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3ª feira da 7ª Semana da Páscoa

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Antífona de entrada

Eu sou o Primeiro e o Último, aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre, aleluia! (Ap 1, 17-18)
Gradual Romano:
Exaudivit de templo sancto suo vocem meam, alleluia: et clamor meus in conspectu eius introivit in aures eius, alleluia, alleluia. Ps. Diligam te Domine, fortitudo mea: Dominus firmamentum meum, et refugium meum,et liberator meus. (Ps. 17, 7 et 2-3)

Vernáculo:
De seu Templo ele escutou a minha voz, e chegou a seus ouvidos o meu grito. Sl. Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! (Cf. LH: Sl 17, 7 e 2-3)

Coleta

Deus de poder e misericórdia, nós vos pedimos que o Espírito Santo, vindo habitar em nossos corações, nos transforme em templo de sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — At 20, 17-27


Leitura dos Atos dos Apóstolos


Naqueles dias, 17de Mileto, Paulo mandou um recado a Éfeso, convocando os anciãos da Igreja. 18Quando os anciãos chegaram, Paulo disse-lhes: “Vós bem sabeis de que modo me comportei em relação a vós, durante todo o tempo, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia. 19Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio das provações que sofri por causa das ciladas dos judeus. 20Nunca deixei de anunciar aquilo que pudesse ser de proveito para vós, nem de vos ensinar publicamente e também de casa em casa. 21Insisti, com judeus e gregos, para que se convertessem a Deus e acreditassem em Jesus nosso Senhor.

22E agora, prisioneiro do Espírito, vou para Jerusalém sem saber o que aí me acontecerá. 23Sei apenas que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações. 24Mas, de modo nenhum, considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o serviço que recebi do Senhor Jesus, ou seja, testemunhar o Evangelho da graça de Deus. 25Agora, porém, tenho a certeza de que vós não vereis mais o meu rosto, todos vós entre os quais passei anunciando o Reino. 26Portanto, hoje dou testemunho diante de todos vós: eu não sou responsável se algum de vós se perder, 27pois não deixei de vos anunciar todo o projeto de Deus a vosso respeito”.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 67(68), 10-11. 20-21 (R 33a)


℟. Reinos da terra, cantai ao Senhor.


— Derramastes lá do alto uma chuva generosa, e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes; e ali vosso rebanho encontrou sua morada; com carinho preparastes essa terra para o pobre. ℟.

— Bendito seja Deus, bendito seja cada dia, o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador; o Senhor, só o Senhor, nos poderá livrar da morte! ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Rogarei ao meu Pai e ele há de enviar-vos um outro Paráclito, que há de permanecer eternamente convosco. (Jo 14, 16) ℟.

Evangelho — Jo 17, 1-11a


℣. O Senhor esteja convosco.

℟. Ele está no meio de nós.


℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

℟. Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, 2e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste.

3Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. 4Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. 5E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse.

6Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. 7Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, 8pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste.

9Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. 11aJá não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Antífona do Ofertório

Gradual Romano:
Confitebor Domino nimis in ore meo. Et in medio multorum laudabo eum, qui astitit ad dexteram pauperis, ut salvam faceret a persequentibus animam meam, alleluia. (Ps. 108, 30. 31)

Vernáculo:
Darão meus lábios muitas graças ao Senhor, e o louvarei em meio à grande multidão. Pois colocou-se junto ao pobre, à sua direita, para salvar a sua vida dos juízes. (Cf. Saltério: Sl 108, 30. 31)

Sobre as Oferendas

Acolhei, Senhor, as preces dos fiéis com a oblação do sacrifício, para que possamos, por este serviço da nossa piedosa devoção, alcançar a glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.



Antífona da Comunhão

O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos tenho dito, diz o Senhor, aleluia. (Jo 14, 26)
Gradual Romano:
Non vos relinquam orphanos, veniam ad vos iterum, alleluia, et gaudebit cor vestrum, alleluia, alleluia. (Io. 14, 18; ℣. Ps. 121, 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9)

Vernáculo:
Não vos deixarei órfãos, aleluia, venho a vós, aleluia, aleluia. (Cf. Bíblia CNBB: Jo 14, 18)

Depois da Comunhão

Alimentados, Senhor, com os dons deste sagrado mistério, nós vos pedimos humildemente que nos faça crescer na caridadea Eucaristia que vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória. Por Cristo, nosso Senhor.

Homilia do dia 19/05/2026


Só o Filho leva ao Pai


Jesus, que em diversas ocasiões proclamou ser o Filho de Deus em sentido natural, abre hoje aos Apóstolos a intimidade de seu relacionamento com o Pai, nesta que é uma de suas orações mais entranháveis: “Pai, chegou a hora”, e na qual revela com que espírito devemos rezar: “Ergueu os olhos ao céu”, e o único meio de alcançarmos o mesmo céu: “Que te conheçam a ti e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo”.

Jesus, que em diversas ocasiões proclamou ser o Filho de Deus em sentido natural, abre hoje aos Apóstolos a intimidade de seu relacionamento com o Pai, nesta que é uma de suas orações mais entranháveis: “Pai, chegou a hora”, e na qual se podem notar um gesto e uma expressão muito significativos. O gesto é levantar de olhos ao céu: “Jesus ergueu os olhos ao céu e disse”, com o que se nos indica a necessidade de buscarmos as coisas do alto, segundo a conhecida frase de S. Paulo: “Buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Cl 3, 1), e o “alto” em que o devemos buscar é, antes de tudo, o de nossas almas, na oração e contemplação dos mistérios divinos. Ora, uma vez que a oração de Cristo é modelo para a nossa, devemos sempre rezar a Deus começando pela sua glória, e não pelas nossas necessidades: “Santificado seja o vosso nome”, como dizemos no pai-nosso, e “Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti”, como reza Cristo em sua oração sacerdotal. A expressão é a que revela em que consiste a vida eterna, que é conhecer a Deus e o seu enviado: “A vida eterna é esta, que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo”. Porque a vida eterna, com efeito, não é outra coisa senão ver a Deus como é em si mesmo; mas como esse conhecimento é superior à nossa pobre natureza, só poderemos alcançá-lo se conhecermos antes, pela fé, o que sobre o Pai nos revelou o Filho encarnado, pois “ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou” (Jo 1, 18). Só Jesus, em resumo, nos manifesta quem e como é o Pai: “Manifestei o teu nome aos homens”, e só por Ele chegaremos um dia à plena visão de quem, por sua graça, nos adotou como filhos no Filho unigênito: “Agora eles sabem […]. Eu te rogo por eles”.

Deus abençoe você!

Nossa Missão
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Santo do dia 19/05/2026

São Celestino V, Papa (Memória Facultativa)
Local: Fumone, Itália
Data: 19 de Maio † 1296


Pedro de Morrone, penúltimo de doze filhos de humildes camponeses de Isérnia, onde nasceu em 1215, é figura emblemática do século de grandes santos, como são Francisco de Assis e são Domingos, mas também de profundas lesões no corpo da Igreja. Foram necessários dois anos de conclave para que os cardeais chegassem a um acordo sobre a eleição do papa na humilde pessoa do ermitão Pedro de Morrone, que assumiu o nome de Celestino V. O pontífice octogenário, eleito a 5 de julho de 1284, depôs a tiara a 13 de dezembro do mesmo ano, fazendo um gesto muito discutido pelos contemporâneos quanto à interpretação. Dante chegou até a colocá-lo no seu Inferno, dando como causa: “Aquele que fez por covardia a grande renúncia”. Ao contrário, foi precisamente nesta oportunidade que o piedoso pontífice mostrara uma extraordinária firmeza de espírito, renunciando à tiara quando percebeu que príncipes e cardeais faziam perigosas manobras políticas a respeito de sua pessoa.

Criado na serena paz do campo, primeiro esteve no mosteiro de santa Maria de Faifoli (1231-32), depois numa gruta do monte Pelenco em completa solidão. Fez a primeira viagem a Roma em 1238 e lá foi ordenado sacerdote com a licença de levar vida eremítica. Estabeleceu-se de fato no monte Morrone, perto de Sulmona, depois no monte Maiella onde em 1246 fundou a primeira comunidade eremítica, que em 1263 o papa Urbano IV aprovou, inserindo-a, porém, na ordem monástica beneditina. Para defender a nova Ordem dos Irmãos do Espírito Santo (mais conhecidos por Celestinos), Pedro de Morrone não hesitou em ir, em 1274, ao concílio de Lião, obtendo o reconhecimento do papa Gregório X.

De volta à Itália, o santo eremita, impulsionado pelo desejo da solidão, andou de um lado para outro para visitar as várias comunidades monásticas, mas sobretudo para se subtrair às várias visitas de devotos admiradores, que o procuravam por causa da fama da sua santidade. Em 1286, convocou o capítulo geral da sua Congregação e nesta assembleia demitiu-se de prior escolhendo para morada primeiro o ermo de são Bartolomeu de Logio, depois o de são João de Orfente, em seguida o ermo de santo Onofre, onde recebeu a notícia de sua eleição ao sumo pontificado ao qual renunciou depois de cinco meses.

Não conseguiu voltar à suspirada paz do ermo, pois o seu sucessor, Bonifácio VIII, temendo que os que apoiaram a eleição de Celestino V criassem novas dificuldades à Igreja, teve-o sob guarda no castelo de Fumone, onde o ex-papa viveu os últimos meses de sua vida no completo isolamento. Aqui o colheu a morte a 19 de maio de 1296. Clemente VI o proclamou santo a 5 de maio de 1313.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Celestino V, rogai por nós!


Textos Litúrgicos © Conferência Nacional dos Bispos do Brasil