aqui vieram pregar cresça e frutifique sempre no coração do povo brasileiro.




Santo do dia 17/07/2021

 

 


Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires (Memória)
Local: Brasil
Data: 17 de Julho † 1570


Inácio era de Portugal, do Porto. Ali nasceu em 1527, de Dom Emanuel e de Dona Violante, ambos descendentes de ricas e nobres famílias lusitanas.

Depois de cuidadosa educação e duma estada em Coimbra, onde se decidiu pela vida religiosa, entrou na Companhia de Jesus. Era no ano de 1548, e Inácio estava naquela idade dos grandes ideais, dos sonhos, das grandes esperanças dos vinte anos.

Noviço excelente, moço exemplaríssimo, ardoroso no trato das coisas de Deus, tanto que o provincial, Simão Rodrigues, procurou docemente moderar-lhe as austeridades. Nem bem terminara o curso de teologia e já era nomeado reitor do colégio Santo Antônio de Lisboa.

São Francisco de Bórgia, eleito geral em 1565, confiou ao padre Inácio de Azevedo a missão de inspecionar o Brasil.

Doze anos antes, a 13 de junho de 1553, com o Segundo Governador-Geral, Dom Duarte da Costa, que vinha substituir Tomé de Sousa, aportava em Salvador da Bahia, o Padre Luís de Grã, ex-reitor do colégio de Coimbra, que chefiava seis jesuítas. Entre eles, o mais humilde e modesto era José de Anchieta, aquele Anchieta de Iperoig, do Poema à Virgem, que, numa das suas famosas cartas, diria desta terra de Santa Cruz: "Todo o Brasil é um jardim em frescura e bosques, e não se vê em todo o ano árvore nem erva seca".

José de Anchieta, Nóbrega, Diogo Jácome, Vicente Rodrigues, Brás Lourenço e outros, são nomes que desbravaram terras e almas indígenas, acendendo dentro da Pátria e dos corações o fogo ardente do cristianismo.

Inácio de Azevedo esteve três anos no Brasil. Nossa terra, já evangelizada, com membros da Companhia entre sete tribos do interior, possuía, na costa, escolas e seminários.

No relatório que fez aos superiores, o bem-aventurado pediu reforços. A nova terra era vasta e, pois, aquele punhado de irmãos necessitava de novos colaboradores.

Francisco de Bórgia aconselhou-lhe o recrutamento de religiosos pela Espanha e Portugal. Que reunisse o número que se fizesse necessário e, comandando-o, partisse novamente para as plagas brasileiras.

Depois de cinco meses de preparativos, Inácio de Azevedo, aos 5 de junho de 1570, com trinta e nove companheiros, partia na São Tiago, uma nau mercante, enquanto trinta outros religiosos seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil.

Oito dias depois, alcançavam a Madeira: Dom Luís decidiu ali permanecer até que ventos mais favoráveis soprassem, mas o capitão da São Tiago preferiu demandar as Canárias.

Falava-se, então, amiúde, dos perigosos, audaciosos corsários que infestavam o Atlântico, franceses. A São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequenino porto, e, ali, Inácio foi aconselhado a deixar o barco.

Inspirado por Deus, talvez, o bem-aventurado jesuíta preferiu continuar a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o mar alto. Eis senão quando, um corsário francês surgiu ao longe. Comandava-o o huguenote Jacques Souries, que partira de La Rochelle justamente para capturar os jesuítas. E foi a abordagem, seguida de feia luta corpo a corpo.

Dominada a São Tiago pelos calvinistas, Souries concedeu a vida a todos os sobreviventes menos aos religiosos, aos quais degolaram a sangue frio, menos a um, o coadjutor temporal que servia na cozinha, que foi tomado como escravo.

Destarte, pereceram Inácio de Azevedo e trinta e nove companheiros que buscavam o Brasil daqueles primeiros tempos. Com Inácio, receberam a coroa do martírio Aleixo Delgado, Afonso de Baena, Álvaro Mendez, Amaro Vaz, André Gonzales, Antônio Correa, Antônio Fernandes, Antônio Soares, Benedito de Castro, Brás Ribeira, Domingos Fernandes, Manoel Alvarez, Manoel Fernandes, Manoel Pacheco, Manoel Rodrigues, Estêvão Zuraro, Fernando Sanches. Francisco Alvarez, Francisco de Magalhães, Gaspar Alvarez, Gonçalves Henriques, Gregório Scrivano, Tiago de Andrade, Tiago Perez, João Baeza, João Fernandes de Braga, João Fernandes de Lisboa, João de Maiorca, João de São João, João de São Martinho, João de Zafra, Luis Correa, Marcos Caldeira, Nicolau Dinio, Pedro Fontura, Pedro Munhoz ou Nunes, Simão Acosta, Simão Lopes e Francisco Godói, que era parente de Santa Teresa de Ávila.

Com exceção de nove, espanhóis, os demais eram portugueses. Em 1854, Pio IX confirmava-lhes o culto.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XIII. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 11 jul. 2021.

Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil